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A oitava copa

A partir de amanhã, da próxima vez que Santos e Peñarol se enfrentarem, estarão em campo oito títulos da Copa Libertadores. Hoje, o time paulista tem dois e o uruguaio, cinco. Tradição que será colocada frente a frente no Pacaembu logo mais, na decisão continental.

Em 1962, na época em que o campeão entrava já nas fases finais no ano seguinte, o Peñarol (campeão de 61) enfrentou o Santos na decisão. Em três jogos, os paulistas acabaram levando a melhor e vencendo a Libertadores pela primeira vez. Os três jogos, aconteceram pois nas duas primeiras partidas os resultados foram iguais: vitória dos visitantes por um gol de diferença.

Se o regulamento permitisse, seria bem provável que Santos e Peñarol precisassem fazer três jogos novamente pare decidir o campeão, dado o equilíbrio no confronto. Santos e Peñarol fizeram jus à vaga na decisão com times parecidos, embora diferentes.

O Santos tem duas frentes. O pragmatismo e a eficiência de Muricy e a qualidade irretocável de Neymar. Para o jogo decisivo, ganha ainda a genialidade de Paulo Henrique Ganso (que embora tenha jogado pouco, foi fundamental para a chegada do Santos na decisão). Com ele, mesmo abaixo das condições físicas ideais, o Santos é mais forte. Na qualidade do passe, Ganso pode decidir. Quanto mais vezes a bola chegar redonda até Neymar, maiores as chances do Peixe decidir o jogo. Embora seja impossível prever quanto tempo Ganso ficará em campo, é certo que em um minuto ele pode fazer a diferença.

O Peñarol aposta na eficiência. É um time que erra pouco, que dá poucas chances ao adversário. Sabe o que quer e o que é capaz. Marca forte com duas linha e dá liberdade para Martinuccio, homem-chave da equipe, armar os contra-ataques.

O empate na primeira partida deu a impressão de vantagem ao Santos. Ledo engano. Quem acompanhou a campanha dos uruguaios na Libertadores sabe que a história se repetiu até que o time chegasse a decisão: nunca foi favorito, sempre decidiu fora de casa, sempre surpreendeu. É no campo inimigo que o Peñarol se faz forte, porque sua força depende diretamente da confiança do adversário. Quanto mais à vontade o adversário se sente, mais forte o Peñarol.

Se você obrigar 10 pessoas a cravar um campeão, tenho certeza que pelo menos oito apostarão no Santos. Eu, inclusive. O que isso quer dizer? Nada.

Para o jogo de logo mais há história, há tradição, há dois bons times. Não existe espaço para favoritismo.

Dentro de campo, Santos e Peñarol vão decidir uma Libertadores indefinida. E juntos, chegarão à oito títulos do campeonato mais importante do continente.

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Vantagem considerável no ótimo primeiro tempo

Um bom jogo de futebol não se faz apenas com muitos gols ou em noites incríveis do(s) goleiro(s). Prova clara disto foi a primeira partida da decisão da Copa do Brasil, entre Vasco e Coritiba. 1 a 0 em jogo com "melhores momentos" escassos. Mas foi uma grande partida de futebol, que deixou os vascaínos com uma vantagem considerável para decidir o título semana que vem, em Curitiba.

Sem Ramón e Éder Luís, o Vasco perdeu suas principais referências de velocidade pelos lados do campo. A escolha óbvia de Ricardo Gomes por Bernardo, mudou um pouco a maneira do time jogar, com um 4-3-2-1 mais agrupado e forçando muito o jogo pelo meio. O Coritiba manteve a postura que fez do time uma das sensações de 2011: marcação adiantada e transição veloz para o ataque, com toques rápidos e eficientes.

O primeiro tempo foi bom. Corrido e muito equilibrado. Faltaram chances de gol, porque os dois times pecavam muito no último passe. O Coritiba teve as melhores oportunidades quando forçou o erro dos limitados volantes vascaínos, faltando que Anderson Aquino entrasse em sintonia com seus companheiros de ataque. Já o Vasco, cresceu quando Felipe recuou para organizar o jogo e participou mais da partida. Faltava maior movimentação de Bernardo (muito preso pelo lado esquerdo) e participação mais efetiva dos laterais, principalmente Allan que tinha corredor enorme pela direita.

