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Estratégia, os cascudos e o sonho concretizado

Tentar diminuir a enorme conquista do Chelsea pelo futebol (não) jogado durante a temporada é uma besteira sem tamanho. Traçar uma estratégia e segui-la a risca, com enorme sucesso, deveria ser motivo de aplausos. Goste você ou não da tal estratégia escolhida. Foi o que fez o time de Roberto Di Matteo, quarto interino a conquistar a Europa.

Diferentemente do que imaginava-se, os ingleses mantiveram a estratégia do triunfo sobre o Barcelona na decisão. Diante de um Bayern de Munique também desfalcado, mas forte ofensivamente e jogando em casa, o Chelsea negou espaços marcando de forma abnegada no mesmo 4-1-4-1 com linhas muito próximas. Tornou o jogo chato, cansativo, com poucas chances. Mas manteve a impecável concentração durante quase todos os 90 minutos.

Acostumado a se reerguer nos momentos mais difíceis da difícil temporada, os Blues voltaram a parecer mortos após o gol de Thomas Muller aos 38 minutos do segundo tempo. Mas ressurgiram, das cinzas e da cabeçada certeira de Didier Drogba. O cascudo número onze do Chelsea assumiu a responsabilidade mais uma vez no momento de decidir. E se juntou ao enorme Peter Cech no comando da equipe que finalmente conseguiu atingir o sonho de Roman Abramovich.

Na prorrogação, Robben perdeu mais uma chance em momento decisivo, talvez na única falha de Drogba no jogo e no lance que deixou o craque marfinense perto de tornar-se vilão. Mas permitiu a Cech, um dia antes de completar 30 anos, brilhar defendendo três penaltis e levando a equipe à glória.


Goste ou não do estilo praticado pelo Chelsea, isto é futebol. É esporte, competitividade no sentido mais amplo da palavra. Estratégia perfeita, craques cascudos e assim o milionário inglês atinge o topo da Europa. Com justiça. Irretocável.

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A imprevisível decisão e a história em Munique

Duas semanas atrás, a imensa maioria apostava numa (provável) final entre Barcelona e Real Madrid. E a graça do futebol é exatamente a imprevisibilidade. E ela que colocará Chelsea e Bayern frente a frente no dia 19, em Munique. Antes de mais nada, que se diga algo importante. Se a tendência apontava para uma final espanhola, não quer dizer que os classificados são ruins. Ingleses e alemães são fortes, tem grandes jogadores e prometem um grande duelo, embora cheguem cheios de desfalques.

O jogo de hoje, no Bernabeu, foi muito diferente do de ontem. Porque os dois times tinham propostas parecidas e corajosas. Real Madrid e Bayern propuseram-se a jogar no ataque, apostando na velocidade e qualidade de seus homens de frente. Jogo franco, corrido, interessante. E que reforçou a tese de que o Barcelona ainda é o melhor time do planeta. Diferente do que acontece contra os catalães, os grandes times normalmente se encaram, fazem seu jogo. Ficará ainda mais claro quando observarmos a postura, certamente mais agressiva, do Chelsea na decisão.

Contando com a força da torcida e com um craque impressionante, o Real abriu vantagem cedo e deu a impressão de que poderia golear. Dois gols de Cristiano Ronaldo, de números e desempenho impressionantes na temporada. Um monstro, que pode até mesmo superar Messi como o melhor do mundo em dezembro. Não será tão surpreendente assim.

Mas o Bayern foi valente. Se expôs, empilhou chances perdidas com Ribery, Robben e Gomez. Até diminuir em um dos dois penaltis discutíveis marcados pela arbitragem em Madrid. 2 a 1 que levava o jogo para a prorrogação e deixava o Real em posição desconfortável graças à estúpida regra do gol qualificado.

Sabendo que um gol deixaria seus planos muito distantes, o time de Mourinho diminuiu o ritmo na etapa final. E o Bayern passou a controlar o jogo como já havia feito na Alemanha, embora não agredisse tanto. O medo de perder tornou-se maior que o desejo de ganhar. Ambos sabiam que um gol tornaria a situação praticamente irreversível.

Assim, em ritmo mais lento, levaram o jogo para a disputa de penaltis. Pouco antes, Kaká entrou e justificou a pouca confiança de Mourinho em seu futebol, errando simplesmente todas as jogadas na grande chance que teve no ano.

Na hora de decidir, brilhou Neuer. O grande goleiro do Bayern garantiu a classificação com duas defesas e contando com um tiro de meta de Sérgio Ramos. Os bávaros terão a esperada chance de decidir em casa.

Fator preponderante, que coloca os alemães como favoritos para a decisão. Uma pena que os dois times tenham tantos suspensos e jogarão bem desfigurados. Depois do que se viu nas semifinais, porém, é bom não duvidar de Drogba, Ramires e sua turma numa improvável, mas certamente ótima decisão no dia 19.

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Vence o futebol mesmo quando o melhor do mundo perde

Antes de mais nada, é preciso repetir o que foi dito aqui ao exaltar o Chelsea na vitória sobre o Barcelona na semana passada: estratégia perfeita, única possível para derrotar um time que ainda está muito acima da média. Saber se defender, conseguir que todos os jogadores comprem a ideia e transformar a entrada da área numa barreira quase intransponível, é muito difícil. Assim como é difícil manter-se por tanto tempo jogando um futebol de altíssimo nível e sobrando contra adversários muito qualificados.

O empate por 2 a 2 no Camp Nou não faz do Chelsea o melhor time do mundo. Não é "uma vitória do futebol de resultado". Assim como não é "uma derrota do futebol". É o futebol. Simples, com todos os ingredientes que fazem dele um esporte tão apaixonante.

Depois de alguns anos vendo um Barcelona que parecia imbatível e o mais importante, sentia-se imbatível, hoje foi possível notar o time catalão muito distante de sua zona de conforto. Talvez pelas duas derrotas consecutivas que não aconteciam desde 2009. Talvez pela fase individual ruim de quase todos os seus jogadores. A confiança não foi a mesma, a paciência não foi a mesma. Até o estilo, mudou um pouco. Lançamentos para a área em excesso, passes errados acima do comum.

O Chelsea perfeito taticamente emulando a Inter de Milão de Mourinho em 2010 (com Drogba no papel de Eto'o, defendendo como um leão pela esquerda e tentando atacar enquanto teve pernas) mostrou mais uma vez que é possível. E justamente quando o mundo parece perceber que o estupendo time de Guardiola é "vencível", a equipe sentiu o baque.

Um jogo para coroar um estupendo Ramires, autor de um golaço hoje e de uma assistência precisa na primeira partida. Para exaltar um fantástico Drogba, comprometido e decisivo. E para perceber que é impossível contar com John Terry, muito bem expulso após acertar Sánchez sem bola com uma joelhada.

O Chelsea venceu e desfigurado chega à decisão. Mas provou hoje que não é bom negócio duvidar deles.

