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Colônia "italiana" faz PSG forte

Provavelmente influenciado pelas contratações do técnico italiano Carlo Ancelotti e de Leonardo como principal responsável pelo futebol, o Paris Saint-Germain aproveitou o dinheiro árabe para encher o carrinho de compras na Itália. Completou a fatura com Ibrahimovic, que chega para alçar o time à condição de candidato ao título até mesmo da Champions League na próxima temporada.

A limpa começou ainda no ano passado, e com reforços mais modestos. Desembarcaram na França: Thiago Motta (Inter de Milão), Javier Pastore e Sirigu (Palermo), Ménez (Roma) e Sissoko (Juventus).

Nesta temporada, os investimentos foram mais ambiciosos. Além de Marco Veratti (Pescara) vão jogar em Paris: Ezequiel Lavezzi (Napoli), Thiago Silva e Ibrahimovic (Milan). Alto nível nas contratações que elevam o PSG ao status de candidato à temporada tranquila na França além de poderem surpreender em níveis mais altos.

O provável time? Sirigu, Bisevac, Alex, Thiago Silva e Maxwell; Sissoko e Thiago Motta; Ménez, Pastore e Lavezzi; Ibrahimovic. Forte. Mas que entrará pressionado pelos gastos e precisará ser bem administrado pelo experiente Ancelotti.

Forte o PSG, fracos os italianos. Milan e Inter de Milão vão se enfraquecendo a cada temporada sem conseguir a desejada (e necessária) renovação em seus elencos. Sorte da Juventus, que não parece disposta a deixar de lado a reta de crescimento que tomou desde o início da última temporada. Com um bom atacante, pode fazer no país da bota o que o time de Leonardo promete fazer na França.

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Nem tão simples assim (Parte 2)

11 de janeiro de 2011. Neste dia, este blog tratou a contratação de Ronaldinho Gaúcho como a maior contratação da história do futebol brasileiro. Era. No mesmo espaço, tratei com o pé atrás que a questão merecia, afinal não era tão simples assim.

Um ano e quatro meses se passaram e o Gaúcho não vingou no Flamengo. Um modesto título estadual com pouco destaque. Raras partidas no nível em que atuou um dia. Muitas polêmicas fora do campo. Problemas e uma saída conturbada que deixará para o Flamengo uma dívida difícil de pagar.

Quando todos pareciam perder as esperanças com Ronaldinho, veio o Atlético-MG e o presidente Alexandre Kalil. Adepto da grife, o mandatário atleticano que já tinha tentado Adriano e Forlán viu no camisa 10 a chance de mais uma vez chamar a atenção para o seu clube. E de atender aos pedidos de Cuca por um articulador.

Ronaldinho Gaúcho é a maior contratação da história do Atlético (basta ver a repercussão da notícia nesta segunda-feira). Mas deixou em 2005 o rótulo de melhor jogador do mundo para tornar-se uma incógnita em 2012. É também, o maior risco da história do Atlético. Kalil gosta de viver perigosamente e normalmente não tem se dado bem nas apostas (Diego Souza, Luxemburgo, Jóbson...). Mas admiro sua coragem.

Fato é que Ronaldinho não é o que Cuca pensa e precisa (e ainda pode trazer ao treinador problemas extra-campo). Como articulador central no 4-2-3-1, Ronaldinho não foi bem no Flamengo nem na seleção brasileira. Falta ao meia participar mais do jogo, recuar para fazer a saída de bola, mobilidade para fugir da marcação. Como meia pela esquerda, bem próximo do atacante e do gol, Ronaldinho viveu seus lapsos nos últimos sete anos. Ali, pode ser decisivo em algumas partidas, encantar em outras (e tirar do promissor Bernard de sua posição ideal). Só.

Esperar regularidade e um bom custo x benefício de Ronaldinho Gaúcho é perder tempo. Eu não apostaria. Não mais.

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Quanto vale o show?

É legal ver o futebol brasileiro em condições de competir com o futebol europeu em termos de contratação. Bom para o espetáculo, bom para o torcedor, ótimo para o campeonato. Cada vez nossos times ficam mais fortes e as competições mais equilibradas.

O Corinthians pode quebrar uma barreira enorme nas próximas horas. O clube paulista sonha anunciar o acerto com Tévez, do Manchester City. Que jogaria em qualquer clube da Europa, que joga em um clube onde ganha uma fortuna e dinheiro não falta, e que está no auge da carreira aos 27 anos.

Seria uma contratação histórica e sem precedentes no Brasil. Há que se levar em conta o interesse de Tévez em voltar para a América do Sul (e nenhum clube argentino tem condições de bancá-lo). Mas independente disto, seria fantástico.

Porém, é preciso ver a contratação por outro lado.

Tévez custará ao Corinthians cerca de 40 milhões de euros (fora salário, luvas, premiações). Clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, não tem esse orçamento disponível para o ano todo.

Com Adriano, Liédson e William no elenco, quanto o Corinthians precisa de Tévez?

Se existe a necessidade e se o clube tem dinheiro para contratar, ótimo.

