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"Adversário dos sonhos" recupera o Santos

Eram apenas 9 gols em 14 jogos. Só uma vitória nas últimas seis rodadas. A reação era necessária para o Santos. E urgente. Esperar Neymar voltar dos Jogos Olímpicos não parecia boa opção. Encontrar o Cruzeiro, na Vila Belmiro, sim.

Depois de derrota para a Ponte Preta, Celso Roth resolveu fazer uma mudança no Cruzeiro. Acertou no volante que entrou no time (Sandro Silva) mas errou no que saiu (Charles). O time perdeu qualidade na saída de bola e continuou com o excesso de espaço na entrada da área com Leandro Guerreiro aprofundando pra marcar atrás dos zagueiros. Foi este espaço que Felipe Anderson aproveitou para abrir o placar em belo chute da meia-lua.

Se não funcionava atrás, o Cruzeiro se soltava bem quando a bola chegava à Montillo. Crescendo pelo lado esquerdo, o argentino se movimenta cada vez melhor, adaptado à função. Trazia a bola para dentro e fugia da marcação com liberdade para acionar Wallyson, outro que entrava bem na diagonal.

O Santos também tinha seus problemas defensivos. Bruno Peres atacava demais e não marcava Montillo. Leandrinho fazia bem a saída de bola pelo lado esquerdo, mas ajudava pouco na marcação. E Bruno Rodrigo errava no posicionamento justamente com quem não podia falhar: Borges. Foi do ex-jogador do Santos o gol de empate.

E assim, nos erros dos dois times, os gols foram saindo. Sandro Silva errou a saída, a defesa do Cruzeiro demorou na recomposição, e a velocidade dos jovens Leandrinho e Victor Andrade foi suficiente pra recolocar o Cruzeiro na frente.

No intervalo, Roth mudou o time celeste e o viu crescer, apoiado no recuo excessivo do rival. Charles melhorou a saída de bola e a marcação. Élber prendia Bruno Peres. Os mineiros já eram donos do jogo quando empataram em cobrança de falta de Ceará. E davam toda a pinta que virariam quando outra falha defensiva colocou tudo a perder. Três rebatidas dentro da pequena área e ninguém para cortar antes de Durval balançar as redes. A equipe sentiu o gol e parou de ameaçar, dando espaço para um reoxigenado Santos com Pedro Paulo finalmente fazendo sua função preferida no meio-campo e construindo a jogada do quarto gol, marcado por Bill.

O Santos ainda não tem motivos para se empolgar. Não vai encontrar jogos fáceis e com tantos espaços como o Cruzeiro muitas vezes no Brasileiro. Tem bons jovem em quem se apoiar para buscar a reação mas precisa que Muricy de fato confie neles e não os use apenas em último caso. Já o Cruzeiro, precisa voltar a olhar no espelho. Desde que assumiu a liderança e passou a querer propor mais o jogo, só caiu. Organizar a defesa é o melhor ataque. E a única saída.

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Bandeiras mais perto que o Santos de parar o Galo

Era difícil imaginar que o Santos na fase atual, e ainda sem Neymar e Ganso, seria capaz de interromper a fase incrível do Atlético-MG. Não foi. Mais uma vitória do líder isolado do Campeonato Brasileiro (a sétima seguida) confirmando a campanha quase perfeita até aqui. O Galo é o melhor time dentro e fora de casa, tem o melhor ataque e a melhor defesa. Incontestável.

Assim como a vitória de ontem. Desde o início da partida foi possível perceber que um time mantinha o controle sobre o outro sem se esforçar muito. No seu 4-2-3-1 padrão, o Atlético tinha Ronaldinho se movimentando bem para tentar escapar da marcação individual de Adriano, Serginho saindo bem para tentar achar espaço em um time que tentava apenas se defender e Marcos Rocha espetado dando muito trabalho para Léo. Com três volantes no meio-campo, o Santos voltou a ter enormes dificuldades. Arouca e Henrique não vivem grande fase, Felipe Anderson não consegue chamar a responsabilidade e só João Pedro chamou a atenção com boa movimentação no ataque (embora possa render mais como terceiro homem do meio-campo, como no início da carreira, melhorando a saída de bola e a chegada ao ataque).

Embora tivesse a bola, o Atlético demorou para achar o caminho do gol. Finalizava pouco até Danilinho abrir o placar, já no fim do primeiro tempo. Abusava da bola longa e alta para Jô, que até levava vantagem sobre os zagueiros mas conseguia dar sequência aos lances. Para desmontar a defesa santista, Marcos Rocha surpreendeu aparecendo do lado esquerdo para cruzar rasteiro para o artilheiro do time marcar o primeiro. Antes, Jô havia marcado gol legal, mal anulado pelo bandeira que marcou impedimento.

No segundo tempo o panorama seguiu o mesmo, embora o Galo conseguisse administrar ainda melhor a posse de bola com a vantagem no marcador. Muricy demonstrou a falta de confiança de sempre nos garotos do banco de reservas e não tentou mudar a forma de jogar do Peixe. E o Atlético ainda teve outro impedimento mal marcado em lance que Bernard balançou as redes antes de definir o placar. Marcos Rocha roubou de Léo, cruzou na cabeça de Leonardo Silva e no rebote Réver balançou as redes.