O Barcelona perdeu a Champions e o Espanhol. O ainda melhor time do mundo, só terá a Copa do Rei nesta temporada em desafio difícil contra o Bilbao. Mas queiram aqueles que torcem pela derrota de um time enorme sem o menor motivo ou não, Guardiola e sua trupe já fazem parte da história. E ainda vão fazer muito pelo futebol. A história continua sendo escrita, como hoje. E eu só tenho a agradecer. Ao Chelsea e ao Barcelona por mais esta grande página do futebol.

Sim amigos, o que se viu hoje no Camp Nou foi futebol.

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Eficiência e erro zero: o único caminho

Vencer o Barcelona é possível, porém muito difícil. É preciso uma estratégia bem definida, eficiência e erro zero. Tudo isto, aliado a uma boa dose de sorte. Parece exagero, mas não é. Assim como não é exagero dizer que a tarde foi perfeita para o Chelsea, que venceu por 1 a 0 no Stamford Bridge e conseguiu vantagem considerável para chegar à decisão da Champions.

A estratégia de Di Matteo ficou clara na escalação. Um 4-1-4-1 que visava entrincheirar o sistema defensivo congestionando a entrada da área e tirando espaços do Barcelona no último terço do campo. O escape seria Ramires, deslocado para a esquerda, saindo em velocidade nas costas de Daniel Alves. O trunfo? O porte físico de Drogba, com óbvia vantagem sobre Puyol e Mascherano, escalados no miolo de zaga do Barcelona.

Estratégia definida, estratégia cumprida à risca. O Barcelona teve mais de 70% de posse de bola, controlou o jogo como de costume e não era ameaçado. Conseguiu criar boas chances principalmente porque Mikel errava o posicionamento saindo para dar o bote em Fábregas e deixando Messi trabalhar onde mais gosta: nas costas do volante, na entrada da área. Aí entrou a dose de "sorte". Sanchez acertou a trave, Cole salvou em cima da linha, Fábregas chutou mal, Cech salvou, Pedro acertou a trave.

Com atuação eficiente na zaga, principalmente graças às ótimas atuações individuais de Cahill e Cole, o Chelsea decidiu na única chance que teve. Lampard roubou de Messi e em rara participação ofensiva deu lançamento perfeito. Estratégia. Ramires em velocidade e passe para Drogba marcar na única finalização correta do Chelsea nos 90 minutos.

Vencer o Barcelona é raro porque atuações impecáveis são raras. Até mesmo por parte do Barcelona. Di Matteo sabe que o caminho é este: precisão. É possível repetir no Camp Nou, mas não será tarefa fácil, como não foi hoje. Assim como os comandados de Guardiola não podem esperar moleza. O experiente e forte Chelsea chega ao fim da temporada pronto demais para decidir.

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Vantagem bávara em confronto aberto

Jogo intenso, pegado e disputado como esperado em Munique. Até mais aberto do que eu esperava. E que terminou com vitória justa e que permite ao Bayern seguir sonhando com a decisão da Champions em casa diante do vencedor de Barcelona e Chelsea.

Sobre a partida em Munique, muitas polêmicas desnecessárias, muito nacionalismo sem sentido e muitos erros inconcebíveis para times que enfrentavam adversários tão fortes.

Mourinho acertou ao não escalar Kaká como titular. Di Maria e Ozil são mais confiáveis e parecem com capacidade física acima do brasileiro para suportar uma partida tão intensa. Inexplicável, porém, ter entrado Granero e não ele na reta final da partida. Naquele momento, de Kaká podia-se esperar uma jogada decisiva.

Errou Mourinho nas mexidas como também errou na escalação. Embora fosse óbvio pensar antes do jogo, Coentrão deu mais uma clara demonstração de que é uma lenda que ele marca melhor do que Marcelo. Se o brasileiro também é ruim na marcação, tem mais poder de recuperação e pode produzir mais à frente. Foi para cima de Coentrão que o Bayern fez suas melhores jogadas e naquele setor saiu o gol da vitória, aos 44 minutos do segundo tempo.

No lado alemão, se Robben não fez grande partida (assim como o apagadíssimo Cristiano Ronaldo, que pouco antes da assistência para Ozil perdeu gol feito), os coadjuvantes chamaram a atenção. Kroos foi perfeito no primeiro tempo, marcando como volante sem a bola e chegando bem à frente sem ela. Na etapa final, cresceram Luiz Gustavo e principalmente Alaba. Isto sem falar no "caneleiro" Super Mário. Um monstro da área, sempre pronto para decidir.

Durante boa parte do confronto bem apitado por Howard Webb (que errou ao deixar Coentrão bater além da conta e não repetir o critério com outros jogadores, exceto com Marcelo que merecia ser expulso por falta dura em Muller no fim da partida), o Bayern foi melhor. Embora tenha trabalhado pouco a bola para controlar o jogo principalmente quando tinha a vantagem, os alemães conseguiram neutralizar bem as jogadas ofensivas do Real e jogaram no campo ofensivo. Levam uma justa vitória para um confronto ainda aberto em Madrid.

A segunda partida promete ser ainda mais intensa e aberta. E o resultado foi o melhor possível para quem espera ver um grande jogo.

Nunca uma vitória deste forte Bayern será surpreendente. E o ainda favorito Real, terá que trabalhar duro para chegar à decisão.

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Menos comparação, mais exaltação

A quarta-feira foi um prato cheio para fãs de futebol. Show do Barcelona de Messi. Show do Santos de Neymar. Um prato cheio também para bate-bocas intermináveis, comparações sem sentido e perda de tempo.

O camisa 10 do Barcelona deu mais uma demonstração de sua genialidade. Fantástico, marcou cinco dos sete gols do Barcelona sobre o Bayern Leverkusen no 7 a 1 que classificou o time para as quartas de final da Champions League. Não foi em campeonato estadual muito menos contra um time fraco (embora há de se destacar a atuação abaixo da crítica do sistema defensivo alemão).

O argentino que não se cansa de bater recordes foi o primeiro a cinco gols em uma única partida na fase "moderna" da Champions. Chegou a 228 gols com a camisa do Barcelona, apenas 7 a menos que César Rodriguez, maior artilheiro do clube na "era profissional". Já são 49 gols na história da Champions, apenas 12 a menos que Raul o maior artilheiro da competição. Nesta temporada, 48 gols em 42 jogos. Na principal competição do continente, 12 em 7 partidas. Números de um monstro.

Mais tarde foi a vez de Neymar. Na Vila Belmiro, deu mais uma demonstração de sua qualidade e maturidade. Comandou o Santos na importante vitória sobre o Internacional por 3 a 1, marcando os três gols. Um de penalti e duas pinturas. O segundo, principalmente, quando arrancou ainda no campo defensivo por 65 metros até estufar as redes de Muriel. Aos 20 anos, Neymar já é protagonista no futebol sul-americano e principal nome da seleção de Mano Menezes.

Terminam os jogos e começam as chatas comparações. Messi, Pelé, Maradona, Neymar. Todas sem sentido, afinal é impossível medir com clareza qual o maior. Injusto comparar Pelé com Messi porque jogaram em épocas muito diferentes. Assim como comparar Neymar com Messi, pois o craque do Santos ainda está um estágio abaixo do rival em termos de maturidade e tempo de jogo.

