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Adeus, Sorín

Assim que Sorín anunciou o fim de sua carreira, este blog dedicou à ele um merecido espaço. Ontem, o último capítulo do eterno capitão argentino como jogador de futebol foi escrito no Mineirão. Em festa maravilhosa e inesquecível.

Quase 50 mil pessoas compareceram ao estádio. 90 toneladas de alimento arrecadados. Só pela solidariedade, o evento já valhia à pena.

Antes do jogo, uma partida divertida entre Amigos do Sorín e Amigos do Sorín. Importantes figuras do mundo da bola: Raí, Sócrates, Goicotchea, Francescolli, Rincón, DeFederico, Sérgio Manoel. Importantes figuras do meio artístico: Gabriel Pensador, Kadu Moliterno, Edgar. Ainda antes do amistoso, show com a banda mineira Skank.

Mas nada nem ninguém ali era mais importante que Juan Pablo Sorín.

Emocionado e emocionante, Juanpi discursou palavras de carinho após ser homenageado por AFA, AMCE, Cruzeiro e Argentino Júniors. Fixou seus pés eternamente na calçada da fama do Mineirão. Provou porque é mais que um simples jogador de futebol. Provou porque não é um simples ídolo dos torcedores do Cruzeiro.

Uma passagem teoricamente curta e pouco vitoriosa de um argentino, transformou-se em uma eterna e incrível relação de carinho e respeito.

Em campo, o resultado não importava. O primeiro e o último time de Sorín fizeram um jogo morno, cheio de reservas e substituições. O Cruzeiro venceu por 2 a 1. Sorín jogou cerca de 10 minutos na equipe argentina, por consideração.

E terminou o jogo com uma certeza: que deixa o futebol, mas deixa seu nome gravado na história do esporte mais popular do planeta.

Festa merecida. E que com certeza, Sorín nunca mais vai esquecer. Assim como os torcedores do Cruzeiro nunca vão esquecer do Pássaro Azul.

Que os clubes de futebol aprendam a valorizar grandes ídolos como fez o Cruzeiro. Ainda vivos.

PS: A nota triste: o evento foi vergonhosamente ignorado pelo segundo maior conglomerado de mídia de Minas Gerais. Os Diários Associados (TV Alterosa, Superesportes e Estado de Minas) boicotaram a despedida de Sorín. O motivo: havia sido prometido à eles a transmissão do evento, mas a Rede Globo chegou com mais dinheiro e oferecendo a transmissão para o mundo inteiro. O que não dá aos veículos o direito de fingir que a partida não aconteceu. Uma pena.

Merecido descanso

Falar que Sorín é o maior ídolo cruzeirense em todos os tempos é exagero. Falar que ele é um grande ídolo da torcida, não cabe. Sorín está acima disto. É o "jogador ideal" para os torcedores do Cruzeiro, aquele que alia como poucos, técnica apurada e uma raça impressionante.

Ontem, em mais uma inesquecível página da carreira do lateral esquerdo, Sorín resolveu descansar. Cansado de lutar contra o próprio corpo e o excesso de lesões, o "Pássaro Azul", resolveu que não vai mais voar em campo com a camisa do Cruzeiro. E nem com nenhuma outra.

O sempre sincero Juampi, garante que a decisão não foi tomada de cabeça quente. Amadureceu aos poucos. Ele achava que seria útil quando voltou ao clube, no ano passado. Passou meses se recuperando de problemas crônicos no joelho. Este ano, ficou à disposição, mas seguidas contusões musculares o impediam de pegar ritmo. Sorín, como um verdadeiro torcedor, o mais cruzeirense de todos os argentinos, queria estar em campo contra o rival e na final da Libertadores, mas acabou preterido.

Percebendo que não havia no grupo espaço para ele, foi homem, foi digno como sempre. Resolveu se aposentar. Poderia ficar até o final do ano, fazendo parte do grupo, sem jogar, e recebendo seu ótimo salário em dia. Mas a dignidade do jogador, que disputou duas Copas do Mundo pela Argentina, não lhe permitia fazer isto com o clube que ele tanto ama e que sempre o tratou como um rei.

Por essa e outras incontáveis atitudes de um verdadeiro ídolo, Juampi, o "Pássaro Azul", terá um merecido descanso e ficará para sempre na lembrança do torcedor cruzeirense.

PS: Enquanto isto, Petkovic, Marques e outros incontáveis jogadores continuam preferindo o caminho inverso.

Mercado Movimentado

Os últimos dias de janela aberta para transferências movimentou o mercado no Brasil. Muito por causa do Cruzeiro, que anunciou ontem, 5 negócios.

A raposa vendeu três jogadores. Deles, o único que vinha sendo utilizado, era o bom volante Charles, que acertou com o Lokomotiv, da Rússia (5 milhões de euros por 70% do passe). Bom negócio. Mais uma boa venda dos irmãos Perrella. Os russos, tentaram contratar Ramires, que não teve interesse. Logo na sequência, levaram Charles. Os outros dois jogadores vendidos, não vinham jogando. Kerlon (machucado) foi vendido ao seu empresário, por 1,5 milhão de euros (80% do passe). Deve jogar esta temporada no Chievo. E Jonathas, atacante grandalhão, foi para o AZ Alkmaar, da Holanda, por 600 mil euros (65%).

Mas a Toca também recebeu boas notícias. O Cruzeiro contratou o promissor atacante Thiago Ribeiro, que teve passagem pelo São Paulo e estava no Catar. Jogador interessante, que pode finalmente ser o companheiro que Guilherme precisa. A outra contratação, foi mais para a torcida do que para o time. Juan Pablo Sorín, ao lado de Alex, o maior ídolo celeste desde os anos 90, está de volta. Primeiro para se tratar de uma lesão (deve ficar 2 meses em tratamento), recebendo um simbólico salário de 10 mil reais (quem me dera um salário simbólico destes...) e depois deve ficar no clube por mais 2 anos, para encerrar a carreira.

Outros times também tiveram perdas para o mercado internacional. O São Paulo perde mais um atacante. Aloísio, vai para o lugar de Thiago Ribeiro no Catar, à pedido de Paulo Autuori. O Fluminense perdeu definitivamente o meia Thiago Neves, que acertou com o Hamburgo. E o Inter parece conseguir segurar Nilmar até o fim do ano, mas deve perder Alex.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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