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Coritiba prepara outra renovação

O trabalho que começou com Ney Franco na Série B de 2010, segue firme no seu rumo com Marcelo Oliveira. O Coritiba que chega quase à metade do Campeonato Brasileiro perto da zona do rebaixamento, dá sinais de que tem tudo para se reerguer mais uma vez. Graças aos acertos no mercado e a continuidade do planejamento. Os dois vice-campeonatos seguidos na Copa do Brasil não são obra do acaso.

Na goleada por 4 a 0 sobre o Cruzeiro, o Coritiba foi o dono do jogo. Controlou o meio-campo, teve velocidade pelos lados e poderia ter feito mais gols. Mostrou bons nomes, principalmente o lateral direito Ayrton que assumiu o posto de titular do time ainda no primeiro semestre mas que torna-se figura cada vez mais importante na equipe. Também apareceram bem Luccas Claro, Júnior Urso e Robinho.

Se o Cruzeiro teve desfalques importantes, o Coritiba também teve. Emerson, Pereira, William e Éverton Costa são titulares importantes que não entraram em campo pelo Coxa.

A capacidade de reconstrução faz do Coritiba cada vez mais forte. É se reinventando que o time de Marcelo Oliveira segue perto das grandes conquistas. Difícil imaginar que chegue até mesmo à Libertadores do ano que vem. Mesmo perdendo sempre seus principais jogadores para o mercado, porém, o time segue brigando em iguais condições com fortes concorrentes.

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Herói improvável em jogada previsível

Betinho, 24 anos. Um gol em 2012 e contrato de três meses com o Palmeiras. Pouco futebol. O segundo gol na temporada veio já no fim do "período de experiência" prometido por César Sampaio. Desvio de cabeça que valeu o título da Copa do Brasil. Improvável e histórico.

Assim como toda a campanha do Palmeiras na Copa do Brasil. No melhor estilo Felipão, diga-se. Uma panela de pressão com problemas dentro e fora de campo. Blindados por um treinador que sabe (e soube) reconhecer as limitações do plantel e fazer um time de marcação forte e mortal na bola parada de Marcos Assunção.

Com a força da torcida, o Coritiba precisava da intensidade que teve no primeiro tempo em Barueri, com mais capricho na hora de finalizar. Não teve nenhum dos dois. Tentava e era melhor com Rafinha insistindo nas jogadas individuais contra Juninho, que levou cartão amarelo logo aos 4 minutos. Mas criava pouco com Everton Ribeiro muito bem marcado por Henrique. Não demorou para a torcida esfriar, o jogo esfriar (com imenso auxílio de Sandro "Falta" Ricci) e o time de Felipão se ver confortável em campo.

Bruno assistia o jogo sem ser incomodado até o início da etapa final. Lincoln foi derrubado em jogada individual e Ayrton balançou as redes. Gol do Coritiba que surgiu com as duas mudanças feitas por Marcelo Oliveira. Pressão que seria enorme se o time paranaense não continuasse parecendo não se importar com a jogada forte do Palmeiras. Mais previsível impossível: cobrança de Assunção e gol. Mais improvável impossível: Betinho marcando o tento da tranquilidade.

O Palmeiras reencontra o caminho dos títulos com Felipão. Improvável e importante. Como será mais importante ainda se planejar melhor e tentar fortalecer o elenco pobre. Que a diretoria saiba diferenciar os verdadeiros heróis daqueles que simplesmente estavam no lugar certo na hora certa, como Betinho. Para seguir alçando vôos cada vez mais altos, o campeão invicto da Copa do Brasil precisa voltar a pensar como tal.

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Palmeiras trava o Coxa e larga na frente

Foi a final de Copa do Brasil menos repercutida dos últimos anos. Reflexo do título da Libertadores pelo Corinthians na véspera. E também pela decisão impossível de entender de mandar o jogo para Barueri. Diante de "apenas" 28 mil torcedores, o Palmeiras esvaziou a decisão mas abriu larga vantagem no duelo contra o Coritiba.

Com a marcação adiantada e a intensidade que marcam o time paranaense, o início do jogo foi de sufoco para o Palmeiras. Que não conseguia segurar a bola e errava muitos passes. Everton Costa se movimentava abrindo espaços para Rafinha e Junior Urso aparecerem e perderem boas chances diante de Bruno. O Palmeiras não encontrava o adversário no meio e não mostrava intimidade com a bola. Valdívia era o único que buscava o jogo, mas não encontrava um companheiro em sintonia.

Aproveitando a arbitragem confusa do fraco Wilton Pereira Sampaio, o Palmeiras abusava das faltas cavadas e tentava ganhar terreno. Parava mais o jogo e diminuía a intensidade do Coritiba. Até Valdívia sofrer falta e na cobrança Betinho sofrer penalti de Jonas (duvidoso porque os dois se agarram, mas "marcável"). Valdívia fez gol, homenagem a Barcos e fez os paulistas levarem a vantagem para o vestiário.

A estratégia para o segundo tempo certamente seria a mesma. Aproximação e muitas faltas. Para diminuir o ritmo do jogo e tornar o Coxa "controlável". Marcelo Oliveira ajudou ao colocar em campo Lincoln, deixando seu time mais lento. E em outra falta, Thiago Heleno ampliou a vantagem palmeirense de cabeça. A jogada mortal do time de Felipão e uma vantagem perigosa para o Coritiba, que teve um penalti não marcado sobre Tcheco, que exagerou no teatro e fez parecer que a falta não existiu.