Vitória tranquila e sem sustos. A décima em 12 jogos. A sétima seguida. De time maduro, pronto para brigar pelo título. Mas que ainda aguarda um grande desafio. Domingo, fora de casa, contra o Fluminense, o Galo terá seu grande teste. Uma derrota não significará nada negativo. Mas um bom resultado, pode tirar o pé atrás que muitos ainda tem pelas campanhas do time em anos anteriores.

Com Neymar em grande fase, as coisas pareciam fáceis para Muricy no Santos. Em nenhum momento, se preocupou em fazer a equipe jogar. Se no ano passado o Campeonato Brasileiro foi diversão, neste ano a missão parece mais dura. E o técnico vai mostrando sua verdadeira cara. O futebol pune, cedo ou tarde.

Nem o Santos nem os erros da arbitragem conseguiram parar o líder. A missão do Fluminense será tão difícil quanto a do Galo no Engenhão.

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Vasco perde peças mas segue forte

Para o jogo contra o Santos, o Vasco perdeu mais duas peças importantes do elenco para a sequência do Campeonato Brasileiro. Mesmo sem Fágner e Diego Souza, o time comandado por Juninho Pernambucano controlou o adversário e venceu por 2 a 0 sem sustos. Consistência costumeira do time comandado por Cristóvão Borges, que tem elenco equilibrado e time que sabe o que quer.

O gol logo no início com Douglas facilitou o trabalho. Zagueiro que cresce ao lado de Dedé e vai se firmando no time vascaíno. Sem a pressão para encontrar o gol, o Vasco pôde fazer o seu jogo. Paciência com a posse de bola, marcação inteligente e contra-ataques com Éder Luís em velocidade.

Desorganizado mais uma vez o Santos em nenhum momento deu pinta de que ameaçaria o resultado. Falta brilho, organização e peças ao time de Muricy Ramalho, que vai sofrer enquanto Neymar estiver em Londres e que pode ficar mal mesmo com o retorno do 11.

Com Auremir estreando bem improvisado na lateral direita, o Vasco manteve o 4-3-3 disfarçado de 4-4-2 sem a bola graças ao retorno de Éder Luís e com Wendell fechando bem o lado esquerdo. Juninho mais uma vez teve atuação segura com bons passes e ditando o ritmo do jogo. Na frente, Carlos Alberto mostrou que pode substituir Diego Souza embora tenha características um pouco diferentes: tem passe mais qualificado mas menos capacidade de arrancar com a bola e definir sozinho.

No início do segundo tempo, Alecsandro mostrou mais uma vez seu potencial ampliando o marcador e definindo o confronto. Artilheiro mais uma vez, com 7 gols. Permitiu ao Vasco pisar no freio para garantir mais uma vitória no Campeonato Brasileiro. Mais um jogo de pouco brilho, mas de muita segurança.

Nesta semana, falei no Twitter que o meu palpite é que o Vasco será o campeão brasileiro. Não contava com as saídas de Fágner e Diego Souza, que farão falta. Mas não mudo minha opinião. O time de Cristóvão Borges sabe o que quer e tem muita experiência para conseguir. Segue na cola do Galo e não dá pinta de que vai fraquejar.

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Corinthians frio e histórico

Os 180 minutos contra o Santos serviram para comprovar o que só não era óbvio para quem não queria enxergar: o Corinthians tem o melhor time do país. Frio, organizado, tático e técnico. Trabalho muito acima da média de Tite, que vai fazendo história. Melhor em quase todo o confronto semifinal, nada mais justo para este time que chegar à final da Libertadores para coroar campanha impecável.

No primeiro tempo, os comandados de Tite fugiram um pouco de sua característica tradicional. Embora o treinador pedisse para o time se adiantar, a marcação corinthiana era na intermediária dando ao Santos um falso domínio. Mais uma vez, a equipe de Muricy Ramalho dependeu única e exclusivamente de Neymar e exagerou nas bolas para a área. Tinha a bola mas não ameaçava.

Contra o consistente Corinthians, só há uma maneira de achar espaços: vitória pessoal. Foi assim quando Neymar saiu para o lado direito para vencer a marcação de Fábio Santos e iniciar a jogada que terminou com ele empurrando para as redes após desvio de Borges e bola na trave. Vitória parcial e igualdade no confronto ao fim da etapa inicial.

Veio a segunda etapa e o Corinthians evitou o sofrimento. Bola alçada e Danilo, monstruoso na Libertadores, empatou o jogo e deixou o time novamente em vantagem. Daí em diante, o Corinthians voltou ao seu estilo. Marcou adiantado, controlou a bola e o jogo. Não permitiu ao Santos assustar o gol de Cássio uma vez sequer. Partida que escancarou a falta de planejamento de um Peixe sem opções no banco e de um técnico sem ideias mais uma vez.

Frio e quase perfeito taticamente, o Corinthians tem tudo para conquistar o título inédito. Está pronto. Mas deve ter pela frente o seu "clone" argentino. O Boca Júniors, caso confirme a vantagem diante da Universidade do Chile, será o rival mais difícil para o time de Tite. É frio e tático como os paulistas, mas tem mais camisa e experiência na competição.

A Libertadores ainda promete. Assim como este Corinthians, disposto a fazer história.

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Corinthians maduro, Santos dependente

No primeiro duelo na semifinal brasileira da Libertadores, o Corinthians levou a melhor. Simplesmente porque parece pronto para superar qualquer obstáculo. É um time pronto, preparado para todos os desafios. Diferente do Santos, ainda muito dependente do brilho de Neymar que ontem não apareceu.

