O desafio de Vanderlei Luxemburgo no comando do Grêmio ganhou ontem a noite um início promissor. O técnico não teve influência direta, mas certamente viu e gostou da vitória e classificação do seu novo time para as semifinais do Taça Piratini (1º turno do Campeonato Gaúcho). O 2 a 1 sobre o Internacional no Beira-Rio foi justo e mostrou ao novo comandante um caminho para trilhar no tricolor gaúcho.

Na noite de ontem, méritos para Roger que disputou o segundo Gre-Nal como técnico interino e venceu pela segunda vez. A palestra antes do jogo, tão elogiada pelos atletas, certamente surtiu efeito. O Grêmio entrou mordido e mordendo. Se impôs e foi superior ao rival durante quase todo o confronto.
No mesmo 4-3-1-2 testado por Caio Júnior, a novidade no time foi a presença do estreante Souza no meio-campo. O volante mostrou desenvoltura para sair para o jogo no vértice direito do losango e contribuiu muito com a marcação adiantada e incansável imposta pelo time gremista desde o apito inicial. O Internacional, sufocado, foi obrigado a mudar o sistema recuando Oscar para tentar equilibrar a força no meio espelhando o esquema tático do adversário. Igualou nas peças mas em nenhum momento se aproximou na pegada.
Com Gilberto Silva dando segurança à zaga com o posicionamento sempre perfeito e o meio-campo marcando forte e conseguindo fazer a saída de bola, coube a Kléber assumir o seu papel de protagonismo. Participou ativamente do jogo abusando dos toques curtos pelo centro, usando a força quando preciso e aparecendo com certa liberdade quando deixava a área para agir por trás dos volantes colorados. Em uma dessas jogadas, buscou a bola e tabelou com Marco Antônio para receber na área e marcar o gol da vitória quando a partida estava morna e equilibrada no segundo tempo.
Antes, o Grêmio havia aberto o placar com Léo Gago em jogada de bola parada após falta sofrida por Kléber quando era muito superior na partida. Diminuiu o ritmo após o gol e permitiu ao Inter igualar o placar com o talento individual de seu time, se aproveitando ainda de rara falha na saída de bola, com passe errado de Fernando que terminou em gol de Leandro Damião.
O Grêmio consegue a volta por cima e abre caminho para Luxemburgo iniciar sua passagem pelo clube com uma conquista. O desafio dos dois é enorme, mas creio que será ótimo para ambos. O Grêmio merece pelos investimentos corajosos que fez, embora tenha sido precipitado novamente ao queimar um técnico pelo desempenho no estadual. Já Vanderlei Luxemburgo, precisa parar de desperdiçar seu talento e voltar a alçar vôos altos na carreira. No Grêmio ele encontra um time com a pegada tradicional gaúcha mas também com qualidade para decidir e brilhar.
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Esperei até hoje para postar sobre a classificação do Flamengo na Libertadores. Como esperado, passou pelo Potosí sem muitos sustos, embora tenha se exposto além da conta ao não forçar para definir o jogo no primeiro tempo. Mais uma vez a equipe mostrou suas limitações, não encantou e viveu dos cada vez mais raros lampejos de Ronaldinho Gaúcho (nesta quarta, auxiliado por ótima partida de Léo Moura). A grande novidade no dia da confirmação da vaga, porém, aconteceu fora de campo.

O Globoesporte.com antecipou que o Flamengo demitiria Luxemburgo logo após o jogo e já tinha acertado o retorno de Joel Santana antes mesmo da partida. A presidente do Flamengo Patrícia Amorim negou. Luxemburgo em entrevista coletiva depois do jogo disse que não sabia de nada. Joel comandou normalmente o Bahia e disse que não havia nada.
Hoje o desenrolar da história. Patrícia Amorim confirmou a demissão de Luxemburgo e de quase todo o departamento de futebol do clube, mas se disse surpresa com a história (!) e voltou a afirmar que a decisão de mandar o treinador embora só veio hoje. Negou ainda que já tivesse contatado Joel Santana. Ao mesmo tempo que dava ela dava coletiva, no entanto, o treinador pediu demissão do Bahia. Deve ser coisa de sexto sentido...
Joel Santana chegará amanhã ao Flamengo em momento conturbado. Pode (e deve) melhorar o clima no vestiário mas não tem o costume de trabalhar com jovens jogadores (que são o que o Fla tem de melhor no momento) e assim como Luxemburgo deve sentir falta de material humano. Pode dar certo embora pareça para mim uma aposta sem muito sentido.
Luxemburgo deixa de vez o hall de treinadores de ponta do país. Seguidos trabalhos sem sucesso deixam desvalorizado de vez um técnico que se perdeu completamente na carreira quando quis controlar demais e passou a participar de menos. É hora de repensar a carreira e os métodos para não se deixar fritar novamente como aconteceu no rubro-negro. Seu currículo não precisa disto.
Por fim, quem se saiu pior na história foi Patrícia Amorim. Perdeu o comando do clube, cedeu às pressões e não conseguiu ir bem em nenhum dos problemas que teve este ano. Perdeu Thiago Neves, perdeu o treinador que bancava, perdeu Alex Silva, vê Deivid na justiça e ainda não resolveu a questão dos salários de Ronaldinho. Ainda terá que se virar para pagar a multa de Luxemburgo, que especula-se seja de 4 milhões de reais. O Flamengo que sempre foi uma bomba prestes a explodir, não para de colocar pólvora ao seu redor.
O Flamengo que mudou tudo hoje deu provas claras de que nada mudou no futebol brasileiro. Patrícia que disse chegar com nova mentalidade está tão perdida como outros dirigentes do país. Não mostra palavra, convicção, responsabilidade, planejamento. Joel Santana, pai da ética, se acertou com um clube que tinha treinador embora vá encher a boca para falar que não.
Infelizmente, a irresponsabilidade e falta de ética de quem trabalha com futebol no país cresce na mesma medida que as rendas de TV, patrocínios e etc.
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Quem acompanha o blog e meu Twitter, sabe das minhas milhões de ressalvas aos trabalhos de Muricy Ramalho. Vitorioso, o atual técnico do Santos sempre priorizou o futebol de resultado. Obteve resultados inegáveis. Jamais encantou.

