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Tempo de reciclagem: 2 semanas

Luxemburgo deixou o Atlético-MG após o pior trabalho de sua carreira falando em reciclagem. Quem conhece o treinador, sabia que era da boca para fora. De fato, a impressão que ficava era que Luxa seria "obrigado" pelo mercado a ficar um tempo parado. Não foi o caso. Em meio ao desespero, o Flamengo não demorou para apostar no técnico.

Com menos pirotecnia e mais responsabilidade, Vanderlei volta ao clube de seu coração em momento conturbado. Beirando a zona de rebaixamento, o Flamengo tem problemas físicos e técnicos de sobra para resolver. E poucas opções para reverter rapidamente a situação.

Luxemburgo abriu mão (pelo menos a princípio) de grande parte da sua comissão. Não deve demorar, porém, para ele "encaixar" seu time no rubro-negro.

Em relação à Silas, Luxa chega com várias vantagens. A primeira e a principal delas, é o tempo. Logo, o Brasileirão voltará a ter semanas "livres" e o técnico poderá acertar seu time. A segunda é o prestígio. Apesar de viver um momento difícil da carreira, Luxemburgo estará mais blindado do que seu antecessor e poderá trabalhar com mais tranquilidade.

Não considero mais Luxemburgo entre os melhores técnicos do país. É inegável, porém, que ele entende do assunto. E em seu esquema preferido, pode fazer o Flamengo se reencontrar. Guardadas as devidas proporções, é possível fazer algo parecido com um dos grandes times de sua carreira, o Cruzeiro de 2003: laterais que chegam com força ao ataque, volantes de boa pegada com saída pelos lados, Petkovic com total liberdade e dois atacantes de movimentação.

A chance está dada. Luxemburgo será obrigado a se reciclar trabalhando. E relembrar o passado é, de longe, o melhor caminho para o treinador.

Boas tacadas

A dança dos técnicos segue a todo vapor no Brasileirão. Neste fim-de-semana, dois times anunciaram mudanças no comando. Outras devem acontecer nos próximos dias.

O Flamengo demitiu Rogério Lourenço no fim da última semana. Não resistiu a pressão da torcida que era enorme e aos resultados ruins. Teve dificuldades para remontar um elenco com pouco tempo para trabalhar. E perdeu uma grande oportunidade.

Para seu lugar, o time aposta em Silas que saiu do Grêmio. É uma boa contratação. Silas já mostrou capacidade no Avaí, ganhou experiência no Sul e me parece pronto para o desafio (enorme). Fracassar no Flamengo pode causar uma reviravolta negativa em sua carreira. Mas o Flamengo precisa de um treinador jovem mas com certa maturidade para trabalhar este elenco.

Outra mudança aconteceu no lanterna Goiás. Demorou, mas os Esmeraldinos desistiram de Émerson Leão. Aliás, quem ainda tem coragem de apostar em Leão?

Não que eu ache que o treinador seja 100% responsável pela má fase do time. Pelo contrário. Disse na semana passada que era um mistério porque os goianos estavam tão mal. Mas Leão acumula trabalhos negativos e o time precisava de um "fato novo".

A aposta em Jorginho é interessante. O auxiliar de Dunga vinha crescendo muito como treinador antes de ir para a seleção. Perto do ex-volante, porém, ganhou um tom grosseiro que não lhe era característico. Se readaptando, tem tudo para atingir um bom status como técnico. Capacidade para isto, me parece que ele tem. O Goiás, é a chance que Jorginho precisa para voltar ao mercado e desvincular novamente sua imagem de Dunga.

Essa é a dança do desempregado...

13ª rodada. O que já teve de times mudando de técnico não está no gibi. Este é o Campeonato Brasileiro! Os anos passam, os times que mantém o técnico (salvo raras exceções) ficam sempre na parte de cima e os outros não notam. O imediatismo é a palavra de ordem. Por isso, muitas mudanças aconteceram no comando das equipes da Série A na última semana.