A besteira em compará-los é tão grande quanto a de querer diminuí-los. Não querer enxergar que Messi é um jogador sem igual e que Neymar é um atacante extraordinário é tapar os olhos para o óbvio.

O meu conselho? Comparem menos e aproveitem mais. Poder acompanhar Messi e Neymar é um privilégio.





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Surpresas e decepções

Vi menos da primeira fase da Champions League do que gostaria. Na verdade, a competição é daquelas que me deixa com vontade de ver todos os jogos. Mas são muitas partidas simultâneas e boa parte em horário comercial.

Foi possível notar que Barcelona e Real Madrid, que sobram na Espanha, sobram também no continente. São os largos favoritos ao título com vantagem astronômica para os demais.

Outros clubes também merecem destaque. O Bayern, líder com ótima campanha no grupo mais difícil da primeira fase, continua maduro e forte. Arsenal, Chelsea, Inter de Milão e Milan chegam aos trancos e barrancos, mas são sempre adversários fortes pela tradição. Napoli e Benfica são outros que podem surpreender, embora não pareçam fortes o suficiente para brigar com os espanhóis.

A grande surpresa desta primeira fase foram as decepções. Os Manchester City e United acabaram apenas com a vaga na Europa League (segunda vez na história do United nos últimos 16 anos). O Porto também. Pior ainda o Borussia, considerado por este que vos escreve um dos mais fortes antes da competição e que sequer conseguiu seguir em competições europeias, ficando na lanterna do grupo.

Por falar em palpites, fui de mal a pior. Atrapalhado pelas surpresas, é verdade. Dos 16 classificados, acertei apenas 9. Destaque negativo para o grupo G, onde consegui errar os dois classificados. Terrível!

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A nova cara do Barcelona e o desafio do Santos

Contra o Milan, o Barcelona jogava para garantir a primeira posição no grupo já que os dois já haviam confirmado a classificação para a próxima fase da Champions. E no duelo contra um adversário forte e experiente, Guardiola voltou a mostrar a nova faceta de um time que se reinventa mas não cansa de encantar.

Sem Piqué, Daniel Alves e Pedro, o técnico do time espanhol voltou a apostar no 3-4-3 que vem aparecendo com frequência nesta temporada. Puyol, Mascherano e Abidal formaram o trio defensivo. Busquets era o volante com Xavi à direita, Keita à esquerda e Thiago na ligação. A principal novidade foi na frente. Fábregas jogou como o "falso nove" para Messi dar velocidade do lado direito e aproveitar as limitações de Zambrotta.

Muda a tática, muda o posicionamento dos jogadores, mantém o estilo. O Barcelona continua sendo o time da marcação adiantada, da posse de bola "irritante", da movimentação extrema. Começou bem, dominou o jogo e abriu o placar em gol contra de Van Bommel após erro de Zambrotta, passe genial de Messi e "assistência" de Abidal (que mesmo como zagueiro, saía com inteligência pela esquerda).

Para tentar uma alternativa ofensiva, o Milan mudou. Boateng adiantou pela direita formando um 4-3-3 e deixando a defesa adversária sem sobra. Resultado: pressão de 10 minutos, gol perdido por Robinho e empate com Ibrahimovic.

Após o gol, o Barcelona também se reorganizou. Com Busquets recuando para a zaga e Messi mais centralizado, formou um inusitado 4-1-3-2 mantendo o padrão. No equilíbrio do jogo, marcou o segundo em penalti inexistente sobre Xavi e manteve a pressão no início do segundo tempo para definir o jogo, quando acabou levando o empate em ótima jogada individual de Boateng (o melhor do Milan). Mas novamente na individualidade de Messi, o Barcelona se colocou à frente: passe genial e gol de Xavi, cada vez com mais liberdade ofensiva e jogando mais perto do gol. Com o 3 a 2, o Barcelona controlou o jogo e tentou colocar velocidade com Pedro e Sánchez, mas acabou garantindo o resultado.

O impressionante é o quanto o Barcelona tem facilidade para mudar taticamente, mantendo os jogadores e o nível. Todos os atletas parecem aptos para fazer qualquer função com a mesma qualidade. Se reinventa para manter a qualidade e impedir o encaixe dos adversários.

O jogo mostrou algo importante para o Santos, que observa o adversário de olho no Mundial. Quando jogou no 4-3-3 contra o 3-4-3 de Guardiola, o Milan deixou o adversário em dificuldade. Pode ser um caminho (já testado por Muricy no Brasileiro) caso o adversário mantenha a tática na competição.

O grande problema será marcar o adversário e principalmente seu principal craque. Sem Adriano, óbvio "cão de guarda" na marcação de Messi, o Santos penará defensivamente. A zaga lenta e um meio-campo que joga e deixa jogar não é o caminho para enfrentar um adversário de tão alto nível. E este é o grande desafio para time e treinador santista.

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Que venha o bom futebol

Embora seja incorreto dizer que a Champions League vai começar, pois o torneio já começou, é justo dizer que a bola rola para valer a partir da fase de grupos. Para esta temporada, o sorteio previa alguns grupos complicados, graças a Borussia Dortmund e Manchester City nos potes 4 e 3 respectivamente, que poderiam desequilibrar os grupos.

Por sorte, poucas grandes forças se enfrentaram. Sorte pois o melhor vai ficar para o final. O que não indica que faltarão grandes jogos já na fase inicial. Confira uma rápida análise dos grupos, como de costume. Em negrito, meu palpite para os classificados.

GRUPO A - Bayern de Munique, Villarreal, Manchester City, Napoli
O grupo não tem nenhum grande candidato ao título. Mas é o mais equilibrado e de difícil prognóstico da primeira fase. Ninguém terá vida fácil e um vacilo pode custar a classificação. O Manchester City é favorito natural, pela potência econômica, para ficar com uma das vagas. A outra, pode ficar com qualquer um dos três. Meu palpite no Napoli é pura torcida. Depois de ficar tanto tempo fora das grandes competições, os italianos merecem sorte melhor.

GRUPO B - Inter de Milão, CSKA, Lille, Trabzonspor
A Inter de Milão ainda com problemas após a saída de Eto'o, deu sorte no sorteio. Em um grupo mais forte, correria riscos. Nestes, deve se classificar sem muitas dificuldades. A segunda vaga fica entre CSKA e Lille. Minha aposta é nos atuais campeões franceses.

GRUPO C - Manchester United, Benfica, Basel, Otelul Galati
Dificilmente o grupo reservará surpresas. Bom para o Manchester ganhar confiança com alguns jovens no elenco. E bom para o Benfica, que contratou bem e promete jogar um ótimo futebol na temporada.

GRUPO D - Real Madrid, Lyon, Ajax, Dinamo Zagreb
Embora tenha encontrado seu grande algoz das últimas temporadas, Mourinho tem motivos para agradecer ao sorteio. Ainda que esteja tentando se reerguer, o Ajax não deverá ser problemas para a classificação principalmente do Real. Com algumas perdas importantes, o Lyon pode ter dificuldades, mas deve se classificar.