Sem Valdívia (expulso mais uma vez de forma irresponsável colocando em risco a partida) e Barcos, Felipão deve apostar na mesma estratégia para o segundo jogo: travar a velocidade do Coritiba com passes curtos, marcação forte e faltas. Ao contrário dos paranaenses, que dão pinta que vão bater na trave mais uma vez embora ainda possam sonhar, Felipão parece ter nascido para ganhar a Copa do Brasil. Para a sorte do Palmeiras.

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Pré-temporada - Coritiba

Quem gostou do Coritiba em 2011 não se engane. A equipe será outra em 2012. As mudanças devem mudar bastante a cara e a maneira de jogar da equipe. Se será melhor ou pior, só o tempo irá dizer.

A análise do Coritiba na Pré-Temporada você vê clicando aqui.

Aproveite para ver os outros times que já passaram pelo quadro:

- Atlético-GO
- Atlético-MG
- Bahia
- Botafogo
- Corinthians

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O caminho para a América

Disputar a Libertadores é um sonho para todos os times do Brasil. Vale prestígio, dinheiro, investimentos e a possibilidade de disputar o Mundial de clubes. Para 2012, já temos quatro representantes confirmados: Santos (atual campeão), Vasco (campeão da Copa do Brasil), Corinthians e Fluminense (já classificados matematicamente pelo Campeonato Brasileiro). Restam duas vagas. E faltando uma rodada, seis pretendentes.

Flamengo - 4º colocado - 60 pontos Adversário: Vasco (fora)

O Flamengo que já esteve muito perto e muito longe da Libertadores tantas vezes neste Brasileiro está muito perto de confirmar a vaga. Basta um empate para que sua torcida comemore (não só a vaga como também a impossibilidade do rival Vasco comemorar o título).

A situação do rubro-negro é tão "tranquila" que pode conquistar a vaga mesmo que perca. Basta que entre Coritiba, Internacional e Figueirense no máximo um vença na rodada final.

A tarefa porém, é ingrata. O Vasco briga pelo título, vive grande momento e tem um bom time. O Flamengo não. Já viveu momentos melhores no Campeonato e convive com a baixa técnica de jogadores importantes. Luxemburgo tem mudado o time e buscado soluções, mas com pouco sucesso.

Coritiba - 5º colocado - 57 pontos Adversário - Atlético-PR (fora)

O Coritiba tem uma missão difícil mas que pode ser histórica. Se vencer o Atlético-PR, além de decretar o rebaixamento do rival, garante vaga na Libertadores. Para isto, espera manter o bom retrospecto do ano. Chegou a final da Copa do Brasil, bateu recorde de vitórias consecutivas e vive seu melhor momento no Brasileirão (embora não ande jogando o futebol encantador do primeiro semestre).

Empate ou até mesmo derrota não tiram a chance do Coritiba de classificação à Libertadores. Mas pelo grande número de concorrentes, depende de uma combinação improvável. Se não vencer o Coritiba, precisará que nenhum dos outros quatro concorrentes vença. O Coritiba é favorito, mas enfrentará um rival sempre duro, motivado para escapar do rebaixamento e um estádio adverso. Não será nada fácil.

Internacional - 6º colocado - 57 pontos Adversário: Grêmio (casa)

Embora raramente tenha vivido momentos de regularidade no Campeonato Brasileiro, o Inter chega como forte candidato a uma das vagas à Libertadores. Enfrenta um Grêmio combalido e desmotivado e terá suas principais peças à disposição. Precisa vencer (a classificação com um empate é possível, mas pouco provável) e torcer por um tropeço ou do Flamengo ou do Coritiba.

O Grêmio promete empenho para dar a vitória a Celso Roth, que já anunciou sua saída. Mas o Colorado é de longe o favorito no confronto.
Figueirense - 7º colocado - 57 pontos Adversário: Avaí (fora)

O Figueirense sofreu com a tabela dura nas últimas rodadas e perdeu fôlego. Chega à última rodada precisando vencer e torce contra Inter, Coritiba e Flamengo. Um deles, no máximo, pode vencer. A situação do empate é a mesma do Inter e Coritiba.

Na última rodada, o Figueirense enfrenta um Avaí já rebaixado e que joga apenas para impedir o sonho do rival. Parece fácil, mas não será. O Figueirense que não faz um gol há três jogos parece ter deixado passar o momento quase perfeito. Tem um time muito melhor e tudo que precisa para vencer, mas a combinação necessária pode dificultar o sonho e desmotivar o time.
São Paulo - 8º colocado - 56 pontos Adversário: Santos (casa)

O São Paulo vem para o segundo clássico consecutivo precisando vencer a todo custo. Garantiu a permanência de Leão para a próxima temporada o que deve dar motivação extra. E entre os concorrentes, é o que tem o jogo mais fácil (na teoria). O Santos já pensa no Mundial e jogará com um time totalmente reserva, sem a menor ambição.