Na etapa final, o gol do Vasco saiu cedo. Boa trama de Bernardo e Diego Souza, Allan subiu aproveitando os espaços e cruzou para Alecsandro marcar de cabeça. Explosão em São Januário e vantagem importante para os donos da casa.

O jogo esquentou e o Vasco poderia ter aproveitado o momento de nervosismo do Coritiba para definir o jogo (e quem sabe o confronto). Não o fez pois recuou demais e sentiu falta da velocidade de seus dois ausentes para puxar os contra-ataques. Diego Souza, o melhor em campo e jogando como em seus melhores momentos, não tinha mais pernas; Bernardo desapareceu e Alecsandro (depois Élton) ficou isolado.

Marcelo Oliveira reoxigenou o setor ofensivo com o que tinha disponível. Principalmente Geraldo e Marcos Paulo deram mobilidade ao time que esboçou sufoco nos donos da casa nos minutos finais. A melhor chance veio já nos acréscimos com Émerson, e não seria injusto se o Coritiba empatasse.


O fato de não ter levado gols, é um alento importante. Que faz ficar maior a vantagem do Vasco para a partida decisiva. Principalmente, levando-se em conta que o time tem jogado muito melhor fora de casa. O possível retorno de Éder Luís é outro ponto importante para um time que terá que saber se fechar mas precisará de alternativas para agredir o Coritiba no Couto Pereira.

Embora o ritmo do Coritiba não me pareça com o mesmo fôlego do início da temporada, o time provou em São Januário ter totais condições de lutar pelo título. A equipe que se ressente muito da ausência de Marcos Aurélio, ainda perdeu Anderson Aquino para o jogo decisivo. Geraldo, provou que pode ser boa alternativa.

A vantagem é reversível e a festa no Couto Pereira promete ser fantástica. O que deixa ainda mais imprevisível o título da Copa do Brasil. Que certamente, ficará em boas mãos.

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Superioridade e derrota

O Goiás deveria ter entrado em campo para salvar o ano na final da Sul-Americana. Uma vaga na Libertadores de 2011, garantiria investimentos que deixariam o time já favoritíssimo na Série B do ano que vem. O que se viu nos primeiros minutos porém, foi um time assustado, acuado, aceitando a pressão de um Independiente tradicional mas pouco qualificado que também surpreendeu por chegar à decisão.

Os brasileiros só acordaram após o gol marcado por Velázques, aos 16 minutos. E empataram logo na sequência com o incrível Rafael Moura, que assumiu a responsabilidade e carregou o time nas costas para se consagrar artilheiro da competição.

Daí em diante, o Goiás foi quase sempre superior na partida. Mas errou em lances capitais, na indecisa marcação sobre Parra, que marcou dois gols estranhos que deixaram o confronto igual.

Assim como na partida do Serra Dourada, mais do que tecnicamente, o Goiás superou o adversário fisicamente. Com 15 minutos da etapa final, os argentinos estavam pregados. E novamente, os goianos não conseguiram retratar em gols a superioridade. Rafael Moura perdeu algumas boas oportunidades. Já na prorrogação, Rafael Tolói acertou a trave. Azar? Talvez.

E o jogo acabou decidido nos penaltis. Os argentinos, frios e copeiros, acertaram as cinco cobranças. Felipe, símbolo dos piores momentos do Goiás na temporada, acertou a trave.

Independiente novamente no topo da América. O maior campeão da Libertadores estará de volta ano que vem. Assim como o Grêmio, outro tradicional sul-americano que garantiu ontem definitivamente sua vaga no principal torneio do continente.

Ao Goiás, cabe colocar a cabeça no lugar. E voltar ao trilho natural. O lugar do esmeraldino é na elite do futebol nacional.

Tranquilidade, cabeça no lugar e comemoração

É hoje o grande dia. Por mais clichê que pareça, a frase cabe muito bem para o torcedor do Internacional nesta quarta-feira. O caminho para o sucesso, está no título deste post: tranquilidade, cabeça no lugar e comemoração.

O sentimento de "já ganhou" parece (mais uma vez) aflorado na imprensa brasileira. Em geral, todos pensam que o Inter, de fato, já tem as mãos no caneco da Libertadores de 2010, a segunda de sua história. E é natural, depois do ótimo resultado conquistado na primeira partida.