Se gosta de futebol (e eu acredito que goste), Muricy Ramalho saiu satisfeito da Vila Belmiro ontem à noite. Mesmo com a derrota para o Flamengo, que deixa o Santos, com muitos jogos atrasados, longe de brigar por alguma coisa no Campeonato Brasileiro.
O 5 a 4 para o Flamengo foi o melhor jogo do ano no Brasil. Talvez, o melhor dos últimos anos. Eletrizante, empolgante, mágico. Teve grandes lances, grandes jogadores e gols. Muitos gols!
Desde os primeiros minutos, quando saiu na frente, o Santos deixou a impressão que jogaria e deixaria jogar. Quando Borges abriu o placar após bela jogada coletiva, o Flamengo já havia perdido duas boas chances. Deivid perdeu gol incrível antes de Deivid ampliar antes de jogada genial de Neymar. O Flamengo criava e não fazia. O Santos criava e ampliava. Neymar, em lance de cinema, ampliou o marcador.
O placar indicava um massacre. O jogo, indicava equilíbrio. Ainda no primeiro tempo, Elano bateu penalti de maneira tosca (terminando com defesa e embaixadinhas de Felipe) e o Flamengo marcou três vezes. Empate sensacional por 3 a 3.
No segundo tempo, embora o número de gols tenha caído, o jogo seguiu ótimo. Neymar e Ronaldinho comandavam suas equipes com atuações individuais acima da média. Neymar marcou outro belo gol. Ronaldinho foi a rede duas vezes (uma delas em cobrança de falta magistral e nada inédita).
No fim, o Flamengo conseguiu vitória espetacular por 5 a 4, seguiu na luta pelo título e deu enorme demonstração de força. Luxemburgo faz trabalho sólido e altamente positivo, mesmo com várias carências no elenco. É o único invicto no Brasileirão e só tem uma derrota na temporada.
Voltando ao Santos, ficou claro que havia supervalorização dos jogadores de defesa graças ao ótimo sistema defensivo. O primeiro semestre acima da média de Adriano, escondeu que os zagueiros são lentos e os laterais marcam mal. Sem eles, o Santos fica exposto além da conta e escancara seus problemas individuais.
Apesar disto, foi um time bom de ver. E que esteve muito perto da vitória. O Santos que joga e deixa jogar não tem nada da cara de Muricy Ramalho. E isto é ótimo!
Muricy tem a chance de sua carreira. Já mostrou que sabe vencer. Com um time espetacular em mãos, pode aprender a ganhar jogando um futebol atraente e coletivo. Que esta derrota, não mude os rumos da equipe santista. Agarrando esta chance, Muricy se tornará, de longe, o melhor técnico do país. E eu torço por ele. E pelo futebol. E pelo espetacular Santos.
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O título invicto é animador. Nada melhor do que começar a temporada levantando o troféu. Melhor ainda se for sem perder. O Flamengo nem precisou da grande decisão para vencer o Campeonato Carioca. Venceu a Taça Guanabara e a Taça Rio. Não perdeu nenhuma vez.

Dentro de campo, porém, o "bonde sem freio" de Ronaldinho Gaúcho e companhia ainda não convenceu. Não conseguiu superar os rivais nas decisões cariocas (exceto nos penaltis). Teve dificuldades contra o modesto Horizonte na Copa do Brasil. Os números iludem, mas o futebol trás o rubro-negro de volta à realidade e impedem que o time deixe o trabalho e a seriedade em segundo plano.
Na campanha em 2011 até aqui, Luxemburgo não pode ser acusado de não tentar. Começou no 4-2-3-1 com Ronaldinho na meia esquerda, passou a usar o craque como "falso nove", utilizou-se de dois meias e dois atacantes, fortaleceu o meio com três volantes e deu liberdade ao Gaúcho como segundo atacante. Mas ainda não achou time e formação ideal.
Certo é que há uma base animadora. Felipe fez grande Campeonato Carioca, decisivo nos penaltis e regular nas partidas. Léo Moura aos poucos volta a jogar bem. Willians tem crescido de produção dentro de suas limitações. Thiago Neves, foi o mais importante jogador até aqui. E de Ronaldinho Gaúcho sempre é possível esperar mais.
É a partir desta espinha dorsal que Luxemburgo precisa pensar o Flamengo daqui em diante. Na Copa do Brasil, o time precisará de entrega total. No Brasileirão, precisará de reforços.
Se não se contentar apenas com o estadual, é bom que o bonde do Flamengo deixe de lado a "banguela" e comece a acelerar logo.
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A melhor frase sobre Atlético-MG e Flamengo eu ouvi no SporTV, logo após a partida. Não me lembro o autor, para dar os créditos, mas deixo a frase mesmo assim: "Finalmente, Luxemburgo conseguiu tirar o Galo da zona do rebaixamento".

