Mostrando postagens com marcador internacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador internacional. Mostrar todas as postagens

Mesma eficiência, outra concentração

A missão de vencer a Libertadores e voltar o foco para um Campeonato Brasileiro já em andamento não é simples. Mas o Corinthians faz a opção de não "brincar" como fez o Santos em 2011. Ainda sem a mesma concentração, marca do time na conquista continental, os comandados de Tite mantém a eficiência e começa a subir na tabela.

Contra o Internacional, o Corinthians não fez um bom jogo. Sentiu falta de Paulinho para trabalhar a saída de bola e de um ataque mas efetivo já que Jorge Henrique, Romarinho e Emerson estavam ausentes. Adilson ganhou uma chance e embora tenha se movimentado muito, não foi feliz.

Outra vez sem ser brilhante, o Corinthians manteve o padrão. É um time que mesmo nos piores dias, erra muito pouco. Dá poucas chances ao adversário. Desperdiça poucas oportunidades. Em uma das poucas chegadas, Douglas bateu falta e Paulo André marcou de cabeça. Detalhe. Que faz toda a diferença.

A concentração ainda não é a mesma. É um time em determinados momentos disperso, sem o "sangue no olho" que chamou a atenção na Libertadores. Mas aos poucos encosta no G-4. Com uma boa sequência, pode se aproximar e passar a pensar em título. Ainda não me parece um bom negócio descartar.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Inter soma e Palmeiras preocupa

O Internacional somava mais desfalques para o jogo na Arena Barueri. Mas os do Palmeiras, fariam mais falta. Simples fato de Felipão ter pouquíssimas opções, principalmente para superar a ausência de Valdívia e Daniel Carvalho no mesmo jogo. Já Fernandão, com mais alternativas, ainda pôde abrir mão do ótimo volante Bollatti, inexplicavelmente sem espaço no time.

Não foi um bom jogo em Barueri, muito pelo excesso de ausências dos dois lados. O Palmeiras sem Henrique e Thiago Heleno perdeu muita qualidade defensiva, dando espaços em excesso para Jajá e Forlán trabalharem a bola. Em uma delas, o uruguaio perdeu a chance mais clara com a camisa colorada após lindo lançamento de Jajá. Quando o volante Ygor marcou de cabeça após cobrança de falta, o time gaúcho era muito superior e já empilhava chances perdidas contra um adversário desorganizado atrás e com volantes pouco combativos.

Sem Valdívia e Daniel Carvalho, faltavam idéias ao Palmeiras. Nem mesmo Maikon Leite, alternativa de velocidade para mudar o jogo no segundo tempo estava à disposição de Felipão desta vez. Embora tenha entrado bem no intervalo, Obina não conseguiu mudar o panorama do jogo.

Se apertasse com Marcos Aurélio entrando mais cedo e guardando os zagueiros e volantes para jogos mais difíceis, o Internacional poderia ter matado o jogo. A postura do time em campo, porém, refletia as mudanças do técnico que deixavam o time mais defensivo a cada instante. Risco desnecessário que fez com que o Palmeiras quase empatasse com Obina. Não seria justo. E não foi mais do que isto, no fraco segundo tempo.

Mesmo com muitos desfalques, o Inter de Fernandão consegue somar pontos importantes. Entra na briga de vez pelo G-4 e quem sabe pelo título. Tem elenco para tal. Mas Fernandão precisará ser mais corajoso para  levar o time adiante. Quanto ao Palmeiras, é bom começar a se preocupar com o Campeonato Brasileiro. Embora tenha time para se livrar sem riscos do rebaixamento, o elenco me parece raso demais para querer brigar também pela Copa Sul-Americana. Se não souber dosar, os títulos das Copas podem não valer a pena para Felipão e sua turma.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Desfalques diminuem estreia de Forlán

O mais importante no Beira-Rio era a estreia de Forlán. Pelo menos para os Colorados. Para o Vasco, uma vitória poderia valer a liderança provisória mais uma vez. Desfalques dos dois lados, diminuíram um jogo que tinha tudo para ser ótimo. E em meio a tantos passes errados, Inter e Vasco não conseguiram sair do 0 a 0.

Como nos dois primeiros jogos em que comandou o time, Fernandão montou o Internacional no 4-3-1-2 com Jajá e D'Alessandro revezando entre armação e ataque. Forlán, que também poderia variar com os dois, ficou mais à frente. Mostrou boa movimentação, qualidade no domínio e no passe mas não levou sorte nas finalizações. Ficou 70 minutos em campo e deixou boa expectativa para quando estiver mais adaptado ao time e ao ritmo de jogo do futebol brasileiro.

O Vasco não teve o melhor jogador do Campeonato. Sem Juninho, Felipe ganhou mais uma chance no meio-campo. Se pensarmos no time-base do Vasco no início da competição, ontem não jogaram Fágner, Rômulo, Nilton, Juninho Pernambucano e Diego Souza. Meio time, embora com três desses Cristóvão Borges não poderá contar mais. Era natural que o ritmo caísse.

Mesmo com tantos desfalques, o Vasco manteve a consistência. Marcou forte, negou espaços ao adversário, teve paciência quando tinha a posse. Embora o Inter parecesse controlar o jogo desde o início, Fernando Prass foi pouco exigido. E Carlos Alberto teve a bola do jogo nos minutos finais mas deu um toque a mais e finalizou muito mal.