De toda forma, aos jogadores, cabe a tranquilidade e sabedoria de que nada é conquistado antes da hora, principalmente tratando-se de uma competição deste porte. Neste momento, vale lembrar histórias passadas. Uma tão recente: a do Cruzeiro, que empatou a primeira partida no ano passado e foi tratado por todos como "campeão antecipado" diante de um ótimo Estudiantes em 2009. Ou do Flamengo, que levou uma inimaginável reviravolta do América do México em pleno Maracanã.

Com a estrutura que tem, o Inter deve segurar os ânimos do elenco o máximo possível. Dentro de campo, jogando tudo o que sabe, o Colorado tem (de fato) condições de se sagrar campeão até com certa tranquilidade. Não que o Chivas tenha um time ruim. Mas os brasileiros são muito superiores. Dentro de campo e no banco de reservas.

Celso Roth tem a oportunidade que sempre sonhou. É vencer e colocar-se em definitivo na prateleira de cima, deixando rótulos injustos para trás. Caso perca, provavelmente ficará marcado em definitivo.

Torcerei pelo Inter. E acredito no título Colorado. Basta seguir este caminho, que parece simples, mas é bem complicado. Resta esperar.

O Iluminado

O texto a seguir não é uma resenha do ótimo e inesquecível filme de Stanley Kubrick. Mas conta mais um capítulo da história de um garoto que se mostra predestinado a cada semana a tornar-se um ídolo tão inesquecível quanto o filme histórico.

Antes de partir para falar de Giuliano, é preciso destacar a atuação que beirou a perfeição do Internacional em Guadalajara. Não há grama, pressão da torcida ou adversário bem postado que resista a um time extremamente qualificado e ainda mais seguro.

O mentiroso 1 a 0 para o Chivas nos primeiros 45 minutos não disse o que foi o primeiro tempo da decisão da Libertadores. O Inter conseguia manter a posse de bola e evitar os contra-ataques, armas mais fortes dos mexicanos, com uma marcação bem encaixada no meio. E criava as melhores (ou todas) oportunidades. Kléber acertou a trave. Alecsandro o travessão.

O ritmo colorado só caiu após a lesão do centro-avante, que fazia mais uma grande partida. Celso Roth errou ao colocar Éverton, que não tinha a mesma presença ofensiva. Apesar de ameaçar menos, o Inter controlava o jogo com tranquilidade e sabedoria. Errou apenas uma vez. Um erro quase mortal. Guiñazu não acompanhou a subida de Bautista e Renan exitou na saída do gol. 1 a 0 num golaço de cabeça, de fora da área.

Fosse um time comum, o Inter se exporia e voltaria nervoso para o segundo tempo. Celso Roth foi perfeito ao manter a postura da equipe. Acertou ainda mais quando desfez o erro, colocando Rafael Sóbis no lugar de Éverton. Não demorou para o ótimo Kléber fazer um cruzamento quase que como com as mãos para "O Iluminado" Giuliano marcar o empate com a cabeça. Pouco depois, o capitão Bolívar marcou o gol que fez justiça no placar e que deixaria o Colorado muito próximo de sua segunda Libertadores.

Os exemplos recentes são suficientes para evitar que o clima de "já ganhou" atrapalhe o Inter na decisão no Beira-Rio. A equipe é experiente e forte o suficiente para evitar sustos maiores, mas precisa saber que do lado oposto há um adversário forte e brigador.

Mas não há como ignorar a grande vantagem. E mais do que isto: o elenco internacional do Internacional. De um iluminado, predestinado Giuliano. De um Kléber que reencontra aos poucos seus melhores dias. De Guiñazu que está em toda parte do campo. E de D'Alessandro, sempre decisivo.

O bi da América está perto de tornar-se realidade para o melhor time do país. Um prêmio justo para quem investe em qualidade. Um prêmio justo para tirar definitivamente Celso Roth da fila. E para tirar do técnico rótulos que nem sempre ele mereceu.

Campeão absoluto do semestre

Depois da regra da qualificação dos gols marcados fora de casa, ser o mandante da primeira partida em duelos mata-mata tornou-se um bom negócio. Tanto é que 2000 para cá, apenas três vezes o campeão da Copa do Brasil foi o time que decidiu em casa (o Cruzeiro em 2000 e 2003 e o Sport em 2008 - nesta decisão, o gol marcado fora de casa no primeiro jogo decidiu). Em todas as decisões que o mandante do primeiro jogo não sofreu gols, ele acabou com o título (exceto o São Paulo em 2000, que empatou por 0 a 0 com o Cruzeiro na partida inicial).