Em Sete Lagoas, o clima antes da partida era de tensão. Aliás, Atlético-MG e Flamengo, por si só, costumam fazer jogos tensos. A presença (ou o retorno) de Luxemburgo na Arena do Jacaré era apenas um ponto a mais.
Dentro de campo, porém, Luxa mostrou porque deixou o Galo em situação delicada. Demorou a enxergar o jogo, levou um baile tático de Dorival Júnior e uma goleada difícil de ser esquecida.
Faltava apetite ao time do Flamengo. Que até começou bem o jogo, mas não demorou para ser engolido pela vontade e velocidade do meio-campo mineiro. Serginho e Zé Luís tinham facilidade contra o lento meio rubro-negro, formado por Corrêa, Maldonado e Petkovic. Assim que a marcação encaixou, o Flamengo se perdeu e o Galo tomou conta do jogo.
Os gols não demoraram a sair. Sempre com participação de Renan Oliveira, destaque do jogo e que não é destaque do Campeonato porque jamais conseguiu na carreira manter uma boa sequência. Mas provou, mais uma vez, que tem bola. Em seu primeiro chute, Lomba deu rebote e Obina marcou (sem comemorar). No segundo, ele aproveitou bom passe do atacante baiano para marcar.
No intervalo, Luxemburgo mostrou que percebeu o que estava acontecendo. Tentou dar velocidade ao seu time com Negueba e Marquinhos. Equilibrou o jogo e viu seu time passar a levar perigo. Mas Dorival, astuto, apostou no contrário. Colocou Ricardinho, para fazer o Galo manter a posse de bola e não perder o controle do jogo.
E conseguiu, aproveitando-se do desespero do adversário, matar o jogo com mais dois gols. Primeiro, um golaço de Tardelli. E depois outro belo gol, com Renan Oliveira novamente. O tento de Marquinhos, na reta final, não serviu nem para diminuir o vexame de Luxemburgo e de seu Flamengo.
O Atlético-MG de Dorival Júnior tem outra cara, outra vontade e já vive outro momento. Não será rebaixado e já deixa um bom animo para 2011. Se esta temporada é para ser esquecida, o trabalho no próximo ano pode render ótimos frutos para um grupo que só precisava ter aflorada sua qualidade.
Já o Flamengo, ainda corre risco. E Luxemburgo repete no rubro-negro o desempenho ruim de seu início no Galo. Foram apenas 10 pontos em 8 jogos. Um time que não vence a cinco. Nenhum técnico merece tanto o rebaixamento quanto Luxemburgo este ano. Pobre Flamengo...
Luxemburgo deixou o Atlético-MG após o pior trabalho de sua carreira falando em reciclagem. Quem conhece o treinador, sabia que era da boca para fora. De fato, a impressão que ficava era que Luxa seria "obrigado" pelo mercado a ficar um tempo parado. Não foi o caso. Em meio ao desespero, o Flamengo não demorou para apostar no técnico.

Com menos pirotecnia e mais responsabilidade, Vanderlei volta ao clube de seu coração em momento conturbado. Beirando a zona de rebaixamento, o Flamengo tem problemas físicos e técnicos de sobra para resolver. E poucas opções para reverter rapidamente a situação.
Luxemburgo abriu mão (pelo menos a princípio) de grande parte da sua comissão. Não deve demorar, porém, para ele "encaixar" seu time no rubro-negro.
Em relação à Silas, Luxa chega com várias vantagens. A primeira e a principal delas, é o tempo. Logo, o Brasileirão voltará a ter semanas "livres" e o técnico poderá acertar seu time. A segunda é o prestígio. Apesar de viver um momento difícil da carreira, Luxemburgo estará mais blindado do que seu antecessor e poderá trabalhar com mais tranquilidade.
Não considero mais Luxemburgo entre os melhores técnicos do país. É inegável, porém, que ele entende do assunto. E em seu esquema preferido, pode fazer o Flamengo se reencontrar. Guardadas as devidas proporções, é possível fazer algo parecido com um dos grandes times de sua carreira, o Cruzeiro de 2003: laterais que chegam com força ao ataque, volantes de boa pegada com saída pelos lados, Petkovic com total liberdade e dois atacantes de movimentação.
A chance está dada. Luxemburgo será obrigado a se reciclar trabalhando. E relembrar o passado é, de longe, o melhor caminho para o treinador.
Ninguém dava pinta de confiar mais no tal "projeto" de Luxemburgo. Torcida, jogadores e até mesmo o treinador mostravam dia após dia que a situação do Atlético-MG era irreversível. Só Alexandre Kalil parecia crer numa virada. Talvez porque esta era a única opção do presidente atleticano.

Era. E deixou de ser quando Dorival Júnior foi demitido do Santos. Um ótimo treinador disponível no mercado certamente era o que faltava para o presidente do Atlético pensar, de fato, em substituir Luxemburgo. Aliás, não havia outra saída, depois da goleada de ontem.
O Fluminense entrou em campo precisando vencer para se recuperar. Por isso, colocou em campo Deco e Conca, mesmo longe da forma física ideal. Rodriguinho voltou a aparecer bem no ataque, aparecendo nas principais jogadas ofensivas. E os laterais mais uma vez se destacaram (Mariano inclusive, fazendo a primeira partida pós convocação).
No Galo, Luxemburgo optou por um esquema mais seguro, com três volantes. A opção era boa, mas deixou Daniel Carvalho muito isolado na armação. Faltava à Serginho e aos laterais chegarem mais ao ataque.
O primeiro tempo foi equilibrado. A vitória parcial do Fluminense graças à (mais) uma falha de Fábio Costa não era o resultado mais justo. E o jogo equilibrado, mudou graças a dois fatores no segundo tempo.
Primeiro as mexidas de Luxemburgo. Tirou Obina, que fazia boa partida, para colocar (outra vez no ataque) um inoperante Diego Souza. Depois tentou corrigir, colocando Neto Berola na vaga de Serginho. O time ficou mais exposto. E se escancarou após a expulsão, justa, de Alê.
Daí em diante o Fluminense fez a festa. Marcou mais três gols. Poderia ter feito mais. Viu Diego Souza ser expulso por entrada criminosa. E recuperou a confiança para se recolocar na disputa do título.
Já o Atlético-MG não encontrou outra alternativa. Luxemburgo foi demitido no vestiário. E deixa muito pouco para quem assumir o clube. Um time sem esquema tático, mal fisicamente e com a moral absolutamente abalada. Dorival e Levir Culpi são bons nomes. Mas o Galo vai precisar de mais do que um ótimo treinador para conquistar as oito vitórias em 14 jogos que podem salvar o time do rebaixamento.
Quanto à Luxemburgo, acumula mais um fracasso em sua vitoriosa carreira. No entanto, não dá mais para viver de passado. É preciso repensar, se reciclar e perceber que o futebol mudou demais de 2004 para cá. E Luxa, parece ter ficado parado no tempo, sentado sob suas glórias do passado.
Mais uma derrota e a agonia do Atlético-MG no Brasileirão continua. Ontem, o time sofreu com aquele velho ditado: "pau que dá em Chico, dá em Francisco". Depois de vencer o Grêmio Prudente com um gol de Obina aos 42 do segundo tempo no fim-de-semana, foi derrotado pelo Atlético-PR por 2 a 1 ontem, levando o último tento aos 43 da etapa final.

