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Grêmio moderno estraga festa de Seedorf

A noite era especial. O Engenhão lotado, fato raro, comprovava a força da contratação de Seedorf. E a festa estava armada para a estreia do holandês com a camisa do Botafogo. Só não se lembraram que do outro lado havia um Grêmio forte e em crescimento. Com nova formação tática, os gaúchos surpreenderam, jogaram bem e venceram.

Andrezinho perdeu a vaga no time do Botafogo para a entrada de Seedorf. Que começou como meia central no 4-2-3-1 padrão de Oswaldo de Oliveira mas que usou a experiência para encontrar seu melhor espaço em campo depois de 20 minutos praticamente sem tocar na bola. Mais recuado, vindo de trás e se aproximando de Fellype Gabriel pelo lado esquerdo, viveu seus melhores momentos em campo. Em um deles, a boa arrancada e o cruzamento preciso que Elkesson desperdiçou.

O Grêmio foi melhor no primeiro tempo porque era mais organizado. No surpreendente 4-4-2 em duas linhas, Luxemburgo soube aproveitar o que tem de melhor: a força e qualidade do meio-campo. Elano e Zé Roberto pelos lados fugiam da marcação de Lucas Zen e achavam espaços para trabalhar a bola. Souza e Fernando fizeram partida impecável, marcando e jogando. Esquema moderno que tinha ainda Leandro se movimentando muito bem à frente além de ajudar a marcação recuando com um dos laterais botafoguenses.

O gol do Grêmio saiu com participação de todos os jogadores do meio-campo e finalização precisa de Marcelo Moreno, quando o time era melhor. Depois, o ritmo caiu e faltaram pernas para manter o ritmo. Os volantes já não conseguiam chegar tanto ao ataque, Elano e Zé Roberto tiveram que ser substituídos e Leandro ficou no sacrifício após se machucar. O Botafogo, já sem Seedorf, se soltou num ousado 4-3-3 e pressionou mas esbarrou em mais uma grande atuação de Marcelo Grohe. Não chegou ao empate mas recebeu os aplausos da torcida que percebeu a luta do time até o último instante.

Seedorf mostrou que pode ser útil mas mostrou também que o Botafogo precisará rever a forma de jogar. Tanto ele como Renato vão precisar marcar mais se quiserem jogar juntos ou o volante ficará sempre sobrecarregado. Em forma, o holandês tem muito a dar para o time carioca. Uma boa inspiração pode ser o Grêmio, de Luxemburgo. Moderno, inteligente, maduro e qualificado. Com Kléber, se torna ainda mais forte. E parece a cada rodada mais perto de brigar pelo título.

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Cruzeiro não derruba clichês mas vence

No futebol brasileiro algumas coisas não podem mudar. Sob nenhuma hipótese. Os times jogam ou com três zagueiros ou no 4-4-2. Quem jogou como volante uma vez que seja, nunca mais deixará de ser da posição. E escalar um meia mais avançado, próximo ao atacante, é tirar dele o que tem de melhor. Sempre.

Celso Roth enfrentou todos estes clichês mais uma vez nesta quinta. Mandou a campo mais uma vez a equipe no seu esquema preferido, o 4-2-3-1. Mas não importa se Marcelo Oliveira ocupava a lateral direita e se Souza e Tinga jogam como meias há várias temporadas. Para boa parte dos que viram o jogo, era um Cruzeiro recheado de volantes.

Não era. Mas era um time com sérios problemas táticos e técnicos. Os volantes participavam pouco das ações ofensivas, liberando os laterais. Porém, Diego Renan e Marcelo Oliveira foram mal mais uma vez e pouco ajudaram o trio de meias, passivo e fácil de ser marcado. Com pouca movimentação, o Cruzeiro foi presa fácil, errou demais e foi mal.

O Botafogo não. Com um trio de mais incisivo e com Renato e Jádson participando bem da saída de bola, o time criava espaços na defesa celeste. Destaque para Herrera, com constante movimentação, abrindo espaço para quem vinha de trás. Principalmente Vitor Júnior, que vai se firmando no time. Foi dele a cobrança de escanteio que resultou no gol contra de Amaral e também o passe preciso para Herrera finalizar contra-ataque com gol, já no segundo tempo.

Com Fabinho depois do intervalo, o Cruzeiro conseguiu ser mais incisivo. Teve um jogador se aproximando de Wellington Paulista, se movimentando de forma vertical e partindo pra cima do Botafogo. Cresceu no jogo e já era melhor quando levou o segundo gol. Contou com a coragem de Celso Roth que abriu de vez o time e também com a sorte. Três gols relâmpagos que viraram um jogo que parecia perdido, com ótima participação de Anselmo Ramón.

O Cruzeiro vence em momento importante. Ganha moral e mostra evolução. Precisa ter mais do que o Botafogo tem de sobra e com a situação de Walyson indefinida, Fabinho pode tornar-se peça fundamental. Celso Roth ainda vai precisar encarar alguns clichês, mas somou pontos importantes para ganhar a confiança da torcida e do grupo.

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São Paulo vacila e livra Botafogo da crise

O Campeonato Brasileiro mal começou, e a bola já puniu pela primeira vez. O São Paulo teve tudo para encaminhar um resultado tranquilo diante de um adversário abatido e apático no Engenhão. Mas se satisfez com pouco, pisou no freio cedo demais e mereceu o castigo no segundo tempo. Virada por 4 a 2 do Botafogo que deve colocar ainda mais gasolina na relação entre Émerson Leão e a diretoria do tricolor paulista.

Com espaço, o Botafogo começou bem. Vitor Júnior se movimentava bem pela faixa central e carregava o time para o ataque. Mas não demorou para o São Paulo perceber os enormes espaços deixados por Márcio Azevedo, que fazia uma (des)homenagem à Nilton Santos jogando com a camisa 87. Foi por lá que Lucas driblou e achou Jádson sozinho na área.