Com Elano mais uma vez aparecendo pouco e com Ganso voltando de lesão, o meio-campo santista foi engolido no início do jogo. Intensidade de um Corinthians que marcava forte mas que não se negava ao jogo. Saía com inteligência, explorando os espaços na defesa santista e era melhor. Paulinho, o melhor em campo, era a válvula de escape de um time que não tem seus homens de frente em grande fase.

Em uma escapada do volante, que deveria ser seguido por Ganso mas não foi, Henrique deslocado para a lateral direita saiu para dar o bote e deixou Émerson sozinho. Golaço que fazia justiça para o time mais organizado em campo.

Antes e depois do gol, a estratégia do Santos era a mesma. Bola em Neymar, que circulava pelo campo para fugir da marcação e embora recebesse com algum espaço muitas vezes, não teve noite inspirada. O time de Muricy não ameaçava e voltou com Borges na vaga de Elano no segundo tempo. Com Alan Kardec pela direita como em outras oportunidades, o time poderia envolver e criar. Mas a única alternativa na etapa final, contra um adversário ainda mais fechado, foi alçar bolas na área. Sem sucesso.

O Corinthians não tem nenhum grande craque, mas tem um time coeso, competitivo e principalmente maduro. Não dá pinta que deixará escapar a vaga no Pacaembu. Tite atinge o auge de seu trabalho com uma equipe que erra cada vez menos. E se as poucas ideias do Santos não forem compensados com muitas ideias de Neymar, é difícil imaginar que a vantagem será revertida na partida da semana que vem.

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E ainda estávamos nas oitavas

A quinta-feira deu a mostra do que vem pela frente na Copa Libertadores. Um dia de futebol de alto nível, com grandes times seguindo em frente na competição.

A começar pelo Santos. Com Neymar, Ganso e cia inspirados, não sobrou Bolívar para contar história. Com os bolivianos em linha e sem a altitude, ficou fácil para o Peixe. 8 a 0 com direito a show, golaços e muita empolgação para seguir em frente na competição. O atual campeão da Libertadores ainda é o melhor time do continente e tem Neymar. E como é bom vê-los escrever a história.

Assim como é bom ver a Universidad do Chile, que hoje infelizmente não acompanhei. Depois de apanhar por 4 a 1 na altitude, os chilenos de Jorge Sampaoli se recuperaram em grande estilo. 6 a 0 no Deportivo Quito e o time que mais empolga nos últimos dois anos na América do Sul segue em frente. Cada vez mais preparado para grandes conquistas.

No mesmo horário, Fluminense e Internacional decidiram o grande confronto desta fase. A vitória por 2 a 1 no Engenhão permitiu ao Flu seguir adiante, mesmo sem ser melhor. Assim como no confronto de Porto Alegre, os gaúchos controlaram o meio-campo e foram melhores na partida. Mas se faltou eficiência ao setor ofensivo de Dorival Júnior com noite pouco inspirada de Damião, Dátolo e Oscar, sobrou na bola parada do Flu. Duas cobranças de Thiago Neves e dois gols. Um com Leandro Euzébio e outro com Fred. Virada e classificação para um time que ainda não empolgou na temporada mas que vai seguindo em frente na competição continental além de ter praticamente garantido o título estadual.

O que vem pela frente promete. A Libertadores chega às quartas de final com times fortes e tradicionais. Segue uma breve análise dos confrontos e meus palpites:

Boca Júniors x Fluminense - Os argentinos vivem momento melhor. Na primeira fase se enfrentaram e cada um venceu como visitante. Individualmente, o time do Fluminense é melhor. Se contar com Deco, Fred e cia em noite inspirada, podem vencer. Mas acredito que o Boca siga em frente.

Libertad x Universidad do Chile - O Libertad passou com tranquilidade pela última fase e tem bom time. É forte na bola parada e pode ser mortal. Mas os chilenos tem mais time e ganharam moral demais com a virada/goleada sobre o Deportivo Quito. La U avança.

Vélez x Santos - O Peixe é amplo favorito no confronto e é o principal candidato na competição. Mas terá um adversário forte. O pragmático Vélez não vai dar os espaços que o Bolívar deu. E pode ser mortal nos contra-ataques. Mas o Santos passa.

Vasco x Corinthians - O confronto mais equilibrado desta fase é entre os dois brasileiros. Nenhum dos dois empolga, mas ambos são corretos, tem experiência e muito talento individual. Tite parece ter o elenco mais nas mãos do que Cristóvão e esta diferença pode decidir. Dá Corinthians.

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Falta repertório, sobra Neymar

O Santos entrou em campo classificado e em ritmo de festa contra o The Strongest. É preciso lembrar disto assim como é preciso avaliar o quão abaixo tecnicamente está o time boliviano em relação ao de Muricy Ramalho.

Embora estivesse até os 40 minutos do segundo tempo há um gol da classificação, o The Strongest em nenhum momento ameaçou o Santos. Porque sabia que não tinha condições de encarar o adversário. Respeitou um time que não respeitou a importância do jogo.

O Santos teve a bola e controlou o jogo. Aos poucos, vai se acostumando a ser um time mais paciente. Mas é pouco criativo. Se Neymar ou Ganso não tiram algo de diferente da cartola, o jogo fica modorrento, chato. O Santos toca, toca, mas não produz.

