Na quarta-feira o texto neste blog dizia que o trio de arbitragem esteve mais perto de parar o líder Atlético-MG que o Santos. Não conseguiu, mesmo anulando dois gols legais dos mineiros. As reclamações eram justas, embora sempre soem exageradas por motivo que explicarei no fim deste post. Hoje, o erro crucial mudou de lado. Eram 42 minutos do segundo tempo quando Fred recebeu em condição legal e teve gol mal anulado pelo árbitro no Engenhão.
O jogo era entre o líder e o terceiro colocado. O primeiro grande desafio do Galo, fora de casa diante de um adversário forte. O Fluminense com Deco e Fred também sabia que o jogo seria complicado. E a postura dos dois times foi digna de uma das várias decisões que o Campeonato Brasileiro proporciona neste formato.
O início nervoso do Atlético deu espaços para o Fluminense trabalhar no meio-campo com Thiago Neves circulando sem marcação do lado esquerdo, nas costas de Marcos Rocha. Os mineiros reclamavam demais da arbitragem, não se concentravam no jogo e não jogavam. Aos poucos, porém, Cuca deslocou Leandro Donizete para fazer a marcação no setor, o time encaixou e melhorou. Tinha menos a bola, mas não corria riscos e conseguia chegar bem mais uma vez nas bolas longas para Jô, que costumeiramente levava vantagem.
O panorama do jogo só mudava quando a bola chegava à Wellington Nem. No mano a mano com Júnior César, o atacante ganhou todos os lances. Mas não conseguia dar sequência por não encontrar companheiros na mesma sintonia. Deco foi muito bem marcado, Thiago Neves jogou mal e Fred levou vantagem poucas vezes sobre a dura e boa marcação de Leonardo Silva.
Equilibrado, o jogo mudou quando os técnicos precisaram mudar. Cuca trocou Danilinho e Bernard por Guilherme e Escudero. Não ficou com um time pior em campo. Mas perdeu características fundamentais para o sucesso do líder até aqui: a rápida recomposição e a bola longa pelos lados para contra-atacar. O Atlético não chegava mais e permitiu a Abel Braga ousar com Marcos Júnior e Wágner no time. A pressão era grande quando o lance decisivo foi mal interpretado pela arbitragem.
O empate foi bom para o Atlético que manteve a liderança e a vantagem para o segundo colocado. Mais do que isto, mostrou que pode enfrentar qualquer adversário na competição. Mostrou força, conjunto, qualidade. E "sorte", pois o erro a favor veio num jogo em que era fundamental somar pontos. O Fluminense deixa escapar a chance de encostar na briga pela primeira posição em jogo em que foi melhor, mas que sofreu com a partida apagada de peças importantes.
Sobre a reclamação, é sempre a mesma coisa. Quem tem o erro contra, chora. Quem tem a favor, se cala. Enquanto a postura não mudar, a arbitragem seguirá errando. Cada hora para um. Cada hora contra um. O silêncio de hoje, é o "mimimi" de amanhã. Serve como muleta e parece ser mais simples do que cobrar uma solução definitiva e a melhora na preparação dos árbitros. Enquanto a postura do favorecido não mudar, nada vai mudar.
É uma pena quando o assunto principal de um jogo de futebol é o trio de arbitragem. No Brasil, infelimente acontece com frequência. Foi assim no duelo entre Bahia e Atlético-MG. Que terminou empatado em tudo, inclusive nos erros toscos da arbitragem.
O Bahia bancou a multa para escalar Jóbson. De fato, o ex-jogador de Atlético e Botafogo é fundamental em um elenco que carece de opções. E em um time em construção como o Bahia, ter alguém que pode decidir em um lance é fundamental. Mesmo que o atacante não tenha passado nem perto disto no último domingo.
No Galo, Dorival teve desfalques importantes. Patric mostrou na ausência o quanto é importante. Sem ele, o time segue com problemas defensivos pelo lado direito, mas perde muito em potencial ofensivo. Felipe Soutto também foi ausência sentida. É fundamental na proteção à frente da defesa e dá toque de qualidade à saída de bola.
Com dois times com tantos problemas, não dava para esperar um bom jogo. O primeiro tempo foi equilibrado, com poucas chances de gols e times com estratégias parecidas.
O Bahia no 4-3-3, apostava em Jóbson nas costas de Rafael Cruz, onde saíram as melhores jogadas. O time teve mais volume de jogo mas pouca criatividade no meio para oferecer perigo ao gol atleticano. Exceção feita ao gol mal anulado de Fahel, ao penalti não marcado em mão dentro da área do lateral direito atleticano e a impedimento mal marcado de Jóbson que sairia na cara do gol de Renan Ribeiro.
O Atlético, no 4-3-1-2, tinha Giovanni Augusto apagado mais uma vez e apostava em Mancini nas costas do fraco Jancarlos, que não conseguia marcar. Também faltava criatividade, graças à atuação apagada do seu meia. E também sofreu com a arbitragem: penalti mal marcado a favor dos baianos e gol mal anulado de Dudu Cearense.
