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Mesma eficiência, outra concentração

A missão de vencer a Libertadores e voltar o foco para um Campeonato Brasileiro já em andamento não é simples. Mas o Corinthians faz a opção de não "brincar" como fez o Santos em 2011. Ainda sem a mesma concentração, marca do time na conquista continental, os comandados de Tite mantém a eficiência e começa a subir na tabela.

Contra o Internacional, o Corinthians não fez um bom jogo. Sentiu falta de Paulinho para trabalhar a saída de bola e de um ataque mas efetivo já que Jorge Henrique, Romarinho e Emerson estavam ausentes. Adilson ganhou uma chance e embora tenha se movimentado muito, não foi feliz.

Outra vez sem ser brilhante, o Corinthians manteve o padrão. É um time que mesmo nos piores dias, erra muito pouco. Dá poucas chances ao adversário. Desperdiça poucas oportunidades. Em uma das poucas chegadas, Douglas bateu falta e Paulo André marcou de cabeça. Detalhe. Que faz toda a diferença.

A concentração ainda não é a mesma. É um time em determinados momentos disperso, sem o "sangue no olho" que chamou a atenção na Libertadores. Mas aos poucos encosta no G-4. Com uma boa sequência, pode se aproximar e passar a pensar em título. Ainda não me parece um bom negócio descartar.

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Corinthians pronto vence Cruzeiro em formação

O jogo no Pacaembu foi de um time pronto contra um time em formação. De um Corinthians consistente desde o ano passado, campeão brasileiro e da Libertadores. Contra um Cruzeiro que oscila não só de uma partida para a outra, mas também dentro dos jogos.

Foi o que aconteceu ontem. No início do jogo, o Cruzeiro era melhor. Sandro Silva conseguia marcar Paulinho e o Corinthians tinha dificuldade na saída de bola. Mesmo sem levar muito perigo ao gol de Cássio, os mineiros jogavam no campo ofensivo e controlavam o jogo. Controlavam até Sandro Silva errar na saída de bola e errar no bote a Jorge Henrique. Penalti bem marcado pelo juiz e bem batido por Chicão.

Com a desvantagem no placar, o Cruzeiro mostrou que ainda está longe do ideal. Se perdeu na marcação e passou a deixar espaços para o time de Tite trabalhar à vontade. Principalmente depois que Celso Roth errou ao trocar Sandro Silva (na iminência de levar o cartão vermelho) pelo pouco produtivo Fabinho. Com menos gente no meio-campo, o time celeste permitiu ao Corinthians controlar a partida no setor onde é mais forte.

Na etapa final, Roth não corrigiu o erro. O Cruzeiro seguia sem conseguir agredir e dando espaços no meio. Sem pressa, sem risco, sem sustos, o Corinthians levou a partida com poucas oportunidades. Até Paulinho acertar lindo chute da entrada da área e confirmar uma vitória que só não foi definida antes pois os paulistas claramente pisaram no freio.

O Corinthians vencer qualquer adversário no Pacaembu é resultado normal. Um time oscilar tanto quando está em formação como o Cruzeiro, também. É um risco que a diretoria mineira resolveu correr quando manteve Mancini, errou nas contratações e resolver reforçar a equipe com a competição em andamento. O time pronto venceu. E vencerá quase sempre.

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Era dia de se Libertar

Era o dia do Corinthians. De escrever em sua história fantástica o título que faltava. De completar uma caminhada que começou no dia 2 de dezembro de 2007. Quando o Corinthians empatou com o Grêmio no Olímpico e foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro, percebeu que precisava renascer. E o fez, mais uma vez. Completando o ciclo no 4 de julho de 2012. Era o dia de se libertar. Era o dia da Libertadores.

Não era o dia do Boca. Que tinha os desfalques de Roncaglia e Insarrualde, deixando enfraquecido o seu setor mais importante. Que teve Riquelme se despedindo do time em noite pouco inspirada. Que perdeu a segurança de Orión em lesão atípica. E que tentou lutar, mas se viu encurralado por um time que estava no seu dia. Era o dia do Corinthians.

Era o dia de Émerson. Mais uma vez. O atacante de estrela impressionante. Tricampeão brasileiro por três times diferentes desde que desembarcou de volta ao país em 2009. Decisivo na semifinal contra o Santos. Rápido, esperto, eficiente diante de uma defesa argentina que tentou o desestabilizar durante os 90 minutos. Frio como um argentino. Alegre como um brasileiro. Era o dia de ele escrever seu nome em mais uma conquista, em mais um grande clube.

Era o dia de Tite. Que coloca no currículo mais um título de peso. Que faz mais um trabalho sério, sem querer aparecer mais que os resultados. Que não dá resposta atravessada. E que fez de um grupo sem estrelas um time muito difícil de ser batido. Invicto com a defesa quase intacta. Campanha irretocável e de muitos méritos. Que teve pela frente o campeão da Copa do Brasil, o antigo campeão da Libertadores, o campeão argentino. Do Tolima ao Boca, Tite reconstruiu um time que perdeu peças importantes e fez dele mais forte. Pronto para enfrentar (e bater qualquer um). Era o dia de provar que estavam certos em mantê-lo no comando do clube.