Por todos estes fatores, o Santos chegou à Bahia muito perto do título. Mesmo que os resultados do Vitória fossem incríveis no Barradão (como eram), era sabido por todos que a missão de reverter a derrota por 2 a 0 na Vila Belmiro era ingrata. Por um motivo em especial: um gol do Santos, praticamente definia o confronto, e o Santos marcou gol em todas as partidas da Copa do Brasil.

Apesar disso, sobrou luta no time baiano. Desde o primeiro minuto, tentou sufocar o adversário. E o fez muito bem nos primeiros 20 minutos. Marcava no campo de ataque, jogava com muita gente perto do gol adversário e não deixava o Santos jogar. Teve pelo menos três boas chances, a maioria delas com Júnior (que voltou a jogar bem).

Aos poucos, porém, a marcação relaxou, como era de se esperar. O Santos passou a encontrar espaços e gostar do jogo. O Vitória apostou tudo em marcar um gol logo no início, e como ele não saiu, não teve pernas para sustentar a pressão.

O gol de Edu Dracena, no finalzinho do primeiro tempo, foi a ducha de água fria que faltava. Com apenas 45 minutos e precisando de quatro gols, o título virou missão impossível para o Vitória. Que honrou a camisa e principalmente, os torcedores que lotaram o estádio e fizeram uma festa sensacional. Lutaram até o apito final, e deram pelo menos uma vitória de consolo para a torcida.

Apesar de ficar marcado como "vice de tudo", pelos vices das séries A, B e C além da Copa do Brasil, o Vitória só tem motivos para se orgulhar. Foi valente, fez uma campanha sensacional e esbarrou em um adversário que era mesmo mais forte na decisão. Tem uma base interessante e um técnico promissor. Só precisa de cabeça no lugar para seguir com o trabalho.

Já o Santos, coroa o semestre com um título justo. Se foi o campeão que mais perdeu na história da Copa do Brasil, foi também o que mais marcou gols. Jogou um futebol ofensivo e empolgante (que você pode ver no Quadro Negro do Marcação). Pode - e deve - sonhar com mais. O Brasileirão está aí, e a Tríplice Coroa é algo tangível para uma equipe que ainda tem muita lenha para queimar.

Até 2014!

Tempo bom que não volta mais. Mas que ficará na memória para sempre. A Copa do Mundo da África do Sul foi marcante, histórica e inesquecível. Claro que não foram apenas grandes jogos, arbitragens perfeitas e craques de encher os olhos. Com tantas equipes, é óbvio que algumas partidas deixam a desejar. Mas o saldo final é altamente positivo.

Uma Copa que mostrou que Parreira estava certo. O gol é apenas um detalhe. Num Mundial com a média de gols baixa, quem venceu e encantou foi a Espanha: o campeão mundial com menos gols da história. Mas ao contrário do que imagina-se analisando apenas os números, era ultraofensivo o time espanhol.

A Copa da festa na África, que recebeu o torneio pela primeira vez. A alegria do povo e a diferença que este Mundial pode fazer na história do continente é o mais legal da festa.

Foi a Copa de imagens para sempre: quem vai se esquecer dos sul-africanos descendo do onibus em festa para o jogo de estréia? Do jogador que foi comemorar no fosso o gol de seu país? Da mão de Suárez, que impediu o gol de Gana no último minuto? Da entrada de Nelson Mandela ao Soccer City na decisão? Da homenagem de Xavi à Jarque? Do beijo de Casillas na namorada?

O Mundial que consagrou Forlán, como o melhor jogador. Justo. Carregou o time nas costas quando precisou. Foi decisivo e brilhante. Ótimo do primeiro ao último lance.

A Copa dos jovens. De Muller, artilheiro e revelação. Da Espanha de Marchena, Fábregas e Pedro.

Para terminar, a minha seleção, que foi mudando fase após fase até chegar ao final:

Casillas (Espanha), Lahm (Alemanha), Lúcio (Brasil), Piqué (Espanha) e Coentrão (Portugal); Schweinsteiger (Alemanha), Sneijder (Holanda), Iniesta (Espanha) e Muller (Alemanha); Forlán (Uruguai) e Villa (Espanha).