Quando o Bahia abriu o placar, com Souza de penalti, a vitória era justa. Os baianos não jogavam bem, mas tinham mais a bola e tentavam algo diferente. O Atlético-MG cresceu depois do gol sofrido (e da entrada de Daniel Carvalho) passando a pressionar um time que não conseguia manter a posse. Mesmo após a expulsão tola de Neto Berola (um dos poucos acertos da arbitragem), o time criou ótimas chances de gol, todas desperdiçadas. Pouco antes, o atacante que seria expulso fez o gol de empate, que já era justo àquela altura.
O Bahia é um time em formação. E a maior incógnita da competição. Afinal, é difícil saber o que esperar de um time que já se reformulou três vezes no ano e que tem uma série de jogadores renegados e problemáticos mas com algum potencial técnico. Fato é que a permanência na Série A será lucro para o time de torcida apaixonada.
Quanto ao Galo, sigo com meu pensamento: é um time com baita potencial e que tem encontrado um padrão de jogo interessante. Faltam algumas peças e poder de decisão, para não desperdiçar pontos quando joga melhor, como aconteceu contra o São Paulo e nos momentos finais do jogo de domingo. Jogar bem é bom. Mas é pouco para as ambições de um time que sonha ser campeão.
Em Minas Gerais, virou costume. A rodada termina e a arbitragem é tema central de todas as discussões sobre o Estadual. Por ser o Campeonato que acompanho mais de perto, talvez note os erros por aqui mais do que nos outros. Mas é impressionante o quanto é fraca e erra a arbitragem mineira.
Os erros começaram no sábado. O Cruzeiro resolveu entrar com todos os titulares contra o América de Teófilo Otoni. Decisão acertada de Cuca, que tem tempo para recuperar o time para o importante confronto contra o Tolima, que pode deixar a vaga na próxima fase da Libertadores muito bem encaminhada.
Mesmo com seus melhores jogadores em campo, o Cruzeiro teve enorme dificuldades. Muito por causa do calor e do campo ruim, muito por causa da boa organização defensiva do América, atuando no 3-5-2. Mas depois de martelar com ataques pouco efetivos, o Cruzeiro abriu o placar com o iluminado Wallyson (quarto jogo seguido marcando) no fim do primeiro tempo.
Na etapa final, o América trocou um zagueiro por um atacante e abriu o jogo que melhorou. Não demorou e Obina empatou após vacilo da defesa celeste. Os donos da casa tendiam a crescer no jogo, mas o árbitro Émerson de Almeida Ferreira resolveu aparecer. Expulsou de forma exagerada Wellington Bruno, que não tinha cartão amarelo, por falta em Montillo. Cuca tentou deixar o Cruzeiro mais ofensivo, mas faltava qualidade na criação do meio-campo. E o time só não foi surpreendido pois a arbitragem errou novamente ao anular gol legal de Obina. Nos instantes finais do jogo, Rodrigo Sena marcou contra e deu a vitória à Raposa.
Para não dizer que o time da capital foi favorecido, houve também penalti claríssimo em Wellington Paulista, ainda no primeiro tempo, ignorado pelo juiz.
No domingo, a farra dos erros continuou. Atlético e América fizeram um clássico de tempos opostos em Sete Lagoas.
A etapa inicial foi marcada por um caminhão de gols perdidos. Os dois times erravam demais na parte defensiva e deixavam muitos espaços. Galo e Coelho criaram bastante, mas não conseguiram converter em gols. Não havia meio-campo. Era literalmente um jogo de ataque contra defesa. Neto Berola marcou para o Atlético aos 13. Fábio Júnior empatou aos 20. Resultado justo no primeiro tempo, mas poderia ter sido 2 a 2, ou 3 a 3.
No segundo tempo, o jogo perdeu o ritmo. Jackson entrou para fechar o meio-campo no Galo e marcar o lado esquerdo do América. Funcionou. Mas a mexida fez o América parar de jogar e o Atlético também.
O panorama só mudou quando Joel Tolentino Damata inventou penalti do goleiro Flávio em Serginho. O quinto a favor do Atlético em cinco jogos no Campeonato Mineiro. Todos, no mínimo, discutíveis. Por sorte do juiz, do América e do jogo, Tardelli desperdiçou a cobrança.
O jogo seguiu morno. Dorival colocou novos atacantes em seu time mas sem Ricardinho, não tinha quem fizesse a bola chegar até eles. O América parecia cansado e sentia a falta de uma opção de velocidade para puxar os contra-ataques. Quando o empate parecia o resultado mais provável, Fábio Júnior acertou belo chute de fora da área e definiu o confronto a favor do Coelho.
Atlético, América e Cruzeiro vão chegar às semifinais. A primeira fase do Campeonato Mineiro só serve pare definir a posição dos times e quem será o "intruso" do interior. E também para perceber o quão fraca é a arbitragem do estado. Que certamente, vai reclamar quando vier um juiz de fora para apitar os jogos mais importantes...
O Campeonato Carioca é um dos mais animados e cheios de histórias deste início de 2011. Aliás, isto não é novidade. Pela fórmula interessante, normalmente é o Estadual que mais chama (e prende) a atenção dos torcedores.
Ontem, mais um capítulo marcante do "Cariocão 2011". O ótimo clássico entre Fluminense e Botafogo, vencido pelo alvinegro por 3 a 2. Jogo corrido, disputado, de alto nível técnico. Que só não foi perfeito graças ao quinteto de arbitragem (no Rio, além do trio tradicional, mais dois juízes atrás dos gols erram e dividem as notas negativas). Sob o comando de Guttemberg de Paula Fonseca (cada dia pior), os árbitros erraram além da conta, complicaram um jogo ótimo e conseguiram irritar os dois times após o apito final.