Não assisti a partida e por isso não farei nenhuma análise do confronto. Pelo que vi, li e ouvi, a vitória dos paranaenses foi justa, pelo excesso de oportunidades que tiveram durante a partida.
O fato levantado será outro, para uma análise importante da situação do time mineiro.
É impressionante a quantidade de problemas físicos existentes no elenco atleticano. Jogo após jogo, algum jogador deixa a equipe com lesão muscular. Neto Berola, que está no clube há cinco meses, não consegue fazer uma partida completa. Isto sem falar no grande número de jogadores visivelmente fora da forma física ideal.
Já que Kalil dá sinais de que manterá mesmo Luxemburgo no comando da equipe mesmo com a campanha pífea até aqui, é preciso fazer cobranças sérias. E a primeira delas, deveria recair sobre Antônio Mello, que deve explicações.
Se Luxemburgo não consegue repetir a equipe e não consegue escalar o seu "time ideal", muito disto passa pelo trabalho do preparador físico do Galo. A hora de rever o tal projeto já passou faz tempo. Mas ainda há tempo para mudança de filosofia. Caso contrário, a Série B parece mesmo ser o caminho mais provável para o Atlético-MG.
Os discursos nos vestiários da Arena do Jacaré e do Beira-Rio após os clássicos mineiro e gaúcho neste fim-de-semana se justificam: Atlético-MG e Grêmio vivem situação igualmente desconfortável no Brasileirão. Como alento, esperam usar a Sul-Americana, antes desprezada, para recuperar a auto-estima e quem sabe conseguir pelo caminho mais curto, uma vaga para a Libertadores. Injustificável, para o time de ambos.

Em Minas Gerais, depois de 15 clássicos de completa soberania do Cruzeiro, era natural imaginar uma situação diferente desta vez. O Atlético-MG precisava demais da vitória, jogava diante apenas de seus torcedores e ainda enfrentava um rival com problemas para escalar o time e com quatro importantes desfalques.
Cuca agiu com perfeição. Reconheceu as limitações do que tinha a sua disposição e montou o time para se defender e surpreender o adversário no contra-ataque. Luxemburgo acertou na estratégia e na tática, errando apenas nas peças. Diego Souza no meio-campo, é fora-de-série. Como atacante, é um jogador comum.
Apesar disso, o primeiro tempo onde o Cruzeiro trocava passes com tranquilidade mas não conseguia criar absolutamente nada e onde o Galo jogava na direção do gol e levava vantagem pela esquerda com Tardelli e pela direita com Diego Macedo, terminou com vitória dos cruzeirenses. 1 a 0, no único chute a gol azul. Wellington Paulista, um golaço. Os alvinegros pressionaram, criaram chances, mas esbarraram na trave, nos erros de finalização e em mais uma atuação destacável de Fábio.
Na etapa final, quando o natural fosse que os mandantes pressionassem, o time não conseguiu criar mais. A entrada de Obina, que seria solução para colocar para as redes as bolas que teimavam em passar na frente do gol celeste não funcionou porque o time atleticano deixou de jogar pelos lados. Afunilando demais o jogo, o Atlético-MG facilitou o trabalho do Cruzeiro, que adiantou Fabinho para o meio-campo e não teve maiores sustos. Aliás, poderia ter matado o jogo, nos contra-ataques puxados por Diego Renan e Thiago Ribeiro. No fim, mesmo após a expulsão de Gil, o Galo tinha a bola mas criou poucas chances reais de gol.

Em três anos foram 16 clássicos, com 13 vitórias do Cruzeiro e apenas uma do Atlético, que jogou toda a partida com um homem a mais contra os reservas do rival. A supremacia em Minas é muito grande para ser comparada a um pão com manteiga. O trabalho de Luxemburgo demora para surtir efeito e a zona de rebaixamento após quase um terço do Campeonato após tanto investimento é inaceitável. Resta saber até quando vai a paciência da diretoria com o treinador. Já o Cruzeiro, de gastos mais modestos desta vez, encosta no G-4, conciente de suas limitações.
Sobre o Gre-Nal, citado no início do texto, não tenho tanto para dizer, pois não acompanhei a partida. Vi apenas os melhores momentos (com destaque para a boa atuação de Renan) e a entrevista de Silas, parecidíssima com a do técnico do Atlético-MG. Depois de ótima campanha no primeiro semestre, o também ótimo time tricolor precisa justificar-se no Brasileirão. E não apenas na Sul-Americana.
Depois de pensar tão grande quando montaram seus times para 2010, é inaceitável que Atlético-MG e Grêmio estejam se preparando para contentar-se com tão pouco. Adiar a reação pode custar mais caro do que a encomenda.
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Planejamento. Palavra dita aos quatro ventos no futebol brasileiro. Em todo projeto, porém, devemos imaginar os percalços. No Brasil, o primeiro ponto fora da reta é suficiente para jogar todo o planejamento para o alto. Acontece com frequência.