O jogo equilibrado e ruim mostrou dois times que podem e vão jogar mais. O Inter porque ainda está se remontando com Fernandão. Com Damião, Forlán e D'Alessandro poderão se movimentar aproveitando a boa qualidade no passe e poder de finalização. Tem tudo para dar certo. Já o Vasco, continua sendo o meu favorito pela forma como encara as adversidades a cada jornada. Um ponto no Beira-Rio não pode ser considerado ruim.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Fernandão já vê o caminho, Hélio ainda não

Era o primeiro jogo de Hélio dos Anjos no comando do Figueirense, depois de ser degolado com campanha ridícula no Atlético-GO. Era o segundo jogo de Fernandão no Internacional, depois do "golpe de estado" que terminou com a demissão de Dorival Júnior. Dois trabalhos ainda no começo. E já em patamares muito diferentes.

Hélio dos Anjos começou a partida no 4-3-3, com Pittoni na armação, Caio e Júlio César próximos a Loco Abreu. O time não conseguia jogar pelos lados e o treinador mudou rapidamente a formação trocando Caio com Pittoni, mais aberto pela direita, e aproximando o esquema do 4-2-3-1. Desta forma, o Figueirense viveu seus melhores momentos na partida, com sobras ofensivas. Mas inexplicavelmente o treinador resolveu alterar mais uma vez durante o jogo a formação tática. Encaixou o meio-campo em losango do Internacional com Pittoni recuando pela direita e viu seu time se perder. Pittoni deu liberdade para Fred (o vértice esquerdo no losango do Inter) que estava perdido na marcação passar a jogar mais à frente. Caio não se encontrou como meia. Júlio César constantemente disputou o mesmo espaço que Loco Abreu. Que guerreava sozinho contra os zagueiros nas bolas longas, numa luta vã.

Enquanto o Figueirense se perdia no jogo, o Internacional se achava. No 4-3-1-2 que Fernandão aplicou em seu primeiro jogo e repetiu ontem, o time começou com dificuldades na marcação. Principalmente por conta de Fred, meia que atuou como terceiro volante. Perdido ele dava espaços na marcação e não conseguia jogar, só se encontrando depois que Pittoni recuou para marcá-lo e não o contrário.

Mesmo tendo menos a bola durante todo o confronto, o Inter foi melhor. Fez o gol com Dagoberto, acertou a trave, criou as melhores chances. Teve o adversário sobre controle do início ao fim. Superou os desfalques para conseguir três pontos importantes na caminhada do novo treinador. Com Juan, Guiñazu, Forlán e Damião o elenco colorado encorpa. O 4-3-1-2 pode ser mantido e tornar-se arma interessante com Forlán alternando com D'Alessandro como meia e atacante. Os dois funcionam bem na função e hoje, sem Oscar, o esquema parece mais apropriado do que o 4-2-3-1 que Dorival Júnior tanto insistiu.

Já o Figueirense, de 11 jogos sem vencer, ainda precisa encontrar seu caminho. O time que atacava de maneira desordenada mas agredia muito com Argel foi inofensivo na estreia de Hélio dos Anjos mesmo quando teve três atacantes. Encontrar o meio-termo é fundamental para tentar escapar do risco iminente de fazer companhia ao rival Avaí na Série B.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Sorte e competência caminham lado a lado no Galo

O Atlético consolidou a liderança do Campeonato Brasileiro com a quinta vitória consecutiva. A oitava, em dez jogos. Incrível aproveitamento de 83%. Alguma dose de sorte. Muitas de competência. Trabalho sério premiado com a ponta da tabela.

A competência de entender rapidamente o posicionamento do Internacional e espetar Bernard e Danilinho nas costas dos laterais gaúchos para controlar o jogo desde o início. A sorte de ver o adversário perder D'Alessandro em expulsão exagerada ainda no primeiro tempo, alguns minutos depois de Dagoberto merecer o cartão vermelho e não receber.

A competência para trabalhar a bola com paciência em busca do espaço vazio, rodando o jogo e assumindo quase 63% da posse de bola no primeiro tempo. A sorte de Guilherme, que bateu com a qualidade habitual e viu a bola acertar a trave e as costas do goleiro antes de entrar. No fim do primeiro tempo.

A competência de abrir o jogo pelos lados, criando chances e abrindo um adversário que não sabia como sair para tentar o empate. A sorte de ter um zagueiro que sabe marcar gols melhor que muitos atacantes. Leonardo Silva "substituiu" Jô e estava no lugar certo, na hora certa. Dois a zero e vantagem consolidada no Independência.

A competência para pisar no freio e acalmar o jogo com a vantagem no placar. A sorte de contar com Fillipe Soutto para melhorar novamente a marcação no meio-campo quando o Internacional diminuiu o placar e ameaçava crescer no jogo.

A competência para buscar contratações de peso como Ronaldinho Gaúcho, com salários astronômicos e fama mundial. A sorte de não precisar dele, que não consegue concluir uma jogada sequer.

O Atlético é líder do Campeonato Brasileiro de forma inquestionável. Teve a competência ao seu lado com a campanha quase irretocável. Teve a sorte de enfrentar um Internacional cheio de desfalques, obrigado a apostar ao mesmo tempo em vários garoto. E enquanto a dobradinha funcionar tão bem na Cidade do Galo, é difícil imaginar que o time deixe a posição atual.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

E ainda estávamos nas oitavas

A quinta-feira deu a mostra do que vem pela frente na Copa Libertadores. Um dia de futebol de alto nível, com grandes times seguindo em frente na competição.

A começar pelo Santos. Com Neymar, Ganso e cia inspirados, não sobrou Bolívar para contar história. Com os bolivianos em linha e sem a altitude, ficou fácil para o Peixe. 8 a 0 com direito a show, golaços e muita empolgação para seguir em frente na competição. O atual campeão da Libertadores ainda é o melhor time do continente e tem Neymar. E como é bom vê-los escrever a história.