Erros básicos, que mostram mais uma vez a necessidade urgente de mudanças no cenário da arbitragem (não é mérito do Rio, nem do Brasil). A profissionalização é o caminho óbvio, mas FIFA, CBF e cia preferem ignorar.
Entre os erros, vamos aos mais importantes: a expulsão de Marcelo Mattos foi ridícula. Falta boba, no campo de ataque, passível de cartão amarelo e só. O típico cartão vermelho de quem queria compensar a expulsão de Valência pouco antes (justa, por sinal). Renato Cajá (o melhor em campo) marcou um belo gol de fora da área, que os árbitros preferiram ignorar. Teve ainda o ridículo penalti de Edinho, marcado pelo juiz.
Estes foram o mais importante. Houveram outros erros, não tão capitais. Mas que ajudaram para deixar o jogo mais nervoso do que deveria. A atuação do juiz e sua turma foi tão ruim que ofuscou a grande partida que fizeram dois times que chegam fortes em 2011. Uma pena. Mas certamente, é só a primeira péssima arbitragem do ano. Outras, talvez piores, estão por vir.
Antes de tecer qualquer comentário sobre a polêmica arbitragem de Sandro Meira Ricci no Pacaembu, é preciso falar algo importante, esquecido pela maioria. Corinthians e Cruzeiro fizeram uma ótima partida. Para este que vos escreve, uma das melhores do Brasileirão até aqui. Pelo simples fato de serem dois baita times, que dá gosto assistir.
Como esperado, a partida acontecia no meio-campo. E o Cruzeiro levou a melhor no primeiro tempo porque encaixou melhor a marcação. Além da partida perfeita de Gil e Léo, Marquinhos Paraná conseguia anular Bruno César e Fabrício não só marcava bem Elias como conseguia sair para o jogo.
Já o Corinthians, demorou para perceber o posicionamento de Gilberto. Ora era lateral esquerdo, ora era meia. E tinha liberdade para jogar, desafogando a armação, que não poderia ficar toda a cargo de Montillo, muito bem marcado por Ralf.
Pelo equilíbrio e importância da partida, foi um jogo de poucas chances de gol. O que não quer dizer que foi ruim, pelo contrário. Fábio não teve que fazer nenhuma intervenção importante até os 43 minutos do segundo tempo. Júlio César apareceu bem duas vezes (na primeira, Thiago Ribeiro preferiu cavar o penalti do que fazer o gol; na segunda, salvou a bola do jogo, dos pés de Wellington Paulista).
Outras oportunidades poderiam ser criadas pelos mineiros, não fossem os quatro impedimentos muito mal marcados pelo trio de arbitragem (três no primeiro tempo, um no segundo). Thiago Ribeiro ainda sofreu falta clara na entrada da área (longe de ser penalti), ignorada por Sandro Meira Ricci.
Mas como nem sempre é de justiça que se faz o futebol, Ricci viu penalti de Gil em Ronaldo, aos 43 minutos do segundo tempo. Revolta cruzeirense, e gol do Fenômeno, sacramentando a liderança (pelo menos até o jogo do Fluminense, hoje) e colocando o Corinthians definitivamente na briga pelo título.
Mais uma vez, prefiro não acreditar em "teoria da conspiração". Os árbitros erram porque são ruins e não são profissionais. Erram contra todos, como já erraram contra o Corinthians. Favorecem todos, como já favoreceram o Cruzeiro (o mesmo Ricci marcou penalti semelhante a favor do Cruzeiro, contra o Atlético-MG). O ruim é que todos só reclamam quando são prejudicados. E aí, nada é feito para melhorar o nível da arbitragem.
O penalti de Gil é discutível. Eu não marcaria. Mas o jogador foi imprudente, em um lance onde o atacante estava de costas para o gol. O discutível não é a marcação. Mas a convicção de um árbitro que errou tanto durante a partida (em lances mais claros) ao marcar a penalidade aos 43 do segundo tempo.
O post, deveria ser para exaltar o grande jogo entre dois dos melhores times do país. Mas mais uma vez, fui obrigado a gastar linhas e linhas para discutir arbitragem.
Ontem no Pacaembu, assim como em 2005, o futebol foi o grande derrotado.
Não vi o 0 a 0 entre Guarani e Corinthians. Sem detalhes sobre o jogo, postarei para falar apenas sobre um assunto específico. E que aliás, já foi tratado aqui no blog, neste mesmo Brasileirão. Na época, o Cruzeiro havia sido prejudicado contra o Botafogo, mas na rodada seguinte foi ajudado. Pontos perdidos e ganhos na sequência. No final, a balança acaba zerando (ou ficando próxima do zero).
Ontem foi a vez do Corinthians. Empatou sem gols contra o Guarani, graças aos erros da arbitragem. Dois gols mal anulados, ambos marcados por Ronaldo. No primeiro, alguns ainda alegam que a bola bateu na mão do atacante. Discordo.
O Timão foi prejudicado. E quem acreditava que o time seria beneficiado por ser seu centenário e por ser forte politicamente, tem motivos de sobra para perceber que isto é besteira. Os erros são muitos e acontecem contra todos, simplesmente porque a arbitragem não tem qualidade. Os juizes são fracos, não mal-intencionados.