O grande problema do São Paulo é o São Paulo. Assim como foi durante toda a competição. O tricolor se sabotou e agora precisa de muita sorte se quiser chegar à Libertadores. Vencer um jogo onde é amplo favorito não bastará.

Botafogo - 9º colocado - 55 pontos Adversário: Fluminense (fora)

O Botafogo é a grande decepção da reta final. Despencou na tabela com derrotas seguidas e só manteve as chances matemáticas de chegar à Libertadores graças à gordura acumulada e o bom número de vitórias.

Mas a missão do time é quase impossível. Além de vencer o Fluminense (que não ganhou nenhum clássico no ano e que tem pouca motivação para o confronto), precisa de uma combinação perfeita de resultados: nenhum dos quatro times que estão logo acima podem vencer. Assim como o São Paulo, outro fator complicador é o próprio Botafogo que parece perdido e vem jogando muito mal.

Mas o Botafogo sempre foi o time da supertição, então vai uma: os resultados da última rodada do primeiro turno, se repetidos, colocam o Botafogo na Libertadores.

OPINIÃO DO MARCAÇÃO:

São muitos concorrentes, jogos imprevisíveis e muito equilíbrio. É difícil apostar. O Flamengo tem tudo para ficar com a vaga, embora tenha o jogo mais difícil pela frente. Enfrentará um adversário absolutamente motivado e o pior, um time forte.

Creio que o Coritiba ficará com uma das vagas. Tem tudo para vencer o Atlético-PR. A outra vaga, ao meu ver, fica entre Internacional e Flamengo.

No domingo, depois de 90 minutos de muita emoção, saberemos.

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Sonho coxa, pesadelo celeste

Quem viu Coritiba e Cruzeiro jogar por volta de março ou abril deste ano, teria dificuldade para acreditar que eram os dois times em campo hoje a noite no Couto Pereira. Na verdade, não são mesmo os mesmos times. O Coritiba perdeu a empolgação e entrou no ritmo "normal" quando passou a enfrentar adversários mais fortes. E o Cruzeiro, irreconhecível, perdeu peças importantes e se perde cada vez mais no Brasileirão.

O Coritiba sabia que precisava vencer para seguir sonhando. Somar pontos em casa é obrigação. Por isto, tomou a iniciativa do jogo, com Tcheco qualificando a saída de bola e com os laterais chegando bem ao ataque. O Cruzeiro, com Élber como titular e 4-3-2-1 isolando Ortigoza, tinha a proposta óbvia de jogar no contra-ataque, mas não conseguiu colocá-la em prática.

No primeiro tempo, só um time jogou. O Cruzeiro jogava com todos os jogadores atrás da linha da bola, mas marcava mal, de longe. O Coritiba empilhava chances, principalmente nas bolas paradas. Os donos da casa ganhavam todas pelo alto e obrigavam Fábio a se virar. E ele se virava, até que um rebote sobrou para Marcos Aurélio acertar o gol, sem goleiro.

Só com a desvantagem no placar, o Cruzeiro entrou no jogo. Adiantou um pouco as linhas e ocupava mais o campo ofensivo. Mas não oferecia riscos. O goleiro Vanderlei assistia ao jogo e sequer sujou o uniforme. Panorama mantido inclusive, após a entrada de Bobô no intervalo.

Mesmo sem jogar bem, o Coxa era mais perigoso nos contra-ataques. Fez o segundo com Bill, passando como quis por Léo, irreconhecível como zagueiro central. Depois de abrir dois gols, o Coritiba parou. E o Cruzeiro ganhou campo pra jogar, ainda sem ser perigoso. Na única finalização na direção do gol, Bobô descontou de cabeça. Pouco, para quem precisava de pontos para sair da zona de desconforto.

Não acho que o Coritiba vá se classificar para a Libertadores. Mas pelo que já fez no ano e pela posição na tabela, o time tem todo o direito de sonhar. Hoje, cochilou cedo e poderia ter perdido pontos para um adversário batido. Não pode deixar que aconteça em outras rodadas.

O Cruzeiro melhora. Muito devagar para quem precisa de pontos com urgência. A crise aumenta e a zona de rebaixamento se aproxima. O próximo jogo, é contra o líder. Trocar o técnico não me parece a saída agora. Dar força aos que lá estão parece o único caminho para que o pesadelo não se torne realidade.

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Quadro Negro - Coritiba

O Coritiba fez ótimo primeiro semestre, mas não consegue ser protagonista no Campeonato Brasileiro.

A análise tática do time de Marcelo Oliveira você confere no Quadro Negro do Marcação Cerrada clicando aqui.

Veja!

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Provisória, mas merecida

O início fulminante deu ao Corinthians gordura extra que ele ainda aproveita na tabela do Brasileirão. Mas o momento, na competição, é de outro time. Maduro, encorpado e que não para de somar pontos. Neste sábado, o Flamengo assumiu provisoriamente a liderança pela primeira vez. Tem um ponto e dois jogos a mais que o Corinthians. Mas não parece disposto a deixar a ponta com facilidade.

No Engenhão, porém, o Flamengo não teve vida fácil. Não foi exagero de Luxemburgo dizer que foi o jogo mais difícil da equipe na competição. Muito bem armado num 4-4-1-1 que fazia marcação compacta e tentava encaixar o contra-ataque, o time de Marcelo Oliveira fez boa partida e também deixou a impressão que chegará longe no Brasileirão.