Assim como é bom ver a Universidad do Chile, que hoje infelizmente não acompanhei. Depois de apanhar por 4 a 1 na altitude, os chilenos de Jorge Sampaoli se recuperaram em grande estilo. 6 a 0 no Deportivo Quito e o time que mais empolga nos últimos dois anos na América do Sul segue em frente. Cada vez mais preparado para grandes conquistas.

No mesmo horário, Fluminense e Internacional decidiram o grande confronto desta fase. A vitória por 2 a 1 no Engenhão permitiu ao Flu seguir adiante, mesmo sem ser melhor. Assim como no confronto de Porto Alegre, os gaúchos controlaram o meio-campo e foram melhores na partida. Mas se faltou eficiência ao setor ofensivo de Dorival Júnior com noite pouco inspirada de Damião, Dátolo e Oscar, sobrou na bola parada do Flu. Duas cobranças de Thiago Neves e dois gols. Um com Leandro Euzébio e outro com Fred. Virada e classificação para um time que ainda não empolgou na temporada mas que vai seguindo em frente na competição continental além de ter praticamente garantido o título estadual.

O que vem pela frente promete. A Libertadores chega às quartas de final com times fortes e tradicionais. Segue uma breve análise dos confrontos e meus palpites:

Boca Júniors x Fluminense - Os argentinos vivem momento melhor. Na primeira fase se enfrentaram e cada um venceu como visitante. Individualmente, o time do Fluminense é melhor. Se contar com Deco, Fred e cia em noite inspirada, podem vencer. Mas acredito que o Boca siga em frente.

Libertad x Universidad do Chile - O Libertad passou com tranquilidade pela última fase e tem bom time. É forte na bola parada e pode ser mortal. Mas os chilenos tem mais time e ganharam moral demais com a virada/goleada sobre o Deportivo Quito. La U avança.

Vélez x Santos - O Peixe é amplo favorito no confronto e é o principal candidato na competição. Mas terá um adversário forte. O pragmático Vélez não vai dar os espaços que o Bolívar deu. E pode ser mortal nos contra-ataques. Mas o Santos passa.

Vasco x Corinthians - O confronto mais equilibrado desta fase é entre os dois brasileiros. Nenhum dos dois empolga, mas ambos são corretos, tem experiência e muito talento individual. Tite parece ter o elenco mais nas mãos do que Cristóvão e esta diferença pode decidir. Dá Corinthians.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Com desfalques, sem brilho

O confronto brasileiro nas oitavas de final da Copa Libertadores decepcionou. Jogo morno entre Internacional e Fluminense no Beira-Rio, que terminou em empate sem gols. Pesaram, para os dois lados, a ausência de jogadores importantes que fizeram de um duelo de dois times que tem condições de brigar pelo título, times comuns.

O Internacional tentou desde o início ocupar o campo ofensivo. A linha de volantes no 4-2-3-1 jogava muito próxima dos meias. Mas nem Dátolo, nem Tinga, nem Dagoberto, conseguiam criar. Faltava ao time tranquilidade para rodar a bola para encontrar a melhor opção. Faltava Oscar. Faltava D'Alessandro. Só no segundo tempo, após a entrada de Jajá, mais no volume do que na qualidade, o Colorado ameaçou. Perdeu penalti, acertou a trave. Mas criou pouco.

O Fluminense fez partida correta. Fora de casa, contra um adversário forte, se defendeu bem. Exceto por Thiago Neves, que não ajudou ofensiva nem defensivamente, todos participavam da marcação. Inclusive Rafael Sóbis, o melhor do time. Faltava no entanto, poder para surpreender o adversário em velocidade. Faltava Wellington Nem.

O confronto fica em aberto para ser decidido no Engenhão. Nem deve seguir fora. Oscar e D'Alessandro também. O panorama deve mudar pouco, infelizmente. Bom para o Inter que a tola regra do gol qualificado faz o empate sem gols tornar-se um bom resultado. Com um pouco mais de inspiração, espera-se pelo menos que os gols apareçam no Rio de Janeiro.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Boas-vindas melhor, impossível

O desafio de Vanderlei Luxemburgo no comando do Grêmio ganhou ontem a noite um início promissor. O técnico não teve influência direta, mas certamente viu e gostou da vitória e classificação do seu novo time para as semifinais do Taça Piratini (1º turno do Campeonato Gaúcho). O 2 a 1 sobre o Internacional no Beira-Rio foi justo e mostrou ao novo comandante um caminho para trilhar no tricolor gaúcho.

Na noite de ontem, méritos para Roger que disputou o segundo Gre-Nal como técnico interino e venceu pela segunda vez. A palestra antes do jogo, tão elogiada pelos atletas, certamente surtiu efeito. O Grêmio entrou mordido e mordendo. Se impôs e foi superior ao rival durante quase todo o confronto.

No mesmo 4-3-1-2 testado por Caio Júnior, a novidade no time foi a presença do estreante Souza no meio-campo. O volante mostrou desenvoltura para sair para o jogo no vértice direito do losango e contribuiu muito com a marcação adiantada e incansável imposta pelo time gremista desde o apito inicial. O Internacional, sufocado, foi obrigado a mudar o sistema recuando Oscar para tentar equilibrar a força no meio espelhando o esquema tático do adversário. Igualou nas peças mas em nenhum momento se aproximou na pegada.

Com Gilberto Silva dando segurança à zaga com o posicionamento sempre perfeito e o meio-campo marcando forte e conseguindo fazer a saída de bola, coube a Kléber assumir o seu papel de protagonismo. Participou ativamente do jogo abusando dos toques curtos pelo centro, usando a força quando preciso e aparecendo com certa liberdade quando deixava a área para agir por trás dos volantes colorados. Em uma dessas jogadas, buscou a bola e tabelou com Marco Antônio para receber na área e marcar o gol da vitória quando a partida estava morna e equilibrada no segundo tempo.

