Quando deixou o Santos, Robinho não sabia o que seria de sua carreira. Aliás, ninguém sabia. Nem o Manchester City, dono do passe do jogador. Certo era que o clube inglês só ficaria com o atacante em último caso, até pelo excesso de jogadores na posição.

Por semanas seguidas, Robinho não tinha para onde ir. Algumas sondagens e nada oficial. Falava-se de um interesse do Barcelona que nunca saiu do papel e que foi desmentido por Guardiola. A situação do atacante ficou chata e desconfortável.
Veio uma proposta do Fenerbahçe, que Robinho rejeitou de pronto. Aqui mesmo no blog, através de um texto do amigo Filipe Araújo, criticamos. Afinal, Robinho ainda não jogou na Europa o que se espera dele, tanto pelo Manchester quanto pelo Real Madrid.
O Milan caiu do céu para ele. Já dava para imaginar Robinho passando mais uma temporada na reserva, tendo poucas oportunidades na Inglaterra. Na Itália, chega com status de titular, apesar do preço baixo. Deve formar um ataque bem interessante com Ronaldinho, Pato e Ibrahimovic (não necessariamente todos serão titulares juntos).
A ida para a Itália fará bem inclusive à seleção. Robinho e Pato juntos já é ótimo. Ainda podem impulsionar Ronaldinho a voltar a jogar bem. Se o Milan ainda precisa de reforços defensivos para ter condições de brigar por grandes títulos como antes, é certo que o time vai ter um ataque de assustar os adversários.
A chance está aí. Robinho precisa fazer valer ou estará definidamente fracassado no futebol europeu. Por essa, creio que nem ele esperava. É hora de amadurecer de verdade e jogar no país da bota tudo o que já mostrou que sabe.

Pretendido pelo Fenerbahçe, Robinho foi claro.
"Com todo o respeito ao futebol turco, mas não vou jogar lá".
Bom...
Com todo o respeito ao Robinho, não precisava dizer isso, né?
Realmente ele não vai jogar lá. Assim como não jogou no futebol espanhol, muito menos no futebol inglês.
Quem sabe um re-retorno ao Santos?
Aqui no Brasil ele joga.
Copa do Brasil, Campeonato Paulista...
Está de bom tamanho.

Até a 11ª rodada do Brasileirão, o Corinthians era o líder do Campeonato Brasileiro. E na eleição do destaque da 11ª rodada, coube a um jogador do Timão ser o primeiro a brilhar duas vezes no Brasileirão e pular na frente na disputa pelo Destaque do Campeonato.
Bruno César mais uma vez foi o comandante do Corinthians em campo, marcando dois gols sobre o Guarani e assumiu a ponta na lista:
Victor (Grêmio) - 1ª rodada
Wálter (Internacional) - 2ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 3ª rodada
Jonas (Grêmio) - 4ª rodada
Bruno César (Corinthians) - 5ª e 11ª rodadas
Hugo (Grêmio) - 6ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 7ª rodada
Fábio (Cruzeiro) - 8ª rodada
Caio (Avaí) - 9ª rodada
Alecsandro (Internacional) - 10ª rodada
Confira o resultado da enquete:
Quem foi o destaque da 11ª rodada do Brasileirão?
| Henrique (Cruzeiro) | | 29,17% (7 votos) |
| Taison (Internacional) | | 20,83% (5 votos) |
| Bruno César (Corinthians) | | 50,00% (12 votos) |
Total: 24 votosAgora é hora de escolher o destaque da 12ª rodada. Confira os concorrentes:
Conca (Fluminense) - Mais uma vez, fundamental para o novo líder do Campeonato. Comandou o meio-campo e deu duas assistências para Washington.
Jóbson (Botafogo) - Aos poucos, volta a mostrar o belo futebol do ano passado. Ontem, marcou duas vezes e participou de outro gol do Botafogo, que venceu o Vitória fora de casa.
Robinho (Avaí) - Marcou um gol e deu passe para outro. Foi a peça principal na engrenagem do Avaí que goleou o Goiás por 4 a 1.