A Copa 2010 chegou ao fim. E a primeira cobertura do Marcação Cerrada foi um sucesso. Deu trabalho, mas foi ótimo. Ao todo, foram 116 posts sobre o Mundial. Análise de todos os 64 jogos. Todas as 32 seleções foram analisadas no Quadro Negro. Incontáveis visitas e comentários.

Obrigado a todos que passaram por aqui durante o Mundial. Obrigado mais que especial a Net Esportes, Marcelo Bechler, Felipe Scheid, Alexandre Azank, André Augusto, Rafael Andrade, Filipe Araújo e Rafael Fajardo pelos textos que abrilhantaram e ajudaram muito na cobertura.

Em 2014 tem mais!

Dias de Fúria


A Copa do Mundo das novidades teve uma grata novidade neste domingo. A Espanha contrariou os pré-conceitos, jogou por terra as frases prontas e a fama de amarelona e conquistou o primeiro título mundial de sua história.

Não me apegarei neste texto a detalhes táticos e do jogo. Farei isto no Quadro Negro que postarei em instantes. E que me desculpe a Holanda, vice-campeã por justiça e com muitos méritos. Mas este texto é da Espanha. É da Fúria.

Vermelha, cor da paixão. Paixão retratada no choro de Casillas. E porque não, no beijo honesto e sem máscaras repleto de emoção na namorada, a repórter Sara Carbonero, ao vivo.

Vermelho puro. Como foi puro Iniesta, ao comemorar o gol homenageando um jogador do rival. Jarque, do Espanyol, morreu ano passado na pré-temporada de seu time.

Vermelho de histórias. Como a de Puerta, outro ex-jogador espanhol falecido antes deste Mundial e lembrado pelos jogadores.

Imagens para sempre! Coisas que só o futebol e um evento tão extraordinário como a Copa do Mundo podem proporcionar.

A melhor seleção do mundo nos últimos 4 anos, conquistou o planeta com justiça na tarde de hoje. Desde a última Copa, jogou 54 vezes: 49 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas. Ganhou a Europa em 2008 e agora o Mundial.

Esta é a Espanha, que encantou o mundo com os pés. Que provou que nem só nos gols está a beleza do futebol. Apesar do futebol que agradou a todos, teve a melhor defesa, e um ataque com poucos gols (apenas 7 em 6 jogos). Bom, bonito e eficiente.

Hoje, a Espanha brindou os amantes do futebol com o título como tinha que ser. Nos próximos ano, é o estilo espanhol quem vai ditar o modelo a ser seguido. Os dias de Fúria, vão ser ótimos para o futebol. O planeta bola agradece.

Esta sim, uma doce derrota

Depois de muita polêmica durante a semana, sobre times que poderiam "entregar" a partida para os seus adversários, o Fluminense deu mais uma lição. Voltou a desafiar o impossível no Maracanã, bateu na trave mais uma vez contra a LDU, mas deixou orgulhosos os mais de 65 mil torcedores que vibraram e sofreram junto com um "time de guerreiros".

O que era difícil poderia ficar ainda pior se Carlos Amarilla tivesse expulsado Gum aos 20 segundos de jogo pela falta desnecessária que fez. Mas o árbitro pegou leve e o cartão amarelo ficou de ótimo tamanho. Melhor ainda ficaria quando Diguinho abriu o placar logo aos 14 minutos de jogo.

Só quando De La Cruz foi expulso, aos 17 minutos, em falta semelhante à Gum, a LDU entendeu o que estava acontecendo. Com a entrada de Larrea, os equatorianos finalmente conseguiram acertar a marcação de um surpreendente Flu, que entrou em campo com três homens no ataque e apenas um zagueiro.

Com um homem a mais, o jogo virou ataque contra defesa. O Fluminense tinha a bola e pegava todos os rebotes. Não tinha a quem marcar em seu campo de defesa. Mas faltava um jogador com toque rápido para achar espaços na defesa adversária. Conca é homem de condução de bola. Diguinho tentou fazer este papel, colocou a cara no jogo, mas erra passes demais.

O segundo gol, porém, saiu aos 42 minutos do segundo tempo, com Fred. Intervalo de jogo e o Flu já tinha cumprido metade da missão. Faltavam 45 minutos e dois gols. Para um Fluminense que tinha um homem a mais em campo.