Começou com Ricardo Gomes, de saída do São Paulo, após a derrota na Libertadores. Já abordei a saída do treinador no sábado. Hoje falo da escolha da direção tricolor: Sérgio Baresi. Campeão da última Copa São Paulo, o técnico do júnior tem o que o time precisa. Conhece a base do clube, já se mostrou qualificado e é barato. De fato, o gigante paulista está precisando economizar, de olho na reforma milionária do Morumbi.

É preciso porém, ver se terão paciência com o trabalho de Sérgio. Será um período de transição muito importante. Com ele, a garotada da base finalmente deve ganhar oportunidades. Mas os resultados podem demorar para aparecer.

Outro grande que perdeu o técnico foi o Grêmio. Silas foi embora, depois de enfrentar grande pressão desde sua contratação. Para ganhar a torcida, a tendência é que a diretoria aja de acordo: Renato Gaúcho deve assinar hoje com o clube. Ídolo eterno dentro de campo, Renato terá um enorme desafio fora dele.

Acho uma boa contratação. Vai unir time e torcida. Tem identificação e conhece a história do clube. Apesar da carreira controversa como treinador, já mostrou qualidades no Fluminense. Tem uma nova e fundamental chance na carreira. Deve agarrar com unhas e dentes.

Outra mudança (esta causou muito estranhamento deste que vos escreve) foi no Vitória. Mesmo depois de levar o time à final da Copa do Brasil, o "interino" Ricardo Silva foi substituído. Decisão estranha. Mesmo sem ficar com o título, a chegada a decisão com um time que tinha poucas peças foi um belíssimo trabalho. Agora, que o time vai encorpar com a chegada de bons reforços, era o momento de dar tempo a ele.

Quem chega para seu lugar é Toninho Cecílio, do Grêmio Prudente. Quando foi contratado, fiz um post no blog criticando e desacreditando em suas qualidades. Me surpreendi e tenho que dar o braço a torcer. Toninho fazia um belo trabalho no jovem time paulista. Aliás, deixará uma lacuna difícil de ser preenchida num mercado escasso e caro. Fará muita falta ao Prudente, que terá um jogo fundamental esta semana contra o Atlético-MG pela Sul-Americana.

Por fim, mas não menos importante, quem também trocou de técnico foi o Ceará. Mesmo na terceira posição, o time demitiu Estevam Soares, que assumiu pouco antes da Copa do Mundo. Apesar da série negativa, o time se mantinha bem e poderia ter tido mais paciência. Aliás, todos sabiam que a tendência natural era a queda de rendimento do time que começou muito bem. Mário Sérgio foi contratado, e mesmo depois do bom trabalho no Inter ano passado, ainda não me pega.

A tendência natural é de novas demissões nas próximas rodadas. Portanto, se você é treinador: telefone ligado e carteira de trabalho na mão. Novas vagas não vão demorar a surgir.

Gordura extra

Apesar de muitos times parecerem pouco se importar, 1/3 do Campeonato Brasileiro já se foi. Enquanto algumas equipes esperam com paciência pelo "encaixe" e nem sequer estrearam alguns reforços, Fluminense e Corinthians se aproveitam para disparar na frente. O Timão, segundo colocado, já está sete pontos à frente do Ceará, que é terceiro.

Neste fim-de-semana, os dois venceram. O Fluminense manteve a liderança com um ótimo resultado no Sul. Fez 2 a 1 no Grêmio, em pleno Estádio Olímpico. O resultado mostrou que o time carioca está pronto e disposto para brigar pelo título (olha que Fred está machucado e Deco ainda nem estreou). Tem time e elenco. E um treinador que conhece os atalhos dos pontos corridos.

Se as coisas vão bem para o tricolor carioca, o mesmo não se pode dizer do gaúcho. Silas caiu, depois de sete jogos sem vitória. O time agoniza na zona de rebaixamento, e definitivamente não tem time para estar por lá. O mais curioso, é que as peças são as mesmas da ótima campanha no segundo semestre. Nenhuma alteração. Por isso, era hora mesmo de trocar.