Foram claras as palavras de Robinho e sua trupe no palco da Vila Belmiro, poucas horas depois de ganhar o Campeonato Paulista de 2010: "Vanderlei, pode esperar, a sua hora vai chegar". Puxaram também o coro "ei, Tardelli, vai .....". No mínimo, apimentaram e muito, o clima para o jogo de quarta-feira no mesmo local, que vale vaga nas semifinais da Copa do Brasil.

Ontem mesmo, jogadores do Santos comentaram sobre o assunto, dizendo que tudo não passava de brincadeira. No entanto, a gozação não caiu bem para os atleticanos, que não gostaram. Luxemburgo disse que os santistas incitaram a violência (comentário desnecessário, visto a experiência do treinador). Tardelli disse que dará a resposta dentro de campo e que se sentiu desrespeitado, com razão.
Precisa haver limites. A tal onda dos "Meninos da Vila" é legal, e faz bem ao futebol. Mas precisa ser controlada. A linha entre brincadeira e falta de respeito é tênue e desta vez, os garotos ultrapassaram. Aliás, é preciso parar de tratá-los sempre como garotos. São profissionais como os outros e precisam ter atitudes como tal.
Porém, não há como mudar o que foi feito. Um dos jogos mais esperados do ano ganhou ainda mais ingredientes.
Resta saber se os Meninos da Vila terão personalidade para em campo, defender as provocações que eles mesmo fizeram. Certamente, não foi uma boa hora. O Galo vem com as esporas ainda mais afiadas depois da conquista do Campeonato Mineiro.
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Não há outra palavra para descrever o futebol do Santos ontem à noite. Ou melhor. Há varias outras, como show, espetáculo, maravilha. Mas nenhuma mostra tão bem como o Santos conseguiu construir a fácil goleada por 10 a 0 sobre o Naviraiense como comprometimento.

Os motivos são claros. Antes de mais nada, há quem diga que o time goleou porque o adversário era fraco. E de fato, era. Quase amador. Mas, assim como o Santos, outros times grandes enfrentaram adversários deste nível na primeira fase. E não atropelaram como fez o time da baixada (exceção feita ao Atlético-MG, que fez 7 a 0 jogando fora de casa).
Em campo, porém, o Santos fez o que tinha que fazer. Levou o jogo a sério. Como a competição merece. Como a torcida merece. E também como o adversário merece. Não há maneira melhor de se respeitar o adversário do que jogar e fazer gols.
E isto, o Santos de Dorival Júnior sabe fazer. Marcando bem, saindo em velocidade e alternando jogadas comuns e eficientes com lances maravilhosamente efetivos, os gols foram saindo. Show de Neymar, Robinho e André. Mais uma atuação brilhante de um Ganso cada vez mais impressionante.
No segundo tempo, com 6 a 0 e um a mais no placar, o time poderia pisar no freio. Mas Dorival, ótimo, prestigiou o torcedor. Tirou um zagueiro, colocou mais um atacante. Fez seu time seguir jogando. Objetivo como sempre. Lúdico como de costume. Fez mais 4 gols. E poderia até ter feito mais, mas ficou de bom tamanho.
Ainda não sei até onde pode chegar este maravilhoso Santos. É um time fantástico, mas que ainda se expõe demais. Dorival Júnior é um baita técnico. Todos os seus times privilegiam o ataque e jogam um belo futebol. Mas costumam ter problemas defensivos.
De toda forma, ninguém no Brasil joga mais do que o Santos no momento. E isto já é motivo de sobra para animar o torcedor em um ano que parecia perdido antes mesmo de começar.
Hoje é dia de Neymar. O jovem e ótimo atacante do Santos faz 18 anos. Isto mesmo. Só 18 anos. Tão pouca idade e tanto futebol.
Depois de um início tímido e pressionado, já que a expectativa que o cercava era muito grande, o garoto finalmente parece encontrar o seu verdadeiro futebol com a camisa alvinegra.
Ontem, contra o Santo André, Neymar foi o autor desta pintura:
Ainda deu o passe para o segundo gol, marcado pelo também ótimo companheiro Paulo Henrique Ganso.
Com a chegada de Robinho, deve crescer ainda mais a exposição e a pressão exercida sobre Neymar. Que já mostrou, no entanto, capacidade para desenvolver o que sabe.
Para muitos, ele é melhor do que Robinho. Para mim, ele tem tudo para ser melhor do que Robinho. E melhor do que muitos outros grandes craques do futebol brasileiro.