Antes, o Grêmio havia aberto o placar com Léo Gago em jogada de bola parada após falta sofrida por Kléber quando era muito superior na partida. Diminuiu o ritmo após o gol e permitiu ao Inter igualar o placar com o talento individual de seu time, se aproveitando ainda de rara falha na saída de bola, com passe errado de Fernando que terminou em gol de Leandro Damião.

O Grêmio consegue a volta por cima e abre caminho para Luxemburgo iniciar sua passagem pelo clube com uma conquista. O desafio dos dois é enorme, mas creio que será ótimo para ambos. O Grêmio merece pelos investimentos corajosos que fez, embora tenha sido precipitado novamente ao queimar um técnico pelo desempenho no estadual. Já Vanderlei Luxemburgo, precisa parar de desperdiçar seu talento e voltar a alçar vôos altos na carreira. No Grêmio ele encontra um time com a pegada tradicional gaúcha mas também com qualidade para decidir e brilhar.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Pré-temporada - Internacional

O Internacional trouxe poucos reforços para 2012. Um deles, pode fazer grande diferença. Dagoberto, longe do protagonismo, pode tornar-se ainda mais fundamental no Colorado.

A análise do que esperar do time de Dorival Júnior você vê clicando aqui.

Aproveite para ver os outros times que já passaram pelo quadro:

- Atlético-GO
- Atlético-MG
- Bahia
- Botafogo
- Corinthians
- Coritiba
- Cruzeiro
- Figueirense
- Flamengo
- Fluminense
- Grêmio

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

O caminho para a América

Disputar a Libertadores é um sonho para todos os times do Brasil. Vale prestígio, dinheiro, investimentos e a possibilidade de disputar o Mundial de clubes. Para 2012, já temos quatro representantes confirmados: Santos (atual campeão), Vasco (campeão da Copa do Brasil), Corinthians e Fluminense (já classificados matematicamente pelo Campeonato Brasileiro). Restam duas vagas. E faltando uma rodada, seis pretendentes.

Flamengo - 4º colocado - 60 pontos Adversário: Vasco (fora)

O Flamengo que já esteve muito perto e muito longe da Libertadores tantas vezes neste Brasileiro está muito perto de confirmar a vaga. Basta um empate para que sua torcida comemore (não só a vaga como também a impossibilidade do rival Vasco comemorar o título).

A situação do rubro-negro é tão "tranquila" que pode conquistar a vaga mesmo que perca. Basta que entre Coritiba, Internacional e Figueirense no máximo um vença na rodada final.

A tarefa porém, é ingrata. O Vasco briga pelo título, vive grande momento e tem um bom time. O Flamengo não. Já viveu momentos melhores no Campeonato e convive com a baixa técnica de jogadores importantes. Luxemburgo tem mudado o time e buscado soluções, mas com pouco sucesso.

Coritiba - 5º colocado - 57 pontos Adversário - Atlético-PR (fora)

O Coritiba tem uma missão difícil mas que pode ser histórica. Se vencer o Atlético-PR, além de decretar o rebaixamento do rival, garante vaga na Libertadores. Para isto, espera manter o bom retrospecto do ano. Chegou a final da Copa do Brasil, bateu recorde de vitórias consecutivas e vive seu melhor momento no Brasileirão (embora não ande jogando o futebol encantador do primeiro semestre).

Empate ou até mesmo derrota não tiram a chance do Coritiba de classificação à Libertadores. Mas pelo grande número de concorrentes, depende de uma combinação improvável. Se não vencer o Coritiba, precisará que nenhum dos outros quatro concorrentes vença. O Coritiba é favorito, mas enfrentará um rival sempre duro, motivado para escapar do rebaixamento e um estádio adverso. Não será nada fácil.

Internacional - 6º colocado - 57 pontos Adversário: Grêmio (casa)

Embora raramente tenha vivido momentos de regularidade no Campeonato Brasileiro, o Inter chega como forte candidato a uma das vagas à Libertadores. Enfrenta um Grêmio combalido e desmotivado e terá suas principais peças à disposição. Precisa vencer (a classificação com um empate é possível, mas pouco provável) e torcer por um tropeço ou do Flamengo ou do Coritiba.

O Grêmio promete empenho para dar a vitória a Celso Roth, que já anunciou sua saída. Mas o Colorado é de longe o favorito no confronto.
Figueirense - 7º colocado - 57 pontos Adversário: Avaí (fora)

O Figueirense sofreu com a tabela dura nas últimas rodadas e perdeu fôlego. Chega à última rodada precisando vencer e torce contra Inter, Coritiba e Flamengo. Um deles, no máximo, pode vencer. A situação do empate é a mesma do Inter e Coritiba.

Na última rodada, o Figueirense enfrenta um Avaí já rebaixado e que joga apenas para impedir o sonho do rival. Parece fácil, mas não será. O Figueirense que não faz um gol há três jogos parece ter deixado passar o momento quase perfeito. Tem um time muito melhor e tudo que precisa para vencer, mas a combinação necessária pode dificultar o sonho e desmotivar o time.
São Paulo - 8º colocado - 56 pontos Adversário: Santos (casa)

O São Paulo vem para o segundo clássico consecutivo precisando vencer a todo custo. Garantiu a permanência de Leão para a próxima temporada o que deve dar motivação extra. E entre os concorrentes, é o que tem o jogo mais fácil (na teoria). O Santos já pensa no Mundial e jogará com um time totalmente reserva, sem a menor ambição.

O grande problema do São Paulo é o São Paulo. Assim como foi durante toda a competição. O tricolor se sabotou e agora precisa de muita sorte se quiser chegar à Libertadores. Vencer um jogo onde é amplo favorito não bastará.