Em São Paulo, no duelo das maiores torcidas do Brasil, o Flamengo seguiu empurrando o campeonato com a barriga. Perdeu mais uma, por 1 a 0, para o Corinthians. Gol de Elias, o destaque do jogo. O resultado poderia ter sido mais tranquilo se os donos da casa não tivessem perdido tantos gols e se o árbitro tivesse marcado o penalti claro em Jorge Henrique. No fim, na base do abafa, o Flamengo ainda quase chegou ao empate, que seria injusto.

Assim como o Fluminense, o Corinthians sabe o que quer no Brasileirão. E tem time e elenco para brigar pelo título até a última rodada. Aos poucos, Adilson vai dando a sua cara e por isso, alguns reforços devem pintar. Quanto ao rubro-negro carioca precisa acordar logo. O time carece de reforços (alguns já estão por lá, só precisam estrear) e de somar pontos para fazer campanha digna.

A 13ª rodada teve ainda mais uma vitória do Botafogo, que cresce na hora certa e afunda ainda mais o Atlético-MG, que mantém Luxemburgo e as esperanças de somar pontos antes que seja tarde demais. E também mais uma rodada sem vitória do Palmeiras, de Felipão. Porém, um dos grandes vencedores da rodada não entrou em campo: o Inter, mesmo sem jogar, manteve a quarta posição e pode subir na tabela quando enfrentar o Santos no jogo adiado.

Quando a Sul-Americana vira salvação

Os discursos nos vestiários da Arena do Jacaré e do Beira-Rio após os clássicos mineiro e gaúcho neste fim-de-semana se justificam: Atlético-MG e Grêmio vivem situação igualmente desconfortável no Brasileirão. Como alento, esperam usar a Sul-Americana, antes desprezada, para recuperar a auto-estima e quem sabe conseguir pelo caminho mais curto, uma vaga para a Libertadores. Injustificável, para o time de ambos.

Em Minas Gerais, depois de 15 clássicos de completa soberania do Cruzeiro, era natural imaginar uma situação diferente desta vez. O Atlético-MG precisava demais da vitória, jogava diante apenas de seus torcedores e ainda enfrentava um rival com problemas para escalar o time e com quatro importantes desfalques.

Cuca agiu com perfeição. Reconheceu as limitações do que tinha a sua disposição e montou o time para se defender e surpreender o adversário no contra-ataque. Luxemburgo acertou na estratégia e na tática, errando apenas nas peças. Diego Souza no meio-campo, é fora-de-série. Como atacante, é um jogador comum.

Apesar disso, o primeiro tempo onde o Cruzeiro trocava passes com tranquilidade mas não conseguia criar absolutamente nada e onde o Galo jogava na direção do gol e levava vantagem pela esquerda com Tardelli e pela direita com Diego Macedo, terminou com vitória dos cruzeirenses. 1 a 0, no único chute a gol azul. Wellington Paulista, um golaço. Os alvinegros pressionaram, criaram chances, mas esbarraram na trave, nos erros de finalização e em mais uma atuação destacável de Fábio.

Na etapa final, quando o natural fosse que os mandantes pressionassem, o time não conseguiu criar mais. A entrada de Obina, que seria solução para colocar para as redes as bolas que teimavam em passar na frente do gol celeste não funcionou porque o time atleticano deixou de jogar pelos lados. Afunilando demais o jogo, o Atlético-MG facilitou o trabalho do Cruzeiro, que adiantou Fabinho para o meio-campo e não teve maiores sustos. Aliás, poderia ter matado o jogo, nos contra-ataques puxados por Diego Renan e Thiago Ribeiro. No fim, mesmo após a expulsão de Gil, o Galo tinha a bola mas criou poucas chances reais de gol.