Era o dia de uma nação de loucos. De apaixonados que não viam a hora de colocar no peito esta faixa de campeão. Que amanheceram gritando "vai, Corinthians" e dormiram imaginando aonde este time pode chegar. O Japão é logo ali. E depois de se libertar do drama da Libertadores, a impressão é que o Corinthians pode tudo. Em qualquer dia.

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Armas à postos e decisão empatada

O Corinthians fez exatamente o que esperava-se e imaginava-se. Mostrou mais uma vez maturidade e qualidade. Superou os momentos difíceis e conseguiu um resultado importante na primeira partida da decisão da Libertadores.

Dizia antes do jogo com um amigo que a chave do duelo equilibrado entre Boca Juniors e Corinthians seria a disputa pessoal entre Paulinho e Erviti. Os dois volantes que se apresentam mais nas ações ofensivas dos finalistas do torneio e jogam na mesma faixa do campo são importantes demais para tornar menos previsíveis times que chamam mais a atenção pela consistência que pela volúpia ofensiva.

No início, os donos da casa, talvez empolgados pela pulsante torcida xeneize, abusaram dos passes longos. Fugiram de sua característica apressando o jogo e errando muito. Erviti, muito aberto pela esquerda dava espaço para Paulinho. O Corinthians era melhor, controlava o jogo, e quase abriu o placar em chute da entrada da área do volante.

O jogo já dava sinais de mudança com um Boca mais paciente quando o Corinthians perdeu Jorge Henrique. O poder de marcação do Timão diminuiu e os argentinos cresceram. Silva quase marcou um golaço ainda na etapa inicial e Clemente Rodriguez, mesmo muito mal na partida, levava vantagem pela esquerda contra um Alessandro abandonado.

No segundo tempo, o Boca adiantou ainda mais as linhas. Espremeu o adversário e fez pressão até abrir o placar em escanteio cobrado pelo decepcionante Mouche. Depois de empilhar chances perdidas contra a Universidad do Chile, o atacante voltou a desperdiçar um bom ataque pouco antes de "iniciar" a jogada do gol de Roncaglia que teve o drama que a final pede: rebatida, mão em cima da linha e rebote chutado com "raiva".

Quando tudo começava a tomar ares de drama para o Corinthians e os argentinos praticavam o seu jogo mais forte, paciente e equilibrado, veio Romarinho. A estrela de quem havia brilhado na estreia contra o Palmeiras e o toque preciso por cima de Orión no primeiro toque na bola. Bola recuperada por Paulinho e passe perfeito de Émerson, os dois melhores do Corinthians ao lado de Castán, gigante na defesa. Pouco depois, Cvitanich substituiu Mouche à altura no gol perdido após bola no travessão de Viatri.

Uma vitória do Boca não seria injustiça nem surpresa. Mas seria trágica. O Corinthians consegue um ótimo resultado com pequena dose de sorte e muita competência. Estratégia que precisará ser repetida na semana que vem, no Pacaembu. Na decisão, o Boca poderá fazer seu melhor jogo: sem responsabilidade, fechado, aproveitando os espaços. Em 19 jogos pela Libertadores no Brasil, os argentinos só foram derrotados quatro vezes.

A Bombonera é poderosa e o Corinthians se saiu muito bem no primeiro desafio. Mas o mais difícil ainda está por vir. A final da Libertadores está empatada e só deve ser decidida no último segundo.

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Final de "clones"

A tradição venceu. E o Boca Juniors vai disputar sua décima final de Copa Libertadores. Ontem a noite, confirmou a classificação no empate sem gols contra a Universidad do Chile. Confirmou também o que já era dito neste blog desde o início do ano: é candidato forte demais ao título, não só pela tradição.

O primeiro tempo lembrou e muito a partida da Bombonera, quando o Boca sobrou e venceu por 2 a 0. Os argentinos achavam espaços demais para contra-atacar e controlaram o jogo sem sustos. Enquanto a U só chegou uma vez com perigo, o time comandado dentro de campo por Riquelme se cansou de perder chances. Primeiro, o 10 acertou o travessão em linda finalização. Depois, colocou Mouche duas vezes em condição clara de gol. Jogando às costas de Diaz, único (e ótimo) volante escalado por Sampaoli, Riquelme teve o que não terá contra o Corinthians: liberdade. Coordenou o time que só não decretou logo a classificação porque perdeu as ótimas oportunidades.

Na etapa final, Sampaoli não tinha outra solução. Adiantou seu time e passou a pressionar. Os chilenos passaram a matar os contragolpes do Boca ainda no campo ofensivo e Riquelme cansado não apareceu mais. Na base do abafa, criou chances e merecia ter marcado pelo menos uma vez. Esbarrou no travessão e na segurança de Orión. E mais uma vez ficou na semifinal da Libertadores.

Boca e Corinthians chegam à decisão com estilos muito parecidos. São dois times com muita qualidade no meio-campo, que tem a marcação como ponto forte e que sabem aproveitar os erros do adversário. Ambos devem errar pouco na final, o que pode tornar os jogos chatos para os chatos de plantão.

A diferença entre eles está na camisa. Enquanto os argentinos chegam à décima final em busca do sétimo título, o Corinthians estreia na decisão da Libertadores. Pode pesar. O Boca quer ser o pesadelo na vida de mais um time brasileiro, e de fato, parece assustador.