E olha que estamos falando de gols de Ronaldo, contra o Guarani...
No fim das contas, fica o alívio por um simples motivo: o Brasileirão será decidido dentro de campo.
Resolvi começar este texto pelo final por um motivo simples. Depois do empate com o Botafogo, no Rio, muitos cruzeirenses atacaram (com razão) Heber Roberto Lopes. Alguns, porém, passaram do ponto afirmando que o clube mineiro havia sido prejudicado para favorecer o Corinthians, que comemora 100 anos nesta temporada. Mas num país com a arbitragem tão ruim e defasada, tudo que vai volta. Quem é prejudicado num dia, acaba favorecido na rodada seguinte. A conta, no fim, acaba fechando.
Ontem o Cruzeiro contou com uma mãozinha de Cláudio Francisco Lima e Silva. Mas também com muita paciência e competência para vencer (merecidamente) um fechado e muito bem armado Ceará.
Os cearenses foram à Sete Lagoas para comprovar porque tinham a melhor defesa do Brasileirão. Num 3-5-2 que congestionava o meio-campo e marcava de perto as principais peças do Cruzeiro, os visitantes foram pressionados durante grande parte do jogo mas levaram poucos sustos. E ainda conseguiam ameaçar, nos raros mas muito bem organizados contra-ataques.
O Cruzeiro se portou bem. Apesar da pouca movimentação (que melhorou no segundo tempo após a saída de Roger) e de ter pouco espaço para seus principais jogadores brilharem, o time conseguia rodar a bola, tinha tranquilidade para tentar o bote e mostrou mais uma vez uma virtude fundamental para quem quer brigar pelo título: acreditou e buscou a vitória até no fim.
E ela veio, mesmo no fim. O penalti (bem marcado pela arbitragem) quando Ernandes, mesmo sem intenção e de costas, abriu os braços e impediu que a bola de Henrique chegasse ao gol foi mais uma vez bem batido por Montillo.
Pouco depois, o Ceará surpreendeu e chegou ao empate com Marcelo Nicácio. Gol mal anulado, como já dito acima. O lance era difícil e não indica má fé. Acontece e vão acontecer muitos outros ao longo do Campeonato. No fim, ainda houve tempo para o predestinado Farías marcar mais uma vez completando a festa argentina.
Festa argentina e festa do Cruzeiro. Que segue na briga pelo título sem deixar o Corinthians respirar. São nove jogos sem derrota, com sete vitórias. E um time que já passou por vitórias fáceis, viradas épicas, jogos complicados contra adversários diretos e outros desafios, segue mostrando novas facetas. A de ontem, foi a paciência.
A tarefa do Cruzeiro já era das mais complicadas no Morumbi. Lá, o São Paulo ainda não havia levado gols pela Libertadores. Os mineiros precisavam marcar no mínimo duas vezes. E para isto, contavam com força máxima. Contavam, apenas no primeiro minuto. Quando Kléber usou o braço, como de costume, para conferir a distância de Richarlysson e acabou acertando o rosto do adversário de maneira acidental, a história do jogo seria definida. Larrionda exagerou ao aplicar o cartão vermelho. O atacante do Cruzeiro, acabou pagando por seu passado.
Não dá e tãopouco é justo, no entanto, creditar a classificação do São Paulo ao grotesco erro da arbitragem no início do jogo no Morumbi. O tricolor paulista já havia provado no Mineirão, que não precisa de juiz algum para chegar às semifinais da Libertadores. E não precisava mesmo.
Com um jogador a mais a situação ficou cômoda. Ricardo Gomes pôde adiantar Richarlysson e tomar conta definitivamente do meio-campo. A expulsão de seu principal jogador tão cedo foi um balde de água fria nas pretensões celestes. Em campo, notava-se um time abatido.
Com propriedade, o São Paulo tocava a bola e levava perigo. Fábio já havia feito pelo menos duas ótimas defesas quando Júnior César fez jogada espetacular e Hernanes abriu o placar. 1 a 0, São Paulo classificado. O Cruzeiro não teria forças para reverter.
Soberano em campo, o tricolor jogava mais uma bela partida tática e tecnicamente. A movimentação de Fernandão (o melhor em campo) abria espaços tanto para Marlos e Dagoberto quanto para Cicinho chegarem com perigo à grande área cruzeirense. Cabia aos mineiros evitar uma goleada, que poderia ter vindo se os ataque paulista (leia-se Dagoberto) não fosse tão fominha. Ainda no primeiro tempo, veio o segundo gol, apenas para fechar o caixão e definir de vez o semifinalista.
Apesar da expulsão tão cedo, não há como negar que o São Paulo foi soberano nos 180 minutos. Soube superar problemas internos e jogou demais. E deve muito disto a Fernandão. O atacante encaixou como uma luva no time e mostrou o quanto motivação e vontade de jogar fazem diferença no futebol. Assim, Fernandão contagiou todo o time tornando-se rapidamente peça fundamental.
