O Cruzeiro precisava de uma vitória em casa para se manter próximo ao G-4. O Flamengo precisava de uma vitória para espantar a crise. Com dois times com mais problemas do que soluções, o Independência viu um jogo franco, nervoso e aberto até o fim. Com vitória do Cruzeiro, graças à falta de capricho (e sorte) do ataque rubro-negro que jogou para pelo menos empatar a partida.
No primeiro tempo Celso Roth repetiu a fórmula que fez o Cruzeiro voltar a vencer no Campeonato Brasileiro. O 3-5-2 tinha Leandro Guerreiro fazendo a cobertura do estabanado Rafael Donato e Marcelo Oliveira muito espetado na lateral esquerda para segurar os avanços de Léo Moura. Os donos da casa começaram melhor a partida e ocupavam mais o campo de ataque embora aos poucos o Flamengo tenha percebido os espaços que a lenta recomposição dos donos da casa deixavam na entrada da área celeste.
Com Renato e Ibson variando na armação do 4-3-1-2 de Joel Santana, o Flamengo conseguia sair rápido pelo contra-ataque pelo lado esquerdo. Adryan se posicionava de forma inteligente entre Donato e Ceará e causava desconforto à defesa adversária recebendo livre constantemente.
Quando o Flamengo começava a assumir o controle do jogo tendo mais a bola e ver Vágner Love levar vantagem sobre os zagueiros e desperdiçar chances, Ceará acertou bom cruzamento e Borges antecipou à marcação individual de Marllon e abriu o placar.
No segundo tempo, Roth mudou o Cruzeiro para espelhar o esquema do adversário, adiantando Leandro Guerreiro e recuando os laterais. Bom para o Flamengo, que achou mais espaços para trabalhar a bola no meio-campo. E ótimo para Vágner Love, que sem ninguém na cobertura para Rafael Donato, ganhou todas as disputas. À medida que o tempo passava, os cariocas adiantavam suas linhas e pressionavam cada vez mais. Fábio chegou a fazer duas defesas milagrosas no mesmo lance, inacreditável, em que a bola ainda tocou no travessão e em dois defensores do Cruzeiro. A pressão só não foi maior porque Joel Santana errou ao tirar Adryan e demorou para deixar o time mais ofensivo para buscar o merecido empate.
Com sorte e na conta do chá, o Cruzeiro somou mais três pontos no Campeonato Brasileiro. Segue jogando no limite e próximo ao G-4. Enquanto conseguir jogar para não perder, pode seguir ganhando. Já o Flamengo, precisa repensar tudo. Tem um time interessante, com muitos jovens cheios de potencial. Mas problemas dentro e fora de campo e um técnico que não parece conseguir transformar este grupo em time, vão deixando o time cada vez mais desesperado na tabela.
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No futebol brasileiro algumas coisas não podem mudar. Sob nenhuma hipótese. Os times jogam ou com três zagueiros ou no 4-4-2. Quem jogou como volante uma vez que seja, nunca mais deixará de ser da posição. E escalar um meia mais avançado, próximo ao atacante, é tirar dele o que tem de melhor. Sempre.

Celso Roth enfrentou todos estes clichês mais uma vez nesta quinta. Mandou a campo mais uma vez a equipe no seu esquema preferido, o 4-2-3-1. Mas não importa se Marcelo Oliveira ocupava a lateral direita e se Souza e Tinga jogam como meias há várias temporadas. Para boa parte dos que viram o jogo, era um Cruzeiro recheado de volantes.
Não era. Mas era um time com sérios problemas táticos e técnicos. Os volantes participavam pouco das ações ofensivas, liberando os laterais. Porém, Diego Renan e Marcelo Oliveira foram mal mais uma vez e pouco ajudaram o trio de meias, passivo e fácil de ser marcado. Com pouca movimentação, o Cruzeiro foi presa fácil, errou demais e foi mal.
O Botafogo não. Com um trio de mais incisivo e com Renato e Jádson participando bem da saída de bola, o time criava espaços na defesa celeste. Destaque para Herrera, com constante movimentação, abrindo espaço para quem vinha de trás. Principalmente Vitor Júnior, que vai se firmando no time. Foi dele a cobrança de escanteio que resultou no gol contra de Amaral e também o passe preciso para Herrera finalizar contra-ataque com gol, já no segundo tempo.
Com Fabinho depois do intervalo, o Cruzeiro conseguiu ser mais incisivo. Teve um jogador se aproximando de Wellington Paulista, se movimentando de forma vertical e partindo pra cima do Botafogo. Cresceu no jogo e já era melhor quando levou o segundo gol. Contou com a coragem de Celso Roth que abriu de vez o time e também com a sorte. Três gols relâmpagos que viraram um jogo que parecia perdido, com ótima participação de Anselmo Ramón.
O Cruzeiro vence em momento importante. Ganha moral e mostra evolução. Precisa ter mais do que o Botafogo tem de sobra e com a situação de Walyson indefinida, Fabinho pode tornar-se peça fundamental. Celso Roth ainda vai precisar encarar alguns clichês, mas somou pontos importantes para ganhar a confiança da torcida e do grupo.