Produção ofensiva que melhora com Alan Kardec, autor do primeiro gol. Presença de área, boa movimentação e participação intensa fazem o atacante merecer mais espaço no time de Muricy. Pode ser uma alternativa diferente de jogar.

Por sorte, Neymar está sempre tirando algo da cartola. Ganso ainda não encontrou a regularidade do companheiro embora quando brilhe faça do time santista ainda mais espetacular.

Sorte do Santos, sorte do Internacional. Num grupo onde deveriam sobrar tecnicamente, nenhum dos dois sobrou (apesar da ótima campanha, em números, do Peixe). Os desafios que estão por vir serão ainda maiores e eles vão precisar de mais.

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Menos comparação, mais exaltação

A quarta-feira foi um prato cheio para fãs de futebol. Show do Barcelona de Messi. Show do Santos de Neymar. Um prato cheio também para bate-bocas intermináveis, comparações sem sentido e perda de tempo.

O camisa 10 do Barcelona deu mais uma demonstração de sua genialidade. Fantástico, marcou cinco dos sete gols do Barcelona sobre o Bayern Leverkusen no 7 a 1 que classificou o time para as quartas de final da Champions League. Não foi em campeonato estadual muito menos contra um time fraco (embora há de se destacar a atuação abaixo da crítica do sistema defensivo alemão).

O argentino que não se cansa de bater recordes foi o primeiro a cinco gols em uma única partida na fase "moderna" da Champions. Chegou a 228 gols com a camisa do Barcelona, apenas 7 a menos que César Rodriguez, maior artilheiro do clube na "era profissional". Já são 49 gols na história da Champions, apenas 12 a menos que Raul o maior artilheiro da competição. Nesta temporada, 48 gols em 42 jogos. Na principal competição do continente, 12 em 7 partidas. Números de um monstro.

Mais tarde foi a vez de Neymar. Na Vila Belmiro, deu mais uma demonstração de sua qualidade e maturidade. Comandou o Santos na importante vitória sobre o Internacional por 3 a 1, marcando os três gols. Um de penalti e duas pinturas. O segundo, principalmente, quando arrancou ainda no campo defensivo por 65 metros até estufar as redes de Muriel. Aos 20 anos, Neymar já é protagonista no futebol sul-americano e principal nome da seleção de Mano Menezes.

Terminam os jogos e começam as chatas comparações. Messi, Pelé, Maradona, Neymar. Todas sem sentido, afinal é impossível medir com clareza qual o maior. Injusto comparar Pelé com Messi porque jogaram em épocas muito diferentes. Assim como comparar Neymar com Messi, pois o craque do Santos ainda está um estágio abaixo do rival em termos de maturidade e tempo de jogo.

A besteira em compará-los é tão grande quanto a de querer diminuí-los. Não querer enxergar que Messi é um jogador sem igual e que Neymar é um atacante extraordinário é tapar os olhos para o óbvio.

O meu conselho? Comparem menos e aproveitem mais. Poder acompanhar Messi e Neymar é um privilégio.





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Aqui falta explicação, meu filho

Muricy Ramalho mais uma vez preferiu responder forte e com falta de respeito ao repórter do que tentar justificar o injustificável. Contra o Guarani, o técnico do Santos voltou a mostrar o seu pouco apreço pelos jogadores vindos da categoria de base (embora venha sendo obrigado a usar vários deles pelo elenco pouco numeroso que tem).

Com muitos desfalques e sem as duas estrelas da companhia, o Santos começou bem. Com troca de passes fáceis, o time envolveu o Guarani e não demorou para abrir o placar. Passe fantástico de Dimba, com o peito, e conclusão perfeita de Ibson.

Não demorou, porém, para o dono da casa equilibrar e acertar a marcação. Ibson, quem organizava o jogo do time de Muricy Ramalho foi bem marcado e sumiu. Assim como Dimba, Elano e Alan Kardec pouco acionados. O Guarani cresceu e levava perigo principalmente pelo lado esquerdo onde o jovem Crystian deixava um espaço tremendo. Mas para o técnico do Santos, era mais fácil tirar Dimba aos 44 minutos do primeiro tempo e responder mal um repórter do que esperar o intervalo para organizar o seu time.

A "mudança fundamental" do treinador não melhorou o Santos. Que voltou para o segundo tempo com as mesmas dificuldades. Mas faltava ao Guarani qualidade para chegar ao gol do inseguro Aranha. A pressão com poucas chances de gol seguiu até o fim até que Arouca roubou bem a bola no meio, recebeu passe preciso, driblou o goleiro e matou o jogo já nos minutos finais.

O Santos venceu mais uma. Sem brilho, mas sem seus melhores jogadores. O time poderia render mais sem eles aproveitando a boa safra de jovens que espera por uma chance. E se Muricy conseguisse explicar porque a paciência com eles é tão menor do que com os outros. Pequena como é para responder as perguntas dos jornalistas depois dos jogos.

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Pré-temporada - Santos

Acabou a brincadeira na Vila Belmiro. Chegou 2012 e é hora de voltar a encarar as competições com força máxima para brigar por títulos.

A análise do Santos, que praticamente não muda para esta temporada, você vê clicando aqui.

Aproveite para ver os outros times que já passaram pelo quadro:

- Atlético-GO
- Atlético-MG
- Bahia
- Botafogo
- Corinthians
- Coritiba
- Cruzeiro
- Figueirense
- Flamengo
- Fluminense
- Grêmio
- Internacional
- Náutico
- Palmeiras
- Ponte Preta
- Portuguesa

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SMCCB - Neymar e Fred

E os 11 titulares da Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro 2011 estão escalados. Pela primeira vez o ataque tem um "bi-campeão".