Os primeiros minutos foram do Coritiba. Com marcação adiantada e o time muito bem organizado, esteve perto de marcar duas vezes com Bill, que dava muito trabalho. O Flamengo errava muito na saída de bola e não conseguia sair da pressão.

A diferença do time de Luxemburgo, porém, é que ele raramente se desorganiza. É um time que consegue sentir o jogo sem se perder. Ronaldinho passou a recuar mais para buscar o jogo e aos poucos o Flamengo entrou no jogo.

Com a posse da bola, o Flamengo cresceu e a pressão aumentou gradativamente. Cresceu no segundo tempo, e transformou-se em abafa após as entradas de Diego Maurício e Jael. O Coritiba já não tinha força (nem velocidade) para contra-atacar e se viu acuado.

Até que Ronaldinho Gaúcho, mais uma vez decisivo, acertou passe (não cruzamento) perfeito para Jael marcar de cabeça aos 45 minutos do segundo tempo. Antes, o centro-avante já havia acertado a trave em sua primeira participação.

O Flamengo sabe onde pode chegar. E Ronaldinho Gaúcho parece disposto a levá-lo até lá. Quando foi contratado pelo Flamengo, eu disse aqui que com vontade poderia carregar qualquer time nas costas no Brasil. Foi decisivo nas últimas partidas e ajuda a explicar o ótimo momento rubro-negro no Brasileirão.

Líder provisório, mas merecido, o Flamengo joga o melhor futebol do país no momento.

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Destaque da Rodada

Autor de três gols e com atuação destacada, Anderson Aquino é o terceiro elemento da lista de Destaques da Rodada do Brasileirão. O jogador do Coritiba brilhou contra o Vasco e agora entra nesta briga:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada

Quem foi o destaque da 3ª rodada do Brasileirão?

Anderson Aquino (Coritiba)

62,50%
Oscar (Internacional)

25,00%
Borges (Santos)

12,50%

Vamos agora escolher o destaque da 4ª rodada. Confira os candidatos:

William (Corinthians) - Marcou mais dois gols e vai confirmando o seu ótimo momento no Corinthians. Decisivo na vitória por 2 a 0 sobre o Fluminense.

Anselmo (Atlético-GO) - Surpresa na escalação de PC Gusmão, o atacante foi fundamental na goleada por 4 a 1 sobre o Ceará, marcando dois gols.

Elkeson (Botafogo) - Voltou a se movimentar bem, criar jogadas e de quebra ainda marcou mais um gol na vitória por 3 a 1 sobre o Coritiba. Começou bem no Botafogo.


Quem foi o destaque da 4ª rodada do Brasileirão?

William (Corinthians)

Anselmo (Atlético-GO)

Elkeson (Botafogo)













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A flecha e o título

Desde que fez o primeiro gol da decisão, em São Januário, o Vasco armou a proposta que manteve até o fim da Copa do Brasil. Marcação forte no meio e time jogando nos contra-ataques. Ainda no primeiro jogo, ficou visível que faltava algo. No segundo, não. Éder Luís foi a "flecha" que o Vasco precisava, decisivo na conquista vascaína.

Antes de mais nada, é preciso dizer duas coisas sobre a partida em Curitiba. A primeira, que foi digna de mais uma grande decisão da Copa do Brasil. Jogo aberto, com todos os ingredientes e dramático até o último minuto. O Coxa engrandeceu demais o título vascaíno. A segunda, é ressaltar a importância de Ricardo Gomes. No início do ano, após campanha bizarra na Taça Guanabara, não havia quem apostasse um real no Vasco. Reconstruído e campeão.

É fato que o Coritiba sentiu os desfalques. Com Anderson Aquino suspenso e Marcos Aurélio ainda sem as condições para suportar 90 minutos, Marcelo Oliveira se viu obrigado a desmontar o esquema que funcionou tão bem até aqui. No 4-3-2-1 "árvore de natal", o time começou com marcação adiantada tentando pressionar o adversário. Levou perigo em falta bem cobrada por Jonas e crescia no jogo. Mas bastou um descuido...

E Diego Souza foi o arco que lançou a flecha Éder Luís. O atacante disparou em velocidade e teve paciência para encontrar Alecsandro no momento certo. Sozinho, o iluminado atacante abriu o placar para o Vasco.

Demorou até que o Coritiba conseguisse se recompor do golpe. Aos poucos, o time voltou ao jogo, mas não conseguia ameaçar o adversário. Marcelo Oliveira, fez o que podia fazer. Colocou Leonardo em campo para tentar abafar o adversário. Sabia da importância de no mínimo empatar na etapa inicial. Pouco depois, antes mesmo da substituição surtir algum efeito, Bill empatou em falha da defesa do Vasco.

O roteiro sairia melhor que a encomenda. Davi, engolindo o perdido Eduardo Costa, aproveitou rebote de Fernando Prass e inaceitavelmente sozinho dentro da área fez o segundo dos donos da casa no último lance do primeiro tempo. O caldeirão formado pela torcida do Coritiba no Couto Pereira era daqueles de arrepiar qualquer um.