Botafogo - 9º colocado - 55 pontos Adversário: Fluminense (fora)

O Botafogo é a grande decepção da reta final. Despencou na tabela com derrotas seguidas e só manteve as chances matemáticas de chegar à Libertadores graças à gordura acumulada e o bom número de vitórias.

Mas a missão do time é quase impossível. Além de vencer o Fluminense (que não ganhou nenhum clássico no ano e que tem pouca motivação para o confronto), precisa de uma combinação perfeita de resultados: nenhum dos quatro times que estão logo acima podem vencer. Assim como o São Paulo, outro fator complicador é o próprio Botafogo que parece perdido e vem jogando muito mal.

Mas o Botafogo sempre foi o time da supertição, então vai uma: os resultados da última rodada do primeiro turno, se repetidos, colocam o Botafogo na Libertadores.

OPINIÃO DO MARCAÇÃO:

São muitos concorrentes, jogos imprevisíveis e muito equilíbrio. É difícil apostar. O Flamengo tem tudo para ficar com a vaga, embora tenha o jogo mais difícil pela frente. Enfrentará um adversário absolutamente motivado e o pior, um time forte.

Creio que o Coritiba ficará com uma das vagas. Tem tudo para vencer o Atlético-PR. A outra vaga, ao meu ver, fica entre Internacional e Flamengo.

No domingo, depois de 90 minutos de muita emoção, saberemos.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Sufoco para sair do sufoco

Com a corda no pescoço, o Cruzeiro entrou em campo contra o Internacional com resultados finalmente favoráveis. As derrotas de Atlético-MG e Ceará, principais concorrentes na briga contra a queda, deixava o time em condições de bater o pé no fundo da piscina para respirar fora da água. E conseguiu, com a vitória sofrida por 1 a 0.

No corrido e movimentado jogo da Arena do Jacaré, o Cruzeiro voltou a mostrar velhos problemas: marcação frouxa no meio-campo com poucos desarmes, passes errados, insegurança e pouco poder de decisão. Mas mostrou uma novidade: a vontade. Visível em cada dividida, do primeiro ao último minuto de jogo.

Depois de começar bem, o time viu o Internacional dominar o meio-campo. Tinga saía de tras sem ser incomodado e os dois meias (Oscar e D'Alessandro) tinham enorme espaço e levavam vantagem nos confrontos individuais. Quando os gaúchos já haviam perdidos duas boas chances, Farías abriu o placar com a presença de área peculiar e a importância cada vez maior.

O gol não mudou o panorama do jogo. O Inter tinha a bola, pressionava no campo ofensivo e esbarrava na grande atuação de Fábio. O Cruzeiro não conseguia manter a posse e muito menos tinha velocidade para contra-atacar.

Os primeiros minutos do segundo tempo deixaram a impressão que o panorama se manteria. E era a tendência até Elton colocar a mão na bola na intermediária, de forma infantil, e receber o cartão vermelho.

Com um a menos, o Inter continuou superior. Mas deixou mais espaços na defesa, por onde o Cruzeiro perdeu a chance de matar o jogo com Farías e depois com Ortigoza (em gol mal anulado). Mas ainda teve chances para empatar, principalmente com Nei acertando o travessão.

O Cruzeiro sai da zona de rebaixamento em momento fundamental. Sai para os confrontos diretos contra Avaí, Atlético-PR, Ceará e Atlético-MG um pouco mais aliviado e com alguma moral. O caminho ainda é árduo mas com um pouco de tranquilidade e a mesma vontade, o Cruzeiro me parece pronto para sair do perigo.

Já o Inter, embora ainda tenha chances matematicas, dá a impressão que ficará fora até da Libertadores. No papel, tem dos melhores times. E é a grande decepção do Brasileirão para este que vos escreve. Embora ausências, lesões e outros fatores tenham atrapalhado muito o time.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Valeu a pena esperar

O Campeonato Brasileiro trouxe mais uma rodada improvável. Dos oito primeiros colocados, apenas três venceram (Flamengo, Figueirense e Fluminense). Dos sete últimos colocados, apenas dois não somaram três pontos (Cruzeiro e Avaí). O motivo? Equilíbrio. O Campeonato Brasileiro não é ótimo, mas não é nivelado por baixo. As equipes se equivalem, os trabalhos são parecidos e aos poucos todos aprenderam a lidar com a competição por pontos corridos.

E nesta reta final, o que pode fazer a diferença é o talento. Que pode decidir, mudar o jogo em um lance. Sorte do Fluminense...

No jogo de hoje contra o Internacional, o Fluminense não fez uma grande partida. Em boa parte do confronto, esteve em dificuldades perante um adversário inflamado pela torcida e encarando o jogo como decisão. O ofensivo time de Dorival Júnior tentou marcar no campo ofensivo e teve movimentação interessante de seus meias, principalmente Oscar.

O Fluminense não conseguia ter a bola. Abusava da bola longa e sofria com a falta de qualidade de seus volantes para fazer a transição. Mas tinha Deco e isto bastou. O meia que pouco participou do jogo (graças à falta de transição, já citada), definiu a partida em dois lances. Estava no lugar certo e deu o passe preciso para os gols de Moura Sóbis. Entre eles, Oscar marcou para o Colorado.

No segundo tempo, o Fluminense melhorou a posse de bola. Simplesmente porque Deco recuou e participou mais da transição. Deu a qualidade que o time precisava e teve experiência para ditar o ritmo do time, que correu menos riscos.

Com a excelente vitória fora de casa, o Fluminense entrou de vez na briga. Diferentemente do Inter, que quando parece ir tropeça, o Flu chega e cresce na hora certa.