Com a vantagem o São Paulo recuou e passou a jogar atrás da linha da bola. Esperava um contra-ataque mas não tinha paciência para trabalhar a bola. Abusava da bola longa para o isolado Luís Fabiano. Podia ter se esforçado para definir um jogo contra um Botafogo sem alternativa. Com meias que correm muito e pensam pouco, os cariocas não conseguiam criar diante de um adversário fechado. E abusavam, sem sucesso, dos cruzamentos para Loco Abreu de todo canto do campo.

No intervalo, Oswaldo de Oliveira trocou Loco Abreu por Herrera e resolveu o jogo. O argentino entrou bem, mexeu-se mais, deu alternativas e o Botafogo cresceu. Foram do 17, três dos quatro gols da virada. A defesa do São Paulo voltou a vacilar seguidamente. Assim como a do Bota, que viu Jéfferson salvar chance de ouro em cabeçada de Luís Fabiano impedindo que os paulistas abrissem vantagem.

Não foi um jogo animador para o Botafogo. Um primeiro tempo ruim e um segundo tempo com gols. Pouco futebol de dois times que tem elenco e condições de se cobrarem mais. Leão lamenta por ter perdido para um time pior. Tem uma ponta de razão. E uma imensa parcela de culpa.

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Venceu quem mereceu

O Fluminense sofreu mais do que poderia. Mas confirmou sua vaga na decisão da Taça Guanabara após vencer o Botafogo por 4 a 3 nos penaltis. No jogo, o time de Abel Braga foi superior, saiu atrás, mas acabou conseguindo o empate por 1 a 1 que deixou a história ser decidida da marca da cal.

A partida no Engenhão foi equilibrada e de poucas emoções. Armado no 4-2-3-1 tradicional com Herrera espetado pela direita na vaga de Maicosuel, o Botafogo abria espaço para Lucas no corredor direito e fazia desta sua principal alternativa ofensiva. No 4-2-2-2 também tradicional, o Fluminense tinha no mesmo lado sua força ofensiva. Por ali, Bruno apoiava constantemente com o apoio de Deco, Wellington Nem e às vezes Thiago Neves.

Embora tivesse mais a bola durante a etapa inicial e ocupasse mais o campo ofensivo, o Botafogo não conseguiu ser melhor que o Fluminense. Que tocava a bola com inteligência no ataque e criava as melhores chances. Vantagem que ficou maior na volta do intervalo, quando acertou a marcação no meio-campo e não pressionou um Botafogo com setores isolados e dificuldade para trabalhar a bola.

O Fluminense empilhava chances perdidas e o nervosismo aumentava. O Botafogo se aproveitou dos espaços para criar em velocidade. E depois de perder uma chance, a defesa do Flu errou na linha do impedimento e Herrera achou Elkeson em condição para abrir o placar. Em desvantagem, Abel Braga trocou Bruno por Rafael Moura e o Botafogo respondeu com Lucas Zen na vaga de Maicosuel. Antes mesmo que as mexidas surtissem efeito, porém, Leandro Euzébio recebeu lançamento longo de Deco e contou com posicionamento também errado da defesa do Bota para empatar o jogo. Com o empate, os treinadores reorganizaram seus times nos sistemas iniciais: Oswaldo de Oliveira com Caio no lugar de Marcelo Mattos, Abel Braga com Jean na vaga de Deco.

No fim, um empate justo por 1 a 1 num jogo que o Fluminense podia ter decidido mas que não foi tão melhor que seu adversário. Nos penaltis, Jean perdeu para o Flu. Mas Lucas e Loco Abreu perderam para o Botafogo, o último sem a tradicional cavadinha. 4 a 3 e Fluminense classificado.

O Fluminense chega à decisão como franco atirador. Depois de quase ser eliminado na primeira fase e sair atrás na semifinal, ainda procura seu rumo sob o comando de Abel Braga. Dispensa comentários pela qualidade na frente mas tem problemas graves no sistema defensivo que impedem o time de se soltar. O Vasco, mais bem montado, é favorito. Tanto é que já venceu o adversário na primeira fase. Mas não é bom duvidar de um time com tanto talento individual como o Fluminense na decisão.

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Pré-temporada - Botafogo

Quem passa pela Pré-temporada do Marcação hoje é o Botafogo.

Apesar da decepção no fim do ano passado, a aposta do clube é na chegada do novo técnico e na base que deu certo em parte da última temporada.

Os preparativos do Botafogo para 2012 você acompanha aqui.

Confira os outros times que já passaram pelo quadro:

- Atlético-GO
- Atlético-MG
- Bahia

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SMCCB - Mário Fernandes e Cortês

As laterais da Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro ficou bem servida. Dois jogadores convocados por Mano Menezes, que embora tenham caído muito no segundo turno, fizeram ótima competição.

Mário Fernandes, do Grêmio, se firmou de vez como lateral direito. Fugiu da seleção mas apareceu cotado por grandes clubes neste fim de ano. Se colocar a cabeça no lugar, será um dos candidatos a substituir Maicon na seleção.

Quem foi o melhor lateral direito do Campeonato Brasileiro?
Bruno (Figueirense)

22,22%
Fágner (Vasco)

27,78%
Mariano (Fluminense)

5,56%
Mário Fernandes (Grêmio)

38,89%
Rafael Cruz (Atlético-GO)

5,56%

Já Cortês, mostrou a que veio no Botafogo e deve se transferir para o São Paulo em 2012. Precisa manter a regularidade e desta forma, poderá se firmar na posição mais carente do país no momento.

