Pretendia fazer dois posts separados sobre os assuntos. Afinal, eles mereciam. Mas como passei a manhã sem internet, resolvi uni-los em um só. Afinal, falam mais ou menos sobre a mesma coisa. Ídolos. Aqueles do passado (que também são do presente) e que se eternizam. E aqueles, candidatos, que precisam de espaço e de escolhas certas para de fato, tornarem-se.

O primeiro caso é o de Marcos. O goleiro completou ontem 500 jogos com a camisa do Palmeiras. Marca de dar inveja aos jogadores que trocam de clube duas vezes por ano nos tempo modernos. Marcos é uma raridade e um baita exemplo. Um jogador líder, sem papas na língua e sem discursos prontos. Imprevisível, na acepção da palavra.
Marcos ganhou muita coisa na carreira. Foi titular e decisivo na seleção brasileira, campeã mundial em 2002. E mesmo quando estava no auge da carreira, resolveu ficar no Palmeiras e disputar com o clube a Série B. E mesmo depois de tanta história, ainda sofre nas derrotas e comemora as vitórias como um garoto.
Foi assim ontem. Nada mais justo do que uma vitória épica quando o jogador completava os 500 jogos. Uma improvável virada sobre o Vitória, na Sul-Americana. Depois de perder o primeiro jogo por 2 a 0, e cheio de desfalques, o time conseguiu o 3 a 0 com o último gol saindo no finalzinho da partida. Não entrarei em detalhes do jogo pois, a esta altura, todos já assistiram os gols e leram bastante a respeito.

Quem também deu um largo passo para entrar no hall dos ídolos ontem foi Neymar. O garoto rejeitou a proposta milionária do Chelsea e disse que ficará no Santos. Uma escolha precisa e perfeita. Neymar ainda é muito jovem, tem muito a evoluir por aqui e tempo de sobra para ganhar dinheiro no exterior.
O Santos investiu pesado para manter um jogador. Dá uma clara demonstração de que está disposto a mudar muitas coisas no futebol brasileiro. Aliás, Luís Álvaro Oliveira vai fazendo um trabalho digno de livro no clube paulista.
Antes de mais nada, quero deixar claro que, do ponto de vista do clube, acho a decisão extremamente perigosa. Não são raros os casos de jogadores que não foram vendidos no auge e depois renderam pouco ou nenhum dinheiro para o clube. Neymar pode ser mais um, por mais que hoje pareça improvável.
De toda forma, a notícia é ótima para o futebol brasileiro que ganha a qualidade de um "quase-ídolo" que tem tudo para se eternizar nos próximos anos.
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