Hoje não teve Fred, um dos melhores jogadores do segundo turno e que mais uma vez dá mostras de que gosta da reta final do Brasileirão. Mas teve Deco. Que demorou para jogar, que sofreu com problemas físicos mas que quando o Fluminense mais precisa, aparece para fazer a diferença.

O talento de Deco, o poder de decisão de Fred, o atual título brasileiro. As credenciais do Fluminense não são poucas. E hoje fica a certeza que para o torcedor carioca, valeu a pena esperar.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Destaque da Rodada

O artilheiro do Brasil em 2011 também quer fazer parte da festa. Depois de Liédson encostar em Montillo na disputa pelo Destaque do Brasileirão, agora é a vez de Leandro Damião também ser votado pela segunda vez e esquentar a briga. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª e 22ª rodadas
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª rodada
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª e 23ª rodadas
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada

Quem foi o destaque da 23ª rodada do Brasileirão?

Edu Dracena (Santos)

5,00%
Leandro Damião (Internacional)

80,00%
Marcos Aurélio (Coritiba)

15,00%

Vamos agora ao destaque da 24ª rodada. Confiram os candidatos e votem:

Diego Souza (Vasco) - Atuação magistral no jogo que colocou o Vasco na liderança, fez um gol e participou de outros dois. Foi destaque na 11ª rodada.

Casemiro (São Paulo) - Um golaço e uma assistência na goleada do São Paulo sobre o Ceará por 4 a 0.

Felipe (Flamengo) - Defesas sensacionais que garantiram ao menos um empate para o Flamengo no clássico contra o Botafogo.


Quem foi o destaque da 24ª rodada do Brasileirão?

Diego Souza (Vasco)

Casemiro (São Paulo)

Felipe (Flamengo)













---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Destaque da Rodada

A atuação de gala contra o Flamengo com direito a gol de bicicleta rendeu a Leandro Damião um lugar entre os destaques do Brasileirão. Ele é o segundo jogador do Internacional na lista. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª e 16ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª rodada
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª rodada

Vamos agora eleger o último destaque do primeiro turno. Veja os candidatos e escolha o seu:

Diego (Ceará) - Série de defesas impressionantes e uma atuação impecável que garantiu a goleada do Ceará sobre o Bahia, por 3 a 0.

Montillo (Cruzeiro) - Dois gols decisivos na vitória do Cruzeiro no clássico contra o Atlético-MG, por 2 a 1. Foi destaque na 8ª e na 16ª rodadas.

Luan (Palmeiras) - Mais uma atuação destacável do jovem atacante do Palmeiras. Marcou um gol e foi peça efetiva nas jogadas de ataque do time na vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians.


Quem foi o destaque da 19ª rodada do Brasileirão?

Diego (Ceará)

Montillo (Cruzeiro)

Luan (Palmeiras)













---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Cada vez mais internacional

Se acostumar a vencer é saudável. Fazer com que conquistas virem uma rotina faz bem. E neste caso, as glórias parecem atrair ainda mais glórias. Fatos que fazem do Internacional mais uma vez campeão. O segundo título da Recopa, fazem o Inter cada vez mais internacional.

Depois de perder a primeira partida, na Argentina, por 2 a 1, o Inter precisava ser agressivo no jogo da volta, no Beira-Rio. Diante de quase 40 mil pessoas e de mais uma participação destacável da torcida, o time tentou fazer o que devia.

Dorival armou o time no 4-2-2-2 que ele tentou, mas não conseguiu encaixar no Atlético-MG. O Inter começou bem, com D'Alessandro se movimentando bem e Elton se revezando nas subidas ao ataque com Guiñazu. Apesar do início melhor, o Colorado deixava muitos espaços na entrada da área, expondo seus zagueiros.

No 4-4-2 com duas linhas e um time fechado, o Independiente evitava fazer o mesmo. Expor sua dupla de zaga, lenta, pesada e constrangedora, comandada por Gabi Milito, dispensado pelo Barcelona após Guardiola preferir apostar em Busquets, Abidal, Mascherano e muitos outros na posição.

Faltava ao Inter explorar o ponto fraco do adversário. E aí entrava Leandro Damião. Em fase extraordinária, o atacante passou a receber as bolas e disputar com Milito. Ganhou todas. Em duas delas, foi às redes. No primeiro lance, com direito a caneta e finalização de matador. No segundo, com trombada e presença de área.

O resultado do primeiro tempo foi justo, e obrigava o Independiente a atacar mais na etapa final. Foi o que aconteceu. Os argentinos se soltaram pelo lado esquerdo, obrigando Élton a sair para o lado e deixar o tal buraco na entrada da área. Assim, em bola da esquerda para o centro, saiu o gol que levaria o jogo para a prorrogação.

Decisão que era, o jogo ganhou ares de tensão. O Inter tinha mais a bola, mas seguia levando sustos na defesa. A pressão aumentava o nervosismo do time. As mexidas de Dorival, para reoxigenar o ataque não funcionavam principalmente porque Jô entrou muito mal, em outra sintonia. Mas curiosamente, quando o atacante errou bizonhamento o domínio da bola, o goleiro argentino perdeu o tempo da bola e acabou cometendo penalti. Que Kléber bateu para definir o título do Inter.

Vencer é sempre bom. E o Inter sabe valorizar suas conquistas. Outros times brasileiros já ganharam a Recopa e não a trataram com importância. Impecável no marketing, o Inter faz o título parecer fundamental. Sai fortalecido mais uma vez e cheio de moral para o clássico contra o Grêmio, domingo.

Cada vez mais internacional, o Internacional é exemplo a ser seguido. Dentro e fora de campo.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Pra afastar a crise

A polêmica começou na quarta, chegou ao ápice momentos antes do jogo de hoje e ainda não parece ter hora pra acabar. Fred e Rafael Moura estariam em um restaurante e foram seguidos por torcedores. Muito disse-me-disse sobre o assunto. E o capitão do Fluminense alegou "falta de condições psicológicas" para desfalcar a equipe contra o Inter.