Quem foi o melhor lateral esquerdo do Campeonato Brasileiro?
Carlinhos (Fluminense)

5,88%
Cortês (Botafogo)

35,29%
Dodô (Bahia)

17,65%
Juninho (Figueirense)

29,41%
Kléber (Internacional)

11,76%
Assim ficou a Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro, com 3 nomes escolhidos:

1 - Fernando Prass (Vasco)
2 - Mário Fernandes (Grêmio)
6 - Cortês (Botafogo)

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O caminho para a América

Disputar a Libertadores é um sonho para todos os times do Brasil. Vale prestígio, dinheiro, investimentos e a possibilidade de disputar o Mundial de clubes. Para 2012, já temos quatro representantes confirmados: Santos (atual campeão), Vasco (campeão da Copa do Brasil), Corinthians e Fluminense (já classificados matematicamente pelo Campeonato Brasileiro). Restam duas vagas. E faltando uma rodada, seis pretendentes.

Flamengo - 4º colocado - 60 pontos Adversário: Vasco (fora)

O Flamengo que já esteve muito perto e muito longe da Libertadores tantas vezes neste Brasileiro está muito perto de confirmar a vaga. Basta um empate para que sua torcida comemore (não só a vaga como também a impossibilidade do rival Vasco comemorar o título).

A situação do rubro-negro é tão "tranquila" que pode conquistar a vaga mesmo que perca. Basta que entre Coritiba, Internacional e Figueirense no máximo um vença na rodada final.

A tarefa porém, é ingrata. O Vasco briga pelo título, vive grande momento e tem um bom time. O Flamengo não. Já viveu momentos melhores no Campeonato e convive com a baixa técnica de jogadores importantes. Luxemburgo tem mudado o time e buscado soluções, mas com pouco sucesso.

Coritiba - 5º colocado - 57 pontos Adversário - Atlético-PR (fora)

O Coritiba tem uma missão difícil mas que pode ser histórica. Se vencer o Atlético-PR, além de decretar o rebaixamento do rival, garante vaga na Libertadores. Para isto, espera manter o bom retrospecto do ano. Chegou a final da Copa do Brasil, bateu recorde de vitórias consecutivas e vive seu melhor momento no Brasileirão (embora não ande jogando o futebol encantador do primeiro semestre).

Empate ou até mesmo derrota não tiram a chance do Coritiba de classificação à Libertadores. Mas pelo grande número de concorrentes, depende de uma combinação improvável. Se não vencer o Coritiba, precisará que nenhum dos outros quatro concorrentes vença. O Coritiba é favorito, mas enfrentará um rival sempre duro, motivado para escapar do rebaixamento e um estádio adverso. Não será nada fácil.

Internacional - 6º colocado - 57 pontos Adversário: Grêmio (casa)

Embora raramente tenha vivido momentos de regularidade no Campeonato Brasileiro, o Inter chega como forte candidato a uma das vagas à Libertadores. Enfrenta um Grêmio combalido e desmotivado e terá suas principais peças à disposição. Precisa vencer (a classificação com um empate é possível, mas pouco provável) e torcer por um tropeço ou do Flamengo ou do Coritiba.

O Grêmio promete empenho para dar a vitória a Celso Roth, que já anunciou sua saída. Mas o Colorado é de longe o favorito no confronto.
Figueirense - 7º colocado - 57 pontos Adversário: Avaí (fora)

O Figueirense sofreu com a tabela dura nas últimas rodadas e perdeu fôlego. Chega à última rodada precisando vencer e torce contra Inter, Coritiba e Flamengo. Um deles, no máximo, pode vencer. A situação do empate é a mesma do Inter e Coritiba.

Na última rodada, o Figueirense enfrenta um Avaí já rebaixado e que joga apenas para impedir o sonho do rival. Parece fácil, mas não será. O Figueirense que não faz um gol há três jogos parece ter deixado passar o momento quase perfeito. Tem um time muito melhor e tudo que precisa para vencer, mas a combinação necessária pode dificultar o sonho e desmotivar o time.
São Paulo - 8º colocado - 56 pontos Adversário: Santos (casa)

O São Paulo vem para o segundo clássico consecutivo precisando vencer a todo custo. Garantiu a permanência de Leão para a próxima temporada o que deve dar motivação extra. E entre os concorrentes, é o que tem o jogo mais fácil (na teoria). O Santos já pensa no Mundial e jogará com um time totalmente reserva, sem a menor ambição.

O grande problema do São Paulo é o São Paulo. Assim como foi durante toda a competição. O tricolor se sabotou e agora precisa de muita sorte se quiser chegar à Libertadores. Vencer um jogo onde é amplo favorito não bastará.

Botafogo - 9º colocado - 55 pontos Adversário: Fluminense (fora)

O Botafogo é a grande decepção da reta final. Despencou na tabela com derrotas seguidas e só manteve as chances matemáticas de chegar à Libertadores graças à gordura acumulada e o bom número de vitórias.

Mas a missão do time é quase impossível. Além de vencer o Fluminense (que não ganhou nenhum clássico no ano e que tem pouca motivação para o confronto), precisa de uma combinação perfeita de resultados: nenhum dos quatro times que estão logo acima podem vencer. Assim como o São Paulo, outro fator complicador é o próprio Botafogo que parece perdido e vem jogando muito mal.

Mas o Botafogo sempre foi o time da supertição, então vai uma: os resultados da última rodada do primeiro turno, se repetidos, colocam o Botafogo na Libertadores.

OPINIÃO DO MARCAÇÃO:

São muitos concorrentes, jogos imprevisíveis e muito equilíbrio. É difícil apostar. O Flamengo tem tudo para ficar com a vaga, embora tenha o jogo mais difícil pela frente. Enfrentará um adversário absolutamente motivado e o pior, um time forte.

Creio que o Coritiba ficará com uma das vagas. Tem tudo para vencer o Atlético-PR. A outra vaga, ao meu ver, fica entre Internacional e Flamengo.

No domingo, depois de 90 minutos de muita emoção, saberemos.