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Roth acabou de chegar ao Cruzeiro. Mas já deu algumas indicações do que pretende aplicar ao time. Jogadores mais próximos e o 4-2-3-1, seu esquema preferido. Mas sentiu falta de laterais com mais qualidade, de velocidade e de um ataque mais poderoso.

Adilson Batista preferiu seguir no Atlético-GO e dar sequência ao bom trabalho. Percebe-se em seu time a organização habitual. No 4-3-1-2, os goianos são fortes no meio-campo, valorizam a posse de bola e tentam jogar. Mas sentem a ausência do toque de qualidade capaz de achar espaços na defesa adversária. E do poder de fogo que o Cruzeiro também não tem.
Com estes problemas, o jogo em Uberlândia foi frio como o clima em Minas Gerais. Salvo alguns minutos de inspiração dos times (e principalmente dos goleiros), a partida foi de muita briga, muitos passes errados e pouca criatividade. O Atlético começou melhor e criou pelo menos três boas chances quase sempre se aproveitando do posicionamento e da partida ruim de Marcos. Mas não demorou para Celso Roth organizar o meio-campo com Éverton mais participativo na marcação para que o Cruzeiro crescesse.
Aos poucos os mineiros passaram a controlar o jogo e transformaram o goleiro Roberto no grande nome do confronto. Ele fez pelo menos três grandes defesas em jogadas de Montillo e Wellington Paulista. O 10 argentino, variando com Souza entre a articulação central e o lado direito, criou as melhores jogadas do Cruzeiro. Que dava pintas que marcaria o gol quando Anselmo Ramón exagerou na reclamação e levou cartão vermelho.
Com 11 contra 10, o Atlético tentou abafar mas não conseguiu infiltrar num Cruzeiro que abdicou totalmente do jogo. E o placar marcou um justo zero a zero na primeira partida das equipes no Brasileirão. Melhor para o Atlético-GO, um passo a frente do Cruzeiro embora tenha menos condições de contratar nomes para resolver seus problemas. Além de tempo, Roth percebeu hoje que vai precisar de pelo menos três bons reforços para fazer do Cruzeiro um time mais competitivo.
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Maio de 2012 e os cinco primeiros meses do ano foram perdidos para o Cruzeiro. Não avaliou seu elenco como deveria, não aproveitou nenhum jogador da base, não tem um time, não tem uma cara. Ontem, passou a ter pelo menos um bom comandante. Celso Roth é o homem certo, no lugar certo.

O gaúcho não tem uma carreira recheada de títulos, mas tem no currículo raros trabalhos ruins. Subvalorizado desde sempre por "culpa" de sua qualidade. Roth costumeiramente fez times medianos jogarem com segurança e qualidade. Que iludiram mas não conquistaram. E ele sempre foi cobrado pelo que o time pareceu ser, nunca pelo que de fato era.
O Cruzeiro precisa de um rumo. Precisa de comando. Celso Roth além de times seguros, costuma deixar pavimentado o caminho por onde passa. Foi ele quem lançou Robinho e Diego no Santos, em 2002. Foi ele quem começou a montar a base do Internacional multi-campeão dos anos 2000. Foi ele o responsável pelas duas melhores campanhas do Atlético Mineiro nos pontos corridos.
Para dar condições à Roth de fazer um grande trabalho, o Cruzeiro precisa de reforços. Roth sabe que a condição financeira não é boa e foi ela quem afastou o retorno de Adilson Batista ao clube. Mais uma vez, o gaúcho precisará fazer mágica. Quem sabe, uma boa oportunidade para concretizar mais um trabalho bem sucedido depois de alguns meses de "férias".
Celso Roth precisa do Cruzeiro, que tem por tradição dar tempo aos seus comandantes. E o Cruzeiro ainda mais de um treinador sério e competente. Como ele é.
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Sou contra a demissão de Celso Roth no Internacional. Aliás, se fosse para fritar o técnico, o correto era ter feito após o Mundial, onde o clima parecia insustentável. Manter o treinador e demiti-lo prestes a entrar em momento decisivo da temporada não me parece a decisão mais segura e planejada.

Mas já está feito. O preconceito venceu Roth mais uma vez. E o técnico, campeão da última Libertadores, terá que buscar outro trabalho para tentar provar novamente suas qualidades.
Já o Inter agiu rápido (provavelmente antes de confirmar a demissão, inclusive). Apresentou ontem o seu novo técnico: Paulo Roberto Falcão.
Falcão deixa o cargo de comentarista da TV Globo para trabalhar novamente como técnico após anos. Sabe muito de futebol mas nunca aconteceu como treinador. É uma incógnita na função, depois de anos afastado. Começou bem no discurso, falando o que o torcedor quer ouvir: futebol alegre, ofensivo. Resta saber se funcionará na prática.
Semelhante ao rival, o Colorado apostou em seu maior ídolo para comandar o time. Fora de campo, no marketing, tem tudo para funcionar (e faz parte do projeto da diretoria de chegar aos 200 mil sócios). Dentro de campo, só o tempo dirá.
Eu apostaria em Dunga, que tem um trabalho recente importante na seleção brasileira e também tem identificação com o clube.