Neymar brilhou com a camisa do Santos. Não jogou todos os jogos mas brindou o público com jogadas e gols espetaculares. Se mantém no time depois de ser um dos melhores atacantes em 2010. E parece disposto a ter vida longa na Seleção do Marcação.

Fred também brilhou. Carregou nas costas o Fluminense na parte mais importante do Campeonato e arrecadou votos deixando até o artilheiro Borges para trás.

Quem foram os dois melhores atacantes do Campeonato Brasileiro?

Borges (Santos)

12,50% (4 votos)
Deivid (Flamengo)

3,13% (1 voto)
Fred (Fluminense)

18,75% (6 votos)
Júlio César (Figueirense)

6,25% (2 votos)
Leandro Damião (Internacional)

9,38% (3 votos)
Liédson (Corinthians)

9,38% (3 votos)
Loco Abreu (Botafogo)

3,13% (1 voto)
Neymar (Santos)

21,88% (7 votos)
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)

9,38% (3 votos)
William (Avaí)

6,25% (2 votos)
Total: 32 votos

Estes são os 11 escolhidos para a Seleção Marcação Cerrada do Campeonato Brasileiro de 2011:

1 - Fernando Prass (Vasco)
2 - Mário Fernandes (Grêmio)
3 - Dedé (Vasco)
4 - Réver (Atlético-MG)
6 - Cortês (Botafogo)
5 - Rômulo (Vasco)
8 - Paulinho (Corinthians)
7 - Diego Souza (Vasco)
10 - Montillo (Cruzeiro)
9 - Fred (Fluminense)
11 - Neymar (Santos)


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Questão de conceito

O desempenho extraordinário do Barcelona na final do Mundial de Clubes não foi novidade. Os espanhóis não fizeram nada de diferente do que fazem em todos os jogos. O Barcelona tem um conceito de futebol claro e muito bem definido. Que não muda de acordo com a força do adversário ou a importância da partida.

O Santos não. Embora tenha tido tempo para encontrar um conceito capaz de vencer os espanhóis, Muricy não o fez. E na hora de colocar em prática alguma estratégia, mudou completamente o conceito do time campeão da Libertadores. Defensivo e muito recuado, o Santos foi massacrado pelo melhor time do planeta.

Não é fácil vencer o Barcelona. Não é fácil empatar com o Barcelona. O que não quer dizer que seja impossível, desde que com um conceito inteligente. Recuar a linha defensiva e congestionar a entrada da área onde raramente circulam jogadores do Barcelona é mostrar total desconhecimento do adversário. Se há um jeito de parar o time de Guardiola, já foi comprovado que não é dando espaço para a troca de passes na intermediária.

O resultado não pode ser considerado um vexame. O Real Madrid foi goleado pelo Barcelona. Outros grandes times também. E qualquer adversário sul-americano que enfrentar o time catalão tem a derrota como resultado mais provável.

Não dá para culpar Neymar por ter aparecido pouco ou o mesmo para Ganso. Não se joga futebol sem a bola e o Santos abdicou do jogo quando escolheu sua estratégia. O Santos segue sendo um bom time, com ótimos valores. Mas fica claro que precisa de mais treinamento e de uma filosofia definida para tentar se aproximar do nível dos melhores times do planeta. O nosso preconceito com "Getafes" não nos deixa perceber o quanto ainda estamos abaixo e o quanto é bom este time de Xavi, Messi e cia.

A questão é que o Barcelona está aí e os adversários não parecem perceber que tudo é uma questão de conceito. Da base ao profissional.

Privilégio para quem pode ver este Barcelona acontecer. É a história sendo escrita. Com show e títulos.

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A nova cara do Barcelona e o desafio do Santos

Contra o Milan, o Barcelona jogava para garantir a primeira posição no grupo já que os dois já haviam confirmado a classificação para a próxima fase da Champions. E no duelo contra um adversário forte e experiente, Guardiola voltou a mostrar a nova faceta de um time que se reinventa mas não cansa de encantar.

Sem Piqué, Daniel Alves e Pedro, o técnico do time espanhol voltou a apostar no 3-4-3 que vem aparecendo com frequência nesta temporada. Puyol, Mascherano e Abidal formaram o trio defensivo. Busquets era o volante com Xavi à direita, Keita à esquerda e Thiago na ligação. A principal novidade foi na frente. Fábregas jogou como o "falso nove" para Messi dar velocidade do lado direito e aproveitar as limitações de Zambrotta.

Muda a tática, muda o posicionamento dos jogadores, mantém o estilo. O Barcelona continua sendo o time da marcação adiantada, da posse de bola "irritante", da movimentação extrema. Começou bem, dominou o jogo e abriu o placar em gol contra de Van Bommel após erro de Zambrotta, passe genial de Messi e "assistência" de Abidal (que mesmo como zagueiro, saía com inteligência pela esquerda).

Para tentar uma alternativa ofensiva, o Milan mudou. Boateng adiantou pela direita formando um 4-3-3 e deixando a defesa adversária sem sobra. Resultado: pressão de 10 minutos, gol perdido por Robinho e empate com Ibrahimovic.