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Sem o "algo a mais". Sem novidades.

Botafogo e Cruzeiro fizeram um jogo de pouca inspiração no Engenhão. Comprovado pelo resultado, óbvio: vitória pelo placar mínimo de quem jogava em casa e briga pelo título, contra um time ainda desorganizado que agoniza na parte baixa da tabela.

O Botafogo manteve o seu 4-2-3-1 que vem desde o início do Campeonato. Demorou para encaixar seu jogo. Brilhou apenas nos 25 minutos finais do primeiro tempo quando adiantou a marcação dificultando a saída de bola do Cruzeiro, pressionou jogando pelos lados do campo e perdeu pelo menos três boas chances de gol.

O Cruzeiro melhorou depois da vitória contra o Atlético-GO. Tentou, durante os 90 minutos, jogar de igual para igual contra um time que está muito acima na tabela. Mas mostrou mais uma vez a falta de poder de decisão ofensiva, incapaz de incomodar Jéfferson que acabou trabalhando muito pouco na partida.

O único gol do jogo saiu em jogada óbvia, mas difícil de ser marcada. Elkeson e Cortês fazem dupla forte pelo lado esquerdo, e Loco Abreu se posiciona muito bem dentro da área. Tabela, cruzamento e cabeçada que morreu nas redes de Fábio. Se houvessem mais gols no Engenhão, provavelmente seriam do Botafogo. Além das já citadas chances no primeiro tempo, perdeu outras boas oportunidades após o gol, quando os mineiros foram obrigados a escancarar a defesa.

Vágner Mancini não pode ser culpado por "falta de ousadia". Tem tentado colocar o time para jogar de maneira ofensiva, mesmo na fase ruim. Mas erra em algumas escolhas (a maioria repetida aqui a cada post há meses) óbvias. Critica a falta de "pegada" do meio-campo mas escala Roger para auxiliar a marcação. Resultado: o meia erra na defesa e quase nada produz onde sabe. Além disso, sempre após tomar um gol e sair atrás, ele substitue peças defensivas por atacantes, deixando o time "ofensivo" mas desarticulado e pouco perigoso. Exposto em excesso.

O Botafogo não jogou bem. Somou pontos mas mostrou que o momento não é o melhor. Tem condições de brigar pelo título, mas vai precisar do tal "algo mais" na reta final.

O mesmo serve para o Cruzeiro. Que evolui como equipe (a passos lentos), mostra um pouco mais de confiança, mas segue sofrendo com a falta de força no meio-campo e de poder de fogo no ataque. Precisa encontrar antes que seja tarde demais.

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Qual é a graça?

A graça dos pontos corridos é o prêmio à regularidade. A graça dos mata-matas, é o fato de cada segundo ser decisivo e cada vacilo ser fatal.

O Botafogo se desligou totalmente do Campeonato Brasileiro, levando um time misto para a partida decisiva na Colômbia contra o Santa Fé, pela Sul-Americana. Demorou oito minutos para se ligar na "nova" competição. Quando se deu conta, já perdia por 2 a 0 e na altitude dependia de no mínimo um empate para conseguir a vaga.

O Botafogo acordou e melhorou. Passou a controlar a partida e com Elkeson participando bem do jogo, criou chances até para empatar o jogo na etapa inicial. Mas viu Caio errar além da conta e desperdiçá-las. O castigo veio no fim do primeiro tempo, em contra-ataque rápido e gol contra de Léo, muito mal na partida.

Com o 3 a 0, o Botafogo voltou para o segundo tempo praticamente eliminado. Experiente, o Santa Fé fez o melhor possível. Tocou a bola com tranquilidade, colocando o adversário para correr e se desgastar na altitude enquanto a torcida em festa gritava olé. A tranquilidade dos colombianos abriu espaços na defesa do Botafogo, claramente desgastado. Rodas aproveitou para dar drible seco em Gustavo na entrada da área e finalizar no angulo. Golaço e goleada sacramentada.

A festa ficou completa quando um vira-lata invadiu o campo e demorou pelo menos 5 minutos para resolver, por conta própria, deixar o gramado e voltar para a arquibancada. Cena pastelão, com mais de 10 funcionários do estádio correndo atrás do cão.

No fim, com o resultado mais do que definido, Alexandre Oliveira arrancou em contra-ataque e fez seu primeiro e, provavelmente, último gol pelo Botafogo. O de honra.

O Botafogo tem chances de ser campeão brasileiro. Mais chances ainda de conseguir uma vaga na Libertadores. Levando a Sul-Americana a sério, no mínimo, dobraria suas chances. Mas, assim como outros clubes brasileiros, estranhamente não levou a competição a sério.

E assim, a Copa Sul-Americana continua não tendo a menor graça para o Brasil. Um desperdício.

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Santos perde tempo. Botafogo perde pontos.

Não dá para achar um vexame a derrota do Botafogo para o bom time do Santos na Vila Belmiro por 2 a 0. Toda vez que quer jogar e leva uma partida a sério, o time paulista é favorito a vencer. Porque tem bola, tem Borges e tem Neymar.

O questionável é a postura. O Botafogo hoje jogou uma decisão, que poderia levá-lo à liderança isolada do Campeonato Brasileiro. Não entrou em campo como tal. Quando acordou para o que se passava no gramado da Vila Belmiro já perdia por 2 a 0, com 28 minutos.

Primeiro, Neymar fez um carnaval e um golaço. De craque que é. Depois, Borges completou para as redes o seu 22º gol em 28 jogos pelo Peixe. O Grêmio, para o qual o atacante não servia, fez 34 em 30 jogos e tem o segundo pior ataque do Brasileirão.

Com 2 a 0 no placar, o Santos diminuiu o ritmo. E perdeu Borges, machucado. O Botafogo, trocou o perdido Bruno Tiago por Léo e equilibrou o jogo. Tentou pressionar, mas não conseguiu somar pontos na Vila.