O Campeonato Brasileiro parou por quase 50 dias. Era tempo mais do que suficiente para se reinventar, se organizar, treinar, preparar as equipes. A expectativa era de que as equipes voltassem mais ajustadas e preparadas para a competição. Na maioria dos casos, não aconteceu.
Resultado: apenas duas rodadas e meia após o reinício da competição, a percepção é de que a guilhotina vai disparar a qualquer momento.
São pelo menos quatro grandes times com problemas sérios no tal "planejamento". Escancarados com os jogos desta quarta-feira.
O São Paulo está de olho na Libertadores. O time vai encarar um fortalecido Internacional nas semifinais. Antes da Copa, deu mostras de evolução ao começar bem o Brasileirão e eliminar o Cruzeiro da competição internacional. A diretoria manteve Ricardo Gomes. Que após um empate e duas derrotas em três jogos, corre sério riscos. E aí, o clube se viu numa sinuca de bico: demitir Gomes e contratar quem, tão perto de um jogo tão importante? Se a confiança no treinador era tão pequena, não era melhor ter trocado antes? Certamente.

No Atlético-MG, os reforços chegam em profusão. Mas o time ainda deve demorar pelo menos cinco ou seis rodadas para estar "pronto" e com todos em campo. Logo ele, Luxemburgo, errou feio no planejamento. Montar um time no meio de um campeonato tão dinâmico como o Brasileirão é tarefa dificílima. Ontem, o Galo perdeu mais uma (a sétima, em dez jogos), desta vez para o Internacional. Na zona de rebaixamento, o título já é tarefa quase impossível. Libertadores, um sonho distante. Com o time que está montando, qualquer resultado que não estes será muito pouco.
Silas deu a volta por cima. Depois de um início ruim, mostrou um dos melhores times do país e ganhou o Gaúchão com sobras. Foi eliminado pelo ótimo Santos na Copa do Brasil. Parecia gozar de confiança. Mas o mundo dá voltas. Dois pontos em nove conquistados no reinício do Brasileirão. Time na zona do rebaixamento. A pressão é demais. Não acredito que Silas consiga resistir a esta. Não dá para entender como um time parou de jogar se nenhum jogador saiu.
É a mesma história do Santos. Dorival Júnior parece ter perdido o controle do grupo. Ontem, mostrou-se perdido ao deixar André no banco. E o time voltou a perder (agora para o Atlético-PR). Passou a Copa no G-4, e hoje pode cair para a 12ª posição. A Copa do Brasil será o divisor de águas para o time: vence-la significará manter o projeto e seguir em frente. Perder (o que hoje me parece provável) causará mudança total.
Este é o Brasileirão. E seu planejamento, que dura apenas o tempo entre uma partida e outra. Às vezes, menos do que isto.
Foram claras as palavras de Robinho e sua trupe no palco da Vila Belmiro, poucas horas depois de ganhar o Campeonato Paulista de 2010: "Vanderlei, pode esperar, a sua hora vai chegar". Puxaram também o coro "ei, Tardelli, vai .....". No mínimo, apimentaram e muito, o clima para o jogo de quarta-feira no mesmo local, que vale vaga nas semifinais da Copa do Brasil.

Ontem mesmo, jogadores do Santos comentaram sobre o assunto, dizendo que tudo não passava de brincadeira. No entanto, a gozação não caiu bem para os atleticanos, que não gostaram. Luxemburgo disse que os santistas incitaram a violência (comentário desnecessário, visto a experiência do treinador). Tardelli disse que dará a resposta dentro de campo e que se sentiu desrespeitado, com razão.
Precisa haver limites. A tal onda dos "Meninos da Vila" é legal, e faz bem ao futebol. Mas precisa ser controlada. A linha entre brincadeira e falta de respeito é tênue e desta vez, os garotos ultrapassaram. Aliás, é preciso parar de tratá-los sempre como garotos. São profissionais como os outros e precisam ter atitudes como tal.
Porém, não há como mudar o que foi feito. Um dos jogos mais esperados do ano ganhou ainda mais ingredientes.
Resta saber se os Meninos da Vila terão personalidade para em campo, defender as provocações que eles mesmo fizeram. Certamente, não foi uma boa hora. O Galo vem com as esporas ainda mais afiadas depois da conquista do Campeonato Mineiro.
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Quem acompanha o Marcação Cerrada sabe que é raro eu postar algum vídeo por aqui. Nos quase três anos de blog, deve ter acontecido menos de cinco vezes. Hoje, vou mudar a "regra". Graças a uma verdadeira obra de arte que vi ontem.
O tema do post não será o golaço que você verá logo abaixo. Na verdade, desde a noite de segunda-feira venho pensando em tratar sobre o assunto aqui no blog. O gol abaixo, tornou inevitável tocar no assunto:
A pintura foi mais um gol de Alex com a camisa do Fenerbahçe. As imagens mostra não apenas um gol de placa, mas a idolatria da torcida com o jogador. O gol ajudou o time a se classificar para a final da Copa da Turquia.
Mas não vou falar sobre o belo lance. Ele é apenas uma pequena ilustração.
Quem me conhece sabe dos óbvios motivos que tenho para ser fã de Alex. Independente de qualquer coisa, sempre achei o jogador um dos mais injustiçados da história do futebol brasileiro.
Comandou o Palmeiras. Foi o símbolo do ano mais vitorioso da história do Cruzeiro e o melhor jogador do planeta em 2003 (mesmo que a FIFA não tenha notado o que fez por aqui). Há algumas temporadas, é o jogador mais importante do emergente clube turco.
Apesar de tudo isto, Alex sequer esteve perto de disputar uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira.
Porque estou tocando no assunto?
Segunda-feira enquanto dividia minhas atenções entre o Bem, Amigos e o Linha de Passe, peguei o técnico do Atlético-MG, Vanderley Luxemburgo, falando sobre seleção brasileira. Além de defender a convocação de Ronaldinho e Ronaldo, Luxa disse que gostaria de ver Neymar na Copa (há seis meses, o atacante não estava pronto nem para ser titular do Santos para o treinador, mas enfim). Contrariando a maioria disse que não é o momento para levar Paulo Henrique Ganso. E que, no lugar dele, levaria Alex, hoje com 32 anos.
Confesso que praticamente não vi o meia jogar nos últimos dois anos. Não acho que seja momento de levar Alex para a Copa. Só torceria para que isto acontecesse, para consertar um erro histórico.
De toda forma, Alex tem excelente caráter, experiência, é um jogador de grupo e é craque. Dá para pensar, porque não, na sua convocação.
E você, o que acha? Acha que tem vaga para Alex na Seleção Brasileira?
É incrível ver o debate que é aberto com a contratação de Wanderley Luxemburgo por algum clube. Há muitos que defendam de olhos fechados o treinador como um "top". Outros que tratam com dúvida o atual momento do treinador. E o debate voltou a tona ontem, com a sua contratação pelo Atlético-MG.