Em três anos foram 16 clássicos, com 13 vitórias do Cruzeiro e apenas uma do Atlético, que jogou toda a partida com um homem a mais contra os reservas do rival. A supremacia em Minas é muito grande para ser comparada a um pão com manteiga. O trabalho de Luxemburgo demora para surtir efeito e a zona de rebaixamento após quase um terço do Campeonato após tanto investimento é inaceitável. Resta saber até quando vai a paciência da diretoria com o treinador. Já o Cruzeiro, de gastos mais modestos desta vez, encosta no G-4, conciente de suas limitações.

Sobre o Gre-Nal, citado no início do texto, não tenho tanto para dizer, pois não acompanhei a partida. Vi apenas os melhores momentos (com destaque para a boa atuação de Renan) e a entrevista de Silas, parecidíssima com a do técnico do Atlético-MG. Depois de ótima campanha no primeiro semestre, o também ótimo time tricolor precisa justificar-se no Brasileirão. E não apenas na Sul-Americana.

Depois de pensar tão grande quando montaram seus times para 2010, é inaceitável que Atlético-MG e Grêmio estejam se preparando para contentar-se com tão pouco. Adiar a reação pode custar mais caro do que a encomenda.

A guilhotina por um triz

Planejamento. Palavra dita aos quatro ventos no futebol brasileiro. Em todo projeto, porém, devemos imaginar os percalços. No Brasil, o primeiro ponto fora da reta é suficiente para jogar todo o planejamento para o alto. Acontece com frequência.

O Campeonato Brasileiro parou por quase 50 dias. Era tempo mais do que suficiente para se reinventar, se organizar, treinar, preparar as equipes. A expectativa era de que as equipes voltassem mais ajustadas e preparadas para a competição. Na maioria dos casos, não aconteceu.

Resultado: apenas duas rodadas e meia após o reinício da competição, a percepção é de que a guilhotina vai disparar a qualquer momento.

São pelo menos quatro grandes times com problemas sérios no tal "planejamento". Escancarados com os jogos desta quarta-feira.

O São Paulo está de olho na Libertadores. O time vai encarar um fortalecido Internacional nas semifinais. Antes da Copa, deu mostras de evolução ao começar bem o Brasileirão e eliminar o Cruzeiro da competição internacional. A diretoria manteve Ricardo Gomes. Que após um empate e duas derrotas em três jogos, corre sério riscos. E aí, o clube se viu numa sinuca de bico: demitir Gomes e contratar quem, tão perto de um jogo tão importante? Se a confiança no treinador era tão pequena, não era melhor ter trocado antes? Certamente.

No Atlético-MG, os reforços chegam em profusão. Mas o time ainda deve demorar pelo menos cinco ou seis rodadas para estar "pronto" e com todos em campo. Logo ele, Luxemburgo, errou feio no planejamento. Montar um time no meio de um campeonato tão dinâmico como o Brasileirão é tarefa dificílima. Ontem, o Galo perdeu mais uma (a sétima, em dez jogos), desta vez para o Internacional. Na zona de rebaixamento, o título já é tarefa quase impossível. Libertadores, um sonho distante. Com o time que está montando, qualquer resultado que não estes será muito pouco.

Silas deu a volta por cima. Depois de um início ruim, mostrou um dos melhores times do país e ganhou o Gaúchão com sobras. Foi eliminado pelo ótimo Santos na Copa do Brasil. Parecia gozar de confiança. Mas o mundo dá voltas. Dois pontos em nove conquistados no reinício do Brasileirão. Time na zona do rebaixamento. A pressão é demais. Não acredito que Silas consiga resistir a esta. Não dá para entender como um time parou de jogar se nenhum jogador saiu.

É a mesma história do Santos. Dorival Júnior parece ter perdido o controle do grupo. Ontem, mostrou-se perdido ao deixar André no banco. E o time voltou a perder (agora para o Atlético-PR). Passou a Copa no G-4, e hoje pode cair para a 12ª posição. A Copa do Brasil será o divisor de águas para o time: vence-la significará manter o projeto e seguir em frente. Perder (o que hoje me parece provável) causará mudança total.