No Cruzeiro, cabe lamentar mais uma vez uma expulsão tão rápida. É impossível saber o que seria do jogo com 11 para cada lado. Mas a eliminação não pode ser nenhuma tragédia. O São Paulo é grande, forte e tradicional. Os mineiros não perderam para qualquer um. Com alguns poucos reforços e a manutenção do ótimo Adilson Batista é candidatíssimo no Brasileirão. Precisa, porém, colocar a cabeça no lugar.
Depois de uma abertura absolutamente dentro da normalidade, com apenas uma vitória visitante (do Cruzeiro sobre o Internacional), o Brasileirão viveu uma rodada no mínimo estranha. Apenas dois times fizeram valer o mando de campo (ambos no sábado) e tivemos cinco empates. Bom para o Corinthians, que leva o Campeonato a sério e larga na frente rumo ao título.
Aproveitando-se de um time quase reserva do Grêmio, o Corinthians fez um papel importante. Vencer os gaúchos no Estádio Olímpico não é para qualquer um. E não acontece todo dia. Enquanto as principais equipes ainda estão concentradas em outras competições, o Timão deixa de lado a ressaca da Libertadores e cai de cabeça no Brasileirão. Se ainda não é brilhante, soma pontos importantes e que podem fazer a diferença.
A rodada teve de tudo. Expulsão tosca de Leonardo Silva no Mineirão. Pelada sonolenta entre Vasco e Palmeiras em São Januário. Virada empolgante dos reservas do Inter em pleno Serra Dourada. E a abitragem...muitos erros de arbitragem.
Na Vila Belmiro, Ricardo Marques Ribeiro comprovou a péssima fase. Depois de uma vergonhosa atuação nas semifinais do Campeonato Mineiro, resolveu aprontar novamente. Anulou gol legítimo do Ceará. E marcou penalti completamente inexistente em Neymar. Logo ele, que deixou de marcar dois penais tão claros para o Ipatinga...
No Mineirão, Leonardo Gaciba também errou feio. Anulou gol legítimo de Henrique. E deixou de marcar penalti de Emerson, que achou que era o goleiro do Avaí dentro da área.
Acontece. Mas é bom que a Comissão de Arbitragem abra logo o olho.
Por falar em abrir o olho: Furacão, Vasco e Goiás. É bom procurar técnico enquanto é tempo. O Brasileirão urge. E a Segunda Divisão é logo ali.
Foi divulgada hoje a lista dos árbitros que vão apitar a Copa do Mundo, no meio deste ano. Mais uma vez um trio brasileiro foi selecionado. Os auxiliares serão Altemir Haussman e Roberto Braatz. O juiz? Carlos Eugênio Simon.
Envolvido em uma série de polêmicas nos últimos anos na arbitragem nacional, o árbitro mais uma vez prova seu prestígio junto à FIFA. Vai para o seu terceiro Mundial. Além disso, é sempre levado para outros torneios como Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Copa América, etc.
Não há hoje no Brasil uma unanimidade como juiz. Mas há uma certeza de que Simon não é mais o árbitro confiável que foi um dia.
Soa estranho mais uma vez seu nome estar entre os selecionados.
É a criatividade da FIFA. E a força política do árbitro na CBF, que já foi denunciada outras vezes.
Além de Simon, o árbitro que validou o gol ilegal da França que levou os franceses para a Copa também está na lista.
E me perguntam porque eu já perdi as esperanças com a arbitragem...
A temporada de 2010 está apenas começando. O que não quer dizer que as polêmicas e os absurdos erros da arbitragem não possam aparecer. E o primeiro grande erro de 2010 aconteceu ontem, em São Paulo.
O Palmeiras viajou para enfrentar o Barueri, de Presidente Prudente (isto mesmo!). Depois de estrear goleando o Mogi Mirim por 5 a 1, era natural esperar outra boa apresentação do time palmeirense. Não foi o que aconteceu. Com o meio-campo preso, o time não conseguiu atuar bem e ficou apenas no 2 a 2. A polêmica veio no segundo tempo.
Quando a partida estava 1 a 1, o Barueri teve um penalti à seu favor. Tadeu bateu na trave, e recebeu claramente impedido, passe para repetir a finalização e desta vez acertar o gol. O bandeirinha, que ficou de costas para o lance, não viu. Paulo César de Oliveira teve dúvidas, e errou feio ao validar o tento. No fim, Diego Souza conseguiu empatar o jogo.
Após a partida, o sempre polêmico Belluzo atacou PCO. Mais contido que em outras oportunidades, o presidente palmeirense chamou o árbitro de corporativista (teria errado para vingar o gaúcho Simon) e o acusou de errar sempre contra o alvi-verde. A comissão de arbitragem promete avaliar o caso, mas já informou que considerou grave o erro do juiz.
Entra segunda-feira, sai segunda-feira e o assunto não muda: arbitragem. Acaba a rodada e invés de falarmos da liderança do São Paulo, da ótima fase de Flamengo e Cruzeiro, da disputa cada vez mais emocionante contra o rebaixamento, perdemos tempo discutindo arbitragem.
A bola da vez, é uma antiga bola: Carlos Eugênio Simon.
O árbitro prejudicou (e muito) o Palmeiras, na derrota para o Fluminense, por 1 a 0. Um empate, valeria ao Palmeiras a liderança do Brasileirão.
Além de uma arbitragem confusa, Simon errou em um lance capital. Anulou gol absolutamente legal de Obina, alegando falta do atacante do Palmeiras. Com certeza, não aconteceu falta. Se houve algo, aliás, de irregular na jogada, foi um penalti de Maicon no palmeirense.