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Antes de analisar a derrota e eliminação precoce do Internacional, o primeiro clube sul-americano que não disputará uma final de Mundial após ganhar a Libertadores, é preciso cuidado ao tratar o modesto Mazembe, do Congo.

Ao contrário do que muitos imaginam, os africanos não são mais os ultraofensivos do futebol moleque de 10 ou 15 anos atrás. Hoje, os principais jogadores do continent
e jogam na Europa, tem espírito tático e outras qualidades. E por consequência, seus times e jogadores que permanecem no país, também evoluíram.
Nada disto, no entanto, tira o amplo favoritismo que o Inter tinha antes do jogo. E que, para este que vos escreve, continua tendo mesmo após a derrota constrangedora. Se o Inter enfrentar o Mazembe dez vezes, com estes mesmos jogadores, normalmente ganhará seis, sete ou mais vezes. O que não quer dizer que ganhará sempre. E é isto que faz do futebol algo tão fascinante.
O início do jogo dava a impressão de que os gaúchos teriam facilidade. No 4-2-3-1 que encantou na reta final da Libertadores, o Colorado começou em cima e criando oportunidades. A marcação do time africano demorou a encaixar, mas o Inter não soube aproveitar, perdendo pelo menos três boas chances de gol.
Quando os africanos recuaram sua segunda linha de quatro homens e congestionaram o meio-campo, porém, o jogo se equilibrou. E o Inter, que começou bem, passou ao nervosismo rapidamente, exagerando nos erros. D'Alessandro sumiu. Sóbis mais uma vez provou ser incapaz de substituir Taison na função de homem de velocidade pelos lados. Alecsandro apareceu pouco.

A situação pioraria no segundo tempo, quando o Mazembe se soltou no jogo e passou a incomodar mais. Incomodar até abrir o placar, com o rápido Kabangu (que dominou a bola com tranquilidade na área enquanto os dois zagueiros do Inter assistiam) tornou o jogo num verdadeiro pesadelo para os brasileiros. O Inter martelava, tinha a bola, mas não tinha velocidade para surpreender e quando conseguia concluir bem esbarrava em tarde inspirada de Kidiaba.
Celso Roth mexeu no time mas com pouca ousadia, manteve a estrutura tática. Entraram os nomes certos, no lugar dos jogadores errados. O Inter podia ousar mais, num jogo tão decisivo, em desvantagem, contra um adversário tecnicamente mais fraco.
No fim, o castigo ainda veio com o segundo gol, marcado por Kaluyituka, que enterrou de vez o sonho do bi-mundial para o Internacional. E fez história para o simpático Mazembe, primeiro clube fora da Europa e América do Sul que disputará um título mundial. Aliás, como faz bem ao futebol a alegria dos africanos...
Para o Inter, fica um pesadelo que certamente vai demorar a passar. Velhos fantasmas devem aparecer no Beira-Rio e será preciso cabeça fria para espantá-los. Necessário, para que o time se mantenha no caminho de glórias e crescimento das últimas temporadas. Derrotas, por mais doídas que sejam, fazem partes de qualquer percurso. E precisam ser utilizadas para crescimento próprio.
O mesmo fica para Celso Roth, que certamente será crucificado novamente. Se o (ótimo) técnico foi fundamental na virada que permitiu ao Inter levantar o caneco da Libertadores, hoje foi um dos responsáveis (não o único) pelo fracasso, quando mexeu mal na equipe.
A história foi escrita hoje em Abu Dhabi. Um recado para quem acha que futebol se ganha antes de entrar em campo. Um recado para quem achava que a semifinal no Mundial de Clubes era mera formalidade...
O hino do Internacional de Porto Alegre ficou pequeno para tantas glórias. O time deixou de ser "apenas" orgulho nacional há pelo menos cinco anos. As fronteiras do Brasil ficaram pequenas para o Colorado. Assim como o Beira-Rio deve ficar em breve, para abrigar tantas conquistas. Esta é a história do Inter, cada vez mais campeão, cada vez mais eternizando ídolos.

Não há como falar das conquistas coloradas sem lembrar da história recente. No final da década de 90, o Inter vivia um momento terrível. Enfrentava sérias dificuldades financeiras enquanto via o rival Grêmio acumular troféus. O fundo do poço veio em 2002, quando o time só se safou do rebaixamento graças ao gol do primeiro ídolo eterno da história recente: Mahicon Librelato. O jogador, que morreria 11 dias depois num acidente de carro, marcou o tento salvador na última rodada do Brasileirão contra o Paysandu.
De lá para cá, o Internacional se reinventou. Passou por ótimas administrações e pelas mãos de Fernando Carvalho. Criou o programa de sócio-torcedor e foi abraçado definitivamente pelo seu torcedor, tornando o clube viável. Hoje, com mais de 100 mil sócios, o time tem quase 40 milhões de reais anuais vindos do projeto.
Por isso, as conquistas não demoraram para aparecer. Um vice-campeonato brasileiro em 2005. A Libertadores e o Mundial em 2006. A Recopa em 2007. A Sul-Americana em 2008. E outra Libertadores, em 2010.