Este é o Brasileirão. E seu planejamento, que dura apenas o tempo entre uma partida e outra. Às vezes, menos do que isto.

Soberano e peleador

Uma vitória importante em todos os aspectos. Que deixa o Grêmio com uma mão na taça do Campeonato Gaúcho. E que dá muita moral para o time na sequência da temporada, preparado para os grandes desafios que começam já na quarta-feira diante do Fluminense, agora de Muricy Ramalho. A desconfiança quanto ao trabalho do ótimo Silas ficou definitivamente para trás. E o peleador tricolor gaúcho caminha a passos largos para fazer bonito na temporada.

O que pareceu um equilibrado jogo no Beira-Rio, na verdade teve uma equipe soberana durante quase todos os 90 minutos. Mesmo nos momentos em que não foi perfeito, o Grêmio manteve o jogo sob domínio. Dava poucas oportunidades para que o Inter se aproximasse do gol. O Colorado só chegava nas boas jogadas de Walter, cada dia melhor. A movimentação do atacante é fundamental nas investidas ofensivas do time.

O primeiro tempo teve mais estudo e menos oportunidades. Na melhor delas, Borges caprichou tanto que acabou errando o gol. O Grêmio era seguro na defesa e ocupava bem os espaços no meio-campo. Parecia mais interessado no jogo e na vitória.

Que veio, com justiça, no segundo tempo. Primeiro com Rodrigo. Depois com Borges, ambos de cabeça. Antes disso, Jonas já havia acertado a trave duas vezes. Tudo isto mostra que a vitória gremista, em um jogo onde o empate poderia parecer justo, na verdade foi o melhor e mais merecido resultado.

O Inter já pode deixar o Campeonato Gaúcho para trás. Uma derrota num clássico é sempre complicada de ser esquecida. Mas o grande desafio Colorado é mesmo a Libertadores. Fossati precisa abrir o olho: com o time que tem em mãos, passar a temporada sem títulos seria inaceitável. É bom que ele consiga transformar logo o Inter em forte candidato.

Já o Grêmio, vê Silas cumprindo o que prometeu quando foi contratado: montar um time com a cara do tricolor. Uma equipe solidária, guerreira, que não se entrega. E que tem qualidade individual de sobra para fazer ainda mais bonito em 2010.

50 e quer mais

Um ano passou e o Rio Grande do Sul vê uma situação completamente invertida em seus dois maiores clubes.

Em 2009, o Grêmio disputava a Libertadores. Viveu a crise quando via o rival Inter atropelando no Gauchão e na Copa do Brasil. Acabou eliminado da principal competição do continente.

Em 2010 é a vez do Inter na Libertadores. E hora de o Grêmio curtir o momento e fazer a festa do seu torcedor.

Ontem, mais um resultado importante. Não foi brilhante, mas bateu o Esportivo por 2 a 0. Caminha a passos largos para conquistar o Campeonato Gaúcho sem precisar sequer da final. Mais do que isso, atingiu marcas de causar inveja em qualquer torcedor.

O triunfo de ontem foi o 13º seguido. Com a vitória, o time chegou a 50 jogos sem perder no Estádio Olímpico. Marca fenomenal. E que não deve ser batida tão cedo. Porque ali, a química do Grêmio é impressionante.

Silas, que teve o trabalho criticado no início, vai implantando seu esquema de jogo. E mesmo com muitos problemas de ordem médica, dá resultado. Em campo, derruba todas as críticas. E mostra que está no caminho certo.

Além do Gaúcho, o Grêmio é um dos fortes favoritos ao título na Copa do Brasil. E o principal trunfo para isto, é o Olímpico. Onde o time está imbatível há 50 jogos. E pretende ficar por ainda mais tempo.