Jogos como este, mostram como o Santos perde o Brasileirão. Poderia brigar pelo título, mas não o faz porque em raros jogos entrou querendo a vitória mais do que o adversário. Além de perder a disputa, Muricy perdeu a chance de preparar o time para o Barcelona e de poupar seus principais jogadores (Borges hoje sentiu o desgaste, outros que jogaram muito na temporada não devem demorar a sentir). Ou seja, perdeu tempo.

Já o Botafogo, perdeu pontos que seriam fundamentais na briga pelo título. O espírito precisa ser revisto. Se não encarar os jogos daqui em diante como decisões que são, o alvinegro pode perder uma grande chance de levantar um troféu. Tem time, tem elenco e tem trabalhado para merecê-lo. Mas a reta final será cruel.

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Sem exceções

Nenhum time brasileiro que escalar toda a equipe reserva, terá força e efetividade para jogar em alto nível. O Botafogo não é a exceção. Positiva, nem negativa. E ontem, deixou claro contra o pobre Santa Fé, a diferença entre um bom elenco e um bom time reserva.

Contra os colombianos do Santa Fé no primeiro jogo das oitavas de final da Copa Sul-Americana, Caio Júnior mandou a campo apenas dois titulares: o zagueiro Antônio Carlos e o atacante Loco Abreu. Um time totalmente modificado que nivelou por baixo o duelo pouco inspirado no Engenhão.

O Santa Fé usou a experiência para tentar controlar o jogo. Não é um time forte tecnicamente, mas tem algumas boas peças e cancha para disputar o torneio. Destaque para o experiente meia-atacante Galván, de 39 anos, por onde passam todas as jogadas ofensivas. Foi dele o passe para o ofensivo lateral Bernal (que fez o que quis nas costas de Márcio Azevedo na etapa inicial) entrar sozinho na área e deixar o gol vazio para Omar Pérez logo no início do jogo.

O gol aumentou o nervosismo dos reservas do Botafogo e a pequena presente contribuiu com a pressão pegando no pé de alguns jogadores e pedindo ironicamente substituições. O Botafogo encontrava enormes dificuldades, errando demais. Márcio Azevedo foi o pior em campo, Somália fez partida abaixo da crítica e até o bom Felipe Menezes irritou os botafoguenses.

Na etapa final, com a entrada de Elkeson, o time cresceu. Controlou a ansiedade e o jogo. Criou chances e poderia ter virado. Mas conseguiu apenas o empate, com gol do arisco Caio (que tem talento e merece mais tempo de jogo).

O empate não elimina o Botafogo da competição. Mas deixa uma lição. Que é injusto avaliar os reservas jogando com os reservas. O nível, obviamente, cai muito. Até Loco Abreu fez partida muito ruim ontem. Jogando entre os titulares, Márcio Azevedo, Somália, Felipe Menezes, Caio e muitos outros podem ser úteis ao Botafogo. Poupando apenas três ou quatro titulares por vez, Caio Júnior pode manter o Botafogo em alto nível e quem sabe conquistar a vaga na Libertadores pelo caminho mais curto.

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O que faz a diferença

Não há como negar que o Campeonato Brasileiro é equilibrado. São raras as goleadas. Quando elas acontecem, normalmente são graças à uma série de fatores. Aquele que goleia, pode ser goleado na rodada seguinte. Existem alguns elencos mais fortes, outros mais fracos, mas o equilíbrio é evidente. O que faz então, times como Vasco, Corinthians e Botafogo andarem na frente e outros como Atlético-PR, Avaí e América andarem tão atrás? Aquele jogador que faz a diferença.

Grêmio e Botafogo não fizeram um bom jogo no Olímpico. Equilibrado, disputado, mas com poucas emoções. Durante todos os 90 minutos, os donos da casa tiveram a iniciativa, com posse de bola ofensiva. Mas conseguiram criar pouco. A bola rodava e o jogo não encaixava. Faltava o passe diferente, a jogada inesperada.

O Botafogo também não foi bem. Com a marcação muito recuada, o time tinha dificuldades de saída. Abusou das bolas longas, desperdiçando o que tem de melhor: o meio-campo qualificado. Elkeson e Maicosuel participaram pouco da partida e os atacantes ficaram em constante desvantagem contra a defesa. Tanto é, que a primeira finalização do Botafogo na partida só veio aos 39 minutos do primeiro tempo e Herrera jogou muito longe do gol.

No panorama de equilíbrio e pouca inspiração que parecia encaminhar o jogo para o empate sem gols, veio o lance decisivo. Maicosuel recebeu boa bola, limpou a marcação e acertou passe perfeito. Loco Abreu, bem posicionado, definiu. Uma jogada trabalhada. Um gol. Três pontos.

O Botafogo está na briga pelo título. É terceiro colocado e embora tenha muitas dificuldades quando joga fora de casa, não deixa de somar pontos. E do meio para frente, é cheio de jogadores diferentes. Aqueles, capazes de decidir. A jogada que levará três pontos para General Severiano pode vir de um lance isolado de Elkeson. Ou em uma bola parada de Renato. Em uma arrancada de Maicosuel. Ou no faro de gol de Loco Abreu.

E isto faz toda a diferença...

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Resultado óbvio, circunstâncias nem tanto

Bastava olhar o momento dos times, as escalações e principalmente, o retrospecto recente para encarar o Botafogo como favorito óbvio à classificação na Sul-Americana. Principalmente após a vitória por 2 a 1 no primeiro jogo, em Ipatinga, que deu a Caio Júnior o direito de poupar titulares importantes como o meia Renato na segunda partida.