Mas se o clube tem dinheiro para contratar Tévez, porque precisa do MEU (e do seu) dinheiro para construir o seu estádio?

Com Corinthians e Flamengo ganhando tanto dinheiro a mais que os outros, o Campeonato Brasileiro não pode ficar polarizado em apenas duas equipes, como acontece na Espanha, a longo prazo?

Ver o crescimento financeiro dos clubes do Brasil é legal, por todos os motivos ditos no início do texto. Mas é preciso responder perguntas e acompanhar com atenção os passos dados. Afinal, dinheiro público e futebol são sérios demais para serem tratados sem o devido respeito. E são nossos. Um direito do povo.

PS: Só o fato de o Corinthians se interessar em pagar 40 milhões de euros por Tévez ou por qualquer jogador deveria servir para que o governo lhe tirasse os benefícios fiscais na construção do estádio. Mas não. O Brasil não é um país sério.

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Monstro tricolor

Em tempo de grandes jogadores retornando ao futebol brasileiro e deixando o nosso Campeonato cada vez mais forte, o Grêmio dá uma tacada certeira. Gilberto Silva é o tipo de contratação que não deixa dúvidas. Atleta exemplar, jogador vitorioso e pessoa de caráter irretocável.

Em tempo de jogadores sem a menor identificação com os clubes por onde passou, Gilberto Silva é exemplo raro. Querido no América, onde começou. Adorado no Atlético-MG, onde foi projetado para o mundo. Ídolo no Arsenal, onde jogou várias temporadas e chegou a ser capitão do time. Monstro no Panathinaikos, e quem tem alguma dúvida sobre o quanto o volante é querido por lá deve procurar vídeos, fotos ou reportagens de sua despedida da Grécia no último domingo. Fez história também na seleção brasileira, onde bateu recordes e recordes.

Gilberto Silva não é mais um garoto. Mas tem preparo físico acima da média considerando sua idade. É experiente e baita jogador. Tem três Copas do Mundo e muitas conquistas e disputas importantes no currículo. Só tem a acrescentar no time de Renato Gaúcho, que diga-se de passagem vem se reforçando muito bem. Miralles, meia-atacante do Colo-Colo também é jogador com ótimo potencial.

Aqui mesmo no blog, Gilberto Silva já havia manifestado em entrevista o desejo de retornar ao Brasil. Disse mais, queria jogar no Atlético-MG. Kalil, sempre atento e ousado no mercado, errou desta vez. Não demonstrou muito interesse e perdeu a chance de contratar um grande jogador. Embora Dorival tenha bons jogadores para a posição (Dudu Cearense, Felipe Soutto, Richarlyson e Serginho), Gilberto Silva agregaria qualidade e principalmente, seria um ótimo espelho para o elenco jovem que vem sendo bem montado até aqui. Sem falar na identificação, já citada acima.

Bom para o Grêmio. Que ganha um "monstro" de alto nível para se juntar ao seu elenco imortal.

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Até quando?

No mesmo dia em que o Botafogo anunciou que não aceitará o retorno de Jóbson, o Grêmio dispensou o meia Carlos Alberto, que estava emprestado pelo Vasco até o fim do ano. Dois jogadores problemáticos que não se cansam de jogar fora grandes oportunidades e desperdiçar o talento que tem.

A passagem de Carlos Alberto pelo Grêmio durou só três meses. Em campo, não rendeu absolutamente nada. Embora raramente tenha sido escalado em sua melhor posição (jogou como um dos vértices do losango no meio-campo ou atacante, raramente como armador), o jogador decepcionou tecnicamente no Olímpico. Tanto que já havia sido preterido ao banco de reservas e que Renato Gaúcho o colocou em campo apenas nos minutos finais da última partida na Libertadores, mesmo com o time precisando de um fato novo.

Fora de campo, Carlos Alberto voltou a se envolver em diversas confusões. Discutiu com jogadores do Inter, foi expulso de jogos importantes, ficou fora de treinamentos. O custo x benefício passou longe de valer a pena.

O Vasco, que já se acertou com Diego Souza e Bernardo (além de ter contratado Juninho Pernambucano para o segundo semestre) já avisou que não aceita o retorno do jogador, que precisará buscar outro clube para jogar.

A pergunta é: será que alguém ainda tem paciência para investir em Carlos Alberto? Você investiria? Eu não.

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Ralo abaixo

Quem nunca sonhou em ser jogador de futebol? Vida interessante, fama, altos salários. Se não é perfeito, é bem melhor do que a grande maioria do povo brasileiro. Mas ainda há quem desperdice o talento e a chance que a vida lhe deu, jogando tudo isto pela janela.

E é o que está fazendo o atacante Jóbson. Que assim como em outros casos, parecia conseguir uma reviravolta na carreira quando resolve abrir mão novamente.

O bom atacante atingiu o sucesso de forma rápida. Em menos de um ano, brilhou no Botafogo e foi contratado pelo Cruzeiro. Pouco depois, porém, veio a notícia do doping, que fez o time mineiro cancelar o negócio e o jogador ser suspenso por 2 anos. Ali, uma promissora carreira parecia ter chegado ao fim. Mas veio a virada.

A punição caiu para 6 meses. Jóbson voltou a jogar pelo Botafogo e voltou a jogar bem. Mas seguia se envolvendo com as pessoas erradas e com problemas extra-campo. O Atlético-MG que montava um time forte, resolveu dar uma chance e tentar recuperar o jogador.

Jóbson chegou a Minas e impressionava nos treinamentos da pré-temporada. Começou a temporada como titular. Após uma longa noitada no Alambique (boate da capital mineira), chegou atrasado ao treino e foi afastado por Dorival. Parecendo arrependido, foi recuperando seu espaço aos poucos. Titular do time novamente nos últimos dois jogos, parecia começar a engrenar. E alegando falta de adaptação e saudades do Rio de Janeiro, o jogador pediu para voltar ao Botafogo.

Ainda não se sabe se o Botafogo irá aceitar o retorno do jogador. O Galo, que pegou 300 mil pelo empréstimo, corre o risco de ter que arcar com os salários (ou parte dele) do atacante até o fim do ano. Teve dor de cabeça, nenhum retorno dentro de campo (apenas 6 jogos e dois gols marcados) e pode ficar com um problema e o prejuízo.

Péssimo, para quem já perdeu Diego Souza, Obina e Diego Tardelli e ainda parece distante de se encontrar na temporada.

Por estes motivos, eu não apostaria em Adriano (veja post abaixo). E também, não acredito em Jóbson.

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Risco Imperial

Eu não gastaria um real com Adriano. Não investiria um centavo em um jogador que além das recentes lesões, não parece interessado com sua carreira. Eu não apostaria em alguém que não parece disposto a se recuperar. Eu não acredito em Adriano.

Mas o Corinthians acreditou. Aproveitando-se da falta de interesse do Flamengo, o clube paulista (através de Ronaldo) fechou contrato com o Imperador até o fim do ano que vem.

Adriano é um craque. Ou tem potencial para ser. É técnico, forte, bate bem na bola e tem presença. Em forma e interessado, será decisivo onde quer que esteja. Foi assim na Inter e no Flamengo, em seus melhores momentos. Nem precisou jogar tanto para ser um dos principais nomes do rubro-negro carioca campeão brasileiro em 2009.

Mas o jogador já mostrou desprezo com a carreira outras vezes. Abandonou a Inter de Milão pensando no fim da carreira. Voltou ao Flamengo e se envolveu em uma série de confusões, além de muitas ausências no treino. Foi novamente para a Itália, mas na Roma quase não jogou, com rendimento muito abaixo do esperado.

O Corinthians resolveu se arriscar. Se der certo, será ótimo negócio para o clube e até para a seleção brasileira, onde Adriano ainda pode ser útil. Como já disse acima: eu não acredito em Adriano.

PS: Impressionante a falta de caráter e jogo de cintura do Imperador com o ex-agente Gilmar Rinaldi. Se o empresário não é santo, sempre esteve ao lado do atacante inclusive o apoiando nos momentos mais difíceis e de forma alguma poderia ser desprezado da forma como foi.

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Galo marca dentro e fora de campo, mas sofre na defesa

O gol contra de Uchoa, aos 48 minutos do segundo tempo, recolocou o Atlético no caminho das vitórias no Campeonato Mineiro após dois jogos sem vencer. Importante, mas pouco para um dos times que mais investiu na temporada e que prometia brigar por títulos em 2011.

Contra o organizado Villa Nova, Dorival Júnior fez seis mudanças no time. Mostrou que não está satisfeito e mais do que isto, que ainda está longe de encontrar o time ideal. Na defesa, Jackson e Eron entraram nas laterais (e assim como os antigos titulares, foram muito mal). Leonardo Silva ganhou a posição do sempre criticado Werley na zaga, mas não conseguiu melhorar o desempenho defensivo. No meio-campo, Toró deu mais qualidade no passe, mas não teve o mesmo poder de marcação de Zé Luís. Wesley jogou no lugar do regular e suspenso Ricardinho, mas bem marcado não conseguiu aparecer no jogo. E Jóbson foi titular no ataque, com muita velocidade mas pouco efetivo.

As mudanças foram feitas e não surtiram efeito. O gol do Villa logo aos 10 minutos (em tiro de meta batido pelo goleiro e falha grotesca de marcação da defesa atleticana) piorou a situação. O Galo tinha a bola, mas nervoso não conseguia ameaçar o gol adversário. Tocava a bola no campo ofensivo até um erro de passe deixar o time exposto ao contra-ataque. Em um deles, Marinho perdeu chance clara de marcar o segundo.

Na etapa final, Dorival abriu o time com Neto Berola e três atacantes. Mas só conseguiu ser efetivo após a entrada de Mancini, que voltava para dar qualidade ao jogo no meio-campo na mesma medida em que aparecia bem nos dois lados do ataque. A virada passou também pelo recuo excessivo do Villa, muito por não ter mais pernas para contra-atacar o dono da casa. Criticado, Ricardo Bueno marcou o gol do empate de cabeça. E já nos acréscimos, Uchoa levou azar no lance em que marcou contra, após boa jogada de Magno Alves pelo lado esquerdo.