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Corinthians frio e histórico

Os 180 minutos contra o Santos serviram para comprovar o que só não era óbvio para quem não queria enxergar: o Corinthians tem o melhor time do país. Frio, organizado, tático e técnico. Trabalho muito acima da média de Tite, que vai fazendo história. Melhor em quase todo o confronto semifinal, nada mais justo para este time que chegar à final da Libertadores para coroar campanha impecável.

No primeiro tempo, os comandados de Tite fugiram um pouco de sua característica tradicional. Embora o treinador pedisse para o time se adiantar, a marcação corinthiana era na intermediária dando ao Santos um falso domínio. Mais uma vez, a equipe de Muricy Ramalho dependeu única e exclusivamente de Neymar e exagerou nas bolas para a área. Tinha a bola mas não ameaçava.

Contra o consistente Corinthians, só há uma maneira de achar espaços: vitória pessoal. Foi assim quando Neymar saiu para o lado direito para vencer a marcação de Fábio Santos e iniciar a jogada que terminou com ele empurrando para as redes após desvio de Borges e bola na trave. Vitória parcial e igualdade no confronto ao fim da etapa inicial.

Veio a segunda etapa e o Corinthians evitou o sofrimento. Bola alçada e Danilo, monstruoso na Libertadores, empatou o jogo e deixou o time novamente em vantagem. Daí em diante, o Corinthians voltou ao seu estilo. Marcou adiantado, controlou a bola e o jogo. Não permitiu ao Santos assustar o gol de Cássio uma vez sequer. Partida que escancarou a falta de planejamento de um Peixe sem opções no banco e de um técnico sem ideias mais uma vez.

Frio e quase perfeito taticamente, o Corinthians tem tudo para conquistar o título inédito. Está pronto. Mas deve ter pela frente o seu "clone" argentino. O Boca Júniors, caso confirme a vantagem diante da Universidade do Chile, será o rival mais difícil para o time de Tite. É frio e tático como os paulistas, mas tem mais camisa e experiência na competição.

A Libertadores ainda promete. Assim como este Corinthians, disposto a fazer história.

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Corinthians maduro, Santos dependente

No primeiro duelo na semifinal brasileira da Libertadores, o Corinthians levou a melhor. Simplesmente porque parece pronto para superar qualquer obstáculo. É um time pronto, preparado para todos os desafios. Diferente do Santos, ainda muito dependente do brilho de Neymar que ontem não apareceu.

Com Elano mais uma vez aparecendo pouco e com Ganso voltando de lesão, o meio-campo santista foi engolido no início do jogo. Intensidade de um Corinthians que marcava forte mas que não se negava ao jogo. Saía com inteligência, explorando os espaços na defesa santista e era melhor. Paulinho, o melhor em campo, era a válvula de escape de um time que não tem seus homens de frente em grande fase.

Em uma escapada do volante, que deveria ser seguido por Ganso mas não foi, Henrique deslocado para a lateral direita saiu para dar o bote e deixou Émerson sozinho. Golaço que fazia justiça para o time mais organizado em campo.

Antes e depois do gol, a estratégia do Santos era a mesma. Bola em Neymar, que circulava pelo campo para fugir da marcação e embora recebesse com algum espaço muitas vezes, não teve noite inspirada. O time de Muricy não ameaçava e voltou com Borges na vaga de Elano no segundo tempo. Com Alan Kardec pela direita como em outras oportunidades, o time poderia envolver e criar. Mas a única alternativa na etapa final, contra um adversário ainda mais fechado, foi alçar bolas na área. Sem sucesso.

O Corinthians não tem nenhum grande craque, mas tem um time coeso, competitivo e principalmente maduro. Não dá pinta que deixará escapar a vaga no Pacaembu. Tite atinge o auge de seu trabalho com uma equipe que erra cada vez menos. E se as poucas ideias do Santos não forem compensados com muitas ideias de Neymar, é difícil imaginar que a vantagem será revertida na partida da semana que vem.

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Tudo aberto

O gramado pesado por causa da chuva e o medo de um resultado que definisse o confronto no primeiro jogo, deixou amarrado além da conta o bom duelo entre Vasco e Corinthians pelas quartas de final da Libertadores. Dois elencos fortes, com alternativas e com treinadores que conhecem bem o que tem em mãos. Melhor para o Corinthians, que após o empate decide em casa? Nem tanto.

Os dois times entraram em campo espelhados no 4-2-3-1. O objetivo claro do Vasco era impedir que Ralf e, principalmente, Paulinho, conseguissem jogar. Conseguiu graças à boa partida de Rômulo, se posicionando com inteligência de forma mais adiantada. Com equilíbrio no meio-campo, muita marcação e o campo em condições ruins, o jogo ficou truncado e de poucas emoções.

Bom para o Corinthians, que conseguia controlar o ímpeto do adversário com a segurança habitual. O problema era a dificuldade para segurar a bola no campo ofensivo. Alex foi o "falso 9" no 4-2-3-1 e não cumpriu bem a função. Faltou movimentação e o meia ficou encaixotado entre os zagueiros, jogando de costas. Precisava recuar para fugir da marcação, receber de frente e acionar Emerson e Jorge Henrique em diagonal.