Em campo, no entanto, não se viu a superioridade esperada do Botafogo. Pelo contrário. Com marcação adiantada desde os instantes iniciais, o Atlético-MG teve mais a bola e controlou a partida durante os 90 minutos. Domínio absoluto, mas pouquíssimo efetivo.

Cuca voltou a apostar no 4-2-3-1 contra o Botafogo, mas teve que mudar muito o time em relação à última partida. Algumas mexidas por opção, outras por necessidade. Fato é que o time começou mostrando apetite no meio-campo e não deixava o Botafogo passar do meio-campo.

Embora tenha mantido a estrutura tática do time (também no 4-2-3-1), o Botafogo sentia falta de Renato. Os meias muito afastados dos volantes não recebiam o passe qualificado do jogador, fundamental na saída de bola do time de Caio Júnior. E a bola não chegava.

Apesar da superioridade, o Atlético chegava pouco. Mesmo com a mudança (graças a mais uma contusão de Dudu Cearense) para o 4-1-3-2 ainda mais ofensivo, o time tinha dificuldades na articulação. Richarlyson errava muito pelo lado esquerdo, Caio aparecia pouco e Guilherme se omitia entre os zagueiros, participando pouco.

O jogo praticamente sem finalizações só esquentou nos minutos finais da etapa inicial. Primeiro em cobrança de falta de Elkeson que Renan Ribeiro salvou. Logo depois, em penalti mal marcado de Leonardo Silva em Elkeson (falta fora da área) que Herrera bateu para abrir o placar.

No segundo tempo, o panorama seguiu o mesmo. O Atlético tinha a bola (embora com Elkeson mais participativo o Botafogo parecesse capaz de definir em contra-ataque) mas não conseguia exigir boas defesas de Jéferson. Nem as mexidas de Cuca deram o ânimo que o time precisava para tentar a classificação.

O Botafogo está classificado. Não foi bem, claramente sem encontrar motivação na partida. Segue forte no Brasileiro e tem boas chances de fazer bonito na Sul-Americana.

Quanto ao Galo, melhorou. Mas a passos muito lentos para quem vive a situação delicada atual. Cuca tem 5 jogos e 5 derrotas no comando do clube. E um "divisor de águas", no domingo, contra o Cruzeiro. Para sair da situação e vencer, o time vai precisar de mais criatividade e qualificação ofensiva.

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Sem cobrança, sem resultado

Impossível colocar nas costas de Cuca qualquer carga de responsabilidade em mais uma derrota do Atlético-MG na temporada. Desta vez, 2 a 1 para o Botafogo, pela Copa Sul-Americana. O técnico deu o primeiro treino na terça e sequer teve tempo para alguma coisa antes de estrear.

O que se viu, porém, foi um time que já buscou algumas características de seu novo treinador, mas que manteve os mesmos erros. Diferente taticamente, idêntico tecnicamente. O principal (e óbvio) problema do Galo não é o treinador, mas sim a falta de qualidade e, principalmente, confiança.

Contra o Botafogo, Cuca escalou o time no 4-3-1-2. Com o que tem, é a melhor opção. Errou apenas por não colocar em campo Filipe Soutto e Guilherme, titulares indispensáveis para o crescimento da equipe.

Os cariocas pouparam três importantes jogadores (Cortês, Renato e Elkeson), mas mantiveram o padrão tático do 4-4-2 e mostraram que Caio Júnior ganhou mesmo um elenco fortalecido para trabalhar. A boa campanha não é obra do acaso.

O que se viu em campo foi um filme repetido. O Atlético errando muitos passes, deixando espaços de sobra e com os dois zagueiros (quase) sempre mal posicionados. No primeiro gol, Patric perdeu a bola, Leonardo Silva não saiu do chão e Réver perdido na área foi incapaz de cortar bola de Herrera que estufou as redes logo no início e aumentou a pressão.

O Atlético passou a errar mais. André batalhava na frente e fazia boa partida, mas não encontrava outro jogador na mesma sintonia. Dorival trocou o vaiado Patric por Wesley, melhorando o setor ofensivo e deixando mais gente próxima do ataque, mas abrindo enorme espaço por onde o Botafogo mais jogava. E no primeiro vacilo, Maicosuel entrou nas costas de Serginho em velocidade, Réver ficou vendido e o botafoguense ampliou.

Se apertasse, o Botafogo poderia aproveitar o momento absolutamente ruim do Galo para golear e decidir a vaga. Contente com o resultado, porém, pisou no freio. Os contra-ataques não sairam e o Galo passou a conseguir ter a bola no ataque. Até diminuir, com Richarlyon, no último lance do primeiro tempo.

Na etapa final, o Galo esboçou pressão, principalmente após a entrada de Berola que reoxigenou o setor ofensivo. Mas esbarrou em Jéferson e no nervosismo para não conseguir pelo menos o empate.

Ainda é cedo para dizer se Cuca vai "dar jeito" ou não no time atleticano. Fato é, que mais do que mudanças táticas ou de peças, o Galo precisa de confiança e treinos técnicos. No início de seu trabalho no Cruzeiro, Cuca privilegiou o sistema defensivo e venceu partidas em sequência pelo placar mínimo. Me parece o mais correto a ser feito neste momento no Atlético. O melhor ataque, é a defesa.

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Erros repetidos

Uma vitória sobre o líder e até então invicto Corinthians serviu para animar o cruzeirense que sonhava com o título. As derrotas para Atlético-GO e Botafogo, deixaram claro que o time ainda tem muito a resolver se quiser algo mais no Campeonato Brasileiro.

Neste sábado, Joel Santana tentou dar mais agressividade e ofensividade ao Cruzeiro com a entrada de Ortigoza na equipe. Retornou com Gilberto para a lateral esquerda e voltou a armar a equipe no 4-3-1-2 (que desta vez poucas vezes teve Montillo como "falso-nove", como aconteceu em outras partidas).