Após o gol, o Barcelona também se reorganizou. Com Busquets recuando para a zaga e Messi mais centralizado, formou um inusitado 4-1-3-2 mantendo o padrão. No equilíbrio do jogo, marcou o segundo em penalti inexistente sobre Xavi e manteve a pressão no início do segundo tempo para definir o jogo, quando acabou levando o empate em ótima jogada individual de Boateng (o melhor do Milan). Mas novamente na individualidade de Messi, o Barcelona se colocou à frente: passe genial e gol de Xavi, cada vez com mais liberdade ofensiva e jogando mais perto do gol. Com o 3 a 2, o Barcelona controlou o jogo e tentou colocar velocidade com Pedro e Sánchez, mas acabou garantindo o resultado.

O impressionante é o quanto o Barcelona tem facilidade para mudar taticamente, mantendo os jogadores e o nível. Todos os atletas parecem aptos para fazer qualquer função com a mesma qualidade. Se reinventa para manter a qualidade e impedir o encaixe dos adversários.

O jogo mostrou algo importante para o Santos, que observa o adversário de olho no Mundial. Quando jogou no 4-3-3 contra o 3-4-3 de Guardiola, o Milan deixou o adversário em dificuldade. Pode ser um caminho (já testado por Muricy no Brasileiro) caso o adversário mantenha a tática na competição.

O grande problema será marcar o adversário e principalmente seu principal craque. Sem Adriano, óbvio "cão de guarda" na marcação de Messi, o Santos penará defensivamente. A zaga lenta e um meio-campo que joga e deixa jogar não é o caminho para enfrentar um adversário de tão alto nível. E este é o grande desafio para time e treinador santista.

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Destaque da Rodada

Se Muricy não poupar, Neymar pode ser a surpresa da reta final do prêmio Destaque do Brasileirão. Destaque da vitória do Santos sobre o Vasco ele encosta nos líderes Diego Souza e Montillo. E foi o primeiro a brilhar em duas rodadas consecutivas. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª e 22ª rodadas
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª, 24ª e 26ª rodadas
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª e 23ª rodadas
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada
Fernando Prass (Vasco) - 25ª rodada
Fernando Henrique (Ceará) - 27ª rodada
Bottinelli (Flamengo) - 28ª rodada
Élton (Vasco) - 29ª rodada
Fred (Fluminense) - 30ª rodada
Wellington Nem (Figueirense) - 31ª rodada
Neymar (Santos) - 32ª e 33ª rodadas

Quem foi o destaque da 33ª rodada do Brasileirão?

Thiago Neves (Flamengo)

18,18%
Neymar (Santos)

45,45%
Deco (Fluminense)

36,36%

Vamos agora eleger o melhor da 34ª. Veja os candidatos:

Luis Fabiano (São Paulo) - Desencantou e marcou os dois gols na vitória do Tricolor sobre o Avaí por 2 a 0.

Bruno Aguiar (Santos) - O zagueiro teve atuação destacada marcando duas vezes na vitória dos reservas do Santos por 3 a 2 sobre o Ceará.

Dedé (Vasco) - Cada dia melhor, voltou a balançar as redes desta vez contra o Botafogo. Grande atuação também na defesa. Foi destaque na 13ª rodada.


Quem foi o destaque da 34ª rodada do Brasileirão?

Luis Fabiano (São Paulo)

Bruno Aguiar (Santos)

Dedé (Vasco)













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Uma exclamação, várias interrogações

Basta abrir um site esportivo de qualquer canto do mundo para notar o que representa o anúncio de que Neymar vai ficar no Santos até 2014. O craque santista rapidamente virou capa de centenas de portais, com destaque inclusive no site da FIFA.

Antes de mais nada, é preciso exaltar o Santos e seu presidente, Luís Alvaro. Conseguir manter um jogador do calibre de Neymar por aqui é uma novidade que pode mudar o panorama do futebol brasileiro nos próximos anos. Atrai ainda mais atenção internacional e tem tudo para mostrar aos garotos que nem sempre ir para o exterior é o melhor caminho, principalmente antes de sequer se firmar por aqui. Ótimo para o Santos, ótimo para o futebol (e para o torcedor) brasileiro.

Mas nem só de "exclamação" vive o fico de Neymar. A questão deixa algumas dúvidas.

A primeira delas é quanto à evolução de Neymar. Apesar de já estar entre os 23 melhores jogadores do mundo (além de o mais jovem é o único que não joga no futebol europeu), sabe-se que o garoto desta vez é apenas "mais um". Seria histórico para ele, conseguir vencer o prêmio aqui no Brasil, mas a dificuldade é ainda maior. Porque vai depender de ótimas atuações e também de conquistas importantes (Libertadores, Brasileiro, Mundial).

Além disso, Neymar é hoje o principal nome da seleção para 2014. A experiência de atuar na Europa antes disso, daria "peso" e "cancha" para o jogador. Provavelmente faria bem para ele. Certamente faria bem para a seleção.

A última grande interrogação é sobre a participação do Banco do Brasil no negócio. Banco público é feito de dinheiro público. E eu acho que no Brasil há coisas mais importantes para serem resolvidas do que a permanência ou não de um jogador. Mas como a questão é nebulosa, fica apenas a interrogação. As coisas poderiam, e deveriam, ser mais claras.

É impossível saber se Neymar se jogar na Europa faria bem ao seu futebol (embora os indícios deixem claras as impressões de que não seria diferente). É certo que a jóia pode brilhar cada vez mais no Brasil.