O panorama melhorou no segundo tempo com times mais soltos apesar do mesmo posicionamento. Éder Luís foi mais acionado e levou vantagem sobre Fábio Santos, que não tinha cobertura. Émerson, Danilo e Alex se movimentaram mais trocando constantemente de posição e confundindo a marcação. As chances pintaram e o gol só não saiu graças às defesas de Prass e Cássio e também da arbitragem que anulou gol de Alecsandro. Lance polêmico, difícil e que independente de acerto ou erro, não dá para culpar o trio.

No Pacaembu, o seguro Corinthians vai precisar se expor mais. Parece um time mais confiante, mas dar espaços ao Vasco é permitir que o time de Cristóvão Borges use o que tem de melhor: o bom passe de Juninho, a velocidade de Éder e o poder de decisão de Alecsandro e Diego Souza.

A decisão está em aberto e promete. Teremos um grande jogo na próxima semana.

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Sem vencedor no clássico paulista

Não estou maluco ou mal informado. Nem darei detalhes do clássico entre Corinthians e Palmeiras que não assisti já que acompanhava o duelo mineiro que está no post abaixo.

Em campo, o Corinthians conseguiu importante virada sobre o rival e deu mais uma demonstração de força. Não encanta, mas é competente. Não empolga, mas dificilmente é batido.

Fora do campo, o Corinthians perdeu. O Palmeiras perdeu. O futebol brasileiro perdeu.

No dia em que vários clubes prestaram homenagens à Chico Anysio (entre eles o Palmeiras), o humor e a lição passaram longe. Mais uma vida foi perdida por causa da estupidez de uma minoria que insiste em manchar de sangue um esporte que deveria levar alegria para todos.

Enquanto alguns corinthianos vão comemorar o resultado, a família de André Alves, baleado na cabeça antes do jogo numa briga de torcidas, vai chorar e lamentar a perda de uma vida.

Não teve graça e perderam todos. Mais uma lamentável derrota do futebol brasileiro.

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Despedidas sem saudades

A segunda-feira, 12 de março, certamente ficará marcada na história do futebol brasileiro. Nem tanto na do Corinthians. O dia foi de despedidas. Daquelas boas, que não deixam saudade.

A primeira boa notícia veio para todo interessado no futebol (exceto emissoras e repórteres que tinham o rabo preso). 23 anos depois de assumir o posto mais importante do futebol brasileiro, Ricardo Teixeira largou o osso. A saúde foi o motivo indicado. As denúncias e o afastamento da FIFA e do governo do país, a razão real.

Nos 23 anos que esteve no poder, Ricardo Teixeira acumulou títulos. Ao mesmo tempo em que acumulou prestígio e dinheiro. Tornou-se um homem rico, poderoso e que estava "cagando" para o povo. Assim, a seleção brasileira virou a seleção da CBF. E o presidente da entidade foi virando "persona non grata".

Embora dificilmente vá representar uma mudança imediata, a saída de Ricardo Teixeira é simbólica e indica um momento importante. Dificilmente outro nome terá o jogo de cintura político e a capacidade de (na base de trocas) conseguir apoio quase total no posto. José Maria Marin (o Zé das Medalhas), substituto imediato, já não goza de prestígio e não deve durar muito tempo.

Interessante seria se quem ganhou tanto com o futebol colocasse a cara neste momento. Caso por exemplo de Romário, de papel fundamental na queda do presidente e de atuação firme na Câmara dos Deputados. Maduro politicamente, o baixinho pode ser peça importante no processo de reconstrução. Outros nomes também poderiam se envolver assim como fizeram Platini e Beckenbauer na Europa.

A segunda despedida acabou ofuscada pela renúncia de Ricardo Teixeira e escancarou o momento melancólico de Adriano. O contrato com o Corinthians que ia até o meio do ano foi rescindido em "comum acordo".

As lesões cansaram Adriano que cansou a diretoria do Corinthians. O futebol cansou Adriano que se cansou de ser profissional. E o Imperador será mais um a desperdiçar lenha com carreira em queda livre. O pior é imaginar que certamente aparecerá algum clube disposto a acreditar nas promessas de Adriano e pagar a ele um salário sem sentido. Bom seria se ele se cansasse de enganar a todos e encerrasse a carreira para viver a vida que quer.

A segunda-feira de despedidas foi também de ótimas notícias. E nada de saudade.

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Empate e lições

No primeiro grande teste do ano, Corinthians e Flamengo ficaram no empate. Apesar do resultado, ficou clara a diferença enorme entre as duas equipes, que parece ter tendência a crescer ao longo da temporada. Os cariocas buscaram um resultado que pode ser visto como interessante já no segundo tempo, quando os times reservas estavam em campo.

No primeiro tempo, as duas equipes tiveram força máxima e foi onde deu para avaliar melhor o que acontecia no campo.

O Corinthians foi o mesmo que venceu o Campeonato Brasileiro. Embora ainda esteja longe do ideal físico e tenha tido seu primeiro contato real com bola na temporada, mostrou que a tendência é manter o que vinha fazendo: boa movimentação, marcação forte no campo de ataque e chegada com muita gente ao ataque.