O segundo tempo começou com mais discussão do que futebol. Sálvio Espíndola, apaziguador em excesso, esteve perto de perder o comando do jogo. Que esfriou depois que Éder Luís, de novo, achou espaço da entrada da área e acertou uma flechada que Édson Bastos aceitou. Apesar do efeito, gol inaceitável. E que deixou o Vasco perto demais do título.

Embora novamente abatido pelo gol sofrido, o Coritiba seguiu mais organizado. Era um time que sabia o que queria e que só desfez sua organização nos minutos finais, já na base do desespero. O Vasco, errava demais na defesa. Dedé era mais emoção do que razão. Anderson Martins marcava de longe. Eduardo Costa não conseguia acompanhar ninguém.

E o Coxa pressionou, com raça incansável, até William marcar um golaço da entrada da área e deixar o jogo absolutamente aberto mais uma vez. Seguiu pressionando e teve lance duvidoso de Dedé sobre Leonardo (ao meu ver, penalti). Tentou até o último minuto, com Édson Bastos e cia na área vascaína. Mas não conseguiu o gol que lhe daria o título.

Não há motivos para tristeza no Coxa branca. Apenas para frustação. A belíssima campanha eleva o time ao lugar que merece. A reconstrução foi rápida e o trabalho precisa seguir para que o time siga brigando entre os mais importantes times do país.

O Vasco é o merecido campeão. Correu riscos desnecessários, mas fez grande jogo. Impossível dizer que o time voltou a ser grande. Nunca deixou de ser. Aliás, é preciso citar o crescimento do futebol carioca. De 2006 para cá, são 3 Copas do Brasil e 2 Campeonatos Brasileiros. Mesmo sem a estrutura ideal, mesmo desorganizados, mesmo dados como acabados. Porque são gigantes os clubes do Rio e isto faz toda a diferença.

Título justo e importante para o sensacional Roberto Dinamite.

Título justo e importante para o sereno Ricardo Gomes.

Título justo e importante para a "flecha" decisiva, Éder Luís.

Título do gigante Vasco da Gama.

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Vantagem considerável no ótimo primeiro tempo

Um bom jogo de futebol não se faz apenas com muitos gols ou em noites incríveis do(s) goleiro(s). Prova clara disto foi a primeira partida da decisão da Copa do Brasil, entre Vasco e Coritiba. 1 a 0 em jogo com "melhores momentos" escassos. Mas foi uma grande partida de futebol, que deixou os vascaínos com uma vantagem considerável para decidir o título semana que vem, em Curitiba.

Sem Ramón e Éder Luís, o Vasco perdeu suas principais referências de velocidade pelos lados do campo. A escolha óbvia de Ricardo Gomes por Bernardo, mudou um pouco a maneira do time jogar, com um 4-3-2-1 mais agrupado e forçando muito o jogo pelo meio. O Coritiba manteve a postura que fez do time uma das sensações de 2011: marcação adiantada e transição veloz para o ataque, com toques rápidos e eficientes.

O primeiro tempo foi bom. Corrido e muito equilibrado. Faltaram chances de gol, porque os dois times pecavam muito no último passe. O Coritiba teve as melhores oportunidades quando forçou o erro dos limitados volantes vascaínos, faltando que Anderson Aquino entrasse em sintonia com seus companheiros de ataque. Já o Vasco, cresceu quando Felipe recuou para organizar o jogo e participou mais da partida. Faltava maior movimentação de Bernardo (muito preso pelo lado esquerdo) e participação mais efetiva dos laterais, principalmente Allan que tinha corredor enorme pela direita.

Na etapa final, o gol do Vasco saiu cedo. Boa trama de Bernardo e Diego Souza, Allan subiu aproveitando os espaços e cruzou para Alecsandro marcar de cabeça. Explosão em São Januário e vantagem importante para os donos da casa.

O jogo esquentou e o Vasco poderia ter aproveitado o momento de nervosismo do Coritiba para definir o jogo (e quem sabe o confronto). Não o fez pois recuou demais e sentiu falta da velocidade de seus dois ausentes para puxar os contra-ataques. Diego Souza, o melhor em campo e jogando como em seus melhores momentos, não tinha mais pernas; Bernardo desapareceu e Alecsandro (depois Élton) ficou isolado.

Marcelo Oliveira reoxigenou o setor ofensivo com o que tinha disponível. Principalmente Geraldo e Marcos Paulo deram mobilidade ao time que esboçou sufoco nos donos da casa nos minutos finais. A melhor chance veio já nos acréscimos com Émerson, e não seria injusto se o Coritiba empatasse.


O fato de não ter levado gols, é um alento importante. Que faz ficar maior a vantagem do Vasco para a partida decisiva. Principalmente, levando-se em conta que o time tem jogado muito melhor fora de casa. O possível retorno de Éder Luís é outro ponto importante para um time que terá que saber se fechar mas precisará de alternativas para agredir o Coritiba no Couto Pereira.

Embora o ritmo do Coritiba não me pareça com o mesmo fôlego do início da temporada, o time provou em São Januário ter totais condições de lutar pelo título. A equipe que se ressente muito da ausência de Marcos Aurélio, ainda perdeu Anderson Aquino para o jogo decisivo. Geraldo, provou que pode ser boa alternativa.