O Inter de empatia impressionante entre time e torcida. Que joga com a camisa, com a qualidade dos pés e também com o coração. Coração. Que fez Renan, Fabiano Eller, Bolívar, Tinga e Rafael Sóbis quererem "voltar para casa" depois de se aventurarem no exterior. Que segurou Guiñazu no início da temporada. Que fez Sandro não tirar o pé de uma dividida sequer mesmo vendido antecipadamente para o Tottenham da Inglaterra. E não duvidem que ele certamente vai querer voltar um dia.
O Inter que aposta em jovens. Que contrata pensando no futuro quando trás para Porto Alegre Nei e Giuliano. Que coloca Taison para jogar uma decisão. Que aposta em Leandro Damião para decidir o jogo mais importante do ano.
O Inter que foi corajoso para demitir um técnico que levou o time às semifinais da Libertadores. E para apostar em um contestado Celso Roth, que merecia mais do que ninguém este título para colocar sua carreira (ótima, mas pouco vitoriosa) onde é justo.
Não vou falar muito sobre o jogo de ontem para o texto não ficar grande demais. O Chivas foi um adversário duro. Guerreiro, as vezes até demais. Jogou tudo que pôde, mas de fato, não tinha time para encarar o Internacional. Depois de virar o primeiro tempo vencendo em um jogo fraco, levou a virada pois viu os donos da casa adiantarem a marcação e passarem a controlar o jogo.
O Internacional é o mais justo campeão da Copa Libertadores da América. E podem ter certeza, que as glórias não vão parar por aí. A América também já se tornou pequena.
O que separou Internacional e São Paulo e acabou levando o time gaúcho à final da Libertadores (e consequentemente ao Mundial Interclubes) foi a postura. Não a diferença entre a postura dos dois no jogo de ontem, no Morumbi. Mas a forma como cada um optou por jogar fora de casa. No fim, a igualdade de gols e resultados só se fez diferente pelo gol que o Inter encontrou no estádio adversário, que o São Paulo deu de ombros quando jogou no Beira-Rio.

Mais um grande capítulo da história do futebol brasileiro foi escrito ontem a noite em São Paulo. Não foi um jogo brilhante tecnicamente, brigado, cheio de alternativas táticas. Mas foi um daqueles duelos que vai demorar para sair da cabeça. Do ganhador e do perdedor, principalmente. Mas também de todos que assistiram.
O São Paulo fez o que tinha que ser feito. Ricardo Gomes foi corajoso ao colocar a equipe com três atacantes desde o início. Celso Roth, manteve a postura e a escalação que vinha mandando a campo desde que assumiu o Colorado.
A partida foi corrida, disputada e com duas equipes afim de jogo. O São Paulo jogava no campo de ataque, mas o Inter conseguia levar perigo, principalmente nos chutes de fora da área. Aliás, havia espaço demais na entrada da área tricolor, já que o time tinha uma postura mais ofensiva.
O primeiro gol saiu ainda no primeiro tempo. Falha grotesca de Renan, que vinha perfeito desde a volta ao Inter. Gol de Alex Silva e abatimento geral. O Inter demorou para absorver o golpe, mas foi para o intervalo com a derrota por 1 a 0 que deixava a semifinal empatada.
Mas logo no início do segundo tempo, D'Alessandro bateu falta e o sempre decisivo Alecsandro desviou para empatar. Ali, os gaúchos estariam muito perto da decisão. Estariam, se o São Paulo não tivesse reagido na sequência e marcado o segundo com Ricardo Oliveira.
Dali em diante, com o São Paulo precisando de mais um gol, o jogo tornou-se daqueles épicos. Em que um lance, podia transformar heróis e vilões. Tudo poderia acontecer. Tinga, é um grande exemplo. Quase foi herói, mas Jean salvou a bola em cima da linha. Quase foi vilão, pela expulsão.
Mas mesmo com um a mais e muita pressão, o terceiro gol do São Paulo não saiu e o Inter ficou com a merecida vaga.
Pelo quinto ano seguido, o São Paulo esbarra em um adversário brasileiro na Libertadores. Sai de cabeça erguida com a boa partida de ontem. Mas consciente de que poderia ter jogado mais no Beira-Rio. Deve ser o fim (injusto, diga-se) do ciclo de Ricardo Gomes. O tricolor deveria dar mais uma oportunidade ao treinador, até pela falta de opções no mercado.
Quanto ao Inter: vai ter a oportunidade de fechar com chave de ouro uma década gloriosa. Mas precisa se atentar a uma coisa. Ainda há um capítulo na Libertadores. Apesar da alegria fazer sentido, ainda é cedo para pensar em Mundial. Celso Roth merece esta conquista, mesmo tendo chegado com mais de meio caminho andado. E o Colorado tem tudo para ser campeão, apesar do forte adversário que terá pela frente.
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A 11ª rodada foi mais uma repleta de empates. Foram 5, em 10 jogos, contrariando a lógica. Apenas quatro mandantes venceram seus jogos. Foi também uma rodada de poucos gols: 16. Mas que marcou a despedida do novo técnico da Seleção Brasileira. Se na quarta-feira era justo escolher Muricy Ramalho, líder da competição, hoje é honesto escolher Mano Menezes, que deixa o Corinthians na primeira posição.