Ontem, Luiz Gonzaga Belluzo, influente presidente do Palmeiras, soltou o verbo. Chamou Simon de tudo quanto é nome. De maneira desproporcional para um presidente de clube. Faltou cabeça fria, inteligência. Pressionou e chegou a dizer que vai processar o árbitro na justiça comum.
Simon, punido pela CBF com o afastamento até o fim do Brasileirão, também falou. Afirmou não ter errado no lance (????). E desafiou o presidente do Palmeiras a processá-lo como havia sido prometido.
No frigir dos ovos, erraram todos.
O Palmeiras, pela conduta pouco profissional e desproporcional. Ninguém do clube veio à público falar das arbitragens ruins que o favoreceram no Brasileirão. E não foram poucas. Barueri, Vitória, Cruzeiro...A hipocrisia, pelo jeito, não é coisa apenas de Carlos Eugênio Simon, né senhor Belluzo?!
Simon errou por não reconhecer o erro. Foi bizarro e claro. Não há o que se discutir. Semelhante ao penalti bizarro marcado no jogo entre Ceará e Fortaleza, pelo estadual deste ano. Simon, também neste lance, negou ter errado, mesmo com a imagem da TV demonstrando claramente a situação. Faltou humildade e serenidade. E exagerou na dose em se colocar como gaúcho para transformar tudo isto em "uma guerra de estados".
Errou a CBF e a Comissão de Arbitragem. Não adianta simplesmente afastar os árbitros. Daqui uns dias, não teremos quem apitar. É preciso reciclagem, é preciso trabalho. É preciso vir à público e falar quais foram os erros e porque os árbitros erraram. Para que sirva de exemplo. É preciso criar uma regra, um padrão para o apito. Mas, na verdade, não era de se esperar que o querido presidente da CONAF fizesse alguma coisa para melhorar a situação.
Uma pena.
Semana que vem estaremos discutindo novos erros. Podem apostar.
Supõe-se que no mundo do futebol, dirigentes e confederações levam as coisas com profissionalismo. Torcedores e imprensa, levam à sério o esporte, por paixão e interesses.
Árbitros não. Tem outros empregos e o futebol é apenas um "Plano B" para resgatar um dinheiro extra. Não tem um "centro de treinamento" e nem um chefe para prestar contas, sob o risco de perder o emprego.
Por isso, no Campeonato Brasileiro, entra rodada e sai rodada e a discussão continua. Erros seguidos, recorrentes, quase sempre com as mesmas caras. Culpa da televisão, alguns vão dizer. É fato que o excesso de câmeras, replays e tempo para debate na televisão, contribui sensivelmente para percebermos o quanto são runs nossos árbitros. E também para condená-los, em lances que, de fato, era possível errar, pois são humanos.
Mas basta ver, pela TV, outros campeonatos pelo mundo afora, para perceber que salvo raríssimas excessões, a arbitragem brasileira é a pior dos grandes centros. Em nenhum lugar há tanto erro e tanto erro bizonho como aqui.
E não me venham com o papo de: "meu time é o mais prejudicado". A cada dia que passa, chego à conclusão que eles erram (na maioria das vezes) porque são ruins. Erram em lances fáceis porque não tem treinamento, porque aquilo não é sério.
Num mundo onde todos em volta levam aquilo muito à sério, a arbitragem leva como passatempo, diversão. E por isso, é esta gozação.
A 13ª rodada começou perfeita para o Atlético-MG. E como de costume, péssima para a arbitragem.
No Beira-Rio, o juiz bem que tentou ajudar. O Internacional marcou dois gols em impedimento. Mas pareceu voltar cansado pro segundo tempo, e foi engolido pelo São Paulo, que conseguiu o empate.
Já no Serra Dourada, o Palmeiras também não venceu. Mas foi ele o prejudicado pela arbitragem. Os dois gols da vitória do Goiás por 2 a 1, foram irregulares.
Em Santa Catarina, o Grêmio reclama do excesso de cartões na partida contra o Avaí. Atrapalhou, mas não influenciou diretamente na terceira vitória seguida dos catarinenses no Brasileirão.
Por fim, o Botafogo também tem motivos para reclamar. Penalti no mínimo estranho a favor do Náutico, que definiu o empate por 2 a 2, nos Aflitos, contra o Náutico.
A rodada esticada, que começou na quinta e terminou apenas ontem, novamente teve um personagem principal e triste para os brasileiros. A bola da vez, foi Antonio Hora Filho.
No duelo mais esperado da rodada, entre dois fortíssimos candidatos ao título, o juiz foi o protagonista. Estragou o jogo. Fez da partida, um duelo tenso. E prejudicou muito os donos da casa. Expulsou Kléber, que recebeu um pontapé de Lauro (era lance para penalti e expulsão do goleiro do Inter). Deixou de expulsar Bolívar por uma entrada criminosa e absurda em Gerson Magrão. Deixou de expulsar o volante Sandro, inclusive, ignorando uma falta clara e passível de cartão, que o jogador fez no meio-campo. E deixou de expulsar Gérson Magrão, do Cruzeiro, que também deu sua entrada violenta.