O Flamengo teve Itamar como a principal novidade. No comando do ataque, o contratado decepcionou, perdendo chance clara e aparecendo muito pouco. Ao lado de Deivid e Ronaldinho, formou um trio ofensivo que ficou absolutamente isolado. Faltava perna e organização para que os volantes e laterais se aproximassem. Assim, o Fla teve dificuldades para trabalhar a bola e sofreu com a defesa ainda insegura.

O resultado de 2 a 0 deixou claro que o Corinthians tem mais de tudo: organização, capacidade técnica e física.

Na etapa final, os dois times vieram totalmente modificados.

O Corinthians não se portou bem, embora tivesse um time muito superior "no papel". Foi engolido no meio-campo com volantes muito abaixo dos titulares e com Ramirez absolutamente perdido. Não conseguiu acionar com qualidade o bom trio ofensivo formado por William, Jorge Henrique e Adriano (que tentou se movimentar mas ainda precisa de muito mais para ser verdadeiramente útil).

O Flamengo, ganhou em velocidade e foco assim como no jogo contra o Londrina. Mostrou que Magal pode ser opção útil, principalmente no ataque. Mostrou que Bottinelli merece ser melhor observado e tem vaga no time titular. Mostrou que os jovens Lucas e Negueba, assim como Diego Maurício, podem e devem ser melhores aproveitados.

No primeiro grande teste, o Flamengo viu que está muito abaixo. Precisa se reinventar e principalmente, agir rápido no mercado. Perdeu-se muito tempo trabalhando as renovações de Ronaldinho e Felipe, ainda não conseguiu resolver Thiago Neves e sonhou demais com Vágner Love. Resultado: ainda não tem time, às vésperas da estreia na Libertadores.

O contrário do Corinthians. Que se portou bem e ainda tem muito a crescer. Mas que notou que precisa de alternativas principalmente para as laterais e os volantes quando os titulares não estiverem em campo.

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Pré-temporada - Corinthians

O atual campeão brasileiro é a bola da vez na Pré-Temporada do Marcação Cerrada. Que demorou para voltar e atrasou graças à licença do Tactical Pad que terminou. Mas com tudo regularizado, analisamos o time de Tite para 2012. Quase o mesmo de 2011.

Clique aqui para conferir.

Aproveite para ver os outros times que já passaram pela Pré-temporada do Marcação:


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SMCCB - Tite

E o comandante do campeão, é o técnico da seleção. Tite mantém a tradição da Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro. Só em 2010, o treinador que conquistou o troféu não foi eleito.

Quem foi o melhor técnico do Campeonato Brasileiro?

Abel Braga (Fluminense)

5,88%
Cristovão Borges (Vasco)

29,41%
Hélio dos Anjos (Atlético-GO)

17,65%
Jorginho (Figueirense)

11,76%
Tite (Corinthians)

35,29%

Portanto, esta é a Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro de 2011, faltando apenas os prêmios individuais:

1 - Fernando Prass (Vasco)
2 - Mário Fernandes (Grêmio)
3 - Dedé (Vasco)
4 - Réver (Atlético-MG)
6 - Cortês (Botafogo)
5 - Rômulo (Vasco)
8 - Paulinho (Corinthians)
7 - Diego Souza (Vasco)
10 - Montillo (Cruzeiro)
9 - Fred (Fluminense)
11 - Neymar (Santos)
Técnico: Tite (Corinthians)

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SMCCB - Paulinho e Rômulo

O meio-campo da Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro 2011 chega com pegada e qualidade. Paulinho e Rômulo venceram a disputa deixando Ralf para trás e são os volantes do time.

Paulinho foi um dos principais nomes do Corinthians. Marcando com qualidade e chegando bem ao ataque, tornou-se rapidamente referência no time de Tite. E chamou a atenção de grandes clubes da Europa.

Rômulo também brilhou. Cão de guarda à frente da defesa, aprimorou o passe e fez grande temporada. Foi reconhecido por Mano Menezes, e lembrado para a Seleção Brasileira.

Quem foram os dois melhores volantes do Campeonato Brasileiro?

Arouca (Santos)

10,42% (5 votos)
Casemiro (São Paulo)

8,33% (4 votos)
Maicon (Figueirense)

4,17% (2 votos)
Marcos Assunção (Palmeiras)

10,42% (5 votos)
Paulinho (Corinthians)

18,75% (9 votos)
Pierre (Atlético-MG)

8,33% (4 votos)
Ralf (Corinthians)

12,50% (6 votos)
Renato (Botafogo)

6,25% (3 votos)
Renato Abreu (Flamengo)

4,17% (2 votos)
Rômulo (Vasco)

16,67% (8 votos)
Total: 48 votos

Assim sendo, a Seleção Marcação Cerrada já tem 7 jogadores escolhidos. Vejam:

1 - Fernando Prass (Vasco)
2 - Mário Fernandes (Grêmio)
3 - Dedé (Vasco)
4 - Réver (Atlético-MG)
6 - Cortês (Botafogo)
5 - Rômulo (Vasco)
8 - Paulinho (Corinthians)
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Cinco vezes Timão

O Corinthians não ganhou, mas levou. O empate contra o Palmeiras bastou para que o Timão comemorasse mais um título brasileiro. O quinto. Como estava em Sete Lagoas, não pude assistir a partida no Pacaembu. Mas destaco cinco (não por acaso) destaques que levaram o Corinthians à conquista.