Até aqui, o time de Mano foi o mais regular do Brasileirão. Passou muito tempo na liderança. E depois de um deslize no meio da semana, voltou a ponta com mais uma boa atuação diante do Guarani. 3 a 1 com show (mais uma vez) de Bruno César. Num elenco estelar e cheio de jogadores de renome, é uma das contratações menos esperada que brilha e comanda a equipe.
O antigo líder não venceu. Mas proporcionou o melhor jogo da rodada. O clássico entre Fluminense e Botafogo teve de tudo. Emoção, gols perdidos, jogadas polêmicas e muita confusão. No fim, o empate acabou sendo mesmo o resultado mais justo. Acabou, porém, não sendo bom para ninguém. O Flu perdeu a primeira posição. E o Botafogo acabou na zona do rebaixamento.
Zona do rebaixamento que, aliás, está recheada de bons times. Além do Botafogo, Grêmio e Atlético-MG que apenas empataram na rodada fazem parte do grupo que estaria na Série B do ano que vem se o campeonato acabasse hoje. Os dois times tem muito potencial para crescer na competição. Mas precisam fazê-lo logo, já que a distância para os primeiros colocados começa a ficar grande. E a tarefa é difícil: os dois tem clássicos pela frente na próxima rodada.
Outro destaque importante para esta rodada é o Internacional. Depois da chegada de Celso Roth o time cresceu vertiginosamente. Ontem venceu mais uma, mesmo com vários reservas, diante do Flamengo. O técnico do Colorado não tem grife, mas caminha para fazer mais um grande trabalho na carreira. O desafio maior do time que acaba de chegar ao G-4, porém, é a Libertadores. A semifinal contra o São Paulo começa na quarta-feira. Perder este duelo, pode mudar os rumos da equipe no Brasileirão.
Com a Copa do Mundo esquentando na África do Sul, esperava-se que o Brasileirão ia parar. Mas a agitação por aqui não ficou de lado. A dança das cadeiras segue a todo vapor.

Primeiro foi o Internacional. Sem técnico desde a saída de Jorge Fossati, o Colorado tentou as estrelas Felipão e Abel Braga sem sucesso. Acabou apostando em Celso Roth, que havia chegado a pouco no Vasco.
Já disse aqui que não acho Celso Roth um ótimo técnico. Mas está longe de ser ruim como sua imagem passa às vezes. Fez bons trabalhos na carreira. E não os coroou com títulos, o que acontece. O Inter, é a grande chance da carreira de Roth. Tem um elenco ótimo, dinheiro para conseguir alguns reforços e já está nas semifinais da Libertadores. Terá, porém, que ultrapassar uma pressão enorme da torcida, que é completamente contrária a seu nome.
O Vasco, ficou sem técnico. O time que já não vinha bem ganhou mais um problema. E acertou em cheio na tacada: foi buscar PC Gusmão, no vice-líder Ceará. Um técnico que vem de ótimo trabalho, que conhece o clube e que sabe trabalhar elencos limitado. Pode dar certo, mas a equipe precisa de reforços, principalmente na defesa.
Sobre PC Gusmão: não acho que foi uma boa escolha. Seria interessante para sua carreira, ir até o fim com este trabalho na equipe cearense. Talvez, no entanto, ele acreditasse que não tinha muito para tirar da equipe após a Copa. Não importa. Um trabalho ruim no Vasco, fará o técnico voltar ao esquecimento.
Por fim, mas não menos importante (muito pelo contrário), o Palmeiras. Depois de muito tempo sem treinador a diretoria mostrou que a paciência vale a pena. Luiz Felipe Scolari, o Felipão, está de volta ao clube, depois de fazer fama e dinheiro pelo mundo afora.
Uma baita contratação. Felipão é ótimo técnico e é respeitado em todo o planeta. Tem o estilo linha dura que o time precisa agora. E conta com 100% de aprovação da torcida. Um investimento caríssimo, mas de pouco risco. O Palmeiras tem tudo para se reorganizar com a volta de um grande campeão.
É oficial. Celso Roth é o novo técnico do Vasco. Para um time que definitivamente não pensa no título brasileiro este ano, é ótima contratação. Roth é sério, trabalhador e não é de ficar chorando reforços. Sempre trabalhou e fez o melhor com o que tinha em mãos. Tudo que o Vasco precisava.

O problema é...
Todo mundo, menos o Vasco, já sabia disso logo que Vágner Mancini foi demitido. Não era momento para apostas ou riscos. Se Celso Roth tivesse sido contratado antes, já conheceria o elenco o suficiente para saber com quem poderá contar. E não pegaria um time no meio do Campeonato Brasileiro.
A parada para a Copa do Mundo pode ser a salvação. Daqui há cinco rodadas, Roth poderá trabalhar o grupo e deixar o Vasco com sua cara. Pode e deve dar certo. Eu acho uma boa aposta. Ou pelo menos, é uma aposta que eu faria, se fosse Roberto Dinamite.
Celso Roth não é brilhante, assim como o elenco do Vasco. Mas sabe das suas limitações assim como sabe reconhecer as do elenco. Com muito trabalho, poderá colocar o cruzmaltino nos trilhos. E quem sabe, lutar para fazer um bom papel ainda nesta competição.