Em 2014, Neymar terá entre 22 e 23 anos. Tempo mais que suficiente para ter feito história por aqui, ter reconhecimento mundial e construir uma carreira longa e de sucesso no futebol europeu. E por isto, mais do que a exclamação, o fico de Neymar merece muitos aplausos.

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Destaque da Rodada

Ele resolveu decidir na reta final a favor do Santos. Neymar brilhou na goleada do Santos sobre o Atlético-PR marcando 4 gols e só agora entra na lista de destaques da competição. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª e 22ª rodadas
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª, 24ª e 26ª rodadas
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª e 23ª rodadas
Borges (Santos) - 20ª rodada
André Lima (Grêmio) - 21ª rodada
Fernando Prass (Vasco) - 25ª rodada
Fernando Henrique (Ceará) - 27ª rodada
Bottinelli (Flamengo) - 28ª rodada
Élton (Vasco) - 29ª rodada
Fred (Fluminense) - 30ª rodada
Wellington Nem (Figueirense) - 31ª rodada
Neymar (Santos) - 32ª rodada

Quem foi o destaque da 32ª rodada do Brasileirão?

Neymar (Santos)

55,56%
Rafael Sóbis (Fluminense)

16,67%
André Lima (Grêmio)

27,78%

Vamos agora votar no destaque da 33ª rodada. Veja os candidatos:

Thiago Neves (Flamengo) - Fez três gols na goleada do Flamengo sobre o Cruzeiro por 5 a 1.

Neymar (Santos) - Mais uma grande atuação. Fez um gol e deu passe para outro na vitória por 2 a 0 sobre o Vasco. Foi destaque da 32ª rodada.

Deco (Fluminense) - Duas assistências perfeitas e grande atuação na vitória do Fluminense sobre o Inter por 2 a 0.

Quem foi o destaque da 32ª rodada do Brasileirão?

Thiago Neves (Flamengo)

Neymar (Santos)

Deco (Fluminense)













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Santos perde tempo. Botafogo perde pontos.

Não dá para achar um vexame a derrota do Botafogo para o bom time do Santos na Vila Belmiro por 2 a 0. Toda vez que quer jogar e leva uma partida a sério, o time paulista é favorito a vencer. Porque tem bola, tem Borges e tem Neymar.

O questionável é a postura. O Botafogo hoje jogou uma decisão, que poderia levá-lo à liderança isolada do Campeonato Brasileiro. Não entrou em campo como tal. Quando acordou para o que se passava no gramado da Vila Belmiro já perdia por 2 a 0, com 28 minutos.

Primeiro, Neymar fez um carnaval e um golaço. De craque que é. Depois, Borges completou para as redes o seu 22º gol em 28 jogos pelo Peixe. O Grêmio, para o qual o atacante não servia, fez 34 em 30 jogos e tem o segundo pior ataque do Brasileirão.

Com 2 a 0 no placar, o Santos diminuiu o ritmo. E perdeu Borges, machucado. O Botafogo, trocou o perdido Bruno Tiago por Léo e equilibrou o jogo. Tentou pressionar, mas não conseguiu somar pontos na Vila.

Jogos como este, mostram como o Santos perde o Brasileirão. Poderia brigar pelo título, mas não o faz porque em raros jogos entrou querendo a vitória mais do que o adversário. Além de perder a disputa, Muricy perdeu a chance de preparar o time para o Barcelona e de poupar seus principais jogadores (Borges hoje sentiu o desgaste, outros que jogaram muito na temporada não devem demorar a sentir). Ou seja, perdeu tempo.

Já o Botafogo, perdeu pontos que seriam fundamentais na briga pelo título. O espírito precisa ser revisto. Se não encarar os jogos daqui em diante como decisões que são, o alvinegro pode perder uma grande chance de levantar um troféu. Tem time, tem elenco e tem trabalhado para merecê-lo. Mas a reta final será cruel.

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Vitória do interesse

Confesso que desliguei a televisão para aproveitar meu sábado aos 48 minutos do segundo tempo no Raulino de Oliveira. Me permiti relaxar achando que o resultado estava definido. Pelo rádio, fiquei sabendo alguns minutos depois, que o Fluminense conseguiu mais uma vitória épica. 3 a 2 justo em um grande jogo, onde venceu quem se interessou mais pelo resultado.

Por já ter "cumprido seu papel" na temporada e estar longe do título, é agradável ver o Santos. Principalmente por ter em seu time um jogador que se preocupa muito pouco com o que já passou e não se cansa de querer provar. Neymar é diferente. É interessado, se dedica, não tem a frescura do excesso de jogos. Joga e encanta.

E empurra o Santos, que começou melhor. Chegando com facilidade ao gol de Cavalieri, principalmente pela esquerda. Criou ótimas oportunidades e desperdiçou gols. E justamente quando o Fluminense crescia no jogo, abriu o placar com Neymar. O Flu já acertara a marcação e jogava no campo ofensivo. Marquinho e Fred se movimentavam bem pelo meio, incomodando a defesa santista e levando perigo. Tabela entre os dois no fim da etapa inicial, deu números justos ao placar.

Na volta para o intervalo, o jogo empolgante ficou no vestiário. O ritmo caiu graças ao gramado pesado. O Santos não parecia incomodado com isto e se acomodou no jogo. Enquanto o Fluminense fazia sua decisão, ainda esbarrando em suas deficiências. Mas tanto batalhou até que Rafael Sóbis acertou chutaço da entrada da área. Com o 2 a 1, o time ganhou a tranquilidade que precisava para trabalhar a bola e seguir sem riscos. Já que o Santos seguia sem demonstrar preocupação.