A vantagem é reversível e a festa no Couto Pereira promete ser fantástica. O que deixa ainda mais imprevisível o título da Copa do Brasil. Que certamente, ficará em boas mãos.

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Deu a lógica

Embora o clichê "não existe mais bobo no futebol" não seja uma grande mentira, camisa ainda pesa. Por isto, as apostas óbvias apontavam para Vasco e Coritiba classificados para a decisão da Copa do Brasil. No geral, a maioria apostaria nos dois, mesmo que os confrontos contra Avaí e Ceará (respectivamente) fossem equilibrados e estivessem abertos.

Mais uma vez, optei por acompanhar o jogo da Libertadores. Passava rapidamente pelos jogos da Copa do Brasil. Passei mais tempo assistindo o Vasco, que fez a melhor exibição da noite. E que chega num ótimo momento à decisão da Copa do Brasil.

Na Ressacada, o gol contra de Révson logo aos 4 minutos mudou o panorama do jogo. O Avaí, que pretendia se fechar para sair nos contra-ataques, já que se classificaria com um empate sem gols, ficou atordoado com a responsabilidade de sair para o jogo. E o Vasco fez a festa, com atuação muito acima da média.

O 4-3-1-2 de Ricardo Gomes encaixou. E a invencibilidade do Vasco mostra a força da equipe, que tem ótimos jogadores como Fernando Prass, Dedé, Felipe e Diego Souza (que fez partida incrível ontem). Experientes e preparados para a decisão que está por vir. Por incrível que pareça, depois do início ruim de ano, o Vasco teve paciência para se reconstruir e ao meu ver, chega ligeiramente favorito à decisão da Copa do Brasil.

Isto porque o Coritiba parece perder fôlego. Ainda que seja cedo para dizer que o time já não é o mesmo que atropelou os adversários no início do ano, é óbvio que a primeira derrota tirou um pouco da empolgação e deixou o Coritiba no ritmo "comum".

Ontem, o time de Marcelo Oliveira nervoso e pressionado pelos últimos resultados (três partidas seguidas sem marcar gols) teve dificuldades para vencer a retranca do Ceará, fechado e sem possibilidades para ameaçar demais. Até que veio o gol de Anderson Aquino, justíssimo. Não dava para o Coritiba ficar fora da final da Copa do Brasil.

O campeão, inédito, da Copa do Brasil sai daqui duas semanas. Independente do vencedor, o título ficará em boas mãos. Coritiba e Vasco fizeram grandes campanhas, tem camisa e times fortes. Com certeza, mais dois grandes jogos estão por vir.

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Empates e indefinição

Escolhi assistir ontem o jogo do Santos pela Libertadores. Em alguns momentos, zapeava ora o duelo em São Januário, ora o confronto no Ceará. Por isto, tenho pouco a dizer e não posso fazer análises profundas das duas semifinais da Copa do Brasil.

Em São Januário, o Vasco não conseguiu mais do que um empate por 1 a 1 com o Avaí. Gol de penalti, nos acréscimos, com Diego Souza que vem crescendo de rendimento. Penalti mal marcado pela arbitragem, logo após ignorar penalidade em Ramón. A famosa lei da compensação.

O Avaí teve dificuldades no início mas soube marcar o Vasco. Teve força para ir ao ataque com o jovem Marquinhos Gabriel e conseguiu abrir o placar em bom chute de Julinho. Vai definir a classificação em casa, onde tem jogado melhor. Assim como o Vasco, que não consegue ganhar de ninguém em casa mas tem feito ótimos resultados como visitante.

No Ceará, os donos da casa tentaram atacar. Principalmente na etapa final, após a entrada de Nicácio. Mas o Coritiba foi sempre mais perigoso, nos contra-ataques. Fez falta Bill, um dos melhores jogadores do Coxa na temporada, que cumpriu suspensão.

Embora o Ceará mereça ser respeitado pela classificação diante do Flamengo, é difícil imaginar que o Coritiba não consiga um bom resultado jogando diante do Couto Pereira certamente recebendo festa maravilhosa.

Esta semifinal, me parece mais perto da definição. Avaí e Vasco certamente farão jogo mais difícil, equilibrado e indefinido na Ressacada.

De toda forma, a Copa do Brasil tem em suas semifinais times inesperados mas qualificados. Que farão grandes jogos decisivos.

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Hora de seguir em frente

29 jogos depois, a invencibilidade do Coritiba caiu. Foram 24 vitórias seguidas até a derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, ontem à noite, que curiosamente classificou o time às semifinais da Copa do Brasil. O resultado não tira os méritos e a qualidade do Coritiba de forma alguma, mas prova o quão atípico foi o primeiro jogo, vencido pelos curitibanos por 6 a 0.

Antes de mais nada, é preciso destacar a presença da torcida do Palmeiras. 21h50, com uma missão impossível pela frente, o time levou mais de 6 mil apaixonados que provavelmente não acreditavam em uma reviravolta, mas deram o voto de confiança que o time de Felipão mereceu provar ao fim do jogo.

Em campo, o jogo não foi dos mais empolgantes. Embora tenha começado melhor, o Coritiba teve dificuldades graças a marcação forte imposta pelo Palmeiras no campo defensivo. A estratégia de Felipão, colocando mais um volante no time, parecia assustadora para quem precisava de uma goleada histórica, mas se mostrou eficaz.