PS: Importante e inteligente, também, a permanência de Gaúcho, como auxiliar técnico. Será fundamental para Roth poder contar com alguém que conhece os jogadores e a atual situação vascaína bem de perto.
Todo bom time, precisa de um bom comandante. E por isso, é hora de escolher o melhor técnico do Brasileirão para a Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro.
Destaque para Muricy Ramalho. O escolhido nos dois anos anteriores, sequer está entre os cinco selecionados para a votação este ano.
Confira os candidatos, a votação vai até domingo:
Adilson Batista (Cruzeiro) - Levou um time desacreditado e desmotivado após perder a Libertadores à uma das vagas na Libertadores de 2010.
Andrade (Flamengo) - Começou o campeonato como auxiliar. Virou técnico interino. Efetivado, levou o Flamengo ao sexto título nacional.
Celso Roth (Atlético-MG) - Apesar de mais uma vez ter ficado com a alcunha de "cavalo paraguaio", levou um time que ninguém apostava uma ficha à liderança da competição por várias rodadas.
Ricardo Gomes (São Paulo) - Parecia tarefa impossível substituir Muricy no São Paulo. Ricardo Gomes conseguiu, levou o time à Libertadores, mostrou qualidade e quase chegou ao título.
Silas (Avaí) - O Avaí era forte candidato ao rebaixamento no início da competição. Surpreendeu a todos e terminou o ano em sexto.
O Internacional comemorou o Centenário em grande estilo. Depois de uma festa maravilhosa, o time colocou a cereja sobre o bolo. Venceu mais uma vez o rival Grêmio, eliminou o tricolor do Campeonato Gaúcho e segue em busca de mais um título estadual.
Ontem, no Beira-Rio, o centésimo clássico no estádio entre os dois clubes. E o Inter, mais uma vez mostrou sua superioridade na temporada. Saiu atrás, com Tcheco, de penalti. Mas empatou pouco depois, com Andrezinho também de penalti. E virou, no fim, após jogada espetacular de D'Alessandro e gol do predestinado Índio.
Foi a terceira vitória do Inter sobre o Grêmio em 2009. A terceira pelo mesmo placar: 2 a 1. 11ª vitória seguida do Internacional em 2009. E ainda há quem duvide de Tite e sua turma.
Em alguns momentos da partida o Grêmio até foi melhor. Chegou a mandar duas bolas na trave. Mais uma vez, os gols perdidos prejudicaram, e muito, a sorte do tricolor. Já o Inter, fez valer sua melhor qualidade técnica. E principalmente, a capacidade individual de seus principais jogadores.

Para os gremistas, eliminados, pelo menos um "presente". Celso Roth não é mais técnico do clube gaúcho. Ficou difícil resistir à quatro derrotas seguidas para o maior rival. E não foi apenas isto que pesou. Uma série de fatores prejudicaram o treinador. Eu, sou contra a demissão. Os números de Roth são bons (
78 jogos, 45 vitórias, 17 empates e 16 derrotas). E o trabalho é positivo, apesar da constante pressão que o técnico e o time vinham sofrendo.O nome mais cotado é o de Renato Gaúcho, com Geninho correndo por fora. O primeiro, pode ser uma boa opção. Tem identificação forte com o clube e a torcida. E já tem experiência suficiente para levar o Grêmio à frente na Libertadores. Porém, a decisão precisa ser rápida. Ou pode ser tarde demais para lamentar o que ficou para trás.
A torcida do Grêmio, com certeza não torceu contra. Nem a diretoria. Apesar de uma derrota na Colômbia sacramentar de vez a saída de Celso Roth, ambos queriam mesmo é que o time vencesse, para se manter com boas chances na competição mais importante do continente.

Mas enquanto Celso Roth se juntava a eles na torcida por uma vitória, alguém em especial parecia querer o contrário: Jonas. Brincadeiras à parte, torcer para o Grêmio na Libertadores, é certeza de emoção. Depois de um empate em 0 a 0, dentro de casa na estréia, com direito a gols inacreditáveis perdidos (tá certo que na estréia a responsabilidade maior ficou para o goleiro do Universidad do Chile) o time gaúcho voltou a sofrer, para vencer o Boyacá Chicó pelo placar mínimo.
Um jogo teoricamente fácil, que poderia ter se complicado tamanha a incompetência de finalizar do Grêmio. Souza, fez o único gol do jogo, cobrando falta aos 32 do primeiro tempo. Aliás, novamente o jogador foi o melhor da equipe. Com um jogador a mais e sobrando em campo, o Grêmio abusou do direito de perder gols e por pouco não foi castigado no fim. O lance mais bizarro, aconteceu com Jonas. Cara a cara com o goleiro, acabou chutando em cima do adversário. Pegou o rebote, driblou o goleiro e com o gol vazio, acertou a trave. Não contente, voltou a pegar a bola, voltou a driblar o goleiro e somente com um adversário tentando fazer alguma coisa embaixo das traves, Jonas chutou pra fora. Incrível. Bizarro. Ridículo.