GRUPO E - Chelsea, Valência, Bayer Leverkusen, Genk
Apesar do início complicado na temporada, o time de Villas Boas não deve sofrer grandes riscos no grupo. A segunda força é o Valência, embora nunca seja bom desprezar os alemães do Bayer Leverkusen. A briga pela segunda vaga pode ser quente.

GRUPO F - Arsenal, Olympique de Marselha, Olympiacos, Borussia Dortmund
Grande ausência técnica da última Champions, o Borussia deu "sorte" no sorteio. Como estava no pote 4, poderia ter tido um grupo mais complicado. É de longe a grande força do grupo F. O Arsenal seria o candidato à segunda vaga. Mas precisa se reforçar. É preciso saber o que Wenger conseguirá fazer com o dinheiro das vendas de Nasri e Fábregas.

Grupo G - Porto, Shaktar Donetsk, Zenit, Apoel
Tecnicamente, o grupo mais fraco da primeira fase. O Porto, que encantou a todos na última temporada, perdeu o treinador e algumas peças importantes como Falcao Garcia. Embora ainda seja um grande time, deve cair de rendimento na temporada. O Shaktar, time do coração de Mano Menezes, também deve se classificar sem grandes sustos.

GRUPO H - Barcelona, Milan, BATE Borisov, Viktoria Plzen
Os atuais campeões da Espanha e Itália deram sorte no sorteio. Terão um enorme teste contra o outro, mas vão treinar nas partidas seguintes. Melhor ainda para o Milan, que além de se classificar já evita um confronto contra o Barça na próxima fase. O BATE, neste caso, entra apenas para apanhar.

PS: O grande destaque da festa, porém, foi o estilo de Puyol, que compareceu à festa (de gala) de bermuda e camisa do Barcelona. Disse que se sente "mais à vontade" assim. Que fase!

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Indiscutível campeão

Prometo tentar evitar adjetivos para o Barcelona de Guardiola no texto a seguir. Afinal, não existem adjetivos para qualificar o time que coroou mais uma temporada brilhante com uma conquista irretocável e indiscutível. Também porque, todos os adjetivos que se aproximam do time catalão certamente já foram gastos em textos antes e depois da vitória por 3 a 1 sobre o Manchester United que definiu o campeão da Champions League.

Os ingleses fizeram o que podiam. Ferguson manteve o 4-4-1-1 dos melhores momentos na temporada. E começou bem, com marcação adiantada e pressão no campo de defesa do Barcelona. Os 10 primeiros minutos foram de superioridade do Manchester. Só.

Afinal, só uma equipe consegue jogar com as linhas adiantadas pressionando o adversário durante os 90 minutos. E esta equipe é o Barcelona. Que aos poucos se acertou no jogo e exerceu o "irritante" jogo de paciência e posse de bola. Não são simples passes para o lado. É posse de bola efetiva, com troca de posições em busca de um espaço.

Espaço que estava fácil graças ao meio-campo pouco combativo do United. Giggs, ótimo na Champions, destaque nas assistências, não conseguia acompanhar o ritmo do Barcelona. Carrick tinha dificuldades com Iniesta e os meias abertos (principalmente Valência) eram obrigados a fechar para auxiliar na marcação. Assim, abriam espaços dos lados para os laterais do Barcelona (principalmente Daniel Alves). Isto sem falar no buraco entre as linhas de defesa e meio-campo que Messi aproveitava com a genialidade costumeira.

Pedro abriu o placar quando o Barcelona já era infinitamente superior. O Manchester não conseguia ameaçar e sofria, embora tenha achado o empate em passe de Giggs (ligeiramente impedido) para Rooney. E segurou o empate no primeiro tempo.

Mas não conseguiu segurar o adversário na etapa final. Messi em chute mortal da entrada da área igualou o recorde de Nilsterooy na Champions de 2002 (12 gols, média de um por jogo) e chegou a 53 na temporada. Números de um gênio que não deixa motivos para ficar fora da lista de gênios. Messi já é um deles.

Villa em finalização perfeita da entrada da área ainda ampliou a vantagem quando o Manchester já tentava de maneira desordenada agredir o adversário. Gol de quem soube se encaixar no estilo de um time irretocável.

O Barcelona é campeão da Champions pela quarta vez. Bateu o Arsenal (o adversário com o estilo de jogo mais próximo), o Real Madrid (o adversário mais forte) e o Manchester United (o adversário mais experiente e organizado). Irretocável. Indiscutível.

Aos 25 anos, nunca vi nada parecido com o Barcelona de Guardiola. Na organização, na intensidade, na qualidade. Sorte a minha. E de quem mais pode ver este time fazer história. História que ainda parece longe do fim.

PS: Cena inesquecível a da foto acima. Abidal levantando a taça de campeão europeu depois de jogar por 90 minutos. Tudo isto, pouco mais de 30 dias depois de retirar um tumor do fígado. Deste Barcelona inesquecível, sem dúvidas ele foi o grande vencedor.

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Confirmação e afirmação

Classificado para a final da Champions League, o técnico Guardiola foi à Manchester para observar seu adversário na decisão continental. Certamente, não conseguiu tirar muitas conclusões na goleada por 4 a 1 que confirmou a presença do Manchester United em Wembley, no próximo dia 28.

Com a vantagem de ter vencido o primeiro confronto fora de casa por 2 a 0 e de olho no clássico contra o Chelsea no fim-de-semana, decisivo no Campeonato Inglês, Ferguson foi corajoso. Mandou a campo seu time reserva (apenas Van der Sar e Valência começaram jogando nos dois jogos) e mostrou mais uma vez que os ingleses tem elenco e força para brigar pelo troféu.

Sem os principais jogadores, o Manchester nivelou por baixo o duelo contra os alemães, ofensivos taticamente mas sem criatividade para ameaçar a classificação dos Reds. O jogo só esquentou quando Gibson aproveitou vacilo de Jurado e acertou passe perfeito para Valência abrir o placar aos 25.

Pouco depois, outra boa trama ofensiva inglesa e gol de Gibson, após passe de Valência. Com 2 a 0, já não havia preocupação para o Manchester, já que o Schalke precisaria marcar 4 gols para se classificar. O jogo virou um treino, com os dois times soltos e despreocupados. Jurado, diminuiu a vantagem ainda no primeiro tempo.

Na etapa final, o Schalke tentou queimar seus últimos cartuchos. Os alemães foram valentes e buscaram, dentro de suas limitações, surpreender o adversário. Apareceu então a grande atuação de Anderson, o melhor em campo. O brasileiro, jogando mais perto de Berbatov, teve liberdade para jogar como nos melhores momentos no Grêmio. Não decepcionou. Primeiro, exigiu uma grande defesa de Neuer. E quando o Schalke se lançou de qualquer maneira para o ataque, marcou dois gols que definiram o confronto: 4 a 1.