Uma lástima. Poucas vezes, o juiz acertou. E atrapalhou o espetáculo. O Inter, segue líder. Empatou por 1 a 1 e volta para casa satisfeito. Mas precisa melhorar. Não tem mantido o bom desempenho do início, nem no Brasileirão, nem na Copa do Brasil.
E já vê alguns concorrentes se aproximando. O principal deles, o Atlético-MG. Ontem, o Galo venceu mais uma. Quem sofreu desta vez foi o xará paranaense, em plena Arena da Baixada. Com direito a goleada e olé. Fácil. Porque os mineiros jogaram bem e souberam controlar o jogo. Mas também porque é muito fraco o time paranaense. Geninho não pediu as contas porque os resultados são ruins (três derrotas em três jogos em casa). Mas porque não acredita no limitado time. É o segundo técnico que cai após jogar contra o vice-líder de Celso Roth. Resta aguardar se o time terá o mesmo fôlego quando enfrentar rivais mais fortes.
A rodada mereceu destaque também por outro erro grosseiro da arbitragem, que não confirmou gol do Vitória sobre o Palmeiras. A bola entrou claramente no gol de Marcos. Gol que fez falta. O Palmeiras venceu por 2 a 1.
E o Flamengo, que começou bem demais contra o Sport, esqueceu de jogar por 12 minutos e levou 4 gols. Irreversível.
A barbadinha da rodada, mais uma vez, não se confirmou. Todo mundo apostava em vitória do Goiás, em casa, contra o Barueri. Por pouco, o esmeraldino não saiu derrotado. Conquistou o empate no fim.
O Brasileirão segue interessante. Mas segue esqusito. Com certeza, muita gente que se ilude no princípio ficará pelo caminho.
Para terminar: até quando teremos que aguentar os níveis ridículos de arbitragem no Brasil? Até quando os juízes serão os principais protagonistas das segundas-feiras?
Depois de Keirrison estrear com o pé direito, ontem foi a vez de Washington. E o atacante do São Paulo não decepcionou o torcedor. Pela primeira vez em campo, marcou os dois gols da vitória do tricolor sobre a Portuguesa. No primeiro complicado desafio da temporada, o São Paulo passou ileso. Não que a Lusa não tivesse tentado. O time da casa bem que pressionou, criou boas oportunidades, mas Rogério Ceni, depois Denis, estavam inspirados.
Quem também não deixou barato foi Kléber Pereira. O atacante marcou mais um, o decisivo para o Santos, na vitória por 2 a 1 sobre o Noroeste, de penalti. Mas o time da Vila Belmiro, que vence pela segunda vez em dois jogos, não teve vida fácil. Passou por momentos difíceis no primeiro tempo, e foi para o vestiário perdendo, com gol de Borebi. No segundo tempo, porém, o time cresceu e conseguiu a virada. Quem marcou o primeiro foi o sempre presente Rodrigo Souto. O Santos começa a temporada animador para a torcida. E mostra que é um time que tem muito a crescer.
Já Lulinha não é artilheiro assim. Na verdade, não marcava gols há quase um ano. E vinha sendo preterido no Corinthians. Com desfalques importantes, porém, Mano Menezes resolveu dar uma chance ao jovem. E com certeza, não está arrependido. Num jogo fraco, o Timão venceu o Bragantino por 1 a 0, com um gol do garoto. Partida fácil, amplamente dominada pelo Corinthians, que não jogou bem. Teve total posse de bola e tranquilidade para construir o resultado. Mas faltou ritmo. Faltou se impor mais.
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No Rio de Janeiro, a arbitragem não podia começar pior. Em mais uma partida, foi decisiva, ajudando o Flamengo a conseguir a primeira vitória de 2009. Bom público no Maracanã, mas o Flamengo não empolgou. Numa partida sonolenta e fraca, o time só chegou ao gol em lance confuso com Juan mandando para as redes. Vale lembrar que antes disso, o juiz anulou um gol mais do que legítimo do Friburguense. Foram mais de 3 metros de erro, no impedimento. Um verdadeiro absurdo. E é apenas a primeira rodada...
O Fluminense, diferentemente, começou arrasador. Marcou com o estreante Diguinho logo aos quatro minutos. Mas não teve fôlego para mostrar a superioridade técnica até o fim. E viu o time da Cabofriense, voando baixo, marcar os gols da virada com tranquilidade. Ramon e Roberto, no primeiro tempo. E mesmo com um jogador a menos, Da Silva fechou o placar na rodada final. Rodada ruim para o Flu, mas que não pode preocupar. É apenas o primeiro jogo da temporada. E o time, repleto de caras novas, vai precisar de tempo para crescer na competição.
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No Mineirão, o Atlético-MG começou dando a mesma impressão ruim do ano passado para o torcedor. Apesar de ter dominado o América durante quase toda a partida, criou pouquíssimas oportunidades de gol e não conseguiu sair do 0 a 0, diante de um ótimo público (35 mil pessoas). E se fosse para sair um vencedor, seria o América. Em lance bizarro do goleiro Juninho, Bruno Mineiro perdeu ótima chance de marcar. Leandro Almeida salvou o Galo em cima da linha. Resultado ruim. Há três anos, o Atlético-MG não começa vencendo no campeonato estadual. Mas fica a esperança para o torcedor de que tecnicamente o time é anos-luz superior ao da última temporada.