A vitória deixa o Grêmio em boa situação na competição. E afrouxa um pouco o nó no pescoço de Celso Roth. Só que os reflexos em campo são claros. O Grêmio, que tem um time melhor que o do ano passado, precisa de tranquilidade para trabalhar, se quiser melhorar. A pressão, está incomodando e dificultando muito as coisas para os gaúchos. Que apesar de tudo, devem chegar com tranquilidade à próxima fase.
Guilherme e Kléber Pereira ficaram para trás. Os leitores do Marcação Cerrada optaram por uma dupla diferente no comando do ataque da nossa Seleção. O mais votado foi o jovem Keirrison, do Coritiba. Um dos artilheiros do Brasileirão. E o grande artilheiro da temporada 2009. Quem vai fazer companhia ao K9, é o atacante Borges do São Paulo. Mais um jogador do tricolor paulista que deu a volta por cima. Borges foi fundamental ao time na reta final do Brasileirão, e marcou, inclusive, o gol do título.
Quem foram os 2 melhores atacantes do Brasileirão?
| Alex Mineiro (Palmeiras) | | 5,56% (3 votos) |
| Borges (São Paulo) | | 20,37% (11 votos) |
| Dagoberto (São Paulo) | | 3,70% (2 votos) |
| Guilherme (Cruzeiro) | | 11,11% (6 votos) |
| Keirrison (Coritiba) | | 31,48% (17 votos) |
| Kléber (Palmeiras) | | 3,70% (2 votos) |
| Kléber Pereira (Santos) | | 11,11% (6 votos) |
| Marquinhos (Vitória) | | 1,85% (1 voto) |
| Nilmar (Internacional) | | 7,41% (4 votos) |
| Washington (Fluminense) | | 3,70% (2 votos) |
Total: 54 votos
A Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro ficou assim:
1 - Víctor (Grêmio)
2 - Vítor (Goiás)
3 - Réver (Grêmio)
4 - André Dias (São Paulo)
6 - Juan (Flamengo)
5 - Hernanes (São Paulo)
8 - Ramires (Cruzeiro)
10 - Alex (Internacional)
11 - Hugo (São Paulo)
7 - Borges (São Paulo)
9 - Keirrison (Coritiba)
Time formado, é preciso definir o comandante. Confiram os candidatos:
Adilson Batista (Cruzeiro) - Em meio às invenções, Adilson fez do Cruzeiro o time mais regular no Brasileirão. Apenas em uma das 38 rodadas, o time esteve fora do G-4.
Celso Roth (Grêmio) - Com um elenco que era considerado pela maioria como fraco, Celso Roth fez o Grêmio lutar pelo título até a última rodada do Brasileirão.
Hélio dos Anjos (Goiás) - Foi o responsável pela grande arrancada do Goiás no segundo turno. Pegou um time desacreditado, e conseguiu fazer o esmeraldino ficar com uma vaga na Copa Sul-Americana sem nenhum sofrimento.
Muricy Ramalho (São Paulo) - O fato de ser tricampeão brasileiro deveria bastar para Muricy estar aqui. Mas o treinador do São Paulo foi responsável ainda por arrumar o time para uma arrancada histórica, de 18 jogos sem perder.
Wanderley Luxemburgo (Palmeiras) - Remontou o time do Palmeiras durante o Brasileirão e conseguiu levar o time à uma vaga na Copa Libertadores.
Celso Roth renovou com o Grêmio. Decisão acertada e justa. Para o técnico e para o clube. Celso fez um ótimo trabalho na temporada passada. E pode, com a manutenção do time, fazer uma ótima temporada em 2009.
O Vasco também já tem treinador. Dorival Júnior é o nome. Acertadíssimo. Dorival fez ótimos trabalhos nos últimos três anos. E assim como Mano Menezes, no Corinthians, Júnior tem tudo para chegar 2010 com status de ídolo em São Januário.
Três grandes times seguem buscando treinador. Flamengo, Atlético-MG e Coritiba. O Santos, extra-oficialmente, ainda pode buscar alguém de peso. Nomes de qualidade são poucos. Parreira já disse que não voltará à beira do campo agora. Sobram Cuca, Renato Gaúcho, Leão. Entre os de grife. Não me parece que estes clubes estão dispostos a apostar em algo "diferente".
O Grêmio reina sozinho no Brasileirão. Não é o time que mais encanta. Mas não é possível tentar colocar para baixo o ótimo time com belíssima campanha de Celso Roth. E sim, o gol da vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo não foi legal. Mas independente disto, os gaúchos foram soberanos na partida, e fizeram por merecer a vitória.
O Grêmio não brilha em campo. Mas sabe o que quer. E seus jogadores sabem o que fazer em campo. Ponto para Tite. Que montou uma defesa quase tão boa quanto a do São Paulo, ano passado. E que tem um meio-campo muito interessante. O gramado e as chuvas no Olímpico não ajudaram o que poderia ser um jogo melhor. Mas não impediram que o melhor vencesse. O Grêmio o fez, com gol de Perea (impedido), porque buscou mais a vitória e atacou o São Paulo.