Antes de falar sobre Luxemburgo, porém, é preciso deixar claro que a diretoria atleticana errou ao demitir Celso Roth. O técnico era o "menos culpado" pelas mazelas de um elenco que ele pegou no meio do ano e que tentou reforçar como pôde. As mazelas defensivas do Atlético-MG foram combatidas por Roth enquanto deu. Era justo e honesto que o técnico começasse o trabalho em 2010 e montasse, aí sim, um time para chamar de seu.
Mas Alexandre Kalil, sempre movido pelas emoções, cedeu à pressão da torcida e demitiu Roth. Agiu rápido e foi certeiro num mercado que hoje deixa pouquíssimas opções. Fechou contrato com Wanderley Luxemburgo por dois anos.
Luxemburgo é o mais genial treinador do Brasil taticamente. Ninguém no Brasil enxerga o jogo como ele. Seus treinamentos são diferenciados. Em seu currículo, muitos títulos inesquecíveis que o credenciam como um dos grandes técnicos do país.
Apesar de tudo isto, porém, me parece que Luxemburgo ficou meio parado no tempo. Não percebeu mudanças importantes no futebol brasileiro. Mais uma vez, ele chega à um novo clube carregando uma caríssima e grande comissão técnica, quando os maiores clubes se estruturam e criam "comissões peramanentes". Além disso, Luxa se acostumou a apostar pouco em garotos da base e jovens revelações, montando times de jogadores donos do próprio passe em idade avançada, que dificilmente dão retorno financeiro ao clube.
Por todas estas questões e pelo altíssimo preço cobrado pelo treinador (ele e sua comissão, somados, chegam à quase um milhão de reais por mês) é impossível tratar Luxemburgo hoje como um "técnico de ponta". O seu custo x benefício não é bom desde o Cruzeiro em 2003 (em 2004 foi Campeão Brasileiro com o Santos, mas pegou o time pronto).
Por isso, o casamento entre Atlético-MG e Luxemburgo é duvidoso. O time precisa de mais algumas boas temporadas, para provar que não foi por acaso que brigou na parte de cima da tabela em 2009. E o treinador, que já fechou as portas no mercado paulista, pode comprovar que ainda é "da prateleira de cima" no Brasil.
Em tempo: O principal empecilho para Luxemburgo no Inter foi o tempo de contrato. Ele queria pelo menos dois anos. A diretoria só podia oferecer um. Além disso, Luxa tinha receio de ser eliminado da Libertadores e acabar desempregado, como aconteceu este ano no Palmeiras. Ele acha que no Galo a pressão por resultados imediatos será menor. Pode ter se enganado. A torcida atleticana, carente de grandes títulos, quer vitórias o quanto antes.
Duas novidades no mercado de técnicos do futebol brasileiro. Novidades? Não. Na verdade, nenhuma.

O Santos anunciou Wanderley Luxemburgo como treinador. Já vi este filme algumas centenas de vezes. Não se pode dizer que o Peixe não tentou. Buscaram Muricy Ramalho, mas não chegaram à um acordo. Resolveram apostar na velha arma.
Luxemburgo chega sabendo que é preciso render muito no Santos para não se desvalorizar de vez. E tem em mãos um time cheio de problemas, mas com boas possibilidades. Do meio para frente, o time é muito bom. E tem o que Luxemburgo gosta e costuma se dar bem: bons jogadores jovens. O problema é a defesa, lastimável.
Quem também está de comandante novo é o Fluminense. Novo, mais ou menos. Renato Gaúcho, assume o Flu pela quinta vez na curta carreira. Desta vez, nada de brincadeira. A parada é séria e a situação do time carioca, preocupante.
Renato pega um time em situação delicada. Não tem as ótimas peças que tinha no ano passado. Também tem problemas em excesso no sistema defensivo. E precisa encontrar uma maneira de fazer a boa dupla de ataque funcionar.
Incrível é que Renato foi demitido ano passado porque o Flu estava na zona de rebaixamento. E agora volta para tirá-lo de lá. Planejamento, passou longe.
Não sei se os dois vão dar certo. Não estou dizendo que vão dar errado. Mas é incrível a falta de criatividade do cartola brasileiro quando o assunto é treinador. E olha que há gente nova com qualidade no mercado.
De toda forma, aposto mais em Luxa. Acredito que Renato não chega ao fim do ano no time carioca, que já trocou de treinador quatro vezes este ano.
Notícia de última hora. Carlos Alberto Parreira não é mais o técnico do Fluminense. Foi demitido, depois da derrota em casa, ontem, para o Santo André por 1 a 0. O Flu, ocupa uma posição na zona de rebaixamento, neste momento.