O Botafogo apostou em seu meio-campo leve e técnico e no 4-2-2-2 (que variava para o 4-2-3-1 de acordo com o posicionamento de Herrera pelo lado direito). Era um time com meio-campo solto e laterais presos na defesa.

As perspectivas eram boas. O primeiro tempo, um horror. Passes errados seguidos, muitas dificuldades e só uma chance de gol: Elkeson bateu forte da entrada da área para grande defesa de Fábio.

No intervalo, Joel Santana trocou Gilberto por Roger. Tentou dar mais ofensividade ao Cruzeiro, passando Éverton para a lateral e espelhando o Botafogo no 4-2-2-2. Mas bastou uma bola perdida por Éverton no campo ofensivo para que Loco Abreu aproveitasse o espaço deixado nas costas do lateral e batesse forte da entrada da área. Chute indefensável para Fábio.

O Cruzeiro não criava e não ameaçava. Joel Santana voltou a errar, assim como na partida contra o Atlético-GO. Entrou o jovem Sebá no ataque. Depois saiu Fabrício para a entrada de Reis. Com três atacantes, o Cruzeiro seguia sem levar perigo. Desarticulado, o time tentava abafar sem perigo. E com um pouco mais de capricho, o Botafogo teria feito o que o Atlético-GO fez: um gol em contra-ataque para definir o jogo.

O desempenho do Cruzeiro é ruim porque Joel não se encontra. Faltam alternativas táticas a um time que tem carências óbvias mas muito potencial. Mais do que um "paizão", o time mineiro precisa de um técnico com padrão para crescer.

Padrão que o Botafogo tem. E que aos poucos, com todos à disposição, vai subindo na tabela. Caio Júnior vence a desconfiança com trabalho e resultados. E a tendência da equipe é crescer ainda mais na competição.

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O primeiro passo e o ingrediente fundamental

Vi pouco, muito pouco, do Atlético-PR neste Brasileirão. Com apenas 2 pontos em 10 jogos e parecia destinado à Série B. Neste sábado, o time conseguiu reconhecer sua limitação. E colocou em campo, contra o Botafogo, um ingrediente fundamental para quem precisa sair de situação difícil: vontade.

O primeiro tempo na Arena da Baixada foi ruim. O Atlético-PR bloqueava o meio-campo com o trio Deivid, Kléberson e Cléber Santana. Mas deixava Morro Garcia muito isolado à frente e a bola não chegava. O Botafogo, com problemas no ataque, apostava na movimentação de Elkeson, circulando bem próximo de Alex e Alexandre Oliveira. Mas não conseguia criar, principalmente porque Maicosuel voltou a fazer partida apagada e Renato apareceu pouco.

Com pouca inspiração, levou vantagem o time que teve mais transpiração. Gol de Morro Garcia em lance isolado. Das raras finalizações, com cruzamento de Kléberson e giro rápido do centro-avante na área.

No segundo tempo, o Botafogo se soltou. Somália entrou bem no jogo e o time cresceu. Elkeson seguiu avançado pelo lado direito e o time passou a criar oportunidades. O sufoco era enorme e o Atlético-PR não conseguia respirar porque Marcinho cansou e o time além de não manter a posse não tinha velocidade para contra-atacar.

O Botafogo perdeu diversas chances até que, em outro lance isolado, Morro Garcia aproveitou cruzamento de Marcinho e indecisão de Jéferson para definir o jogo. O gol de Alex, já nos minutos finais, foi apenas um prêmio de consolação para um time que já não vence há quatro jogos.

O Atlético-PR ainda é o lanterna e nem de longe é favorito para deixar a zona de rebaixamento. Mas além do primeiro passo, mostrou que com transpiração pode somar pontos. Principalmente se Morro Garcia mostrar em outros jogos o aproveitamento fantástico da noite de hoje.

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Óbvia diferença

Acostumados a fazer clássicos eletrizantes e decisivos nos últimos anos, Flamengo e Botafogo fugiram à regra neste domingo. Em jogo de poucas emoções, o Flamengo bateu o rival por 2 a 0 e complicou a classificação do atual campeão às semifinais da Taça Rio.

Flamengo e Botafogo não apresentaram nenhuma novidade. O Botafogo manteve o 4-2-2-2 com pouca criatividade no meio-campo (apesar do esforço de Éverton) e exagero nas bolas alçadas na área na direção de Loco Abreu. Lances marcados com precisão graças à atuação segura da dupla de zaga do Flamengo, principalmente Wellinton.

O time de Luxemburgo passou a semana treinando em Atibaia mas não mostrou grande evolução. Apesar de mais agrupado, segue errando passes em demasia e isolando o centro-avante. Seja Deivid ou futuramente Vágner Love, se não alterar a maneira de jogar, dificilmente um atacante se destacará no esquema flamenguista.

O jogo, fraco, só foi decidido pois entre Flamengo e Botafogo hoje há uma diferença óbvia: a qualidade e o poder de decisão. Se no Botafogo, Abreu depende de receber a bola em condições para decidir, no Flamengo existem outras opções.

O responsável da vez foi Thiago Neves que, apesar da atuação apagada, marcou duas vezes e decidiu o confronto nas duas chances que teve. Assegurou a classificação e manteve o time invicto em 2011. Se falta futebol, até agora não faltaram resultados ao Flamengo. E assim, Luxemburgo mantém distante cobrança e euforia, fatores que poderiam prejudicar seu trabalho. Resta saber se conseguirá dar a volta por cima quando os resultados não forem os esperados.

Quanto ao Botafogo, com Caio Júnior, Joel Santana ou José Mourinho, é preciso se reforçar para pensar grande. O time precisa de alternativas e, principalmente, de mais qualidade no meio-campo para poder brigar com os grandes times.