Méritos para Ferguson. Ao longo da temporada, o técnico rodou bem o elenco, dando oportunidade a todos. Assim, teve confiança para escalar o time reserva em um jogo tão importante. Ele sabia que podia contar com seus jogadores e principalmente, que eles estavam em condições de atuar. Desta forma, conseguiu levar seu time à terceira decisão da Champions em quatro anos.

Manchester e Barcelona farão uma grande decisão. De um time experiente e quase perfeito taticamente contra uma equipe lúdica e sensacional. Guardiola não viu o que o Manchester tem de melhor. Mas certamente, sabe que tem muito com o que se preocupar.

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Venceu o melhor

O esperadíssimo Rally dos Clássicos na Espanha chegou ao fim. E embora tenha deixado margens para reclamações e polêmicas, provou a superioridade do Barcelona, grande vencedor do confronto. Ao meu ver, resultados bons para todos: o Real venceu a Copa do Rei e não passou vergonha diante de um time que se aproxima da perfeição técnica e tática.

O último dos quatro jogos foi o melhor. Não pelas chances de gol, raras. Mas pelo futebol em si. Ainda que a violência, as disputas ríspidas e o exagero tenha aparecido como nos outros jogos, aflorando a rivalidade, as duas equipes quiseram jogar desta vez.

Barcelona e Real Madrid já se conheciam sem entrar em campo. Após quatro jogos, ficou evidente o quanto era difícil surpreender o adversário.

Obrigado a vencer e sem Pepe e Sergio Ramos, Mourinho soltou seu time. Kaká ganhou a vaga de Ozil (claramente mal fisicamente e abaixo dos outros jogadores em campo) e Higuaín a de Pepe, com o 4-2-3-1 da histórica goleada por 5 a 0 retornando. A estratégia era tentar roubar a bola no campo de ataque e ganhar velocidade com o trio de meias.

O Barcelona teve o retorno de Iniesta e manteve o padrão de sempre. 64% de posse de bola, trocas de passes incansáveis que devem ser absolutamente irritantes para o adversário. Pela ausência de Pepe, logo a frente da defesa, Messi teve mais espaço desta vez circulando nas costas dos volantes. O argentino foi o principal jogador do primeiro tempo (principalmente na blitz catalã após os 30 minutos iniciais que parou nas mãos de Casillas) e só caiu na etapa final quando o Real abusou das faltas. Só no argentino, foram 11. O Barcelona, no jogo, fez 9 faltas.

Depois de suportar a pressão inicial (e ir para o intervalo sem dar um chute a gol sequer), o Real voltou melhor no segundo tempo. Veio o polêmico gol anulado de Higuaín (há o toque de Cristiano Ronaldo em Mascherano, sem intenção alguma) e logo na sequência o gol de Pedro em mais um passe de cinema de Iniesta.

O time de Mourinho, como em todos os outros três jogos, foi valente. Buscou o empate com Marcelo e teve chances para virar embora tenha ficado na roda em diversos momentos para um adversário sensacional. Em alguns momentos, abusou da violência (Ricardo Carvalho poderia ter sido expulso ainda no primeiro tempo, Adebayor exagerou das faltas quando entrou). Mas mostrou garra e futebol.

O Barcelona está na final. É óbvio favorito, muito provavelmente contra o Manchester United. O que não quer dizer que vencerá, muito menos que será fácil. Mas é um time brilhante, encantador e que provou (mais uma vez) diante do fortíssimo Real suas qualidades.

Que o Real não encare a derrota como vexame. Não foi. O time de Mourinho enfrentou quatro vezes os melhores do planeta. Perdeu uma, venceu outra. Sofreu apenas quatro gols. Desempenho que faz desnecessário tanto chororô.

PS: Justa e maravilhosa a homenagem do Barcelona, torcedores e jogadores a Abidal. Pouco mais de 30 dias depois de vencer um tumor no fígado, o francês entrou em campo nos minutos finais da partida e foi aplaudidíssimo e festejado. Show de bola!

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Crônica de um jogão perdido

Este texto poderia (e deveria) ser apenas mais um apenas sobre futebol. Não é, graças à vida dura de quem só pode acompanhar os jogos da Champions durante o expediente. Caso deste, que vos escreve e que ontem sofreu graças ao terceiro e penúltimo superclássico da série entre Real Madri e Barcelona.

Para quem trabalha em horário comercial com algo não ligado a futebol, a tensão começa no início do dia. O desejo de acelerar o serviço para que nada seja capaz de atrapalhar na hora do jogo.

Quando a bola começou a rolar na Espanha, estava terminando as últimas coisas urgentes. O resto, poderia esperar, afinal era Champions League, era Real x Barça. Assim o fiz.

E pude ver o Real Madrid mais uma vez muito fechado. Mourinho voltou a apostar na marcação forte, principalmente na intermediária, onde flui o jogo catalão. Cristiano Ronaldo mais uma vez parecia ser o único a querer atacar, embora também ajudasse na marcação. Era um time abnegado para defender e pouco ousado para atacar. Em determinado momento, chegou a ter menos de 16% da posse de bola.

O Barcelona tentava superar os importantes desfalques (principalmente o de Iniesta) jogando como sempre. Apesar de mais cuidadoso do que em outras partidas e com suas linhas não tão avançadas como de costume, fazia o jogo de posse de bola e paciência de sempre. Messi, seguido de perto por Pepe e sempre com um zagueiro na sobra não encontrava espaços. E o jogo, apesar de controlado, estava travado.

Equilíbrio enorme de dois times que se conhecem melhor a cada minuto. O jogo foi de poucas chances de gol e truncado em excesso. As jogadas truculentas foram mais presentes do que as belas. As discussões apareceram mais do que os dribles.

Veio o intervalo e fui correndo lanchar e tentar resolver mais algumas coisas do trabalho. Acabei perdendo a confusão que acabou com a expulsão do goleiro reserva do Barcelona, Pinto. Lamentável e coisa que não acontece só no Brasil.

O segundo tempo chegou e o panorama era o mesmo. Equipes pressionando a arbitragem, discussões, entradas duras, pouco futebol. Tudo mudaria quando Pepe usou força desproporcional (para o jogo e tradicional para ele) e derrubou Daniel Alves. O lateral valorizou, o time inteiro do Barcelona pressionou e o luso-brasileiro acabou expulso para revolta de Mourinho. Apesar de achar o lance forte e a expulsão justa, não acho que o árbitro tomaria a decisão não fosse os apelos dos jogadores do Barça.

Neste momento, pensei: "que sorte a minha poder assistir o jogo! Agora sim, teremos futebol". Afinal, com um jogador a mais os espaços que o Barcelona precisavam iriam aparecer. Eis que o telefone toca. Uma voz desconhecida informa que o motoqueiro da empresa acabara de sofrer um acidente. A vida, neste caso, foi mais importante que o jogo e tive que ir.

Não pude ver o show particular de Messi, autor dos dois gols que decidiram o jogo e praticamente definiram a vaga. O Barcelona soube se aproveitar do fato de ter um homem a mais e resolveu o jogo graças ao melhor jogador do planeta.