1 - Tite

O técnico cercado de preconceitos é mais um a vencer. Tite fala bem, enxerga o jogo, não precisa dar murro na mesa para se impor. Andou se perdendo em alguns trabalhos, mas retoma o crescimento na carreira em ótimo momento.

Soube segurar uma pressão enorme pela eliminação precoce na Libertadores e trabalhou. Em silêncio e com muita competência. E merece todas as honras pelo título do qual é parte fundamental.

2 - Andres Sanches

Deixe de lado as questões políticas e o gosto pessoal. Andres Sanches é responsável direto pela conquista, pela organização e pelo crescimento recente do Corinthians. O presidente que chegou com ideias novas mostrou competência e também merece coroar seus anos de mandato com o título.

Responsável direto pelas corajosas apostas em Ronaldo e Adriano. Pela manutenção de Tite. Por grandes contratações como Émerson, Alex e tantos outros. Fez um time para conquistar, confiou em suas convicções e venceu junto com técnico e jogadores.

3 - Émerson

Ele ficou fora do jogo final. Mas ter Émerson no elenco, é sinônimo de títulos. O amuleto corinthiano comemora o tri-campeonato brasileiro. Ganhou com o Flamengo em 2009 e com o Fluminense em 2010.

Neste ano, foi menos protagonista. Mas foi importante demais. Teve participação decisiva e fez falta quando ficou fora, como hoje. Logo, é impossível não considerá-lo parte importante demais desta conquista.

4 - Regularidade

Um início arrasador, poucos momentos de dificuldade. Das 38 rodadas, o Corinthians terminou na frente não apenas a última. Foram 27 rodadas no primeiro lugar. Foi o time que mais venceu, teve a melhor defesa e o melhor saldo de gols. Teve ainda o oitavo melhor ataque.

O Corinthians foi regular e homogêneo. O que torna a conquista de hoje ainda mais justa.

5 - Sócrates

O Magrão é um capítulo a parte que deixa a conquista ainda mais bonita e interessante. Mais que um grande ídolo, o ex-jogador que foi descansar na madrugada de hoje é uma baita pessoa. Personagem inteligente e sensacional que tive o prazer de conhecer e bater papo rapidamente na despedida do Sorín.

Infelizmente, vi pouco em vídeo de Sócrates. Ídolo que certamente está tomando a sua cervejinha no céu, satisfeito com esta importante conquista. Fique em paz, Doutor!

E fica o parabéns do Marcação Cerrada ao Corinthians e a todos os corinthianos!

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O caminho para o título

O Campeonato Brasileiro chega à última rodada com dois times brigando pelo título. Serão duas finais, com clássicos estaduais e jogos de tirar o fôlego. Vantagem clara para o Corinthians, que precisa apenas de um empate para comemorar o título. Mas o Vasco, das viradas impossíveis, jamais pode ser descartado.

Corinthians - 1º colocado - 70 pontos Adversário: Palmeiras (casa)

Como já dito acima, o Corinthians precisa apenas empatar para ser campeão. Ou precisa que o Vasco não vença o Flamengo.

O Corinthians enfrenta um Palmeiras que joga há pelo menos quatro rodadas com pouca (ou nenhuma) ambição. Mas que na última rodada, venceu um clássico contra o São Paulo e complicou a briga do rival por uma vaga na Libertadores. O campeonato do Palmeiras neste momento, é atrapalhar os adversários e só.

Tite tem problemas para escalar o time. Não contará com Ralf, Danilo e Émerson. Mas conta com o elenco qualificado para manter o estilo e o padrão. Wallace ou Moradei, Alex e Jorge Henrique serão os substitutos.

O Corinthians é favorito ao título e é favorito no clássico. Tem mais times, tem padrão, tem volume, tem jogadores decisivos, terá o apoio de sua torcida. Precisará "apenas" de atenção a todos os detalhes.

Vasco - 2º colocado - 68 pontos Adversário: Flamengo (casa)

Para o vice-líder Vasco, apenas um dos sete cenários possíveis na rodada final serve para o título: o Vasco vence e o Corinthians perde. Qualquer combinação que não essa, terá comemoração paulista ao fim da rodada.

O Vasco de temporada fantástica (campeão da Copa do Brasil e semifinalista da Sul-Americana) chega obviamente desgastado para a última rodada. Mas chega com a moral no ápice e conta com o apoio da torcida para conquistar o título.

Terá ausências importantes, principalmente Juninho Pernambucano e Éder Luís. O amuleto Bernardo e o cão de guarda Nilton devem ser os substitutos (com Diego Souza jogando um pouco mais à frente). Além de tudo, o time ganhará mais moral quando receber a visita e notar a presença de Ricardo Gomes no Engenhão, exatamente um turno após o AVC.

OPINIÃO DO MARCAÇÃO:

O Corinthians é muito favorito ao título. Enfrenta um adversário mais fraco e tem boa vantagem na tabela. Minha torcida, neste caso, já foi declarada esta semana: queria muito que o trabalho fantástico que o Vasco fez em 2011 fosse coroado com a conquista. Mas acho que não virá.