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Ralo abaixo

Quem nunca sonhou em ser jogador de futebol? Vida interessante, fama, altos salários. Se não é perfeito, é bem melhor do que a grande maioria do povo brasileiro. Mas ainda há quem desperdice o talento e a chance que a vida lhe deu, jogando tudo isto pela janela.

E é o que está fazendo o atacante Jóbson. Que assim como em outros casos, parecia conseguir uma reviravolta na carreira quando resolve abrir mão novamente.

O bom atacante atingiu o sucesso de forma rápida. Em menos de um ano, brilhou no Botafogo e foi contratado pelo Cruzeiro. Pouco depois, porém, veio a notícia do doping, que fez o time mineiro cancelar o negócio e o jogador ser suspenso por 2 anos. Ali, uma promissora carreira parecia ter chegado ao fim. Mas veio a virada.

A punição caiu para 6 meses. Jóbson voltou a jogar pelo Botafogo e voltou a jogar bem. Mas seguia se envolvendo com as pessoas erradas e com problemas extra-campo. O Atlético-MG que montava um time forte, resolveu dar uma chance e tentar recuperar o jogador.

Jóbson chegou a Minas e impressionava nos treinamentos da pré-temporada. Começou a temporada como titular. Após uma longa noitada no Alambique (boate da capital mineira), chegou atrasado ao treino e foi afastado por Dorival. Parecendo arrependido, foi recuperando seu espaço aos poucos. Titular do time novamente nos últimos dois jogos, parecia começar a engrenar. E alegando falta de adaptação e saudades do Rio de Janeiro, o jogador pediu para voltar ao Botafogo.

Ainda não se sabe se o Botafogo irá aceitar o retorno do jogador. O Galo, que pegou 300 mil pelo empréstimo, corre o risco de ter que arcar com os salários (ou parte dele) do atacante até o fim do ano. Teve dor de cabeça, nenhum retorno dentro de campo (apenas 6 jogos e dois gols marcados) e pode ficar com um problema e o prejuízo.

Péssimo, para quem já perdeu Diego Souza, Obina e Diego Tardelli e ainda parece distante de se encontrar na temporada.

Por estes motivos, eu não apostaria em Adriano (veja post abaixo). E também, não acredito em Jóbson.

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Santa ingratidão

Colocar fim na sina de perder decisões para o Flamengo. Tirar o Botafogo da fila de títulos estaduais. Recolocar o alvinegro carioca na briga de elite no futebol nacional, sendo considerado inclusive candidato a uma vaga na Libertadores. Tudo isto com um time repleto de limitações.

Nem tudo isto bastou para Joel Santana seguir tranquilo no seu ótimo trabalho no comando do time da Estrela Solitária. E hoje, cansado das críticas, Joel deu por encerrada sua passagem no Botafogo.

Foram 14 meses de um trabalho positivo. Joel é competente, vitorioso, trabalhador e fala a língua dos jogadores. Mas é simples, não faz marketing. Talvez por isto, muita gente ainda tenha tantos preconceitos com o técnico.

Longe de mim dizer que Joel Santana fez um trabalho perfeito no Botafogo e é o melhor técnico do planeta e o mais injustiçado do Brasil. Este ano, inclusive, pecou demais por ter deixado de lado a ousadia, marca do time do ano passado que chegou a jogar com cinco atacantes em alguns momentos.

Mas "seu Natalino" já conhecia o elenco, se dava bem com a diretoria, tinha (ou parecia ter) identificação com a torcida e com o clube. Faltou gratidão, respeito e principalmente sabedoria.

Agora, o Botafogo vai ao escasso mercado atrás de um treinador. Adilson Batista é o melhor disponível, mas já mostrou interesse em voltar ao exterior para não se queimar por aqui. Qualquer outro nome, será retrocesso para um clube que vinha em crescimento desde que Joel assumiu, 14 meses atrás.

Em tempo: Joel Santana é falado no Fluminense, mas acho pouco provável que acerte por lá, pelos motivos citados no post abaixo. Seria um bom nome para o Flu.

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Os mesmos personagens

O Campeonato Carioca é um dos mais animados e cheios de histórias deste início de 2011. Aliás, isto não é novidade. Pela fórmula interessante, normalmente é o Estadual que mais chama (e prende) a atenção dos torcedores.

Ontem, mais um capítulo marcante do "Cariocão 2011". O ótimo clássico entre Fluminense e Botafogo, vencido pelo alvinegro por 3 a 2. Jogo corrido, disputado, de alto nível técnico. Que só não foi perfeito graças ao quinteto de arbitragem (no Rio, além do trio tradicional, mais dois juízes atrás dos gols erram e dividem as notas negativas). Sob o comando de Guttemberg de Paula Fonseca (cada dia pior), os árbitros erraram além da conta, complicaram um jogo ótimo e conseguiram irritar os dois times após o apito final.

Erros básicos, que mostram mais uma vez a necessidade urgente de mudanças no cenário da arbitragem (não é mérito do Rio, nem do Brasil). A profissionalização é o caminho óbvio, mas FIFA, CBF e cia preferem ignorar.

Entre os erros, vamos aos mais importantes: a expulsão de Marcelo Mattos foi ridícula. Falta boba, no campo de ataque, passível de cartão amarelo e só. O típico cartão vermelho de quem queria compensar a expulsão de Valência pouco antes (justa, por sinal). Renato Cajá (o melhor em campo) marcou um belo gol de fora da área, que os árbitros preferiram ignorar. Teve ainda o ridículo penalti de Edinho, marcado pelo juiz.

Estes foram o mais importante. Houveram outros erros, não tão capitais. Mas que ajudaram para deixar o jogo mais nervoso do que deveria. A atuação do juiz e sua turma foi tão ruim que ofuscou a grande partida que fizeram dois times que chegam fortes em 2011. Uma pena. Mas certamente, é só a primeira péssima arbitragem do ano. Outras, talvez piores, estão por vir.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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