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SMCCB - Atacantes

O ataque é a posição com maior rotatividade na Seleção Marcação Cerrada. Ainda não há um "bi-campeão". Entre os que já apareceram, a maioria não disputou o Campeonato Brasileiro de 2011. Mas Borges, Keirrison, Adriano e Neymar tiveram a chance de serem os primeiros a aparecerem pela segunda vez.

Confira quem acabou indicado e vote:

Borges (Santos) - O faro de gol de sempre. Foi artilheiro da competição. Em 2008, esteve na Seleção jogando pelo São Paulo.

Deivid (Flamengo) - Muito questionado, venceu a desconfiança com gols. Fez 15 e foi o terceiro artilheiro da competição.

Fred (Fluminense) - Cresceu na reta final marcando gols decisivos para o Fluminense. Foi vice-artilheiro do Campeonato.

Júlio César (Figueirense) - Grata surpresa ofensiva do Brasileirão. O atacante mostrou qualidade e fez gols fundamentais na boa campanha do Figueira.

Leandro Damião (Internacional) - Uma pena a grave lesão em seu melhor momento no ano. Mas fez golaço e esteve perto de se firmar no time de Mano Menezes.

Liédson (Corinthians) - Atrapalhado pela forma física, não conseguiu render mais. Mas fez 12 gols, boa parte deles decisivos para o título do Corinthians.

Loco Abreu (Botafogo) - Experiente e decisivo. Marcou gols importantes, deu declarações importantes e mais uma vez foi o principal nome do Botafogo.

Neymar (Santos) - Jogou menos, mas jogou muito. Golaços, dribles fantásticos, jogadas decisivas. O astro do Santos torna-se cada vez mais do mundo. Estava na Seleção 2010.

Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) - Decisivo para o Flamengo com gols e passes. Caiu na reta final, mas teve bom retorno ao futebol brasileiro.

William (Avaí) - O único que se salvou na desastrosa campanha do Avaí. Fez 14 gols e conseguiu chamar alguma atenção no time que acabou rebaixado.


Quem foram os dois melhores atacantes do Campeonato Brasileiro?

Borges (Santos)

Deivid (Flamengo)

Fred (Fluminense)

Júlio César (Figueirense)

Leandro Damião (Internacional)

Liédson (Corinthians)

Loco Abreu (Botafogo)

Neymar (Santos)

Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)

William (Avaí)













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O que faz a diferença

Não há como negar que o Campeonato Brasileiro é equilibrado. São raras as goleadas. Quando elas acontecem, normalmente são graças à uma série de fatores. Aquele que goleia, pode ser goleado na rodada seguinte. Existem alguns elencos mais fortes, outros mais fracos, mas o equilíbrio é evidente. O que faz então, times como Vasco, Corinthians e Botafogo andarem na frente e outros como Atlético-PR, Avaí e América andarem tão atrás? Aquele jogador que faz a diferença.

Grêmio e Botafogo não fizeram um bom jogo no Olímpico. Equilibrado, disputado, mas com poucas emoções. Durante todos os 90 minutos, os donos da casa tiveram a iniciativa, com posse de bola ofensiva. Mas conseguiram criar pouco. A bola rodava e o jogo não encaixava. Faltava o passe diferente, a jogada inesperada.

O Botafogo também não foi bem. Com a marcação muito recuada, o time tinha dificuldades de saída. Abusou das bolas longas, desperdiçando o que tem de melhor: o meio-campo qualificado. Elkeson e Maicosuel participaram pouco da partida e os atacantes ficaram em constante desvantagem contra a defesa. Tanto é, que a primeira finalização do Botafogo na partida só veio aos 39 minutos do primeiro tempo e Herrera jogou muito longe do gol.

No panorama de equilíbrio e pouca inspiração que parecia encaminhar o jogo para o empate sem gols, veio o lance decisivo. Maicosuel recebeu boa bola, limpou a marcação e acertou passe perfeito. Loco Abreu, bem posicionado, definiu. Uma jogada trabalhada. Um gol. Três pontos.

O Botafogo está na briga pelo título. É terceiro colocado e embora tenha muitas dificuldades quando joga fora de casa, não deixa de somar pontos. E do meio para frente, é cheio de jogadores diferentes. Aqueles, capazes de decidir. A jogada que levará três pontos para General Severiano pode vir de um lance isolado de Elkeson. Ou em uma bola parada de Renato. Em uma arrancada de Maicosuel. Ou no faro de gol de Loco Abreu.

E isto faz toda a diferença...