Neymar tem velocidade, dribles rápidos, é inteligente e está cada vez mais preciso nas finalizações.
Bem cuidada, a jóia da categoria de base do Santos pode tornar-se uma estrela da primeira linha do futebol mundial. E fazer lá fora o que Robinho nunca conseguiu fazer.
É incrível como são mimados os jogadores de futebol. É impressionante como clubes que pagam tão bem aos seus profissionais, aceitem que eles ajam como crianças sem responsabilidade. É assustador o quanto os jogadores conseguem conquistar fazendo bico.

Assim é Robinho. Ao que tudo indica, o atacante fará a terceira transferência da sua carreira nos próximos dias. Aos 22 anos, com milhões na conta bancária, deve voltar para o futebol brasileiro e jogar, pelo menos um semestre, no Santos, clube que o revelou.
Robinho é um jogador extraordinário. E sabe disso. Sabe tanto, que acha que é mais do que de fato é. Se sente como o melhor jogador do mundo, como a última bolacha do pacote. Podia até ser, se fosse um jogador sério e se soubesse controlar seus sentimentos de maneira mais inteligente.
Em 2005, o atacante bateu o pé. Queria ir para o Real Madrid. Ali, ele teria a chance de "ser o melhor jogador do mundo". Além disso, Santos estava perigosa demais para ele, depois do sequestro de sua mãe. Tanto fez, que conseguiu a sonhada transferência.
Na Espanha, Robinho começou bem. Foi destaque do time por vários jogos. Mas aos poucos, começou a sentir o peso da concorrência, que não era pequena. Foi ficando relegado, entrando no segundo tempo, às vezes ficando fora até mesmo do banco. Quando entrava não jogava bem. Mas se sentia injustiçado por ficar fora. Por isso, há um ano e meio bateu o pé. Queria se transferir para outro time, onde teria a oportunidade de jogar e "ser o melhor do mundo". Tanto fez, que conseguiu uma vaga no emergente Manchester City.
Na Inglaterra, Robinho chegou com status de ídolo. Mas o time, em campo, não pegou. O jogador parecia desanimado com as poucas contratações. Começou a cavar uma saída. O Barcelona parecia interessado mas o negócio não vingou. Robinho se desanimou de vez. Com as contratações de Tévez e Adebayor, o brasileiro em péssima fase perdeu espaço. Ficou relegado. Agora, está prestes a bater o pé e ganhar mais uma transferência. A volta para o Santos.
Ganha o futebol brasileiro, com mais um craque prestes a voltar ao país. Ganha o Santos, que parecia ter um time comum para 2010 e que entrará forte para brigar por títulos com um jogador deste porte. Perde Robinho, que mais uma vez provou ser um ótimo, mas mimado jogador. Se não jogar muita bola por aqui, acho difícil que um grande europeu volte a apostar no que pode se tornar um verdadeiro chororô no futuro.
Ricardo Teixeira disse recentemente que não mandaria jogos da seleção para as praças onde a equipe foi vaiada pela torcida. Talvez, a Inglaterra seja uma ótima opção. Ali, o nosso time "estrangeiro" se sente em casa. E faz bonito. Assim como já havia feito com a Argentina, ontem foi a vez da Itália. E no maior clássico do futebol mundial, deu Brasil: 2 a 0.
Para os italianos, a derrota deve ter sido dura. Mais dura que o normal. Perderam para uma seleção brasileira praticamente italiana. Dos jogadores que começaram a partida, 6 jogadores atuam na Itália. É como imaginar uma Argentina composta por D'Alessandro, Guiñazu, Sorín, Herrera e sei lá mais quem, vencendo o Brasil.

Em campo, porém, o time de Dunga mostrou qualidade. Principalmente no primeiro tempo. Jogando contra uma Itália que tinha um rosto diferente. Era um time ofensivo, ao contrário das tradições. E a mudança não caiu bem. Principalmente porque faltaram jogadores para levar a bola para o ataque. Pirlo tinha que fazer praticamente sozinho. Elano e Robinho, principalmente, apertavam muito a saída de bola, e a Itália sentiu dificuldades. Por isso, na base do abafa, o Brasil foi perfeito. Porque não basta jogar quando tem a bola. É preciso atacar também sem ela. E foi isso que a seleção de Dunga fez.
Quando tinha a bola no entanto, o Brasil sabia ditar o ritmo. Às vezes, valorizava a posse com muita qualidade e viradas de jogo eficientes. Quando tinha a oportunidade, chegava com velocidade e toques rápidos, de primeira, e principalmente contando com grande movimentação, em especial de Elano.
Assim, o Brasil chegou ao primeiro gol, com Elano, que saiu da esquerda para a direita, buscou o espaço vazio e tabelou rápido com Robinho antes de ficar cara a cara com Buffon. Vale lembrar que logo no início, a Itália teve um gol de Grosso, mal anulado. Mas não foi um erro "grosseiro". O lançamento veio de longe, e era questão de centímetros.
Com o gol o Brasil se animou. E a Itália teve ainda mais dificuldade para jogar. Di Natale e Gilardino mal viam a cor da bola. Já Robinho, seguia mordendo. E numa bola roubada na entrada da área em vacilo de Pirlo, fez uma jogada magistral. Daquelas que só os craques são capazes de fazer. E Robinho é craque. Pena que não saiba administrar a carreira. 2 a 0.
No segundo tempo, porém, a seleção caiu. Primeiro porque a Itália colocou gente de mais qualidade para buscar a bola no meio-campo. E segundo porque não tinha fôlego para pressionar a saída de bola como no primeiro tempo. E a etapa final ficou fraca. Carente de emoções. Melhor para Júlio César, que pode mostrar mais uma vez sua ótima forma. Fez pelo menos duas defesas ótimas. Uma delas, um milagre.
Dunga também fez algumas experiências. Como Daniel Alves, mais uma vez como meia direita. Pode sim, ser uma opção interessante. Daniel tem qualidade para atuar como Dunga quer. Alguns jogadores, porém, mereciam ter tido mais tempo para jogar, casos de Alexandre Pato e Júlio Baptista, principalmente.
Em termos gerais, no entanto, o Brasil foi bem. Soube controlar a partida e venceu uma seleção muito forte com autoridade. Os números de Dunga (infelizmente) são incontestáveis. E a seleção sob seu comando, pela primeira vez vai bem em duas partidas seguidas. Sinal de amadurecimento? Espero que sim.
NOTAS INDIVIDUAIS:Júlio César - 8 - Quando foi exigido, na segunda etapa, mostrou toda a segurança que lhe é peculiar.
Maicon - 7 - Chega ao ataque com muita força. E é ótimo na marcação. Precisa melhorar o cruzamento.
Lúcio - 8 - A mesma segurança de sempre. É o melhor zagueiro do país.
Juan - 7 - Não deve durar muito na Seleção, infelizmente. Mas foi bem na partida. /
Thiago Silva - 6 - Mostrou qualidade, no pouco tempo que esteve em campo.
Marcelo - 7,5 - Mostrou qualidade e maturidade. Vai assumindo o posto de titular.
Gilberto Silva - 6 - Bem na marcação, não comprometeu. Mas convenhamos: o Brasil merece mais.
Felipe Melo - 7,5 - Estréia segura. Marcou forte e mostrou a qualidade já conhecida nos passes. Fez o básico e se deu bem. /
Josué - Sem nota - Não teve tempo para nada.
Elano - 8 - Muita movimentação. É um jogador com a cara do time de Dunga. Tem qualidade e sorte. /
Daniel Alves - 7 - Mostrou que tem potencial para jogar como meia.
Ronaldinho Gaúcho - 6,5 - Alguns passes interessantes. Outras gracinhas desnecessárias. Está longe do Ronaldinho que nos acostumamos a ver.
Robinho - 8,5 - Vontade de jogar pela seleção. Diferente do que vem acontecendo no City, Robinho mostrou muita disposição. E assim, ele é indomável. /
Júlio Baptista - Sem nota - Outro que demorou para entrar em campo.
Adriano - 6 - Muito isolado na frente teve poucas oportunidades. Faltou-lhe mobilidade em um time tão leve no ataque. / Pato - Sem nota - Infelizmente, entrou tarde demais.