Muitos falam que o jogo foi ruim e decepcionante. Antes de serem os dois melhores times do planeta, Barcelona e Real Madrid são rivais em campo e fora dele e o jogo valia vaga na decisão do campeonato mais importante do continente. Não dá para esperar sempre o jogo leve e lúdico. As vezes, é preciso brigar.

Ainda falta um jogo. Não dá para duvidar do Real, de Mourinho, de Cristiano Ronaldo. Mas o dilema é enorme: o jogo defensivo que funcionou nas últimas 2 partidas e meia (até Pepe ser expulso) não será suficiente para reverter o placar. O jogo ofensivo, pode gerar outra goleada como no duelo do turno do Campeonato Espanhol. Mourinho sabe disto. Sabe que a melhor forma de atacar o Barça é se defender. Por isto, a classificação está tão perto da Catalunha.

Definição mesmo, porém, só semana que vem. Espero eu, que desta vez sem acidentes.

PS: O motoqueiro recebeu alta do hospital hoje pela manhã e passa bem.

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Para escrever a história

Os próximos 20 dias serão históricos. Históricos e inesquecíveis para todos que gostam de futebol. Barcelona e Real Madrid vão se enfrentar quatro vezes no período. Os dois melhores times do planeta na atualidade terão pela frente encontros decisivos e fundamentais. Vão escrever a história.

Neste sábado, o jogo valerá pelo Campeonato Espanhol. Oito pontos atrás faltando 7 rodadas, o Real precisa vencer a todo custo para seguir sonhando com o título. Na próxima quarta, dia 20, a disputa valerá o título da Copa do Rei. Na sequência, os dois brigarão por uma vaga na final da Champions League.

Ontem o Real Madrid confirmou a vaga nas semifinais (o Barcelona já havia se classificado um dia antes, ao vencer o Shaktar por 6 a 1 no placar agregado). O time madrilenho voltou a vencer o Tottenham, desta vez por 1 a 0 e também não teve dificuldades para passar de fase (5 a 0 no agregado).

Mourinho poupou Dí Maria (pendurado) mas mandou a campo força máxima mesmo com a classificação já encaminhada. Assim como Guardiola, não quis saber de descansar seus principais jogadores para o primeiro superclássico. Marcelo foi deslocado para a meia esquerda, com Arbeloa ganhando a vaga do argentino. Já o Tottenham, manteve o 4-4-1-1 padrão para tentar uma goleada improvável contra um adversário mais forte.

Os donos da casa começaram a partida atacando. Principalmente pelo lado esquerdo, onde o ótimo Bale não dava paz para Sérgio Ramos. O Tottenham jogava e deixava jogar, mas o Real não parecia interessado em jogar e se confundia no setor ofensivo com Ozil e Cristiano Ronaldo muito próximos um do outro.

Sempre pela esquerda, o Tottenham criou nos minutos iniciais. Teve algumas boas chances, preferiu tentar cavar o penalti em outras. Mas o tempo passou sem gols e o time se desanimou até o jogo ficar monótono e com poucas chances.

Na etapa final, a tendência era a mesma. E o jogo com cara de zero a zero só terminou com vitória do Real porque Gomes falhou feio em chute despretensioso de Cristiano Ronaldo da entrada da área. Gol que melhorou os números do português e apimentou ainda mais o duelo particular com o craque Messi.

Barcelona e Real Madrid farão grandes jogos. É impossível prever o que pode acontecer. Sinceramente, espero que os dois possam ficar com alguma fatia do bolo. A hora de escrever a história chegou. E seria injusto demais que dois baita times não consigam escrever seu nome com títulos.

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As panelas velhas e o "arroz com feijão" do United

Mais uma atuação segura e precisa. Foi o suficiente para o Manchester United vencer o Chelsea pela segunda vez e garantir vaga nas semifinais da Champions League (provavelmente contra o Schalke, que goleou a Inter no primeiro jogo na Itália).

Alex Ferguson manteve o 4-4-1-1 dos jogos decisivos na temporada. O jovem Chicarito ganhou a vaga de titular no ataque, com Rooney fazendo a transição. Já o Chelsea, entrou com mudanças táticas e uma surpresa: a manutenção do inofensivo Torres (11 jogos e nenhum gol pelos Blues) com Drogba ficando no banco de reservas.

Bem organizado num 4-3-2-1 que privilegiava o toque de bola no meio-campo, o Chelsea começou melhor o jogo. Principalmente pelo lado direito, onde Ramires fazia partida acima da média e Anelka também aparecia bem. Com quase 60% da posse de bola, o time de Ancelotti foi superior e criou pelo menos três boas chances de gol não aproveitadas.

Aos poucos o Manchester percebeu o jogo e se tranquilizou. Adiantou as linhas (com Nani e Park se aproximando de Rooney num quase 4-2-3-1) passou a controlar a bola e diminuiu os riscos. Até que no fim da etapa inicial, Giggs fez boa jogada pela esquerda e aproveitou falha da marcação para deixar Hernández com o gol vazio (18º gol do mexicano na temporada).

Com 2 a 0 no placar agregado, o Chelsea se viu obrigado a mudar. Drogba assumiu o posto que deveria ter sido dele desde o minuto inicial e o time voltou a melhorar na partida. Pouco depois saiu Anelka, cansado, para a entrada de Kalou. Ancelotti queria passar o time para o 4-3-3, adiantando Malouda, mas teve que rever seus planos após a expulsão de Ramires (ao meu ver exagerada) aos 25 minutos.

Com um jogador a mais, o Manchester passou a tocar a bola esperando o tempo passar. Perdeu a oportunidade de matar o jogo e levou um susto quando descuidou de Drogba. Lançamento de Essien e gol do atacante (o melhor do Chelsea nos dois confrontos). O empate traria drama para os minutos finais não fosse o tento marcado logo em seguida por Park, em outro descuido da defesa e outro passe de Giggs.

O Manchester foi pressionado em grande parte do confronto. Mas teve na ótima atuação de Van der Sar a segurança defensiva que garantiu o bom resultado. Aos 40 anos, o goleiro promete encerrar a carreira no fim da temporada. No auge, deixará saudades.

O Manchester soube decidir o confronto nos momentos mais difíceis. Os três gols marcados sobre o Chelsea, saíram em jogadas de Giggs. Aos 37 anos, pelo lado esquerdo ou pelo meio, o jogador controla o jogo do United e tem experiência fundamental no jogo dos Reds.

10 jogos, 7 vitórias e 3 empates. Se fez apenas 12 gols, compensou sofrendo só três. Com suas panelas velhas, Ferguson não faz um banquete como o Barcelona. Mas o "feijão com arroz" já levou o Manchester às semifinais. E não aconselho duvidarem que o chef pode ainda mais.

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Detalhes iniciais e decisivos

Todos os números indicam um massacre. O Real Madrid que goleou o Tottenham por 4 a 0, teve mais de 60% da posse de bola e finalizou incríveis 35 bolas no gol de Gomes, que fez pelo menos 5 boas defesas. Foram ainda 9 escanteios e outras 10 tentativas de finalização que foram bloqueadas antes de chegar ao alvo.

Diversos foram os fatores que contribuíram para a vitória teoricamente fácil e que deixou muito bem encaminhada a classificação merengue às semifinais da Champions League. A maioria deles, ainda nos minutos iniciais.

Sem Lennon, vetado minutos antes do jogo, o Tottenham inverteu o lado de seu principal jogador (e jogada). Bale passou ao lado direito e desorganizou o setor mais forte do time inglês. Para piorar, o Real conseguiu o que queria: um gol no início. Aos 4 minutos, Adebayor aproveitou cochilo da defesa para marcar de cabeça. Gol que trouxe tranquilidade, tirou a pressão da equipe de Mourinho e fez a torcida passar a jogar junto. Para piorar, Crouch, absolutamente perdido, foi expulso por fazer duas faltas bobas no meio-campo aos 15 minutos.

Com a vantagem numérica e no marcador, o Real Madrid assumiu as rédeas e o controle do jogo. Tinha a posse da bola e conseguia criar boas chances, quase sempre com as incursões de Cristiano Ronaldo, saindo da esquerda para o centro. Faltava acerto no último passe e capricho nas finalizações. Com Bale voltando ao lado esquerdo inglês, Marcelo encontrou muito espaço para atacar no corredor aberto por Cristiano Ronaldo e novamente foi figura importante do Real.

Os gols merengues demoraram a sair e o Tottenham chegou a mostrar porque é um dos melhores times do Campeonato Inglês e faz boa campanha na Champions. Com Bale e Van der Vaart, quase surpreendeu os espanhóis em duas oportunidades ainda no primeiro tempo.

Só na etapa final o Real conseguiu definir de vez o jogo. Com Khedira com bastante liberdade (com o time chegando a se configurar num 4-1-4-1 com linhas avançadas e extremamente ofensivo em alguns momentos) os meias conseguiram trocar mais passes e participar muito do jogo. Adebayor novamente (décimo gol dele em 15 jogos contra os Spurs, uma sina), Di María e Cristiano Ronaldo configuraram o placar que torna praticamente irreversível a situação no duelo.

O Real Madrid tem um baita time. É moderno e eficiente. Tem força, velocidade e plástica. Sabe atacar e se defender. Não fosse o Barcelona (ainda mais lúdico e impressionante), tinha tudo para conquistar tudo até com certa facilidade. Bom para quem gosta de futebol, que não só tem a oportunidade de ver dois grandes times como devem vê-los se enfrentar 4 vezes em jogos decisivos nas próximas semanas. Privilégio.

PS: Não vi o outro jogo. A goleada do Schalke sobre a Inter foi surpreendente e impressionante. A goleada para o Milan no fim-de-semana deixou marcas óbvias no time de Leonardo, que precisará mostrar serviço para se manter no cargo. Outro confronto praticamente definido, embora a Inter tenha time e condições para buscar um resultado que parece impossível.

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De olhos nas semis

Dificilmente o sorteio das quartas-de-final da Champions League poderia ser melhor. Se teremos confrontos interessantes nesta fase, o melhor ficou para o final. Na Europa, ficou a certeza de semifinais eletrizantes. Vamos aos confrontos e palpites (jogos de ida 05 e 06 de abril, de volta 12 e 13 de abril):

Atual campeã, a Inter de Milão tem o confronto mais fácil. Das grandes equipes, é a mais desajustada e dificilmente bateria um rival forte nesta fase. Leonardo e sua equipe tiveram sorte no sorteio, que os colocou frente a frente com o Schalke 04, o mais fraco dos times do sorteio. Aliás, é surpreendente como chegaram longe os alemães, repletos de problemas e com dificuldades no Campeonato Alemão. Só uma zebra enorme tira os italianos da semifinal.

Quem passar deste confronto enfrentará um inglês. Chelsea e Manchester United fazem o melhor duelo das quartas-de-final. O único jogo sem favorito óbvio e com resultado extremamente imprevisível. Se o Manchester sobra no Campeonato Inglês, o Chelsea tem um time forte e copeiro, com ótimo poder de decisão. É difícil apostar num favorito no duelo, embora algo me diga que os Blues seguirão em frente (vale lembrar que o Manchester anda sofrendo com uma enorme onda de lesões).

Do outro lado da chave, estão os dois gigantes espanhóis. Por sorte, ambos só ficarão a frente nas semifinais (claro, se passarem de fase).

O Barcelona enfrenta o Shaktar Donetsk. Apesar do bom futebol desenvolvido pelos ucranianos e pelo fato de poderem decidir em casa (onde são muito fortes), é impossível imaginá-los fazendo frente ao time de Guardiola - apesar do recente sufoco do Barça para vencê-los na Supercopa da Europa. O espírito ofensivo do Shaktar pode surpreender e assim como contra o Arsenal, a tendência é um jogo aberto e bonito. Mas não dá para imaginar o Barcelona fora da próxima fase.

Já o Real Madrid, encara o forte Tottenham, que eliminou o Milan. Com a chance de decidir em casa e com o retorno de Bale, é impossível não considerar as chances do time inglês neste que deve ser o segundo confronto mais equilibrado das quartas. Ainda assim, o time de José Mourinho é favorito, pelo ótimo desempenho ofensivo sem perder qualidade na defesa.

Desenha-se uma "overdose" de superclássicos espanhóis para os próximos meses. Serão quatro, caso a lógica aconteça na Champions. Dois pelas semifinais continentais, a final da Copa do Rei e o segundo confronto no Espanhol. Ótimo para quem gosta de futebol. Emoção de sobra.

E há quem goste de Campeonato Estadual...

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Fim do trauma e goleada imponente

Seis eliminações consecutivas nas oitavas-de-final da Champions League. Suficiente para causar tensão no Santiago Bernabeu, onde o Real Madrid enfrentou o Lyon ontem. Pouco para parar o time de José Mourinho, que deu mais uma demonstração de força, batendo os franceses por 3 a 0 e finalmente voltando às quartas-de-final do torneio mais importante do continente.

Com os dois times espelhados no 4-2-3-1, o jogo começou corrido e franco. Os times encontravam espaço pelos lados e forçavam o jogo pela esquerda. No Real Madrid, Ozil encostava em Cristiano Ronaldo. No Lyon, Lisandro López tirava Pepe da área e jogava perto de Delgado.

Destas combinações saíam as melhores jogadas dos dois times nos primeiros 30 minutos. Aos poucos porém, as marcações encaixaram. No Real, com Khedira ajudando Sérgio Ramos. No Lyon com Toulalan engolindo Ozil.

Era preciso um algo mais, um movimento diferente. E o Real Madrid foi quem percebeu primeiro. Marcelo se soltou no ataque e não era seguido por Briand. Com um homem a mais no setor, os espanhóis encontraram espaço. Até que o lateral esquerdo fez boa tabela com Cristiano Ronaldo, driblou dois zagueiros e abriu o placar.

Depois do intervalo, com Gomis na vaga de Briand, o Lyon tentava aumentar o ímpeto ofensivo. Mas acabou agravando o problema de marcação pelo setor direito de sua defesa. Se Briand raramente acompanhava Marcelo, Lisandro López (que passou a jogar aberto no setor, com Gomis enfiado) o fazia menos ainda.