No fim, o Palmeiras conseguiu a vitória por 2 a 0 que aliviou um pouco os animos no Parque Antártica. O time precisa de reforços óbvios mas tem condições de fazer boa campanha no Brasileirão. É um time que não dá show, que às vezes não funciona, mas que consegue boa regularidade dentro de suas limitações. Provou isto na primeira fase do Campeonato Paulista. Com a recuperação física e paciência, pode fazer campanha digna. Com alguns reforços pontuais, tem condições de brigar pelo título.

Quanto ao Coritiba, não deve se abalar com a perda da invencibilidade. Cedo ou tarde, a derrota obviamente viria. Foi apenas o primeiro jogo no ano que o clube não venceu. A primeira partida sem marcar gols. Pelo que fez até aqui em 2011 não há outra coisa a fazer para o time de Marcelo Oliveira: é preciso levantar a cabeça e seguir em frente. Até o fim da Copa do Brasil.

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Histórico e irretocável

Ainda não pude ver o Coritiba em campo nenhuma vez em 2011. Uma pena. Pelos números, assistir o Coxa deve ser uma oportunidade irresistível e que deixa lembranças. Nada mais justo, para um time de campanha irretocável do que comemorar.

Mesmo sem ter visto o time jogar, não é difícil afirmar que o bicampeonato estadual antecipado é mais do que justo. Afinal, foram 19 vitórias e 2 empates nos 21 jogos até aqui. Aproveitamento de quase 95%. No segundo turno, foram 10 jogos e 10 vitórias. A última, um incontestável 3 a 0 no maior rival (Atlético-PR) em plena Arena da Baixada.

Falta ainda uma rodada no Campeonato Estadual. Antes, o time vai confirmar a vaga nas quartas-de-final da Copa do Brasil (goleou o Caxias por 4 a 0 no primeiro jogo e dificilmente terá a vantagem revertida). Depois, o time parece não ter limites para sonhar.

Marcelo Oliveira aproveita bem o ótimo trabalho iniciado por Ney Franco. Foi indicado pelo ex-técnico do Coritiba e retribuiu a confiança vencendo a desconfiança da torcida. Faz ótimo trabalho com um elenco que não tem estrela alguma. Mas tem bons jovens valores e jogadores identificados com a história do clube como Tcheco e Marcos Aurélio.

Não acho que o Coritiba seja "o melhor time do país" embora tenha os melhores números. Não acho que o Coritiba seja o favorito ao título da Copa do Brasil muito menos do Campeonato Brasileiro. Mas é impossível não exaltar a campanha histórica do início de 2011.

Uma hora, a primeira derrota do ano virá. Para quem já sofreu com a queda para a Série B em 2009, não me parece um trauma insuperável. O Coritiba finalmente tem todo o direito de voltar a sonhar. E deve pensar grande, como é.

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Pré-Temporada: Coritiba

Depois de uma pequena ausência, a Pré-Temporada do Marcação Cerrada está de volta (e perto do fim). E fomos comemorar o primeiro título do ano, com o Coritiba, que venceu o turno do estadual invicto e de maneira antecipada.

Com Marcelo Oliveira, a aposta é na manutenção da base que fez boa Série B com Ney Franco em 2010.

Como o time tem jogado e as alternativas de Marcelo Oliveira, você vê aqui.

Aproveite para ver outros times que já passaram por nossa pré-temporada:

Quadro Negro - Coritiba

Com uma campanha regular, o Coritiba está muito perto de voltar a Série A do Brasileirão. Ontem, em jogo decisivo contra o Bahia, o time mostrou uma ofensividade muito interessante e por pouco não surpreendeu os donos da casa.

No fim, o empate deixou a equipe na ponta da tabela e com o acesso praticamente garantido.

A ofensividade que faz do Coritiba o principal candidato ao título da Segunda Divisão, está no Quadro Negro do Marcação Cerrada. Clique aqui e confira.

E você, acha que alguém pode tirar o título do Coxa?

Rápida volta por cima

Quem viu as imagens de guerra civil no Couto Pereira no fim do ano passado não imaginava que o Coritiba pudesse se reerguer tão rapidamente. Se o título estadual é apenas o primeiro passo de uma caminhada complicadíssima que está por vir na Série B, é uma conquista merecida para o torcedor de bem, aquele que sofreu e que sabe a história gloriosa e de respeito do Coxa.

Não vi nenhuma partida do Campeonato Paranaense. Não vi a vitória decisiva do Coritiba sobre o rival Atlético-PR por 2 a 0, que deu o título antecipado ao clube. Tudo o que sei da competição, foi o que li, principalmente nos últimos tempos. Por isso, não vou me ater aos detalhes do que aconteceu por lá, muito menos a análises táticas.

De toda forma, deixo aqui meus parabéns aos torcedores do Coritiba. E mais do que isso, à diretoria do alvi-verde paranaense. Num momento de profunda crise, enfrentando a ira da torcida como poucas vezes viu-se no país, os mandatários souberam ter cabeça fria para organizar novamente as coisas e manter uma linha de trabalho que provou-se, pode funcionar.