No geral, os times de Dorival Júnior sempre foram assim: levam muitos gols, marcam muitos gols. Graças ao DNA ofensivo, o time tem o melhor ataque do Campeonato Mineiro, em média (19 gols em 7 jogos, média de 2,7). O poder ofensivo, vai melhorar graças à ótima contratação de Guilherme, mais um ex-jogador do Cruzeiro que "troca de lado". Guilherme é jovem, técnico, inteligente e tem ótimo poder de decisão. Foi lançado no Cruzeiro por Dorival, que o conhece como poucos. Ao meu ver, é upgrade em relação a Diego Tardelli (apesar de características absolutamente diferentes), se conseguir se adaptar e jogar o que sabe.

O grande problema do Galo, porém, está na defesa. Renan Ribeiro já recebe algumas críticas. Os laterais não conseguem se firmar. E mesmo com os ótimos Réver e Leonardo Silva, a zaga não consegue passar segurança (muito pelo fato de o meio-campo desarmar muito pouco). O segundo colocado do Mineiro, tem apenas a sexta melhor defesa. Sofreu gols em todos os jogos na competição (12 ao todo). Desempenho preocupante, principalmente se levarmos em conta o nível dos adversários. Para quem sonha com vôos mais altos, o Atlético parece estar se preocupando com o setor errado.

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Sinal dos tempos

Quando entrevistei Lédio Carmona para o Marcação Entrevista ele disse que esperava o momento que o Brasil pudesse repatriar jogadores ainda em alta na carreira. E me parece, que este momento está chegando bem antes do que ele poderia imaginar.

Quando o São Paulo investe 7,5 mi de euros para contratar Luís Fabiano, ele dá uma grande demonstração de força econômica e de visão de futuro. Prova o crescimento do poderio dos clubes brasileiros no mercado europeu, já em condições de competir com mercados menores como França e Portugal.

Luís Fabiano não é craque, nem nunca foi. Mas é ótimo jogador. Dentro da área, está entre os melhores do mundo. É completo, sabe se posicionar e é raçudo. Tem problemas, principalmente psicológicos. Facilmente administráveis.

Depois de seis anos no Sevilla, muitos gols, convocações para a Seleção, uma Copa do Mundo como titular, ser cobiçado por times como Milan, Inter e Real Madrid, Luís Fabiano está de volta para onde começou a carreira. E a identificação o ajudará ainda mais neste retorno.

Dentro de 40 dias o atacante deve estar disponível para entrar em campo (ainda se recupera de lesão). É a peça que faltava para tornar o São Paulo novamente um dos melhores times do país. Ao lado de Rogério Ceni, o Fabuloso comandará um time repleto de garotos cheios de potencial.

Um time, que tem tudo para dar o que falar. E que pode ser o primeiro sinal de novos tempos no futebol brasileiro.

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Camaronês pode pintar na Toca

A primeira reação ao saber da notícia foi surpresa. Depois de digerida, a impressão me parece boa. O volante camaronês Geremi, com passagens por Real Madrid e Chelsea e atualmente sem clube, foi oferecido ao Cruzeiro e as negociações estão avançadas para o acerto.

O último clube de Geremi foi o Larissa, da Grécia. Por lá, jogou apenas 10 jogos e não marcou nenhum gol. Não se adaptou bem ao país e pediu o rompimento do contrato. Aos 32 anos, Geremi esteve nas Copas de 2002 e 2010. Na África do Sul, começou como reserva, mas foi titular nas duas últimas partidas de Camarões (contra Dinamarca e Holanda). O país perdeu os três jogos e foi eliminado da competição.

Em contato com a assessoria de imprensa do Cruzeiro, o blog foi informado que "se a diretoria está negociando com o jogador, nenhuma informação foi passada a eles". Porém, pelo que foi apurado, as negociações estão em estágio avançado para um contrato até o meio do ano (com opção de renovação até 2012). Geremi viria gratuitamente e receberia um dos maiores salários do clube.

Geremi é volante de origem, mas pode atuar também na lateral direita, posição carente no elenco do Cruzeiro. Zezé Perrella sempre falou que o clube não buscava mais reforços, mas que poderiam acontecer "negócios de ocasião". Este me parece um caso.

O camaronês pode ter dificuldades de adaptação, a língua deve ser uma barreira, mas pode ser um bom negócio. Apesar de ter visto muito pouco ou quase nada do jogador em campo nos últimos quatro anos, Geremi sempre teve boas condições físicas e tem experiência internacional que pode ajudar bastante o Cruzeiro na Libertadores. Vale o risco.

Sem direito a retorno. Outra promessa perdida?

O Internacional anunciou hoje a venda da ótima promessa Giuliano para o pouco conhecido Dnipro, da Ucrânia. A ótima soma de 10 milhões de euros seduziu dirigentes colorados e jogador. De fato, os valores são ótimos. Mas apenas neste aspecto, a negociação vale a pena.

Giuliano chegou ao Inter no fim de 2008. Aos 20 anos, começava a conquistar um lugar definitivo entre os titulares. Foi fundamental e decisivo na campanha vitoriosa na Libertadores do ano passado. Tinha tudo para deslanchar de vez em 2011.

Mas preferiu seguir o caminho de outras promessas do futebol nacional, que interessadas nos euros ucranianos caíram no ostracismo.

O caminho que levou Brandão (do São Caetano) em 2002 para o Shaktar foi repetido por outros 68 jogadores entre 2003 e o fim de 2010, segundo o site da CBF. Entre tantos jogadores, raríssimos são os casos de sucesso no futebol do país. Tanto é que nos últimos 5 anos, nada menos do que 36 tomaram o caminho de volta.

Dínamo de Kiev e Shaktar Donetsk são os destinos mais conhecidos das promessas brasileiras. Guilherme, Fernandinho, Jádson, Willian, Ilsinho, Luiz Adriano, Douglas Costa, André, Elano, Marcelo Moreno, Corrêa. São alguns dos jogadores que saíram do Brasil para se aventurar em um dos dois clubes. Quem não voltou ao Brasil (normalmente emprestado) foi para clubes menores da Europa ou está por lá até hoje. Por mais que joguem bem e sejam ídolos (como Jádson e Willian), dificilmente são lembrados por grandes clubes europeus ou para a seleção brasileira.

Giuliano escolheu ainda um clube médio, como o Dnipro. Caminho parecido com o escolhido por Cleiton Xavier e Taison em 2010, quando foram jogar no modesto Metalist. Ambos vinham muito bem (o primeiro havia sido convocado para a seleção pouco antes da venda e o segundo foi um dos melhores jogadores do país no primeiro semestre). Hoje, mal se ouve falar em algum deles.

Perde Giuliano, craque de futuro e candidatíssimo a um lugar na Seleção. Perde o Inter, que trocará o certo pelo duvidoso se apostar no pouco interessado Zé Roberto, do Vasco.

E também o futebol brasileiro, que pode perder mais uma promessa congelada no frio futebol ucraniano.

Nem tão simples assim

O show foi longo, o circo cansativo, a novela repetitiva. Mas chegou ao fim, com um final feliz para o torcedor rubro-negro: Ronaldinho Gaúcho assinou contrato com o Flamengo até julho de 2014. Tempo suficiente para se esbaldar na tentadora noite carioca, para voltar a brilhar no futebol brasileiro e para, quem sabe, brigar por um espaço hoje pouco provável, na seleção que disputará a Copa do Mundo no Brasil.


Em que pese a péssima condução do negócio, principalmente graças à postura de seu irmão/empresário Assis (que quis aproveitar-se da situação para uma exposição exagerada e completamente desnecessária), é preciso encarar a volta de Ronaldinho Gaúcho ao futebol brasileiro como ela merece. Aos meus olhos, a maior contratação de um clube do país em todos os tempos. Explico:

Ronaldinho Gaúcho esteve entre os cinco melhores jogadores da última década, sem sombra de dúvidas. É um jogador extremamente midiático e ótimo produto de marketing. E ainda que indique estar definitivamente na curva descendente na carreira, tem condições totais de brilhar e ser decisivo no futebol brasileiro. Basta o mínimo de vontade e responsabilidade.

Resta saber o que o meia-atacante deseja com o retorno ao Brasil e com a escolha pelo Flamengo. Se curtir a noite carioca e o fim da carreira ou se voltar a ser um dos principais jogadores brasileiros. Condições (físicas e técnicas) para isto, ele tem.

Quanto ao Flamengo, precisará render em campo para compensar o esforço hercúleo na contratação de Gaúcho. E para isto, precisará de muitos cuidados. Dentro e fora de campo. Ronaldinho é mais uma estrela que chega com salário infinitamente superior a seus companheiros de equipe e certamente terá privilégios no clube o que pode gerar ciúme e problemas internos. E dentro de campo, precisa do posicionamento tático correto para poder render tudo o que sabe, e esta tarefa Luxemburgo tem condições de cumprir se quiser voltar a ser respeitado (alternativas táticas com a presença do meia em breve na Pré-Temporada do Marcação).

O fim do preconceito faz bem

Até bem pouco tempo, era raro ver jogadores sul-americanos atuando nos principais times do Brasil. Só se contratavam jogadores já experimentados nas grandes equipes do continente (e até mesmo na Europa) e mesmo, as contratações eram cercadas de desconfiança.

Hoje, o mercado brasileiro percebeu definitivamente que os nossos vizinhos podem ter peças de alto nível com concorrência menor e preço mais baixo do que aqui. Efeito das recentes contratações muito bem sucedidas, alavancadas definitivamente pelo desempenho acima da média da dupla Conca e Montillo no último Brasileirão.

Aliás, já na última competição nacional, é possível contar nos dedos os times que não tinham um estrangeiro em seu elenco.

Mesmo assim, ainda restam resquícios do preconceito de velhos tempos. Gente ultrapassada, que ainda não percebeu que ali, como aqui, também se fabricam grandes talentos. Neste caso, o ditado que diz que "a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa" não funciona.

Aconteceu mais uma vez hoje, pouco após o Flamengo anunciar o acerto com o meia Darío Bottinelli, do Atlas, que estava emprestado ao Universidad Católica. O meia esquerda, de passe refinado, ótimo nos chutes de longa distância e nas bolas paradas e que pode jogar mais recuado ajudando também na marcação, foi criticado provavelmente por quem nunca o viu entrar em campo.

Longe de mim pregar por aqui que o Flamengo acaba de colocar um novo craque em seu time. Mas Bottinelli pode ser extremamente útil e encontrar no Brasil, sucesso parecido ao de seus compatriotas Conca e Montillo, apesar de ter características diferentes. Como já disse, "El Pollo", é um meia mais recuado, que joga longe do gol, organizando mais a equipe e participando muito do jogo.

Como ele, há outras boas opções na Argentina, Chile e Uruguai. Basta força de vontade para procurar e disposição para investir. Os clubes brasileiros só tem a crescer com o fim de um preconceito que não leva a nada.

Em meio à calmaria, um furacão

Fim de ano no futebol é assim: muita especulação, pouca solução. Nomes pipocam na imprensa à todo instante. Menos de 5% vira realidade. Assim, o mercado deve terminar 2010 pouco movimentado, com quase nenhuma contratação. Não fosse por uma exceção.

Na primeira semana de mercado, o Atlético-MG foi às compras e já solucionou algum de seus problemas. Depois de bombardear o mercado ano passado com as contratações de Luxemburgo, Diego Souza, Réver e cia, a expectativa era que o time do presidente Alexandre Kalil trabalhasse com mais cautela nesta temporada. Não é o que parece...

Quatro nomes já foram anunciados pelo clube mineiro.

Para a lateral direita, chegou Patric, um dos destaques do Avaí no último Brasileirão. É melhor do que os laterais do atual elenco atleticano, mas ainda precisa provar que tem condições de atuar em um grande clube. O rodado jovem, quando teve oportunidade não correspondeu, inclusive no rival Cruzeiro.

Para o meio-campo, o Galo acertou com Toró por três anos. É uma boa opção de banco, que fortalece o elenco. Volante de pegada, com alguma técnica, Toró pode ser útil para encorpar o time apesar de não ser solução.

No ataque, o experiente Magno Alves chega aos 36 anos para voltar a um grande clube. Apesar do bom campeonato com o Ceará, é impossível apostar no sucesso de um jogador com idade elevada. A tendência é que Magno seja opção para um ataque já bem servido com Tardelli e Obina. Vai ajudar com a experiência, mas não será solução.

A principal contratação, no entanto, foi a de Richarlyson. Mais uma vez Kalil foi perfeito na negociação. Deixou que a situação esfriasse e quando todos davam o jogador no Fluminense, o Galo surpreendeu. Apesar da temporada ruim em 2010 e de todo o preconceito que o cerca, Richarlyson é um grande jogador. Tem técnica, raça (as vezes exagerada) e disciplina tática. É um dos melhores da posição no Brasil e provavelmente seria mais valorizado não fosse o machismo do esporte.

E as contratações não devem parar por aí. Kalil prometeu ainda para esta semana mais dois ou três jogadores. Um deles, deve ser um grande presente de natal para os atleticanos. Mancini, formado no clube, é um dos nomes especulados. Wágner, ex-Cruzeiro, é outro comentado.

Resta aguardar o imprevisível furacão Kalil, que tem previsão de abalos fortes nos próximos dias. Certo é que ele não parece se cansar de surpreender.

Sonhando alto

Após a lesão de Paulo Henrique Ganso e a demissão (errada e injusta de Dorival Júnior) o Santos deixou claro que estava abrindo mão do Brasileirão e do restante da temporada 2010. Um passo atrás, para talvez dar dois à frente na sequência. Hoje, é possível perceber que o Peixe não parou no tempo. Resolver investir em 2011, e nos desafios (complicadíssimos) que o time terá pela frente.

O primeiro passo foi ter tranquilidade para buscar o novo treinador. Depois de tentar Abel Braga, que acabou não podendo deixar de lado seu trabalho nos Emirados Árabes, o Santos deu um tiro certeiro. Contratou Adilson Batista, recém-demitido do Corinthians, mas fez com que ele não assumisse a equipe de pronto. Adilson pôde, de fora, observar o elenco, identificar carências e trabalhar na montagem do time para o ano que vem.

E as primeiras contratações, indicam que o novo técnico enxergou bem o que o time precisava. E mais do que isto: que o Santos chegará a 2011 pensando em conquistas.

Elano foi o primeiro a chegar. Depois de disputar a Copa do Mundo, o jogador perdeu espaço no Galatasaray e acaba voltando para o time que o revelou. Grande reforço! Elano é experiente, tem ainda vigor físico e pode ajudar em várias funções (além de ser ótimo tecnicamente).

Ontem, o time ficou perto de anunciar a segunda contratação. Charles, atualmente no Lokomotiv. Baita volante, que Adilson conhece de sua primeira temporada no Cruzeiro. Além de ter boa qualidade técnica, Charles tem muita pegada e é um leão no meio-campo. Ouso dizer que se não tivesse se escondido no futebol russo, seria um dos principais jogadores da posição no país. Tem a cara da Libertadores e no autor deste blog um fã.

Com Charles, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso, Adilson caminha para fazer no Santos o mesmo que fez em sua passagem no Cruzeiro (que Cuca aproveita - muito bem - até hoje). Fazer do seu time o melhor meio-campo do país. E do seu meio-campo, a base para o sucesso do time.

Com Neymar, Keirrison e Zé Eduardo, o ataque me parece bem servido. E com mais um ou dois reforços para a defesa (que devem chegar ainda este ano), o Santos me parece entrar em 2011 como o grande candidato brasileiro para brilhar no Paulistão, no Brasileirão e principalmente, na Copa Libertadores.

Última chance

Quando deixou o Santos, Robinho não sabia o que seria de sua carreira. Aliás, ninguém sabia. Nem o Manchester City, dono do passe do jogador. Certo era que o clube inglês só ficaria com o atacante em último caso, até pelo excesso de jogadores na posição.

Por semanas seguidas, Robinho não tinha para onde ir. Algumas sondagens e nada oficial. Falava-se de um interesse do Barcelona que nunca saiu do papel e que foi desmentido por Guardiola. A situação do atacante ficou chata e desconfortável.

Veio uma proposta do Fenerbahçe, que Robinho rejeitou de pronto. Aqui mesmo no blog, através de um texto do amigo Filipe Araújo, criticamos. Afinal, Robinho ainda não jogou na Europa o que se espera dele, tanto pelo Manchester quanto pelo Real Madrid.

O Milan caiu do céu para ele. Já dava para imaginar Robinho passando mais uma temporada na reserva, tendo poucas oportunidades na Inglaterra. Na Itália, chega com status de titular, apesar do preço baixo. Deve formar um ataque bem interessante com Ronaldinho, Pato e Ibrahimovic (não necessariamente todos serão titulares juntos).

A ida para a Itália fará bem inclusive à seleção. Robinho e Pato juntos já é ótimo. Ainda podem impulsionar Ronaldinho a voltar a jogar bem. Se o Milan ainda precisa de reforços defensivos para ter condições de brigar por grandes títulos como antes, é certo que o time vai ter um ataque de assustar os adversários.

A chance está aí. Robinho precisa fazer valer ou estará definidamente fracassado no futebol europeu. Por essa, creio que nem ele esperava. É hora de amadurecer de verdade e jogar no país da bota tudo o que já mostrou que sabe.

Abracadabra

Não foi como num passe de mágica. Exigiu esforço e muito tempo de negociação. Mas Palmeiras e Botafogo finalmente conseguiram os reforços que tanto desejam desde o início da temporada. Os magos, Valdívia e Maicosuel estão de volta.

Antes de mais nada, não gosto dos apelidos. Para tornarem-se dignos de serem considerados magos, ambos ainda precisam jogar e, principalmente, conquistar mais. De toda forma, os dois reforços chegam para serem titulares absolutos em seus times e certamente melhorar bastante a qualidade de ambos.

Valdívia fez falta ao Palmeiras. Depois de sua saída, o time não encontrou um jogador com as mesmas características. Tentou adaptar Diego Souza na função, mas não funcionou. Cleiton Xavier também não consegue fazer o mesmo que o chileno. Com Lincoln vivendo boa fase, a tendência é que Valdívia jogue como segundo atacante, ao lado de Kléber. Funciona, como já provou na seleção do Chile na Copa do Mundo. É um jogador com força física, inteligência e qualidade técnica para jogar por ali. Ganha o Palmeiras. Ganha Kléber. Aos poucos, o time de Felipão ganha corpo. Pena que talvez seja tarde demais para brigar por algo grande.

No Botafogo, Maicosuel também deixou uma lacuna muito grande. Resta saber qual é o Maicosuel que está voltando ao clube da estrela solitária. Aquele que fez um primeiro semestre impecável em 2009 ou o que não conseguiu a regularidade na carreira. A empolgação com o meia me parece precipitada. Principalmente levando em conta o passado. Acho que o meia precisa ser mais testado, precisa de uma sequência maior de bons jogos, para ser digno do status de ídolo que adquiriu rapidamente no Botafogo.

De toda forma, independente da nomenclatura, seja mago, craque, meia ou bom reforço, o retorno de Valdívia, Maicosuel e outros jogadores deste nível, faz muito bem ao futebol brasileiro. Ponto para Palmeiras e Botafogo.

Em briga de marido e mulher...

O Sindicato dos Jogadores resolveu meter a colher. E ordenou (isto mesmo) que o Corinthians voltasse a colocar o goleiro Felipe para treinar junto com o elenco principal.

Antes de entrar no mérito da discussão, vamos lembrar da história. Durante a Copa do Mundo, Felipe iludiu-se com uma possível proposta do Genoa, da Itália. Colocou o carro na frente dos bois e chegou a se despedir dos companheiros de clube. Os italianos desistiram do negócio e o goleiro ficou sem ambiente no Corinthians. A diretoria, inclusive, já havia contratado outro goleiro, o apenas regular Bobadilla.

Desde então, revoltados, Mano Menezes e Andrés Sanchez afirmaram que Felipe não jogaria mais pelo Corinthians. E treinaria na academia, separado do grupo, até que aparecesse alguma proposta.

Ontem, depois de seus empresários tentarem (em vão, claro) a recisão contratual com o Corinthians, o goleiro resolveu procurar o Sindicato dos Atletas, em São Paulo, que "ordenou" ao clube a reintegração do jogador.

De fato, é desnecessária a exposição humilhante que o goleiro vem passando. O Corinthians não precisa colocá-lo para jogar. Mas pode deixá-lo treinar com os preparadores de goleiros, pelo menos.

O melhor a ser feito agora é negociá-lo o mais rápido possível. A decepção é geral. Felipe achava que poderia ir para um grande clube europeu, e deve acabar indo para um clube de terceiro ou quarto escalão para poder jogar. O Corinthians achou que faria dinheiro com ele, mas acabará aceitando a primeira proposta que aparecer.

O fim ruim para os dois de um casamento repleto de ilusão. Ambos achavam que Felipe é bem melhor do que na verdade é. Um bom goleiro e nada mais. Sua saída conturbada pode fazer com que os dois evoluam e sigam em frente.

Só falta jogar

Não há como negar: Alexandre Kalil, como presidente do Atlético-MG, faz a sua parte. Reestruturou o clube o mais rápido que pôde. Bateu na trave ano passado para uma vaga na Libertadores. Em determinados momentos, brigou pelo título.

Em 2010, o salto definitivo. Investiu alto para trazer Luxemburgo. E desde então, abriu os cofres para contratar bons reforços para o treinador.

Ao todo, já são 19 contratações na temporada. A última delas, anunciada ontem. Réver, zagueiro que deixou o Grêmio no início do ano mas que não se firmou no Wolfsburg. Foi comprado (com a ajuda de parceiros) ao que tudo indica por 3 milhões de euros.

A zaga, sem dúvidas, era o setor mais fraco do Galo. O jovem Werley tem potencial, mas não vem bem e precisa ser melhor trabalhado para assumir o lugar no time. Jairo Campos começou muito bem a temporada contra adversários fracos, mas aos poucos, o calo do jogador apertou e seu rendimento caiu vertiginosamente.

Some-se a isto, uma série de goleiros inseguros. Não é atoa que o time tem a segunda pior defesa da competição.

Réver foi um dos dois melhores zagueiros do Brasileirão em 2008 e 2009. Está na Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro em ambos. Chega para assumir o posto e melhorar muito o sistema defensivo do Atlético. Tem qualidade, velocidade, é ótimo no jogo aéreo. Tudo que o time precisa.

A informação que eu tenho é que um volante fechará o ciclo de contratações do Galo em 2010. Fala-se muito em Maldonado, outro genro de Luxemburgo, que ainda não resolveu sua situação no Flamengo. Um jogador que não vive boa fase, mas que tem inegável qualidade.

Os reforços estão aí, o time está pronto. Cabe a Luxemburgo aparar arestas e colocar logo todo mundo para jogar. O Atlético-MG está beirando a zona do rebaixamento. Já está 12 pontos atrás do líder. Se não se apressar, poderá ser tarde demais. E o risco com investimentos tão grandes, não valerá a pena.

Cartada certeira

Num time recheado de estrelas e que vem encantando o mundo com o belo futebol há pelo menos duas temporadas, havia apenas uma carência: a lateral esquerda. Por mais que Maxwell e Abidal sejam jogadores corretos, é fato que estão muito abaixo do restante do time do Barcelona.

Ontem, o clube espanhol anunciou a contratação do lateral esquerdo Adriano, que estava no Sevilla. Um tiro certo. Adriano é jovem, tem evoluído muito e já tem uma boa experiência na Europa. Ótimo para o Barcelona. Ótimo para o Brasil, que pode achar uma solução para a carência na posição.

No Barça, Adriano vai reeditar a dupla de laterais com Daniel Alves que já havia feito sucesso no Sevilla. Se seguir os trilhos do antigo-novo companheiro, será ótimo.

A chance que Adriano esperava está aí. Basta fazer o que já mostrou ter condições.

Por falar em cartadas certeiras, é impressionante como o Barcelona raramente erra nas contratações. Para a temporada 2010/2011 já acertou com Villa (alguém duvida que será sucesso?) e Adriano. Espera agora contratar Fábregas. E com mais um volante (já que Touré deixou o elenco), o time azul-grená me parece pronto para fazer mais uma temporada brilhante. Até melhor do que as últimas, porque não?

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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