Dunga - 7 - Escalou bem a equipe e mostra um esquema eficiente. Porém, demora demais para mexer e quando o faz é previsível. Não consegue mudar a cara do time durante um jogo.
Em meio à crise econômica, saiu ontem a lista com as 10 maiores transações envolvendo jogadores de futebol no ano de 2008. Pelo jeito, os clubes ingleses não foram tão afetados. Gastaram bastante, com contratações nem tão boas assim. 5 das 10 maiores transações tiveram a Inglaterra como destino. O Manchester City, é o único que aparece duas vezes.
Confira a lista (a moeda é o euro):
1) Robinho (Manchester City/Inglaterra) - 43 milhões
2) Dimitar Berbatov (Manchester United/Inglaterra) - 38 milhões
3) Daniel Alves (Barcelona/Espanha) - 32 milhões
4) Danny (Zenit/Rússia) - 30 milhões
5) Ricardo Quaresma (Internazionale/Itália) - 24,6 milhões
6) Robbie Keane (Liverpool/Inglaterra) - 24 milhões;
7) Jô (Manchester City/Inglaterra) - 24 milhões
8) Amauri (Juventus/Itália) - 22,8 milhões
9) David Bentley (Tottenham Hotspurs/Inglaterra) - 22 milhões
10) Ronaldinho Gaúcho (Milan/Itália) - 21 milhões
Já comentei diversas vezes sobre os valores exagerados dos jogadores de futebol. Mas dão retorno, tanto é que os clubes insistem em contratá-los. Veja Robinho: saiu do Real Madrid pois não era reconhecido como titular absoluto. Foi para um clube médio na Inglaterra, praticamente desconhecido. Apesar de lutar contra o rebaixamento, hoje o Manchester City é um time conhecido no mundo inteiro graças ao brasileiro, que é um dos destaques da Premier League até agora.
E o mercado de janeiro promete ser agitado. As principais especulações estão nos grandes times da Itália. A Juventus pensa em David Silva, do Valência. Ótima contratação. É um meia de grande técnica e muita qualidade. Já a Inter de Milão, quer o meia brasileiro Diego. Seria fantástico para os dois. Diego é um jogador raro no mercado. Pode jogar como terceiro ou quarto homem de meio-campo. Tem técnica, visão e está adaptado ao estilo europeu. E para ele, seria uma bela subida na carreira.
A grande bola fora é a do Milan. Que pensa em Ivan Helguera, dispensado pelo Real Madrid. Mais um veterano para um time que clama por peças jovens.
Já havia acontecido uma vez. Há 4 anos, Robinho deu xilique. Queria sair do Santos à todo custo. Na época, o Santos não tinha como resistir ao pedido do ídolo, e muito menos aos dólares do Real Madrid. Agora, simplesmente bateu o pé. Apesar de ter ainda mais 3 anos de contrato com os espanhóis, quis a todo custo, deixar o clube para jogar no Chelsea, de Felipão.
Até certo ponto, Robinho até tinha razão. Foi maltratado por algumas semanas pelo Real. Usado como moeda de troca. Mas é preciso lembrar que Robinho, que chegou ao clube falando que queria ser o melhor jogador do mundo, não esteve nem perto disso. E que virou "moeda de troca", justamente pelo baixo rendimento, onde jamais conseguiu se firmar como titular.
A diferença é que o Real Madrid não precisava dos dólares. E tinha como segurar. E segurou até o último momento, antes de vendê-lo para o Manchester. City. O modesto time, que luta por vaga na Copa da UEFA na Inglaterra. Por essa, com certeza, Robinho não esperava. E ainda deve estar meio sem saber o que espera por ele lá. O pouco que sabe, talvez tenha sido passado pelo ex-novo-companheiro Elano.
Robinho não ficará esquecido. Até porque, o futebol inglês hoje é o de maior visibilidade na Europa. Tem tudo para brilhar, porque tem qualidade para tal. Mas precisa se colocar no seu lugar. E saber que quando assina um contrato, ele deve ser cumprido. E ele se torna empregado. O menino mimado precisa crescer se quiser brilhar como sonhou um dia.
Ronaldinho Gaúcho foi humilhado na apresentação do técnico Guardiola, no Barcelona. Dispensado na frente de todas as câmeras. Notícias em todos os cantos do mundo.
Surgiram então, centenas de times interessados em contratá-los. Os mais fortes, Milan e Manchester City.
Até então, porém, nada foi fechado.
Veio o jogo contra a Argentina, pelas Eliminatórias. O vexame fez com que o presidente da CBF convocasse Ronaldinho para as Olimpíadas, sem sequer comentar com o treinador.
Ronaldinho está na lista e o Barcelona faz questão de afirmar que não libera o jogador. Inclusive, Ronaldinho está na lista dos jogadores que devem se reapresentar ao Barcelona no próximo dia 14.
Caso semelhante, acontece com o lateral Rafinha, do Schalke 04 e com Robinho, do Real Madrid. Ambos porém, tem idade olímpica, e em tese, teriam que ser liberados.
Em tese, porque a FIFA em nada se pronuncia. Não liga para os Jogos. Mais um sinal, de que esta será a última vez que o futebol, pelo menos masculino, faça parte das Olimpíadas. Infelizmente...
Com certo atraso, mas a coluna O mundo é uma bola está na área. O fim de semana foi movimentado na Europa. Teve mais um show de Pato. Com dois gols que garantiram a vitória do Milan, o atacante mostrou definitivamente que pode ser um jogador decisivo, e que merece tudo o que vem sendo falado a seu respeito.
E a lista de jogadores, ex-jogadores, técnicos e comentaristas a louvarem o futebol do jovem atacante cresce a cada dia. Agora, é a vez de Schevchenko, ídolo do time rossonero, dizer que Pato é o seu "substituto". Kaká, Seedorf e Inzaghi também já se impressionaram com o futebol do garoto de Pato Branco.
Continuo dizendo: Pato tem tudo para brilhar. Vai ser um dos melhores jogadores do mundo, em breve. Porém, continuo preocupado com a grande excitação em cima do nome do jogador. Ele ainda é jovem, e tem muito a amadurecer e melhorar. Vai continuar fazendo gols e sendo decisivo, mas vai continuar sendo inconstante. E se as críticas sobre ele forem muitas, se a pressão for muita, pode acontecer como aconteceu neste ano e no final do passado com Ronaldinho: uma partida sem show, e o jogador já não é mais o mesmo. Por isso, muito cuidado.
Robinho
Enquanto Pato tenta se consolidar, outro jogador está vivendo a melhor fase da carreira na Espanha. Com 16 gols na atual temporada, Robinho é peça fundamental no time do Real Madrid, e finalmente tem seu talento reconhecido por lá. Neste fim-de-semana, ele também marcou duas vezes, na vitória sobre o Villareal, garantindo os três pontos para o líder do Nacional.
Robinho é um ótimo jogador. Evoluiu muito quando Luxemburgo esteve no Santos. E evoluiu ainda mais nos tempos de Real. Hoje, une o jogador leve, astuto e habilidoso do início da carreira, a um jogador que ocupa espaços no campo, que tem raça, que sabe o momento certo de tocar a bola e o de driblar, e o principal: que aprendeu a finalizar muito bem.
Hoje, Robinho é meu favorito para vencer o título de melhor do mundo da próxima temporada. Pode ser que não aconteça, afinal, não há verdades no futebol que durem 24 horas. Mas que o jogador tem tudo para estourar de vez, isto é fato.
Espinha dorsal
O Fenerbahce, de Alex e Zico ganha mais um reforço importante: o chileno Maldonado, ex-Santos. Com ele, o time turco monta a espinha dorsal do time do Cruzeiro, campeão da Tríplice Coroa em 2003: Edu Dracena na zaga, Maldonado e Alex no meio, Deivid na frente. Além deste quarteto de altíssimo nível, o Fener tem Roberto Carlos, Appiah, Lugano, entre outros. Um time cada vez mais forte, sem as grandes estrelas galáticas, mas com jogadores desperdiçados em grandes clubes.
Maldonado tem tudo para brilhar. É um jogador diferenciado, e não sei porque continuou tanto tempo no Brasil sem ser "notado". É técnico, tem raça, marca como poucos e tem muita visão de jogo. O típico meia que eu queria no meu time. Zico quis também. De bobo, ele não tem nada. O time turco tem tudo para surpreender e chegar pela primeira vez às quartas-de-final da Liga dos Campeões.