O trabalho de Parreira foi fraco. Apostava muito nele, mas simplesmente não deu liga no Fluminense. Em nenhum momento, o caro treinador empolgou. E é justa a sua demissão. Aliás, Parreira já disse que agora deve se dedicar à família, principalmente a neta. E dificilmente conseguiria emplacar algum clube no Brasil nos próximos meses.
O que fica para o Flu, é uma situação delicadissima. Dizem que vão atrás de Muricy Ramalho. Duvido muito que o atual tricampeão brasileiro entre nesta furada. Não que o time seja péssimo. Tem até peças interessantes. Mas falta opções e a defesa...
Não sei qual o plano B dos cariocas. Mas aposto em um nome para assumir o time: Wanderley Luxemburgo. É um técnico com o perfil da Unimed, é do Rio de Janeiro e está desempregado. Anotem e me cobrem. Não é informação. É palpite.
Em tempo: Geninho é o novo técnico do Náutico. Quanta criatividade!
Assim é o futebol. Uma pena. Pois só faz com que gente de bem se afaste dele. A frase "não há verdade no futebol que dure 24 horas" praticamente não é verdadeira. Porque são as mentiras que não duram 24 horas.

Esta semana, Keirrison afirmou que pretendia cumprir o seu contrato com o Palmeiras, que ia até 2012 até o fim. Balela. Neste momento, ele já sabia da proposta do Barcelona, e conhecia uma cláusula em seu contrato que obrigava Traffic e Palmeiras a vender o jogador.
Ontem, o presidente do Palmeiras esbravejou. Disse que os procuradores de K-9, os irmãos Malaquias, não tinham poder para vender o jogador. Ele também conhecia a cláusula.
O episódio mal contornado entre K-9, Palmeiras e Traffic acabou envolvendo mais um personagem. Wanderley Luxemburgo.
O técnico entrou na história, reclamou na imprensa das atitudes de Keirrison. Disse que, caso o jogador não fosse vendido, não jogaria mais no Palmeiras com ele. Mal sabia Luxemburgo, que ele não estaria lá mais, caso Keirrison não fosse vendido. Aliás, parece que só Luxa não sabia o quanto estava pressionado no Palmeiras. Os resultados em dois anos foram muito abaixo do esperado, com apenas um título, o menos importante deles.
Resultado:
Keirrison será vendido ao Barcelona. Dizem que "detalhes finais" emperram a transação. O detalhe, na verdade, é onde Keirrison jogará a próxima temporada. A idéia do Barça é envolve-lo em negociação com o Valência, por David Villa. Caso não se concretize, ele ficará mesmo no time catalão. Bom para ele, que já não aguentava mais a pressão da torcida palmeirense.
Luxemburgo foi demitido. Justa causa. O sonho da diretoria do Palmeiras, que estava louca para se ver livre do treinador mas não queria bancar a milhonária multa. Alegaram desrespeito à hierarquia. Desculpa, das mais esfarrapadas.
O Palmeiras perde um bom treinador em péssimo momento e um ótimo atacante em péssimo momento. Agora, é apenas um clube, também em momento delicadissimo. Muricy é o nome mais cotado. Duvido! O treinador está de olho no Inter e não iria para um rival do São Paulo tão pouco tempo depois de ser demitido. Wágner Mancini é outro nome bem cotado, assim como Dorival Júnior. As opções no mercado são complicadas. A diretoria do Palmeiras precisará de muita tranquilidade e bom senso para acertar.
Por fim, uma pergunta: a parceria com a Traffic tem sido benéfica para o Palmeiras? Ao meu ver, não.
Está definido. Teremos um brasileiro na final da Copa Libertadores 2009. Mas não teremos a chance de ver dois brasileiros disputando o título, como era possível.
Isto porque, o Palmeiras foi eliminado ontem, após empate sem gols com o Nacional, no Uruguai.

E não me venham com qualquer papo. Esta derrota vai para a conta do senhor Wanderley Luxemburgo. Que jogou fora a classificação quando recuou o time em pleno Palestra Itália. E agora vem com o papo de "o gol em São Paulo decidiu a vaga". Então buscasse o segundo, e não chamasse o adversário para cima.
Ontem, bem que o Palmeiras tentou. Dentro de suas limitações, foi forte. Brigou até o fim. Mas no ataque, o sumido Keirrison não apareceu. E aí a responsabilidade ficou com Obina. Querer chegar longe em Libertadores, com um centroavante como ele, é no mínimo gozação.
O Palmeiras sai desvalorizado da competição. Apesar do bom desempenho individual de alguns atletas, o time andou sempre no limite na Libertadores. Foi sempre no sufoco. E estava na cara que uma hora não daria. Por isso apostei na eliminação.
Wanderley Luxemburgo sai pressionado. Mas com certeza, virá com alguma teoria e desculpa mirabolante para justificar mais uma derrota. Está em decadência, mas teima em não perceber.
No outro jogo, o Grêmio também se classificou. 0 a 0, contra o Caracas no Olímpico. Conseguiu a vaga no mesmo esquema do Nacional. Graças ao gol fora de casa.
Não vi o jogo. Estava vendo a Copa do Brasil. Mas pelo que li e vi nos melhores momentos, mais uma vez o time desperdiçou um caminhão de gols. E por pouco, não sofreu o gol da eliminação no fim do jogo.
Se o time jogou melhor e se classificou, não fez mais que a obrigação. O Caracas é fraco e era importante vencer. O Grêmio, não será favorito contra Cruzeiro ou São Paulo. Pode até chegar à decisão. Mas terá que jogar muito mais e principalmente, acertar a pontaria.
A torcida do Palmeiras vaia Keirrison. E faz festa para Obina tropeçar na bola.