Já o Cruzeiro, fez o que dele se esperava. Mesmo com os importantes desfalques de Thiago Heleno, Henrique, Fabrício, Wágner e Guilherme, o time conseguiu uma complicada vitória sobre o Uberlândia, fora de casa, por 2 a 1. Depois de começar muito bem, marcando logo no início com Gérson Magrão, o Cruzeiro parecia já satisfeito, disposto a segurar o resultado. E estava na cara que não conseguiria. O Uberlândia, muito bem fisicamente, conseguiu chegar ao empate. Mas no fim, conseguiu a virada, com Fernandinho, em penalti duvidoso que para mim aconteceu. Vale notar como começa a temporada voando o volante Ramires. Um jogador fisicamente impressionante, que pode e vem fazendo a diferença para o Cruzeiro no início da temporada.
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É absurda a absolvição principalmente de Diego Tardelli, mas também de Fábio Luciano no julgamento realizado ontem pelo Sensacional TJD.
Na discussão, neste caso, não importa se realmente foi penalti ou não. Tardelli, deu um "chega pra lá" no Simon, enquanto a bola rolava normalmente. E a cada semana, eles transformam mais um árbitro em um "banana", totalmente sem moral.
Nada justifica a tal absolvição. Principalmente, tendo em vista algumas punições descabidas que foram proferidas até aqui neste Brasileirão. Mas exigir critério, do tal tribunal, é muito difícil.
Muito mais fácil, é exigir olhos de águia de Carlos Eugênio Simon, que teve um segundo para decidir um lance que em uma semana (e em três ou mais ângulos diferentes) não foi desvendado. Simon foi punido. Diego Tardelli e Fábio Luciano, passaram ilesos. Este é o futebol brasileiro...
A câmera de trás da ESPN Brasil não deixa dúvida. A Globo, com certeza tem câmera atrás do gol. Mas sabe-se lá por qual motivo, preferiu não mostrar. De toda forma, a questão está resolvida: Léo Fortunato não cometeu penalti sobre Diego Tardelli na partida entre Cruzeiro e Flamengo no último domingo. Assim como nem de longe houve falta de Toró sobre Thiago Ribeiro, no lance de ataque do Cruzeiro, que a torcida mineira reclama.
Independente de ter ou não sido penalti (até agora, estava defendendo que havia falta no lance, antes de ver as imagens da ESPN Brasil) e de Simon ter errado ou acertado, a cruzada realizada contra ele pelo Flamengo foi extremamente exagerada.
E causou uma grande pressão para o soprador de latinha que ficar responsável por apitar a partida contra o Goiás, no Maracanã provavelmente lotado, domingo que vem.
Simon foi "punido". Vai apitar a Série B. O Brasileirão perde o melhor árbitro do país há pelo menos 8 anos, logo na reta final. E o Flamengo ganha um motivo a mais para receber uma "mãozinha", nas duas rodada restantes. Uma pena...
Tudo indica que Carlos Eugênio Simon ficará fora do sorteio para a próxima rodada do Campeonato Brasileiro. Mas também não vai apitar a Série B, como foi dito por aí. E o documento que o Flamengo prepara para enviar à FIFA, provavelmente será ignorado por lá.
Simon é bom árbitro. Mas gosta de falhar em lances decisivos. Já foi odiado pelo Cruzeiro, na época do Felipão. O Atlético-MG, também não o que nem pintado de ouro, depois do erro na partida contra o Botafogo, pela Copa do Brasil. Agora, é a vez do Flamengo.
Mas Simon, que já disputou duas Copas, é bom árbitro. Quem perde, é o futebol brasileiro, deixando-o de fora.
E confesso que, depois da declaração de Simon, que disse que após ver o lance pela televisão continua achando que acertou, fiquei na dúvida sobre o lance. De fato, Diego Tardelli cairia depois de pisar na bola. Mas não dá para ignorar a presença do zagueiro cruzeirense fazendo a carga. Assim é o futebol.
O Globoesporte.com fez um levantamento interessante. Excluídos todos os erros de arbitragem, como ficaria o Brasileirão?
Não posso dizer se estão certos, errados ou se esqueceram de alguém. Afinal, não tenho material, nem tempo, nem memória, para relembrar todos os erros cometidos até aqui. Até porque, são muitos.
Mas não é difícil lembrar quantas vezes o São Paulo foi beneficiado. Não é atoa, que na tabela "real", o Tricolor Paulista cairia para a terceira posição. Perderia 6 pontos. O mais prejudicado, não foi o Botafogo, como muitos vão pensar. Mas sim, o Fluminense, que ganharia incríveis 8 pontos. Estaria na décima posição, livre do rebaixamento.
Independente dos erros de arbitragem, os leitores do MC já escolheram o favorito ao título: é tricolor, mas não é o São Paulo. Vem do Rio Grande. O Grêmio recebeu 73 votos (23,25%). Apesar de vice-líder, eu ainda aposto no Grêmio. Acho, inclusive, que dificilmente os gaúchos vão perder alguma partida nas quatro restantes.
O São Paulo cresceu tarde demais no campeonato e demorou para empolgar seus torcedores. Talvez por isto, tenha sido apenas o quarto mais votado, com 53 votos (16,88%).
Confira o resultado final de mais uma enquete de sucesso no Marcação: