Ontem a noite foi realizado o julgamento do Fortaleza, sobre o polêmico fim do clube na Série C. Depois de atrasar o início do segundo tempo por quase 15 minutos, o clube jogou os últimos minutos da partida contra o CRB conhecendo o resultado que precisava para evitar o rebaixamento para a Série D. O outro interessado, Campinense, já havia terminado seu jogo e deixou com o Fortaleza a missão de vencer por quatro gols de vantagem.
Nos minutos finais, com um jogador a mais e com um jogador de linha no gol do CRB (já que o goleiro foi expulso e o time não tinha mais substituições), o Fortaleza conseguiu o que parecia um milagre. Gols seguidos e um 4 a 0 suficiente para não rebaixar o time. E que não eliminava o CRB da próxima fase.
Após a partida, muita polêmica. Vídeos pipocaram na internet com suspeitas de que havia um acordo entre as duas equipes para que o Fortaleza conseguisse o resultado (veja no fim do post).
Na primeira etapa do julgamento, os vídeos foram analisados e o Fortaleza, absolvido. O Campinense promete recorrer até a última instância.
Longe de mim dizer se houve ou não combinação de resultado. É impossível tirar qualquer conclusão definitiva apenas pelo vídeo. Impossível para mim, impossível para os juízes. Se o Brasil fosse um país sério, antes de absolvido, o Fortaleza seria investigado a fundo. Deveriam ser avaliadas ligações telefônicas, contas bancárias, o que fosse preciso envolvendo jogadores e dirigentes dos clubes. O caso é sério, embora apareça pouco por se tratar de uma divisão inferior e de um clube de pouca expressão ter sido prejudicado.
Hoje, em conversa com o amigo Rafael Neves, ele levantou o que acontece na Itália onde nos últimos anos muitos clubes envolvidos em casos polêmicos tem sido punidos com perda de pontos e até rebaixamento. Confesso que não sabia se o "caso Fortaleza" seria realmente investigado por lá. A impressão de quem acompanha de longe é que só os times da Série A são realmente investigados (o que creio eu, aconteceria aqui no Brasil em caso semelhante).
Mas recorri ao especialista em futebol italiano Braitner Moreira, do ótimo blog Trippleta. Segundo ele, os clubes pequenos são os que mais sofrem por lá. Só nesta temporada, 15 clubes em todas as divisões foram punidos com perda de pontos no início da temporada (grandes, médios, pequenos e minúsculos). Embora algumas punições sejam exageradas ou brandas demais, os casos são sempre investigados como merecem.
O que acontece no caso Fortaleza, é um reflexo do que acontece no Brasil. O país se acostumou a empurrar a sujeira para debaixo do tapete e esquecer. Na política, no cotidiano, no futebol...
Provavelmente, está será apenas mais uma grande pizza fria à moda CBF.
Antes de tecer qualquer comentário sobre a polêmica arbitragem de Sandro Meira Ricci no Pacaembu, é preciso falar algo importante, esquecido pela maioria. Corinthians e Cruzeiro fizeram uma ótima partida. Para este que vos escreve, uma das melhores do Brasileirão até aqui. Pelo simples fato de serem dois baita times, que dá gosto assistir.
Como esperado, a partida acontecia no meio-campo. E o Cruzeiro levou a melhor no primeiro tempo porque encaixou melhor a marcação. Além da partida perfeita de Gil e Léo, Marquinhos Paraná conseguia anular Bruno César e Fabrício não só marcava bem Elias como conseguia sair para o jogo.
Já o Corinthians, demorou para perceber o posicionamento de Gilberto. Ora era lateral esquerdo, ora era meia. E tinha liberdade para jogar, desafogando a armação, que não poderia ficar toda a cargo de Montillo, muito bem marcado por Ralf.
Pelo equilíbrio e importância da partida, foi um jogo de poucas chances de gol. O que não quer dizer que foi ruim, pelo contrário. Fábio não teve que fazer nenhuma intervenção importante até os 43 minutos do segundo tempo. Júlio César apareceu bem duas vezes (na primeira, Thiago Ribeiro preferiu cavar o penalti do que fazer o gol; na segunda, salvou a bola do jogo, dos pés de Wellington Paulista).
Outras oportunidades poderiam ser criadas pelos mineiros, não fossem os quatro impedimentos muito mal marcados pelo trio de arbitragem (três no primeiro tempo, um no segundo). Thiago Ribeiro ainda sofreu falta clara na entrada da área (longe de ser penalti), ignorada por Sandro Meira Ricci.
Mas como nem sempre é de justiça que se faz o futebol, Ricci viu penalti de Gil em Ronaldo, aos 43 minutos do segundo tempo. Revolta cruzeirense, e gol do Fenômeno, sacramentando a liderança (pelo menos até o jogo do Fluminense, hoje) e colocando o Corinthians definitivamente na briga pelo título.
Mais uma vez, prefiro não acreditar em "teoria da conspiração". Os árbitros erram porque são ruins e não são profissionais. Erram contra todos, como já erraram contra o Corinthians. Favorecem todos, como já favoreceram o Cruzeiro (o mesmo Ricci marcou penalti semelhante a favor do Cruzeiro, contra o Atlético-MG). O ruim é que todos só reclamam quando são prejudicados. E aí, nada é feito para melhorar o nível da arbitragem.
O penalti de Gil é discutível. Eu não marcaria. Mas o jogador foi imprudente, em um lance onde o atacante estava de costas para o gol. O discutível não é a marcação. Mas a convicção de um árbitro que errou tanto durante a partida (em lances mais claros) ao marcar a penalidade aos 43 do segundo tempo.
O post, deveria ser para exaltar o grande jogo entre dois dos melhores times do país. Mas mais uma vez, fui obrigado a gastar linhas e linhas para discutir arbitragem.
Ontem no Pacaembu, assim como em 2005, o futebol foi o grande derrotado.
O mundo do futebol foi pego de surpresa na última semana com o anúncio de Rooney que não renovaria seu contrato com o Manchester United. Técnicos e dirigentes dos principais clubes europeus foram consultados pela imprensa sobre o interesse em contratar o jogador.
A torcida do rival, Manchester City mostrou que o receberia de braços abertos. A torcida do United, protestou contra o jogador. Faixas no estádio, pichações nas ruas da Inglaterra. O clima ficara pesado para Rooney.
Aí sim, fomos surpreendidos novamente com a notícia hoje de que o atacante renovou por cinco anos com o clube inglês. Alex Ferguson, apontado por alguns como responsável pela saída, foi quem teria convencido Rooney a ficar.
Rooney é um dos melhores atacantes do planeta. Forte, rápido e letal em frente ao gol. É o jogador mais importante do Manchester há pelo menos dois anos. Para o clube, a permanência do jogador é fundamental e ajudará bastante.
A pergunta que fica é: qual será a reação da torcida com o jogador? Qual é a vontade real de Rooney para permanecer no clube?
Respostas difíceis e que só o tempo vão responder. De toda forma, o desgaste foi desnecessário. E certamente, não foi bom para ninguém. Nem para o atacante, que ganhou um belo aumento e passa a ser o jogador mais bem pago do planeta.
A temporada de 2010 está apenas começando. O que não quer dizer que as polêmicas e os absurdos erros da arbitragem não possam aparecer. E o primeiro grande erro de 2010 aconteceu ontem, em São Paulo.
O Palmeiras viajou para enfrentar o Barueri, de Presidente Prudente (isto mesmo!). Depois de estrear goleando o Mogi Mirim por 5 a 1, era natural esperar outra boa apresentação do time palmeirense. Não foi o que aconteceu. Com o meio-campo preso, o time não conseguiu atuar bem e ficou apenas no 2 a 2. A polêmica veio no segundo tempo.
Quando a partida estava 1 a 1, o Barueri teve um penalti à seu favor. Tadeu bateu na trave, e recebeu claramente impedido, passe para repetir a finalização e desta vez acertar o gol. O bandeirinha, que ficou de costas para o lance, não viu. Paulo César de Oliveira teve dúvidas, e errou feio ao validar o tento. No fim, Diego Souza conseguiu empatar o jogo.
Após a partida, o sempre polêmico Belluzo atacou PCO. Mais contido que em outras oportunidades, o presidente palmeirense chamou o árbitro de corporativista (teria errado para vingar o gaúcho Simon) e o acusou de errar sempre contra o alvi-verde. A comissão de arbitragem promete avaliar o caso, mas já informou que considerou grave o erro do juiz.
Não vou entrar no mérito da discussão caso a caso, logo de cara. Vou começar com um questionamento simples, que para ser respondido, com certeza não é preciso curso de direito nem ser auditor do STJD.
Reveja os lances das expulsões de Jean, Dagoberto e Borges, do São Paulo no jogo contra o Vitória. Não precisa falar se merecem prisão perpétua ou suspensão de um jogo.
Mas tenho certeza que, ninguém, em sã consciência, vai dizer que os três lances são passíveis da mesma suspensão.
Pois é. Foi o que fez o STJD. Cada um deles levou três jogos de suspensão. Só voltam na última rodada do Brasileirão. E o São Paulo tem motivos sim, para se sentir prejudicado.
Agora sim, vamos lance a lance.
Começando por Borges. Punição justa. No seu caso, até leve. Se levasse cinco jogos, não seria demais. Mas é preciso levar em conta os antecedentes do jogador, que nunca se envolveu em confusão alguma. E pronto: três jogos, de bom tamanho.
Agora peguem Dagoberto. Uma entrada forte. Mas sem muita maldade. Chegou atrasado, num momento nervoso e acabou acertando em cheio o adversário. É um atacante, e não sabe fazer a marcação desta forma. Exagerou. Ele e o Tribunal. Dois jogos estariam de bom tamanho.
Por fim, o mais absurdo. Jean deu uma entrada normal, de jogo. Tanto é, que levou por ela, apenas o cartão amarelo (como já tinha outro, foi expulso). Um lance que para o árbitro foi digno de cartão amarelo, para os auditores foi digno de três partidas de suspensão. Um impropério. Um absurdo sem tamanho.
Perde o futebol, mais uma vez, pela falta de critério. É sempre a mesma história: reta final do Brasileirão e o STJD quer aparecer mais que o espetáculo.
O São Paulo já tem uma desculpa pronta para se perder o título. Uma pena.
Reta final do Campeonato Brasileiro. Restam 3 rodadas para o fim. Mais trinta jogos de histórias épicas, sofrimentos, lágrimas e comemorações. Na parte de cima e na parte de baixo, a certeza é de muita emoção em todas as partidas.
E num campeonato tão equilibrado, este momento de decisão não poderia ser diferente. Muitas polêmicas à vista. E muita repercussão. Dos fatos mais importantes aos pouco usuais. Tudo é notícia. Tudo é válido. Tudo pode ser usado contra ou a favor de seu time.
E nestas últimas semanas muita coisa aconteceu. E pelo jeito, vem mais por aí.
Só ontem, três notícias esquentaram as discussões futebolísticas:
A primeira, a suspensão de 9 meses de Luís Gonzaga Belluzzo, presidente do Palmeiras, pelas ofensas a Carlos Eugênio Simon. Mesmo que tenham sido justas, pelo erro cometido, não são justificáveis. A punição exemplar é honesta, para que o futebol brasileiro não vire uma esculhambação de vez. Uma pena que um presidente que ficaria marcado por um trabalho diferenciado, frio e técnico tenha perdido a cabeça desta forma. A pressão afetou Belluzzo que com certeza deve estar, neste momento, arrependido do que fez. Mas não vai fazer falta nenhuma ao Palmeiras nesta reta final, porque não entra em campo.
A segunda, foi a lesão do chileno Maldonado, do Flamengo. Enquanto os rubro-negros roem as unhas para saber a gravidade do que aconteceu com o jogador no amistoso de sua seleção ontem, os adversários diretos na briga pelo título vibram com a possível ausência de um dos jogadores mais importantes do Fla nos últimos tempos.
Por fim, a mudança do local da partida entre Corinthians e Flamengo para Campinas. Muita gente reclamou de favorecimento ao Fla. Sinceramente, acho que faz pouca ou nenhuma diferença. Mas tudo é polêmica, tudo é válido. Uma pena é a CBF sempre ser a última a saber de tudo. E não ter percebido até hoje que marcou dois jogos de tanta proporção para o mesmo dia em São Paulo.
E podem ter certeza: vem muito mais por aí.
Hoje tem Palmeiras e Grêmio abrindo a rodada. Vale o sonho do título para o Palmeiras. Vale a manutenção da invencibilidade em casa para o Grêmio. Um jogo cercado de pressão. E Héber Roberto Lopes será o responsável por segurar a onda. Vale lembrar que os dois últimos juízes que apitaram os jogos do Palmeiras, vão assistir o Brasileirão da TV Freezer nesta reta final.
Ainda hoje também, temos julgamento de jogadores do São Paulo, que podem pegar uma boa suspensão.
Prepare o seu coração. E fique atento às notícias. A próxima bomba pode cair no seu clube.
Desnecessário, apelativo e baixo o Dossiê apresentado pelo Internacional à imprensa e torcedores ontem. Mesmo que o clube tivesse razão (e não tem), a ação é lastimável porque sua intenção é uma só: pressionar a arbitragem à favor do Colorado.
Fernando Carvalho, ótimo dirigente, e ótima pessoa, errou desta vez. Uma final que já tinha um clima complicado, fica ainda mais.
O Corinthians rebateu, através de nota, dizendo não aprovar a atitude do adversário e sugerindo outro DVD para as pessoas assistirem.
A idéia, pelo jeito, é que vale tudo.
E em meio à tanta pressão, a CBF parece estar em outro planeta. E colocou no sorteio, o inexperiente árbitro Ricardo Marques Ribeiro, de Minas Gerais. Homem de sorte. Que teve sua bolinha escolhida para a decisão.
Com certeza, qualquer que seja o resultado, o perdedor irá reclamar da arbitragem. O Inter, dirá que mais uma vez o Corinthians foi beneficiado. O Timão, dirá que a pressão do Colorado funcionou.
E a CBF, lavará as mãos, por ter colocado um árbitro inexperiente. Não que Ricardo Marques Ribeiro não esteja preparado para um bom jogo. Mas seria o momento de colocar alguém mais calejado. Não é hora de experimentar, testar.
Mas quem sou eu para falar...
Aliás, esta semana Porto Alegre virou um verdadeiro barril de pólvora. Amanhã, final da Copa do Brasil. Jogo quente. Na quinta, semifinal da Libertadores. Animos acirrados. Povo de sorte, este do Rio Grande.
Amanhã, versão especial do Quadro Negro, com a análise do Corinthians que entrará em campo para a decisão. Na quinta, é dia de analisar o Grêmio. Fiquem de olho.
Tudo indica que Carlos Eugênio Simon ficará fora do sorteio para a próxima rodada do Campeonato Brasileiro. Mas também não vai apitar a Série B, como foi dito por aí. E o documento que o Flamengo prepara para enviar à FIFA, provavelmente será ignorado por lá.
Simon é bom árbitro. Mas gosta de falhar em lances decisivos. Já foi odiado pelo Cruzeiro, na época do Felipão. O Atlético-MG, também não o que nem pintado de ouro, depois do erro na partida contra o Botafogo, pela Copa do Brasil. Agora, é a vez do Flamengo.
Mas Simon, que já disputou duas Copas, é bom árbitro. Quem perde, é o futebol brasileiro, deixando-o de fora.
E confesso que, depois da declaração de Simon, que disse que após ver o lance pela televisão continua achando que acertou, fiquei na dúvida sobre o lance. De fato, Diego Tardelli cairia depois de pisar na bola. Mas não dá para ignorar a presença do zagueiro cruzeirense fazendo a carga. Assim é o futebol.
O fanfarrão Márcio Braga continua colocando fogo nos jogos do Flamengo no Campeonato Brasileiro. Se não bastassem as falas de que o time já preparava a festa para o hexacampeonato e que a arrancada para mais um título começaria no último sábado, antes de o time ser goleado pelo Atlético-MG em pleno Maracanã, o presidente do Flamengo agora resolveu falar sobre o Vasco.
Márcio Braga teria dito que o time do Vasco vive um momento ruim e é fraco. A declaração não foi bem recebida em São Januário. E provavelmente, deve servir como motivação extra para os jogadores que vão entrar em campo no fim-de-semana.
O capitão do time, Fábio Luciano, já disse que encara as declarações do presidente como as de um torcedor. Mas de fato, este tipo de declaração polêmica nunca foi boa para o Flamengo. Pelo contrário, serviu apenas para aumentar a pressão sobre o time e dar força de vontade para os adversários.
A história já estava desenhada há alguns meses. Desde que reclamava constantemente da reserva, Dodô dava sinais de que não duraria muito no Fluminense. Voltou ao time titular, depois da venda de jogadores importantes, e da liberação de Thiago Neves para as Olimpíadas. Mas jogou mal. Constantemente.
No domingo, o jogador foi substituído, quando jogava mais uma partida ruim, contra o Sport, e foi embora do estádio. Boatos dão conta ainda de que teria discutido fortemente com o capitão Luiz Alberto, no vestiário.
A diretoria não perdoou. E acertou o fim do contrato do jogador. Um bom jogador, diga-se de passagem. Mas que não vinha ajudando, em nada, o Fluminense em sua caminhada.
Provável destino? O Corinthians, que aproveita a Série B, para pegar boas rebarbas da primeira divisão. Dodô já fez mais de 7 jogos pelo Flu, e só poderia entrar em campo na Série A ano que vem.
O Cruzeiro aproveitou a ida ao Rio de Janeiro para reclamar na CBF das últimas arbitragens. E depois da partida com o Botafogo, pode ser obrigado a passar mais uma tarde por lá. Apesar da superioridade dos cariocas no confronto, o único gol do jogo, saiu de um penalti, que o próprio Wellington Paulista admitiu: "eu encenei. O árbitro não percebeu e deu."
Muito desfalcado e sem nenhum titular no meio-campo, Adílson optou por mandar o Cruzeiro à campo com três zagueiros e apenas um atacante. Em bom momento, o Botafogo partiu para cima. E pressionou, durante quase toda a partida. Mas não conseguia chegar com muito perigo ao gol (salvo raras exceções). Com Camilo e Guilherme, o Cruzeiro conseguia, em ainda mais raros momentos, levar perigo ao gol adversário. Na etapa final, após muitos cartões amarelos para a equipe mineira, Giuliano Bozzano expulsou Camilo, em lance discutível. E pouco depois, já aos 35 da etapa final, marcou um penalti claramente inexistente a favor dos cariocas. Lúcio Flávio decretou a vitória.
O Botafogo, que não tem nada com isso, segue forte. Já está a 2 pontos do próprio Cruzeiro. E pode chegar. O retrospecto de Ney Franco no clube, prova isto. Já o Cruzeiro, torce muito pelo Flamengo hoje à noite. O Grêmio pode abrir 8 pontos na frente, e ficar ainda mais favorito ao título. Independente do resultado, não é mais permitido ao Cruzeiro vacilar, se quiser o título.
Polêmica na vitória do Corinthians por 2 a 0 sobre o Juventude, pela 16ª rodada da série B do Campeonato Brasileiro. O lance que originou o primeiro gol alvinegro foi bastante contestado pelo técnico Zetti. O treinador reclamou da falta marcada contra a equipe gaúcha e acabou sendo expulso pelo árbitro carioca Luís Antônio Silva dos Santos. Na cobrança, André Santos achou o volante Fabinho sozinho na área. O jogador ajeitou a bola com a mão para marcar. Mostrando superioridade na partida, o Timão fez mais um no segundo tempo com o argentino Herrera. A vitória deixou o Corinthians com 35 pontos, longe do segundo colocado Avaí que está com 30. O Juventude é o 7º colocado com 25 pontos.
No sul do país, o veterano Jardel estreou pelo Criciúma. O jogador mostrou não ter perdido o faro de gol. Jardel entrou no segundo tempo da partida entre Criciúma e Marília. O centroavante marcou o segundo gol da vitória da equipe gaúcha por 3 a 2 sobre o time paulista e ainda participou do lance do terceiro gol. Aos 34 anos, Jardel teve um início de carreira avassalador pelo Grêmio. Chegou à seleção brasileira credenciado por ter um ótimo aproveitamento em jogadas aéreas. Jardel é a esperança de gols da equipe do Criciúma na Série B. O time catarinense é o 11º colocado com apenas 22 pontos. Já o MAC está a uma posição da zona de rebaixamento, com 17 pontos. Jardel se junta à Túlio, do Vila Nova de Goiás, na lista de veteranos capazes de fazer a diferença na Segunda Divisão do país.
A FIFA divulgou agora há pouco, nota oficial em que assume que nada pode fazer contra a decisão do TAS (Tribunal Arbitral do Esporte), que decidiu que nenhum clube é obrigado a liberar seus jogadores para as Olimpíadas. Com isto, caso não aja uma boa conversa entre CBF, Schalke04 e Werder Bremem, Rafinha e Diego terão que ser liberados antes da estréia.
A situação é complicada. Coloca em choque, clubes e jogadores. Que já estão em Pequim, treinando e no clima da estréia. Para a seleção, é o de menos. Para Dunga, é ótimo. Uma boa maneira de tirar (justamente) Diego do time e colocar Thiago Neves, sem constrangimentos. Ilsinho, é uma ótima opção pelo lado direito.
Caso os dois sejam mesmo liberados, quem seriam os substitutos? Se CBF tiver que escolher entre os 4 "reservas" inscritos, Renato Augusto é nome certo. Charles (Cruzeiro) e Léo (Grêmio) disputariam a outra vaga, com mais chances para o último, devido à lesão de Thiago Silva.
Ruim para o Brasil, pior para a Argentina, que deve ficar sem Messi. O craque do time parecia muito disposto à batalhar pela medalha.
O pior da decisão, é que o futebol fica cada vez mais isolado nos Jogos Olímpicos. Já é o único esporte com limite de idade. Não é disputado na cidade sede. E tende a ficar ainda pior. Especula-se, que já nas próximas Olimpíadas, a modalidade seria disputada por atletas sub-17. O "espírito olímpico", com certeza passou longe da decisão.
Um grande jogador em ótima fase dentro de campo. Um atleta cheio de problemas fora dele.
Até que ponto a confusão envolvendo o meia Marcinho pode prejudicar o rendimento do Flamengo no Brasileirão?
Esta é a terceira vez que Marcinho se envolve em polêmicas nas últimas semanas. Foi acusado de jogar água em torcedores do Sport, há duas semanas. Na quarta-feira da última semana, um de seus carros teria atropelado uma motocicleta. Segundo o jogador e o advogado do Flamengo, um amigo de Marcinho dirigia o carro do jogador.
Ontem, porém, a bomba estourou, e não teve desculpas ou nada do tipo. Duas garotas de programa (outra vez, jogadores de futebol se perdendo desta maneira) acusaram o meia de agressão. Na festa, ocorrida no sítio do goleiro Bruno, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de BH, logo após a partida contra o Atlético-MG, estavam presentes ainda Diego Tardelli e o quarto goleiro Paulo Victor, que deveria estar no Rio.
Não restam dúvidas que o jogador se descontrolou. Por telefone, ofereceu à prostituta dinheiro em troca do silêncio, dizendo que isso prejudicaria muito a sua carreira. Piorou ainda mais a situação.
Independente do que faz em seus momentos de folga, o fato é que a polêmica pode atrapalhar o clima do líder Flamengo. A esposa de Diego Tardelli, que afirma ter ficado apenas 45 minutos na festa, e ter ido embora quando percebeu a chegada das prostitutas, pediu o divórcio. E o jogador apela para que Bruno e Marcinho salvem o casamento. Bruno também pode perder a esposa. Marcinho, terá que conviver com o pé atrás dos companheiros.
Hoje, na reapresentação, reunião com todo o grupo, advogados, dirigentes e psicólogos.
A situação não é boa na Gávea. Resta saber quando haverá volta por cima.
A polêmica desta rodada do Brasileirão esteve na marca da cal ontem. Os principais programas esportivos discutiram o assunto, que já tinha sido criticado aqui, no post sobre a 8ª rodada.
A "paradinha" está em alta entre os jogadores. Em baixa para a maioria dos outros.
Isto porque, não existe mais limite. Como comprovaram no último fim-de-semana Alex Mineiro, Alan Bahia e Roger. Paradinha que praticamente elimina as chances de defesa do goleiro. Tudo é possível para ludibriar o adversário. Artimanha barata!
Alguns defendem que basta ao goleiro esperar a batida, para então, pular no canto certo. É impossível. Pura questão de reflexo. Se o goleiro esperar a batida para sair, não consegue chegar na bola há tempo. Principalmente se houver paradinha, uma vez que até o goleiro "entender o que está acontecendo", a bola já vai estar perto demais do gol.
Alguns dizem também que o penalti é feito quando o jogador está prestes a marcar o gol. Logo, não temos que dar privilégios aos goleiros. Ora, se é assim, penalti é gol. Economizamos tempo e humilhação ao adversário. Eliminamos de vez os riscos de erro.
O que foi feito com classe, outrora, por batedores de categoria como Pelé, Zidane, Djalminha e Marcelinho Carioca, hoje, perdeu o limite. E se formos esperar ação da FIFA...
A polêmica da rodada deste fim-de-semana no Brasileirão ficou por conta do árbitro Wilson de Souza Mendonça, que apitou a partida entre Cruzeiro e Vasco no Mineirão.
Antes de chegar ao lance definitivo, vale lembrar que Wilson foi péssimo durante toda a partida. Inverteu faltas, deu vantagem quando não devia, parou o jogo quando poderia dar vantagem. Irritou os dois times.
No segundo tempo da partida, o juiz resolveu marcar uma infração do goleiro Tiago, do Vasco, que causou revolta em jogadores e dirigentes do time carioca. O lance, resultou no único gol da partida: vitória do Cruzeiro por 1 a 0.
A regra diz:
" Confira o que diz que regra 12 sobre os goleiros:
Será concedido um tiro livre indireto à equipe adversária se um goleiro comete uma das seguintes cinco faltas dentro de sua própria área penal:
1 - Tardar mais de seis segundos em por a bola em jogo depois de havê-la controlada com suas mãos.
2 - Voltar a tocar a bola com as mãos depois de havê-la posto em jogo e sem que qualquer outro jogador a tenha tocado;
3 - Tocar a bola com as mãos depois que um jogador de sua equipe a tenha cedido com o pé;
4 - Tocar a bola com as mãos depois de tê-la recebido diretamente de um arremesso lateral lançado por um companheiro;
5 - Perder tempo."
O juiz, considerou que Tiago teve a posse de bola, colocou-a em jogo, e depois voltou a pegá-la com a mão (artigo 2).
Os comentaristas de arbitragem, "cheios de moral", são unanimes ao afirmar que o juiz errou.
Os comandantes da arbitragem no Brasil e em Minas Gerais, dizem que o árbitro acertou na decisão.
Minha opinião é: Tiago não teve a posse de bola। Mas é fato que o goleiro agiu de má-fé. Tentou ludibriar a regra e o árbitro, e acabou punido. A discussão, eu deixo para os "reis do apito".
O gol de Fabricio salvou a lavoura do Cruzeiro. Reverter o placar de 2 a 0 no Mineirão seria tarefa mais que difícil para os comandados de Adílson Batista. Porém, o jogo contra os argentinos deve ser visto em duas frentes.
A primeira: o Cruzeiro jogou mal. Adilson não escalou bem o time. Riquelme jogou com muitos espaços. Além disso, o time não buscou a vitória em nenhum momento. Parecia disposto a perder de pouco. Erro grave. Mas deu sorte. A fase do Boca não é das boas. Perdeu alguns gols e acabou saindo com um resultado muito ruim. O Cruzeiro mostrou a sorte de um grande time.
A segunda: se o resultado foi ruim, poderia ter sido muito melhor. Isto se a arbitragem tivesse marcado o penalti clarissimo de Maidana, que deu duas "manchetes" na bola, dentro da área. Também poderia ser melhor, se o bandeira tivesse assinalado impedimento, no segundo gol dos argentinos, marcado por Dátolo. Detalhe: vi e revi o lance centenas de vezes, e não consegui identificar se o jogador estava ou não impedimento.
O Cruzeiro tem boas chances de se classificar. Para isso, basta jogar como no clássico contra o Atlético. Seguro na defesa e eficiente no ataque. Não se pode perder gols. Detalhe: a história de que o Boca pode ser considerado perdedor da primeira partida por causa da pedrada levada pelo juiz, pra mim é conversa para boi dormir. A partida estava no final, e os argentinos são os queridinhos da CSF. Nada que diminua as chances do Cruzeiro ser um dos times nas quartas.
Ano passado a semifinal do Campeonato Mineiro trouxe a polêmica. O Democrata de Governador Valadares, impedido de jogar em casa devido à capacidade de seu estádio, resolveu mandar a partida no Mineirão. O adversário era o Atlético, que foi beneficiado jogando as duas partidas da semifinal em casa.
Este ano, a história se repete, com outros personagens. O Ituiutaba também fez a escolha para atuar no Mineirão. O adversário será o Cruzeiro.
No ano passado, a diretoria cruzeirense não gostou da decisão da Federação Mineira de Futebol. Chegou a entrar com um pedido na justiça para que a partida entre Atlético e Democrata não fosse realizada pois feria o regulamento. Chamou a atitude de imoral. Não conseguiu impedir o jogo de ser realizado. Este ano, o discurso é: "A gente respeita a opinião do Ituiutaba, assim como respeitamos a do Democrata, e vamos cumprir o que está definido" (Eduardo Maluf, diretor de futebol do Cruzeiro). Não foi bem assim.
Os fatos: 1 - Ano passado a decisão causou certa desconfiança pois Atlético-MG e Democrata de Valadares eram parceiros. Cruzeiro e Ituiutaba não tem nenhum vínculo. 2 - Para os times do interior, nada melhor do que jogar uma partida com bom público no Mineirão e ainda ganhar a receita. É dinheiro para salvar um ano. 3 - O Cruzeiro, que já era favorito, agora está praticamente garantido na decisão. Se enfrentar o Galo, vai fazer 4 partidas seguidas em BH pela competição. 4 - Ano passado, o Galo se classificou contra o Democrata, e depois foi campeão. O Cruzeiro quer fazer o mesmo. 5 - Por último, mas não menos importante: Pimenta no olho dos outros é refresco...
Dentro de campo, Pelé foi o Rei do Futebol. Fora dele, Édson Arantes do Nascimento é o Rei da Bola Fora. Na semana passada, apostou que Ronaldo pode até voltar a jogar futebol, mas nunca mais será um grande jogador.
"Acho bom que ele tenha dito isso, porque a gente sabe que o Pelé costuma dar azar quando faz previsões", disse neste fim-de-semana o Fenômeno sobre o assunto.
Ronaldo está certo. Quando resolve falar, Pelé costuma colocar o pé pelas mãos. Se o atacante vai voltar a jogar em alto nível ou não, é impossível prever. Principalmente se tratando de Ronaldo. De toda forma, as palavras de Pelé são, sem dúvida, um incentivo à mais para o atacante.
Ontem o dia foi movimentado para o Botafogo. Mesmo sem entrar em campo, o time mobilizou direção, comissão técnica, jogadores e torcedores em torno do julgamento no TJD, ainda sobre as polêmicas da final da Taça Guanabara, quando o clube foi derrotado pelo Flamengo, e saiu de campo revoltado com a arbitragem.
Em tese, o resultado foi ótimo para o clube. 7 estavam na pauta do tribunal. Deles, dois foram absolvidos (Zé Carlos e Jorge Henrique). O goleiro Castillo, para mim um dos principais responsáveis pela confusão, foi suspenso com uma partida. Lúcio Flávio, Ferrero e Diguinho pegaram justos 2 jogos.
Quem pagou a conta, no entanto, foi o técnico Cuca. O treinador ficará afastado do banco de reservas do Bota nos próximos 30 dias. Pena muito injusta, principalmente para quem conhece o treinador. Não vou entrar no mérito se Cuca de fato disse ou não o que foi relatado por Marcelo de Lima Henrique "in sumula". Além disso, um mês impedindo um treinador de trabalhar, é uma pena incabível e injusta, na minha opinião.
De toda forma, dos males o menor. Durante a semana, Cuca pode trabalhar com o elenco praticamente completo, para montar uma equipe que não dê trabalho durante os jogos.