Os primeiros minutos do jogo no Engenhão mostraram o quanto o caso abalou o Fluminense. Nervoso, tenso, o time deixava muitos espaços na defesa. Que o Internacional aproveitava, principalmente com Tinga. Espetado como meia, o "volante" teve em seus pés as três melhores chances do primeiro tempo mas não aproveitou.

Mais avançado e conseguindo manter a posse de bola, o Fluminense melhorou no segundo tempo. Souza começou a participar mais, os laterais a chegarem ao ataque. E em cruzamento de Mariano, Souza fez gol que impediu o time de sentir falta de Fred, como um típico centro-avante.

Pouco depois, em lance duvidoso, Leandro Damião se enroscou com os zagueiros do Flu e o árbitro marcou penalti. Que D'Alessandro bateu mal, Diego Cavalieri defendeu e deu ao tricolor carioca a moral necessária para definir o jogo. Em penalti e expulsão de Kléber, que terminou com gol de He-Man, um dos pivôs da polêmica da semana.

O Fluminense é sétimo colocado. Ainda está 10 pontos atrás do líder. Mas se espantar crises desnecessárias, pode brigar na parte alta da tabela. Apesar dos problemas, tem time, elenco e um bom técnico.

Enquanto isto, o Inter segue pagando pelo erro de demitir Falcão. Ainda não sabe quem será seu treinador. E também não parece saber qual o seu papel no Brasileirão.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Quando tudo pede um pouco mais de calma

Para quem não sabe, o Marcação Cerrada tem um Bolão do Campeonato Brasileiro. Recentemente, todos os participantes tiveram que apostar nos times que acham que vão ser campeão, que vão se classificar para a Libertadores, que serão rebaixados. Apesar da posição ridícula na classificação, também participei. E esperei até o último instante para apostar no Corinthians como campeão.

Esperei porque acreditava no Internacional. Acreditava. Mesmo crendo que o Corinthians abriu vantagem importante na disputa, coloquei o Inter como um dos classificados à Libertadores. Hoje, é difícil dizer o que acontecerá com o Colorado. Tudo porque uma bomba estorou no Beira-Rio. E deixou muitos feridos.

Contra o São Paulo, o Internacional foi amplamente dominado mesmo jogando em casa. Foi goleado por 3 a 0. A terceira derrota seguida. Antes, fez um ótimo jogo, fora de casa, contra o Corinthians e acabou derrotado num 1 a 0 que poderia acontecer para qualquer lado. Contra o tricolor, Falcão teve cinco desfalques (Juan, Tinga, Andrezinho, Oscar e Zé Roberto). Não há reposição à altura. E o técnico já havia alertado para isto.

Nesta segunda, o presidente do Inter, Giovanni Luigi causou um terremoto no clube. Demitiu o vice-presidente de futebol, Roberto Siegmann e também o treinador, Falcão. Se isolou e escancarou os problemas de relacionamento no clube. Foi corajoso e irresponsável.

Falcão não era o único culpado pelos últimos resultados ruins. Vinha conseguindo implantar uma filosofia bonita e interessante no Colorado. Demandaria tempo. E necessitava de reforços. Mas com ele, a tendência era o time se acertar. As vitórias acachapantes sobre Atlético-MG, América e Figueirense eram a tendência. O vexame para o São Paulo, a exceção.

Isolado, Giovanni Luigi não pode errar. Controlar o vestiário do Inter, com Bolívar, D'Alessandro e Lauro não é fácil. Falcão vinha trabalhando bem. Dunga também é ídolo do clube e é o nome mais cotado. Me parece o único capaz. Mas andou rejeitando muitas propostas e não sei se assumiria o Colorado neste momento de crise.

O momento pedia calma e paciência. O Inter não teve. Luigi assumiu uma perigosa responsabilidade. E ao meu ver, jogou para o alto, as enormes chances de boa campanha que havia no clube gaúcho.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Temos um favorito

Nove jogos, oito vitórias. Incríveis 92% de aproveitamento. Nunca conquistado por um clube na "era dos pontos corridos". Sempre com segurança e confiança. O Corinthians que larga na frente e já abre vantagem no Brasileirão, tem credenciais de sobra para ser considerado o grande favorito do Brasileirão.

Contra o Inter, o time fez jogo complicado. Do outro lado, um adversário forte, também candidato a ir longe. Com inteligência, o Internacional de Falcão se fechou na defesa bloqueando os espaços. Deixou para sua qualificada linha de frente, a definição de jogo nos contra-golpes (o que não aconteceu por detalhes, nas chegadas de Damião, D'Alessandro e Oscar). Sem impedir que seus meias e atacantes fossem abnegados também na defesa, fechando o meio-campo e contribuindo muito na ocupação de espaços.

O Corinthians, manteve o padrão. Laterais que não são ótimos, mas passam segurança. Volantes melhores a cada dia. Alex se adaptando. Atacantes absolutamente táticos. Teve dificuldades para furar o bloqueio Colorado. Mas bastou um descuido do adversário para definir o confronto.

O que tranquiliza a torcida e deixa a impressão que os bons resultados não são passageiros, é que Tite tem opções. Tem o grupo em mãos e está conseguindo tirar dele o que há de melhor. O rodízio é constante, mas o nível é mantido. Adriano ainda vai entrar, Ramón pode virar titular da lateral esquerda, e quem sabe até Tévez pode aparecer (embora ainda leve a sério a possibilidade).