De toda forma, fique com quem ficar, o troféu estará em boas mãos. Corinthians e Vasco investiram em continuidade, elenco e contratações qualificadas. Apostaram no trabalho. E não chegam com chances de título à rodada final por acaso.

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O caminho para o título

Faltando duas rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, três times ainda brigam pelo título. A briga quente pode ser resolvida com uma rodada de antecedência já que Vasco e Fluminense se enfrentam nesta rodada e podem acabar se matando.

O Corinthians é favorito. Mas não terá vida fácil já que tem pela frente confrontos complicados. Vasco e Fluminense dependem de tropeços dos paulistas para poder sonhar.

Serão 5 jogos decisivos na conquista do título. Outros tantos já foram decisivos. Mas há quem prefira um jogo final, no mata-mata. Vai entender...

Veja quem são os candidatos, seus jogos e o que precisam para ficar com o troféu.

Corinthians - 1º colocado - 67 pontos
Jogos: Figueirense (fora) e Palmeiras (casa)

Matematicamente, o Corinthians precisa de 4 pontos para garantir o título. Ou seja: basta vencer um jogo e empatar outro. Mas a tarefa não é fácil. Primeiro o time encara o Figueirense, brigando por vaga na Libertadores e mordido pela goleada sofrida para o Fluminense, fora de casa. E depois decide em clássico contra o Palmeiras, que tem como única motivação tirar o título do rival.

Se vencer um jogo e perder o outro, o Corinthians elimina o Flu da disputa e só perde o título se o Vasco vencer os dois jogos. Ou seja: se vencer o Figueirense, comemora o título por antecipação desde que o Vasco não vença o Fluminense.

Com dois empates, o Corinthians também tira o Fluminense da briga. Mas depende de uma derrota (ou dois empates) do Vasco para poder comemorar o título.

Com um empate, além de torcer para que o Vasco perca pelo menos um dos jogos ou não ganhe nenhum, o Corinthians precisa torcer para que o Fluminense não vença seus dois compromissos.

Caso perca as duas partidas, o Corinthians só fica com o título se Vasco e Fluminense empatarem na próxima rodada e não vencerem seus jogos na partida derradeira.

Vasco - 2º colocado - 65 pontos
Jogos: Fluminense (fora) e Flamengo (casa)

O Vasco tem dois clássicos pela frente. Um contra um adversário direto pelo título e outro com um que provavelmente ainda sonhará com uma vaga na Libertadores. Precisa tirar três pontos de vantagem em relação ao Corinthians, já que tem grande desvantagem no número de vitórias. Empatar com os paulistas no número de pontos não dará ao Vasco a conquista. Ou seja: se não vencer nenhum dos jogos finais o Vasco não ganhará o Campeonato Brasileiro.

Se vencer os dois jogos, o Vasco torce para que o Corinthians faça no máximo três pontos (perca uma ou empate as duas).

Caso ganhe um jogo e empate o outro, o Vasco só fica com o título se o Corinthians fizer no máximo um ponto (empate uma e perca a outra ou perca as duas).

Com uma vitória e uma derrota, o Vasco precisará que o Corinthians perca seus dois compromissos para ficar com o título. Se a única vitória não for sobre o Fluminense (perca para o Flu e vença o Flamengo), o Vasco precisará secar também o rival na última rodada para sonhar com a conquista.

Fluminense - 3º colocado - 62 pontos
Jogos: Vasco (casa) e Botafogo (fora)

O Fluminense tem o panorama mais difícil entre os concorrentes, embora tenha vantagem sobre os dois no critério de desempate (com 20 vitórias, se ficar empatado com os rivais ganha o troféu). No entanto, apenas um cenário serve para o Fluminense no Brasileirão.

Para comemorar o título no dia 4 de dezembro, o Fluminense precisa ter vencido o Vasco e ganhar do Botafogo. Além disso, precisa que o Corinthians faça no máximo um ponto em dois jogos (um empate e uma derrota ou duas derrotas).

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Jogar melhor não basta

Antes de rolar a bola na Arena do Jacaré, era impossível não considerar o Corinthians favorito contra o instável Cruzeiro. Era o jogo do líder contra o time que não havia vencido uma partida sequer no returno.

Em campo, o que se viu foi um jogo equilibrado. Cruzeiro e Corinthians alteranaram o domínio, viveram bons e maus momentos na partida. Até que no fim, valeu o equilíbrio para o time mais bem posicionado na tabela. E uma vitória por 1 a 0 que mantém o time forte demais na briga pelo título.

O primeiro tempo foi mais equilibrado. Os dois times atacavam melhor do que defendiam pelos lados. O Cruzeiro tentava impor marcação adiantada com seus três volantes mas tinha dificuldades quando o adversário avançava em velocidade. O Corinthians deixava espaços para Montillo trabalhar e dava uma imensa avenida nas costas de Ramón para Vitor. Os dois times tiveram boas chances mas a etapa inicial terminou sem gols. Graças à boas defesas de Fábio. E a falta de poder de definição de Keirrison, que escapou sem marcação mas não chutou nem passou para Montillo que fechava sozinho.