A tranquilidade que sobrava ao Flu, porém, faltou para Digão. Que exagerou na força contra o estreante Rentería e levou o cartão vermelho. Que obrigava o Santos a jogar novamente. O visitante o fez, até que o interessante reforço chamado Rentería empatou novamente o jogo.

O fim é o que eu já disse. Não vi, mas o Fluminense conquistou a vitória com Márcio Rosário de cabeça. Que permite ao time ainda sonhar com o título, apesar de estar longe de encantar. Do outro lado, o Santos encanta, mas não se permite subir na tabela pela falta de interesse. Que sobrou do outro lado. O justo vencedor!

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Destaque da Rodada

O artilheiro do Brasileirão também é destaque. Apesar de muitos gols, Borges entra pela primeira vez na lista apenas na primeira rodada do returno. O santista agora faz parte dos Destaques do Brasileiro, liderados por Montillo. Veja:

Bernardo (Vasco) - 1ª rodada
Leonardo Silva (Atlético-MG) - 2ª rodada
Anderson Aquino (Coritiba) - 3ª rodada
William (Corinthians) - 4ª rodada
Rogério Ceni (São Paulo) - 5ª rodada
Liédson (Corinthians) - 6ª rodada
Oscar (Internacional) - 7ª rodada
Montillo (Cruzeiro) - 8ª, 16ª e 19ª rodadas
Marcelo Grohe (Grêmio) - 9ª rodada
Paulinho (Corinthians) - 10ª rodada
Diego Souza (Vasco) - 11ª rodada
Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - 12ª rodada
Dedé (Vasco) - 13ª rodada
Dagoberto (São Paulo) - 14ª rodada
Cícero (São Paulo) - 15ª rodada
Émerson (Corinthians) - 17ª rodada
Leandro Damião (Internacional) - 18ª rodada
Borges (Santos) - 20ª rodada

Quem foi o destaque da 20ª rodada do Brasileirão?

Éder Luis (Vasco)

30,00%
Wellington Nem (Figueirense)

20,00%
Borges (Santos)

50,00%

Vamos agora eleger o destaque da 21ª rodada. Conheça, escolha e vote:

Rafael Sóbis (Fluminense) - Entrou no segundo tempo, fez dois gols, e foi fundamental na incrível virada do Flu sobre o Atlético-GO.

André Lima (Grêmio) - Fez três gols e ainda participou do quarto na goleada do Grêmio sobre o Atlético-PR, por 4 a 0.

André Dias (América) - Fez dois gols e deu o passe para outro na goleada do América sobre o Vasco, por 4 a 1.


Quem foi o destaque da 21ª rodada do Brasileirão?

Rafael Sóbis (Fluminense)

André Lima (Grêmio)

André Dias (América)













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Interessante e pouco competitivo

Bahia e Santos fizeram um jogo agradável em Pituaçu. São dois times leves, com bons nomes na frente (embora Jóbson tenha feito muita falta aos donos da casa) e que jogam aberto expondo ainda mais suas defesas que não são tão boas assim. O 2 a 1 na Bahia, poderia tranquilamente ter sido substituído por um 4 a 3, por exemplo, não fosse a falta de capricho dos homens de frente e as ótimas atuações dos dois goleiros (ou três, já que Vladimir entrou no Santos no lugar de Rafael, que fez espetacular primeiro tempo mas saiu machucado).

O Santos começou bem na partida. Com Neymar se movimentando, e Ganso aparecendo bem. O penalti bem marcado logo no início e o primeiro gol facilitou para que o jogo do time fluísse. Quando Neymar perdeu a chance de marcar o segundo e dar praticamente o tiro de misericórdia no aniversário, mesmo que ainda no início do jogo, com Marcelo Lomba batido, o Bahia cresceu. Se organizou e passou a usar sua velocidade para expor a lentidão da defesa santista, que sofria com a pouca combatividade de seu meio-campo (com Elano muito adiantado para conter Ávine e com Arouca precisando sair para organizar as ações ofensivas). Depois de algumas ótimas defesas de Rafael, Júnior empatou o jogo.

No segundo tempo, o ritmo do Santos caiu. Neymar, bem marcado, não conseguia ameaçar. Borges desapareceu, encaixotado entre os zagueiros. E o Bahia se soltou em busca do gol. Que poderia ter saído se o árbitro tivesse marcado o penalti de Adriano em Ávine, claríssimo e ignorado. Já nos minutos finais, o injusto castigo: Alan Kardec acertou chute quase impossível, na gaveta, e deu a vitória que o Santos precisava.

O Bahia tem uma equipe interessante. Com bons nomes, e bem armadas. Poderia viver um Brasileirão mais tranquilo, se não errasse tanto e perdesse pontos importantes que estavam nas mãos.

Já o Santos, consegue finalmente sair da zona de rebaixamento. Pode aproveitar os dois jogos a menos para subir de vez e se afastar do risco. Ainda é um time interessante de ver jogar. Mas falta combatividade para poder competir de verdade no Brasileirão. Mais do que uma posição digna para o ótimo que tem, e o respeito que a torcida e a camisa merecem, é hora do Santos começar a pensar de verdade no Mundial.

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Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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