Parabéns a Ney Franco, que foi corajoso para continuar no clube e conseguiu montar uma equipe vencedora. Que tinha gana de vencer para tentar compensar de alguma forma, o que fez o torcedor passar na última temporada.

Que as coisas continuem caminhando. O Coritiba faz falta entre os grandes. E certamente, estará de volta mais rápido do que imaginávamos.

Barbárie bem punida

A decisão que parece exagerada, para mim é justa. 30 jogos de punição e 610 mil reais de multa para o Coritiba, pelas lamentáveis cenas no Couto Pereira na última rodada do Brasileirão. Se a pena permanecer, o clube paranaense só poderá jogar em casa pelo Campeonato Estadual no ano que vem. Terá que buscar outro estádio para atuar na Copa do Brasil e na Série B.

Isto se a pena não mudar...O Coritiba já afirmou que entrará com recurso. O time sonha com a absolvição. É demais. Mas, fica aquela pulga atrás da orelha de que a pena vai cair após o pleno do STJD, provavelmente em janeiro.

A reação da torcida beirou o incontrolável. Não sei se havia polícia suficiente para aquela multidão no estádio. Mas acho muito pouco provável que se um número tão grande de torcedores em qualquer estádio do país resolver invadir o campo, não consiga.

Por isso, não acho o Coritiba tão culpado assim. Mas, infelizmente, o clube era o mandante, era o responsável pelo espetáculo e precisa ser punido. E de maneira exemplar, já que cenas como estas nunca haviam sido vistas no futebol brasileiro. E só com este tipo de punição, ela pode não voltar a acontecer.

Vale lembrar, no entanto, que o fechamento do Couto Pereira é simbólico. O Coritiba seguirá jogando, só que em outro estádio. Mais importante do que qualquer punição ao dono da casa, é preciso punir os baderneiros, os vandalos. Prender o máximo possível de torcedores. E que a punição e a pena para eles sejam tão exemplares quanto foram para o Coxa. E seja divulgada, para evitar que o amante do futebol seja obrigado a ver novamente cenas tão lamentáveis.

Inaceitável e vergonhoso

Restava apenas uma vaga. Três times já estavam rebaixados antes da última rodada do Brasileirão (Sport, Náutico e Santo André - o último ainda tinha míseras chances matemáticas). Três outros times lutavam para não ficar com a vaga restante: Botafogo, Coritiba e Fluminense. Quem vencesse, estava livre.

O Botafogo tinha pela frente o Palmeiras, lutando por título e por vaga na Libertadores, no Engenhão. Precisava vencer. Um empate serviria apenas se o Coritiba fosse derrotado.

Coritiba que encarava o Fluminense, no Couto Pereira.

No Rio, o Botafogo começou mal. Nervoso, dava campo ao Palmeiras, que dominava as ações, mas como de costume nas últimas partidas não conseguia chegar com qualidade ao gol adversário. Na etapa final, porém, o time se acertou. Mais leve, conseguia levar perigo ao Palmeiras até chegar aos gols. Um com Wellington. Outro com Jóbson. O gol do Palmeiras no fim, veio apenas para fazer sofrer ainda mais o já saturado torcedor do Bota. Mas no fim, veio a vitória e a permanência na Primeira Divisão.

Na outra partida, jogo tenso, brigado. Estádio lotado, em festa linda. O Fluminense, em ótima fase, saiu na frente com Marquinho. O Coritiba, desesperado, empatou o jogo. O resultado seria bom apenas se o Botafogo não vencesse o Palmeiras. Não foi o que aconteceu.

Resultado: o Coritiba foi o último rebaixado e vai jogar a Série B em 2010.

Depois do jogo, cenas lamentáveis. Inaceitáveis em um país que sediará Copa do Mundo e Jogos Olímpicos nos próximos anos. Torcedores do Coritiba, com uma facilidade impressionante, invadiram o gramado para bater em quem viesse pela frente. Jogadores do Coritiba, do Fluminense, torcedores, seguranças, policiais. A polícia paranaense, mostrou um despreparo incrível para a situação. Não tinha idéia do que fazer.

Mais de 10 minutos de vandalismo, violência desnecessária, descontrole. Mais de 20 feridos. Um policial desmaiado. Um torcedor com um tiro no crânio. Mais de 500 mil reais de prejuízo para os donos da casa.

O Coritiba fez uma campanha péssima. Muito abaixo do que poderia com o bom time que tem. Mas, quando precisaria do apoio para buscar mais um renascimento em sua história centenária, viu a torcida afundar o time de vez. O clube será punido. De preferência, algo exemplar. Defendo um ano fora de todas as competições da CBF. Duvido que dará em muita coisa.

Queria estar aqui falando da ótima rodada final e da acirradíssima disputa. Dos dois ótimos jogos do Botafogo em casa, contra São Paulo e Palmeiras, que decidiram a permanência do time. Da arrancada incrível do Fluminense, que tinha 99% de chances de cair e estará na Série A em 2010.

Mas, mais uma vez, perdi tempo e linha com boçais que só fazem destruir a imagem do campeonato mais incrível da história brasileira. Uma pena.

Que o Coritiba e sua torcida agonizem na Série B, para pagar pelas lamentáveis cenas que o Brasil foi obrigado a assistir.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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