No segundo tempo, com Diego Renan e Anselmo Ramón no time (o primeiro entrou ainda na etapa inicial, na vaga do lesionado Éverton) o Cruzeiro dava a impressão de atacar mais. Pura armadilha do Corinthians, que recolheu suas linhas a espera do contra-ataque. A estratégia que não funcionou bem no primeiro tempo, ficou óbvia no segundo.

O Cruzeiro tinha a bola mas ameaçava pouco. Montillo achava menos espaços, Anselmo Ramón ficava encaixotado pelos zagueiros paulistas e Wellington Paulista viveu dia de Wellington Paulista. Tite viu sua estrela brilhar quando colocou Edenílson e no primeiro lance o atacante aproveitou a sempre agradável avenida Diego Renan e rolou para Paulinho marcar o único gol do jogo.

Perdendo, o Cruzeiro foi obrigado a sair. Teve chances para empatar. Júlio César fez duas ótimas defesas. Montillo perdeu um penalti muito mal marcado pela arbitragem (mais um penalti desperdiçado pelo ótimo argentino, que não tem neste tipo de cobranças um bom atributo). Escancarou seus problemas defensivos já que é um time que simplesmente não desarma. Com um, dois ou três volantes, o Cruzeiro ocupa espaços mais não morde.

A derrota não pode ser tratada como inesperada. O Cruzeiro evolui, mas jogar bem não muda nada. O time que conquistou apenas 4 dos últimos 33 pontos vê a zona de rebaixamento cada vez mais próxima. Perder para o líder, é comum. Anormal é não vencer 11 jogos em sequência num Campeonato de 38 rodadas. A reação do Cruzeiro não pode tardar. E o Atlético-GO, de ótimos resultados no returno, não será tarefa fácil.

Já o Corinthians, segue mostrando maturidade. É um time que sabe onde pode chegar. Está desde o início na ponta e não dá indícios que vá sair.

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Quando não perder é mais importante que ganhar

A maior rivalidade de São Paulo, atualmente, tinha tudo para escrever mais uma grande página hoje. São Paulo e Corinthians fizeram clássico que poderia valer a liderança do Campeonato Brasileiro. Uma vitória, além de alçar o time à ponta e dar moral, afastaria o adversário do título. Bom motivos para buscar a vitória? Não foi o que pensaram Adilson Batista e Tite. Pouco ousados, viram um 0 a 0 chato em boa parte do tempo e que em nada ajudou suas equipes.

Graças à coincidência de horários, não vi os primeiros trinta minutos do clássico paulista. Dali até o fim do primeiro tempo, só o São Paulo jogou. Tentando a bola nas costas da defesa com Dagoberto, o tricolor caiu consantemente na linha de impedimento da defesa do Corinthians. Mas no time de Adilson, todos jogam. Casemiro acertou a trave em cabeçada. Wellington fez jogada de ponta direita e quase deixou Dagoberto com o gol vazio. Em 15 minutos, o empate já me parecia injusto.

Na etapa final, o Corinthians voltou ainda mais fechado. E o jogo caiu de produção. O São Paulo tinha a posse, rodava a bola, mas não conseguia agredir o gol de Júlio César. Enquanto isto, o Corinthians pouco ameaçava, tímido nos contra-ataques e com seus atacantes em desvantagem graças às ótimas atuações de Rodolpho e João Felipe.

Nas mexidas, os técnicos que deveriam buscar a vitória, foram pouco ousados. Adilson demorou para colocar Rivaldo e não quis abrir mão de um volante para colocar Marlos. Tite só colocou Jorge Henrique aos 41 minutos do segundo tempo, preferindo a composição de meio-campo com Danilo na vaga de Liédson.

O empate não deve trazer grandes crises para nenhum dos dois. Mas pontos conquistados hoje, poderiam fazer muita diferença na sequência do Campeonato e também na tabela final.

Bom para o Vasco, cada vez mais líder e cada vez mais favorito.

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Destaque da Rodada

O artilheiro do Brasileirão quer entrar na festa. Liédson voltou a brilhar com a camisa do Corinthians e encostou em Montillo na disputa de Destaque do Brasileirão. Foi ele o destaque da 22ª rodada. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª e 22ª rodadas
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª rodada
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª rodada
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada

Quem foi o destaque da 22ª rodada do Brasileirão?

Herrera (Botafogo)

28,57%
Rômulo (Vasco)

14,29%
Liédson (Corinthians)

57,14%

Vamos agora eleger o melhor da 23ª rodada. Veja os candidatos:

Edu Dracena (Santos) - Teve um gol mal anulado e fez partida impecável na vitória do Santos sobre o Cruzeiro por 1 a 0.

Leandro Damião (Internacional) - Marcou mais três gols no Brasileirão. Os três da goleada do Inter sobre o Palmeiras por 3 a 0. Foi destaque na 18ª rodada.

Marcos Aurélio (Coritiba) - Marcou um gol e deu duas assistências na goleada do Coritiba sobre o Botafogo por 5 a 0.


Quem foi o destaque da 23ª rodada do Brasileirão?

Edu Dracena (Santos)

Leandro Damião (Internacional)

Marcos Aurélio (Coritiba)













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Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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