O hino do Internacional de Porto Alegre ficou pequeno para tantas glórias. O time deixou de ser "apenas" orgulho nacional há pelo menos cinco anos. As fronteiras do Brasil ficaram pequenas para o Colorado. Assim como o Beira-Rio deve ficar em breve, para abrigar tantas conquistas. Esta é a história do Inter, cada vez mais campeão, cada vez mais eternizando ídolos.

Não há como falar das conquistas coloradas sem lembrar da história recente. No final da década de 90, o Inter vivia um momento terrível. Enfrentava sérias dificuldades financeiras enquanto via o rival Grêmio acumular troféus. O fundo do poço veio em 2002, quando o time só se safou do rebaixamento graças ao gol do primeiro ídolo eterno da história recente: Mahicon Librelato. O jogador, que morreria 11 dias depois num acidente de carro, marcou o tento salvador na última rodada do Brasileirão contra o Paysandu.
De lá para cá, o Internacional se reinventou. Passou por ótimas administrações e pelas mãos de Fernando Carvalho. Criou o programa de sócio-torcedor e foi abraçado definitivamente pelo seu torcedor, tornando o clube viável. Hoje, com mais de 100 mil sócios, o time tem quase 40 milhões de reais anuais vindos do projeto.
Por isso, as conquistas não demoraram para aparecer. Um vice-campeonato brasileiro em 2005. A Libertadores e o Mundial em 2006. A Recopa em 2007. A Sul-Americana em 2008. E outra Libertadores, em 2010.
O Inter de empatia impressionante entre time e torcida. Que joga com a camisa, com a qualidade dos pés e também com o coração. Coração. Que fez Renan, Fabiano Eller, Bolívar, Tinga e Rafael Sóbis quererem "voltar para casa" depois de se aventurarem no exterior. Que segurou Guiñazu no início da temporada. Que fez Sandro não tirar o pé de uma dividida sequer mesmo vendido antecipadamente para o Tottenham da Inglaterra. E não duvidem que ele certamente vai querer voltar um dia.
O Inter que aposta em jovens. Que contrata pensando no futuro quando trás para Porto Alegre Nei e Giuliano. Que coloca Taison para jogar uma decisão. Que aposta em Leandro Damião para decidir o jogo mais importante do ano.
O Inter que foi corajoso para demitir um técnico que levou o time às semifinais da Libertadores. E para apostar em um contestado Celso Roth, que merecia mais do que ninguém este título para colocar sua carreira (ótima, mas pouco vitoriosa) onde é justo.
Não vou falar muito sobre o jogo de ontem para o texto não ficar grande demais. O Chivas foi um adversário duro. Guerreiro, as vezes até demais. Jogou tudo que pôde, mas de fato, não tinha time para encarar o Internacional. Depois de virar o primeiro tempo vencendo em um jogo fraco, levou a virada pois viu os donos da casa adiantarem a marcação e passarem a controlar o jogo.
O Internacional é o mais justo campeão da Copa Libertadores da América. E podem ter certeza, que as glórias não vão parar por aí. A América também já se tornou pequena.
2 comentários:
Méiro da diretoria, que rencontruiu o tme de baixo para cima, desde a base, instalações e time principal. Mesmo errando na contratação de alguns técnicos (Tite, Fossati), a direção Colorada tem mais méritos que erros, o que se reflete no título das Américas.
saudade de sentir essa alegria novamente !!!!!!
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