Wanderley Luxemburgo entra com três zagueiros e dois volantes, temendo o "poderoso" Nacional. Vê que estava errado ainda no primeiro tempo e abre o time. Mas depois, saca Keirrison para colocar o limitadíssimo Jumar.
Estes foram os pontos altos de um jogo fraco. O Palmeiras foi muito mal. E acabou com um ingrato empate frente o Nacional, do Uruguai, pelo jogo de ida das quartas-de-final da Libertadores. 1 a 1.
Nada esteve certo no Palestra Itália. Não dá para entender, um time com a força e a tradição do Palmeiras ter tanto medo do Nacional jogando dentro de casa. Alguém precisa avisar ao Luxemburgo, que ganhar por 7 a 4, é melhor do que empatar em 0 a 0. Aquela tradicional frase do treinador: "o medo de perder tira a vontade de ganhar", anda fazendo falta em seu vocabulário.
Luxemburgo errou feio. Uma noite triste. Escalou mal. Não deveria ter colocado Obina, fora de forma e desentrosado. Valeria mais tentar Ortigoza, que pelo menos anda arrumando alguma coisa. E faltou humildade, para reconhecer o erro. Seria muito mais inteligente do que jogar a culpa na torcida ou nos comentaristas corinthianos.
E assim, o Palmeiras pouquíssimo ameaçou o Nacional. Abriu o placar num lance de sorte. Chute despretencioso de Diego Souza e falha do goleiro. Mas se fechou demais, chamou o adversário, não conseguia ficar com a bola e sofreu o empate no fim. Poderia ter perdido. Vale lembrar as boas defesas de Marcos no primeiro tempo.
Agora, fora de casa, terá que buscar um resultado que lhe interesse. Lá sim, vai ser muito mais difícil. Mas é possível. O Nacional tem um time fraquinho demais...
Em tempo: já tem gente brincando que Obina é um ótimo atacante. Por onde passa, mantém a média de gols.
Guilherme e Kléber Pereira ficaram para trás. Os leitores do Marcação Cerrada optaram por uma dupla diferente no comando do ataque da nossa Seleção. O mais votado foi o jovem Keirrison, do Coritiba. Um dos artilheiros do Brasileirão. E o grande artilheiro da temporada 2009. Quem vai fazer companhia ao K9, é o atacante Borges do São Paulo. Mais um jogador do tricolor paulista que deu a volta por cima. Borges foi fundamental ao time na reta final do Brasileirão, e marcou, inclusive, o gol do título.
Quem foram os 2 melhores atacantes do Brasileirão?
| Alex Mineiro (Palmeiras) | | 5,56% (3 votos) |
| Borges (São Paulo) | | 20,37% (11 votos) |
| Dagoberto (São Paulo) | | 3,70% (2 votos) |
| Guilherme (Cruzeiro) | | 11,11% (6 votos) |
| Keirrison (Coritiba) | | 31,48% (17 votos) |
| Kléber (Palmeiras) | | 3,70% (2 votos) |
| Kléber Pereira (Santos) | | 11,11% (6 votos) |
| Marquinhos (Vitória) | | 1,85% (1 voto) |
| Nilmar (Internacional) | | 7,41% (4 votos) |
| Washington (Fluminense) | | 3,70% (2 votos) |
Total: 54 votos
A Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro ficou assim:
1 - Víctor (Grêmio)
2 - Vítor (Goiás)
3 - Réver (Grêmio)
4 - André Dias (São Paulo)
6 - Juan (Flamengo)
5 - Hernanes (São Paulo)
8 - Ramires (Cruzeiro)
10 - Alex (Internacional)
11 - Hugo (São Paulo)
7 - Borges (São Paulo)
9 - Keirrison (Coritiba)
Time formado, é preciso definir o comandante. Confiram os candidatos:
Adilson Batista (Cruzeiro) - Em meio às invenções, Adilson fez do Cruzeiro o time mais regular no Brasileirão. Apenas em uma das 38 rodadas, o time esteve fora do G-4.
Celso Roth (Grêmio) - Com um elenco que era considerado pela maioria como fraco, Celso Roth fez o Grêmio lutar pelo título até a última rodada do Brasileirão.
Hélio dos Anjos (Goiás) - Foi o responsável pela grande arrancada do Goiás no segundo turno. Pegou um time desacreditado, e conseguiu fazer o esmeraldino ficar com uma vaga na Copa Sul-Americana sem nenhum sofrimento.
Muricy Ramalho (São Paulo) - O fato de ser tricampeão brasileiro deveria bastar para Muricy estar aqui. Mas o treinador do São Paulo foi responsável ainda por arrumar o time para uma arrancada histórica, de 18 jogos sem perder.
Wanderley Luxemburgo (Palmeiras) - Remontou o time do Palmeiras durante o Brasileirão e conseguiu levar o time à uma vaga na Copa Libertadores.
Já citei sobre o acontecido no jogo entre Palmeiras e Grêmio no post da partida, mas não há como não voltar ao assunto Marcos.

As cenas começaram aos 29 minutos do segundo tempo da partida, quando o Palmeiras perdia por 1 a 0. Feito um louco, Marcos deixou a área palmeirense e partiu para o ataque. Ficou perdido olhando para os lados, sem movimentação, e não ajudou em nada, pelo contrário.
Luxemburgo não gostou. Com toda razão. Afinal, o goleiro deixou a meta palmeirense vazia, preocupou os outros jogadores e, claro, não ajudou em nada. Tudo isto, numa estranha vontade de tornar-se herói. O que Marcos já é.
O elenco também não deve ter ficado à vontade. A atitude de Marcos parecia dizer: "seus incompetentes, vou ter que ir para a área resolver?" Não foi coisa de líder. Foi coisa de jogador marketeiro. Isto, Marcos nunca foi. Ou melhor, nunca tinha sido.
Provavelmente, Luxemburgo vai dar a volta por cima em mais um problema criado pelo goleiro. Ele sabe que precisa de Marcos na reta final. Mas o Palmeiras não me parece forte o suficiente para chegar ao título. É um time instável. Que depende muito não só de Marcos. Mas de Diego Souza e Alex Mineiro. O último, inclusive, anda devendo.
Ah...e Marcos falhou sim no gol do Grêmio. Assim como os zagueiros.