Enquanto isto, o Inter chega ao sexto jogo sem vencer. Fossati não deve durar muito no cargo. O jogo de quarta-feira é fundamental para decidir o futuro do Internacional na temporada. Por isso, toda calma é pouca. E todo apoio é bem-vindo.

É para tanto?

A pressão no Grêmio é demais. Até nos treinos a torcida tem cobrado a demissão de Silas do comando do time. Em campo, as coisas não parecem estar indo tão mal assim.

Tanto é que hoje o time voltou a erguer uma taça depois de 1029 dias. Com um lindo gol do criticadissimo Ferdinando, o Grêmio venceu a Taça Fernando Carvalho, o primeiro turno do Gaúchão. Assim, está garantido na final, desde que não vença também o segundo turno e conquiste o título antecipadamente.

Pouco vi do Grêmio até agora em 2010 para analisar como o time vem jogando. Fato é que a transformação pela qual passa o time, requer paciência do torcedor. Silas já se mostrou um grande treinador e vai precisar de tempo para montar o time.

Além disso, o excesso de lesões e de problemas atrapalharam demais o treinador. Souza e Lúcio fazem muita falta, o primeiro principalmente. Hoje, parece ter sido Borges o jogador que saiu machucado. A fase é complicada. E mesmo assim o time conseguiu um importante título. Que ele diminua a pressão e faça o torcedor entender que o caminho está apenas no começo.

SMCCB - Técnico

Todo bom time, precisa de um bom comandante. E por isso, é hora de escolher o melhor técnico do Brasileirão para a Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro.

Destaque para Muricy Ramalho. O escolhido nos dois anos anteriores, sequer está entre os cinco selecionados para a votação este ano.

Confira os candidatos, a votação vai até domingo:

Adilson Batista (Cruzeiro) - Levou um time desacreditado e desmotivado após perder a Libertadores à uma das vagas na Libertadores de 2010.

Andrade (Flamengo) - Começou o campeonato como auxiliar. Virou técnico interino. Efetivado, levou o Flamengo ao sexto título nacional.

Celso Roth (Atlético-MG) - Apesar de mais uma vez ter ficado com a alcunha de "cavalo paraguaio", levou um time que ninguém apostava uma ficha à liderança da competição por várias rodadas.

Ricardo Gomes (São Paulo) - Parecia tarefa impossível substituir Muricy no São Paulo. Ricardo Gomes conseguiu, levou o time à Libertadores, mostrou qualidade e quase chegou ao título.

Silas (Avaí) - O Avaí era forte candidato ao rebaixamento no início da competição. Surpreendeu a todos e terminou o ano em sexto.

Quem foi o melhor técnico do Brasileirão 2009?

Adilson Batista (Cruzeiro)

Andrade (Flamengo)

Celso Roth (Atlético-MG)

Ricardo Gomes (São Paulo)

Silas (Avaí)












Separação

Dois anos de ótimos resultados. Desempenho acima do esperado. Controle total da situação. E uma separação, para 2010. Silas definiu que não permanecerá no Avaí no ano que vem. Segundo o treinador, em comum acordo com a diretoria. Ambos teriam percebido que o "ciclo" havia se encerrado.

Péssimo para o Avaí. Silas é ótimo treinador, conhece a estrutura do clube, as condições e era o nome capaz de fazer um time ainda melhor no ano que vem. A continuidade beneficiaria muito o clube avaiano que espera se firmar entre os grandes clubes do país. Aliás, continuidade é (quase) sempre benéfica, como falei no post sobre a renovação de Adilson com o Cruzeiro.

Para Silas, a notícia é boa. É chegada a hora de alçar vôos maiores. O técnico merece pelo que fez em Santa Catarina.

O Grêmio é uma possibilidade. E seria ótima para Silas. Mas o clube gaúcho parece mais interessado em Dorival Júnior.

De qualquer forma, fica a certeza de que Silas terá uma oportunidade em um grande time para se firmar, definitivamente, como um dos grandes técnicos da nova geração.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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