Considerando a média de anos anteriores, o Corinthians tem gordura de sobra. Precisaria de pouco mais de 50% dos pontos que faltam ser disputados para chegar ao título. Impossível não considerá-lo forte o suficiente para tal.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Destaque da Rodada

Sete rodadas, sete nomes diferentes. Oscar brilhou na vitória do Internacional sobre o Atlético-MG com gol e assistência e entrou para a seleta lista de Destaques da Rodada. Confira:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada

Quem foi o destaque da 7ª rodada do Brasileirão?

Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)

26,67%
Júlio César (Corinthians)

20,00%
Oscar (Internacional)

53,33%

Vamos agora eleger o destaque da 8ª rodada. Veja os candidatos:

Montillo (Cruzeiro) - Fez dois gols e assumiu a artilharia do Campeonato Brasileiro, levando o Cruzeiro à terceira vitória consecutiva.

Ralf (Corinthians) - Fundamental presença defensiva, ainda marcou um dos gols da virada do líder Corinthians, sobre o Vasco por 2 a 1.

Oscar (Internacional) - Chamado de última hora da seleção sub-20, foi decisivo marcando o gol da vitória do Inter sobre o Atlético-PR. Foi o destaque da 7ª rodada.

Quem foi o destaque da 8ª rodada do Brasileirão?

Montillo (Cruzeiro)

Ralf (Corinthians)

Oscar (Internacional)













---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Aprender com os erros para crescer

No futebol, assim como na vida, é preciso aprender com os erros. Olhar para o passado, é caminho natural para quem quer evoluir e crescer. Não é o que me parece acontecer com o Atlético-MG, goleado pela segunda rodada consecutiva e em queda livre no Brasileirão.

Em 2010, Luxemburgo teve carta branca da diretoria. Apesar de ter ganhado o Campeonato Mineiro, fez o time agonizar no Brasileirão. Quando tudo indicava que o Galo seria rebaixado, a diretoria resolveu trocar. Saiu Luxemburgo, entrou Dorival Júnior. A mudança foi drástica e a arrancada suficiente para fazer o time escapar da queda. E deixou a impressão que se trocasse antes, o time poderia ter ido mais longe na competição.

Antes de falar de Dorival Júnior, porém, tentarei ser breve sobre o jogo. Atlético-MG e Internacional fizeram um primeiro tempo ruim em Sete Lagoas. O Colorado teve 10 minutos de pressão e bom futebol antes de o Galo encaixar a marcação e começar a sair para o jogo. Que ficou chato e equilibrado. Ninguém conseguia levar a bola ao ataque.

No 4-3-1-2 do Atlético-MG, a bola precisava passar com qualidade por Daniel Carvalho, o único meia. Que nunca foi o "camisa 10" e nunca vai ser. É técnico, tem qualidade, mas é jogador de lado de campo, de jogar mais perto do gol. Além de tudo, está claramente acima do peso, embora se esforce. No 4-4-2 em linhas do Inter, D'Alessandro e Oscar se sacrificavam além da conta na marcação e não tinham pernas para levar a bola ao campo ofensivo. Havia um enorme abismo entre o meio-campo e o ataque do Inter.

No intervalo, Dorival tentou melhorar o Atlético-MG. A entrada do jovem Wendell fazia sentido. É meia, mas tem força física para ajudar na marcação. Melhoraria o passe e ajudaria Daniel Carvalho sem que o time perdesse terreno.

Ainda era cedo para notar qualquer mudança quando D'Alessandro bateu falta da entrada da área, Renan Ribeiro falhou e Leandro Damião abriu o placar. Gol que o Atlético sentiu. E ainda atônito, viu Zé Roberto completar ótima troca de passes do Inter, de cabeça, para o fundo do gol.

Não havia outra alternativa para Dorival, senão mudar o time. Para a entrada dos atacantes Mancini e Jonathas Obina, sacou Magno Alves (mal no jogo) e Wendell. Queimou um jovem que tem problemas, mas tem muito potencial, e que não havia nem esquentado na partida. Desnecessário e mais uma prova do quanto o treinador está perdido.

O que se viu daí em diante foi um Atlético-MG que correu de forma desordenada, uma torcida que passou a pressionar e um Inter que controlou o jogo e fez o que quis. Marcou mais dois gols, com D'Alessandro e Oscar (ótimo, mais uma vez) e se tivesse apertado poderia marcar ainda mais contra um adversário absolutamente entregue.

Em 2011, Dorival Júnior teve carta branca inclusive para demitir jogadores. Ganhou bons reforços, embora tenha perdido peças importantes no meio do caminho. Não ganhou o Campeonato Mineiro e vai mal no Brasileirão.

Dorival Júnior não é o único culpado do momento ruim do Atlético. Tãopouco deixou de ser um bom treinador. Ainda está entre os melhores da nova geração e certamente tem um futuro de muitas conquistas pela frente.

O que fica óbvio é que por mais que tente mexer (e as vezes mexe mais do que devia), o grupo não responde e o treinador já dá sinais claros de estar perdido. As escalações não fazem sentido, as mudanças ainda menos.

O Campeonato ainda está no início. Embora não tenha o melhor elenco do país, o Atlético não tem time para os vexames seguidos das últimas rodadas. Por isso, perceber que não está funcionando e trocar o técnico agora, pode ajudar o time a crescer de maneira mais rápida. O Galo pode ser melhor com outro técnico, como Dorival pode fazer trabalho melhor em outro clube.

Ou então, o Atlético-MG pode esperar passar mais um ano, agonizar em mais uma competição e se lamentar quando já for tarde demais para brigar pelo que merece.

---
Curta o Marcação Cerrada no Facebook e fique por dentro das novidades do blog.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

Marcação no Facebook

Marcadores Online

Marcação Arquivada

Desde Ago/2007

Marcação no Twitter