Os gaúchos são os favoritos ao título. Não há como negar, a esta altura do campeonato. Parecem ter aprendido com o próprio São Paulo, na temporada passada, a fórmula do sucesso. Defesa impenetrável e ataque eficiente. E assim, Celso Roth vai contabilizando pontos. Já o São Paulo, segue irregular, e perde vaga no G-4. Ainda pode chegar, pois tem elenco para isto. Mas precisa crescer logo, e alcançar uma boa sequência de vitórias, ou a situação pode se complicar.
Dentre os times que se colocam na parte de cima da tabela até o momento, Grêmio e Vitória são os que deixam os torcedores com mais pé atrás. O time baiano, porém, é tratado ainda como simples grande revelação. Ainda não é considerado um candidato ao título. Mas pode surpreender.
O Grêmio, porém, é uma grande incógnita. Mas a cada dúvida criada, o time de Celso Roth responde várias outras. O time "defensivo", por exemplo, fez 7 a 1 com sobras, ontem, no Figueirense, fora de casa. Maior goleada do Brasileirão. Goleada de líder. De um time que se não tem um elenco recheado como outros concorrentes, tem um grande time. Tem o ótimo goleiro Victor. O excelente zagueiro Léo. O jovem e cheio de qualidade Rafael Carioca. Tem a velocidade de Perea. E os gols de Marcel.
O time gaúcho lidera com justiça. E Celso Roth vai quebrando a cara dos críticos. A próxima pergunta que deve ser respondida pelo técnico é: até quando vai a boa fase. O costume de começar bem, e terminar mal, é antigo do treinador. Se conseguir responder positivamente mais esta dúvida, o Grêmio vai brigar até o fim.
Em São Paulo, o Palmeiras não foi brilhante. Mas fez o suficiente para vencer fácil o Santos. Enquanto Luxemburgo fez bem em adiantar Diego Souza, o Santos ficou perdido na defesa e no meio-campo. Errou demais, principalmente o jovem goleiro Felipe, que entregou dois gols. Cuca já admite recorrer à garotada. A pressão pode ser muita para eles. O Santos completa 10 rodadas entre os 4 últimos e o time que parecia crescer, voltou à estaca 0 contra o Palmeiras. Será preciso muita calma para subir na tabela. Já o Palmeiras, volta ao G-4, deixando de fora o Cruzeiro. O time de Luxemburgo vai achando aos poucos sua regularidade, mas ainda precisa melhorar se quiser assumir à ponta.
No encontro de dois dos piores ataques da competição, o resultado só podia ser magro. 1 a 0 para o Sport, gol de Luciano Henrique. Aos poucos, e na base de defesas bem montadas, ambos vão fincando o pé no meio da tabela. Não devem correr riscos, mas também não devem chegar longe. Em casa, são perigosos. Fora, presa fácil. Ou pelo menos, provável.
O Grêmio era "sensação" no Brasil. Terminou a primeira fase do Campeonato Gaúcho sem perder uma partida sequer. Foi o time no Brasil que ficou mais tempo imbatível, à frente do Tupi, em Minas Gerais. E provou o quão fraco é o Estadual do Sul.
A primeira derrota, foi semana passada, em Goiânia, para o Atlético. Uma prévia do que estava por vir. Semana calamitosa. Derrota para o freguês Juventude, no último fim-de-semana, decretou a eliminação do Gaúcho. Nova derrota para os goianos, ontem, nos penaltis (no tempo normal o Grêmio venceu por 2 a 1), decretou a eliminação na Copa do Brasil.
Agora, resta ao Grêmio juntar os cacos e refazer o planejamento, que já se mostrou errado. O time tem mais de 1 mês até a estréia no Campeonato Brasileiro. Tempo para uma nova "pré-temporada". E é preciso agir rápido na contratação de um novo treinador. Celso Roth não tem clima para permanecer.
A pergunta que fica é: não seria melhor com Wágner Mancini? A demissão do treinador, quando o time vinha de 6 jogos sem derrota, foi criticada aqui neste blog. Para quem não se lembra, segue o
link.
Internacional x Caxias - Juventude x Inter-SM ou Sapucaiense
O Grêmio era o único time invicto no país até o início da semana. Era. Perdeu na Copa do Brasil, para o Atlético Goianiense, e agora precisa vencer o adversário, em casa, para se classificar. Perdeu para o Juventude, em pleno estádio Olímpico, e está fora das semifinais do Campeonato Gaúcho. Show de invenções do técnico Celso Roth, que resolveu escalar um time confuso. E só confundiu a si mesmo. Subiu no telhado. Bela partida do Juventude de Zetti, que mostra serviço. Transformou uma equipe perdida em um time competitivo para o estadual.
O Inter é favoritíssimo ao título. Tem jogado bem. O esquema da "Bergamota Mecânica", bela alusão feita pela revista Placar ao modo de jogar da equipe de Abel Braga, é surpreendente e interessante. Mas ainda tem seus problemas, e neles o time pode ser surpreendido. Um time que jogue com contra-ataques rápidos pode complicar a vida do favorito.
Na outra partida, o Juventude, que parecia perdido, tem tudo para chegar à decisão. A esperança é o artilheiro Mendes. São 12 gols no Gaúchão. Se a tradição do Juventude era entregar para o Grêmio e complicar o rival Colorado, fica a certeza de uma decisão muito complicada no Sul do país.