E foi pelo lado esquerdo que o Real seguiu atacando, controlando o jogo e posteriormente, definiu a classificação. Primeiro com passe de Marcelo para o iluminado Benzema. Depois com arrancada de Ozil que deixou Di Maria livre. 3 a 0, sem traumas e classificação garantida.

O Real tem um baita time. Tem equilíbrio e força ofensiva. Vários jogadores em condições de decidir. Um banco de reservas que parece mais encorpado a cada rodada. É candidatíssimo ao título da Champions, que Mourinho sabe conquistar como poucos. E se este time não entrar de vez para a história, haverá apenas um culpado. E ele atende pelo nome de Barcelona.

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O futebol só tem a agradecer

Se no mundo do futebol competitivo e de força física ainda existem times que dão valor ao espetáculo e à qualidade técnica, estes são Arsenal e Barcelona. Por sorte de quem ama o esporte e para o azar da competição, os dois se encontraram nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Cedo demais.

No confronto do Emirates Stadium, era de se imaginar um jogo de bom toque de bola, de qualidade e velocidade. Não foi diferente. Mesmo que ambos os times não tenham jogado tudo o que são capazes, o duelo foi de encher os olhos e de empolgar quem gosta de futebol.

Para bater o Barcelona atualmente só há uma alternativa: jogar. Mesmo assim, é preciso atenção a todos os detalhes. O time espanhol dificilmente erra. Mantém a posse de bola (69% na primeira etapa, ontem), recompõe a defesa com velocidade assustadora e é brilhante no ataque. Por isto, fechar-se na defesa é algo que dificilmente vai funcionar. Uma hora, o gol acaba saindo.

O Arsenal começou com a marcação adiantada, tentando surpreender. Foi melhor nos primeiros 15 minutos. Mas pecava por adiantar muito a defesa que jogava em linha. Lampejo de Messi, que novamente como "falso nove" abriu espaço para os pontas, passe para Villa entre os zagueiros e gol espanhol. O gol assustou os donos da casa. E o Barcelona fez o que sabe. Tocou a bola com maestria, controlando o jogo.

A partida mudou no segundo tempo graças às ótimas mexidas de Arsene Wenger. Arshavin entrou para diminuir os espaços e complicar as costas de Daniel Alves (em dia pouco inspirado). Fábregas, recuado para jogar ao lado de Wilshere, deu qualidade irretocável à saída de bola dos ingleses. O Arsenal martelou até empatar com Van Persie (em chute forte, mas com colaboração de Valdez).

Com Keita no lugar de Villa, o Barcelona tentou seguir buscando o jogo mas sentiu a ausência de seu atacante. Iniesta faz bem a função de ponta esquerda, mas não tem a mesma movimentação do atacante e busca pouco as diagonais. Esperto, o Arsenal soube esperar o momento exato para dar o bote. Contra-ataque perfeito, de manual. Nasri em velocidade pela direita, levantou a cabeça e enxergou Arshavin entrando do lado oposto. Gol e virada histórica.

O Barcelona não é invencível, óbvio. O Arsenal provou isto conseguindo um resultado brilhante e uma vitória que dá moral. Os espanhóis seguem favoritos no confronto. No Camp Nou, os ingleses vão precisar jogar também, e principalmente, acertar e matar o jogo quando tiver oportunidade.

Certeza, apenas que teremos mais um belo jogo de futebol. Tanto ao Barcelona quanto ao Arsenal, o mundo do futebol só deve agradecer.

Muito pouco para o continente

O Milan, que lidera a Série A na Itália com três pontos de vantagem para o segundo colocado (Napoli) é uma prova da decadência do futebol no país da bota. Por lá, mesmo que aos trancos e barrancos em grande parte da temporada, o time vai vencendo, somando pontos e é o principal candidato ao título (apesar da crescente da Inter desde que Leonardo assumiu o comando técnico).

Ontem, o time deu mais uma prova de que sonhar com mais do que conquistar a Itália é utópico com o que tem à disposição. Foi derrotado, em casa, pelo Tottenham por 1 a 0 e ficou distante da classificação para as quartas-de-final da Champions League. O retrospecto recente mostra não só a fraqueza do futebol italiano em relação à hoje principal liga européia como também o quão difícil será a missão do Milan em White Hart Lane: nas últimas cinco partidas contra equipes inglesas, foram quatro derrotas e um empate.

Em Milão, as duas equipes entraram em campo com desfalques importantes. Allegri mais uma vez teve que apostar em Thiago Silva como volante, por falta de opção. O meio-campo também era o principal problema do Tottenham, que não tinha Bale, o principal jogador da equipe na temporada.

No primeiro tempo, os ingleses foram melhores. Seedorf, apagado, foi engolido por Sandro que conseguia desarmar e ainda participar das ações ofensivas dos ingleses. Lennon e Pienaar levavam vantagem sobre os limitados e lentos laterais do Milan. E Thiago Silva encontrou dificuldades no posicionamento graças à boa movimentação de Van der Vaart, aparecendo ora como atacante, ora como meia.

No intervalo, com a entrada de Pato na vaga de Seedorf, o Milan reencontrou fôlego para atacar. Melhorou a movimentação ofensiva e obrigou os ingleses a recuarem. Esboçou pressão, principalmente nas bolas paradas com aproveitamento de Yepes, que parou em duas incríveis defesas de Gomes.

Depois de 15 minutos de pressão, o Milan seguiu tendo a bola mas não tinha qualidade para criar algo diferente. Com o Tottenham fechado, a equipe rossonera tocava na intermediária ofensiva sem alguém capaz de fazer algo diferente e colocar alguém na cara do gol. O nervosismo aumentava e o time se perdia na arbitragem passiva e péssima de Sthépane Lannoy (o mesmo de Brasil e Costa do Marfim na Copa), que deixou de expulsar Flamini por entrada criminosa em Corluka e ainda assistiu Gattuso distribuir pontapés e tapas se tomar atitude alguma.

A pressão pela necessidade da vitória crescia e o Milan se abria. Até que Ibrahimovic errou passe no ataque e Lennon puxou contra-ataque rápido e mortal, como no manual, passando por Yepes com facilidade e deixando o gol praticamente vazio para o gigante Crouch sacramentar a justa vitória do Tottenham.

Os ingleses, perto da vaga, fizeram partida corretíssima tática e tecnicamente. Não foi brilhante, mas soube vencer suas limitações e aproveitar os espaços que o jogo permitiu. Foi ofensivo quando tinha que ser, defensivo quando foi necessário e rápido para matar o jogo.

Já o Milan, escancara mais uma vez seus problemas: falta renovação no sistema defensivo, principalmente nas laterais. E principalmente, mais qualidade ao meio-campo, que tem bons volantes mas não tem nenhum meia capaz de ditar o ritmo e fazer a equipe jogar. Um bom trio ofensivo pode ser suficiente para a Itália. Mas é muito pouco para o continente.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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