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De fato, G-4

Santos e Botafogo tem dois dos times mais ofensivos do Campeonato Brasileiro. Ambos estavam no fim do primeiro turno entre os cinco times que mais balançaram as redes. A expectativa, portanto, era de um jogo ofensivo e cheio de gols no Pacaembu. Não aconteceu.

Primeiro porque o Botafogo, do maduro Joel Santana, também amadurece como time. Cada vez mais, o Botafogo se mostra consciente de quando deve atacar e quando deve defender. E ontem, o time entrou em campo disposto a eliminar as melhores jogadas do Santos. Com três volantes no meio e laterais que pouco apoiavam, o time anulou boa parte das chegadas do adversário.

Boa parte mas não todas. Na qualidade individual, o Santos até conseguiu criar alguma coisa. A maioria, quando a bola passava pelos pés de Neymar. Mas aí, o time parou na ótima atuação de Jéfferson (mais uma). Keirrison, jogando muito no meio dos zagueiros, de costas para o gol, voltou a fazer uma atuação sem brilho. E o 0 a 0 acabou sendo o placar no fim da etapa inicial.

No segundo tempo, o Santos voltou com Mádson para tentar ter velocidade e jogada pelos lados como alternativa para furar a defesa do Botafogo. O time tinha a bola, mas não chegava. E de tanto martelar, acabou cansando e cedendo ao empate. Que aliás, parecia o resultado óbvio no fim do jogo quando o surpreendente Loco Abreu conseguiu uma jogada espetacular dentro da área e marcou o gol da vitória dos cariocas.

O 1 a 0 pareceu um castigo num jogo que não merecia gols. O Botafogo entrou mais disposto a defender do que atacar e o Santos sentiu muito a falta de Ganso, principalmente porque Marquinhos teve atuação apagada, muito bem marcado.

O resultado coloca o Botafogo na terceira posição e mostra que maturidade e bom elenco vão levar o time a uma bela campanha. Dá para chegar com o que tem em mãos. Basta jogar como ontem: sabendo quando se expor e quando definir.

Santos e Inter (ainda com um jogo a menos) saem do G-4. Que volta a ser G-4, com Fluminense, Corinthians, Botafogo e Cruzeiro. De toda forma, é bom encarar que os seis primeiros tem tudo para ir à Libertdores. Apesar das derrotas na rodada, Internacional e Santos dificilmente deixarão o pelotão de frente.

Justo e improvável

Antes de começar o Campeonato Carioca de 2010, ninguém (mesmo os torcedores do Botafogo) confiavam muito que o Botafogo pudesse ser campeão. Era e continua sendo inegável, que o elenco do Botafogo é o mais fraco entre os quatro grandes do Rio. A teoria ficava ainda mais fácil de ser defendida na terceira rodada, quando o clube ficou em frangalhos após a derrota por 6 a 0 para o Vasco.

Mas em um Campeonato cheio de adversários abaixo da crítica e de tiro curto, não é elenco que chega ao título. É alma, coração. E o Botafogo fez isto quando tomou a decisão mais acertada do futebol brasileiro até aqui em 2010: contratar Joel Santana.

Se o papai não é um treinador brilhante, e nunca foi, tem uma estrela incrível. E um astral que poucos técnicos brasileiros tem. Num mundo cheio de marra e de "complicações" a simplicidade de Joel era tudo que o Botafogo precisava para chegar ao título estadual.

Título incontestável, que veio com uma vitória sobre o rival Flamengo ontem que deixa muitos problemas do alvi-negro para trás. Acabou a onda de se apequenar diante do Fla. Acabou a história de vice. O Botafogo grandioso e glorioso finalmente está de volta.

Ontem, uma vitória com a cara do que fez o Botafogo na competição. Sofrida, mas com muita luta e eficiência. Eficiência que começa lá atrás com o decisivo Jéfferson. E que termina lá na frente, com uma dupla de ataque que está longe de ser ótima tecnicamente. Mas que fez o Botafogo deixar para trás a cara apática que tinha nos tempos de Juninho, Lucio Flávio e cia.

O título estadual é justo e vale muito a festa do torcedor botafoguense. Só não pode apagar e fazer com que o time se esqueça do que vem pela frente. É preciso reforçar e muito o elenco para o Brasileirão. Só coração não vai ganhar uma competição longa e de nível técnico muito mais apurado.

Mas fica a certeza de que o clube está no caminho certo. E de que a alma vencedora e o fato de ter finalmente perdido o medo de perder, podem levar o Botafogo de volta ao posto que merece no futebol nacional.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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