A animação era tanta que o time nem desceu para o vestiário. Queria sentir o clima da torcida, que acabou esfriando com o intervalo.

Na volta para o segundo tempo, o jogo mudou pouco. O Fluminense não conseguia virar a bola com velocidade e tinha dificuldades para achar espaços. Acabava ficando apenas com cruzamentos da intermediária que facilitavam e muito a vida dos defensores. Mas o sonho que era possível tornou-se palpável aos 27 minutos, com o gol de Gum de cabeça. O predestinado zagueiro fazendo mais um gol fundamental para o time carioca.

O momento era de dar um verdadeiro sufoco nos equatorianos e partir para o abafa decisivo, mas o time que jogava no seu limite acabou perdendo um jogador fundamental. Fred, o mais experiente do grupo, foi o primeiro a perder a cabeça. Um lance bobo, de falta lateral, e o atacante do Fluminense, herói até então da recuperação, tornou-se vilão ao exceder-se na reclamação à Amarilla e ser expulso.

A ducha de água fria naquele momento mostrava que o título, tão próximo, não viria para o Fluminense. Mesmo com a expulsão de Campos, logo depois, já não havia mais forças para os cariocas marcarem o último gol que precisava. Deixou mais uma vez o título para a LDU, em pleno Maracanã.

Mas, dessa vez, o time saiu de cabeça erguida. Aplaudido. Reconhecido como guerreiro que vem sendo desde outubro. Mostrou-se mais do que preparado para a última e mais importante batalha. Domingo, em Curitiba, o time joga a vida na Série A do Brasileirão. Ali sim, uma derrota significará a perda da guerra.

Com os nervos no limite, com o coração na ponta da chuteira, com a pressão excessiva por resultados, o inesquecível time de guerreiros do Fluminense está preparado para o ato final em 2009. Um roteiro de dar inveja em Holywood.

É hoje

Há alguns anos, Belo Horizonte não recebia uma grande decisão do futebol. E como é bom respirar os ares de uma final tão importante como a Libertadores.

Na cidade, não se fala em outra coisa. Nas ruas, bandeiras e camisas azuis em toda esquina. Ontem, estive no aeroporto e centenas de torcedores argentinos se misturavam aos cruzeirenses.

No Mineirão, as pessoas já começam a chegar para o grande jogo. Onde tudo está aberto. Tudo pode acontecer.

De um lado o Cruzeiro, bicampeão da Libertadores. Da despedida de Ramires. Do melhor goleiro em atividade no Brasil. Do artilheiro Kléber.

Do outro, o Estudiantes, tricampeão da Libertadores. Do ídolo de sangue, Verón. Do artilheiro da Libertadores, Boselli. Da despedida de Andújar.

Certeza, apenas uma. Que é uma final justa, onde os dois times fizeram por merecer. E que independente do resultado, os dois têm motivos de sobra pra se sentirem orgulhosos do que fizeram.

A Libertadores se decide hoje. E teremos um jogão!

A Taça que todos querem

21h50. Neste horário, o amante de futebol tem compromisso inadiável hoje. Sentar diante da televisão para acompanhar mais uma final da Taça Libertadores da América. A 50ª decisão.

Estudiantes, tricampeão. Cruzeiro, bicampeão. Dois times de tradição internacional. Conhecidos e temidos na América. Dois gigantes do futebol mundial. E uma decisão que promete tirar o fôlego.

A primeira partida, em La Plata, na Argentina, é cercada de polêmicas. Temendo a gripe suína que se alastra no país, o Cruzeiro tentou a mudança de local da partida. Exagerou na dose. Mas exigia aos argentinos o mesmo tratamento dado aos mexicanos. Não aconteceu, e a Conmebol desta vez, acertou na mão. Afinal, é final, decisão, e há condições para a realização do jogo.

Em campo, o Estudiantes (avaliado ontem no Quadro Negro), terá o retorno do craque Verón. É um jogador fundamental, mas com certeza, não estará 100% fisicamente, o que pode ser muito benéfico para os brasileiros. Além disso, fica a dúvida quanto à escalação de Cellay, na lateral direita. O jogador, que também vinha afastado, pode começar no banco. De toda forma, o time cresceu muito sob o comando de Alejandro Sabella. Passou a jogar um futebol moderno e muito forte, principalmente na marcação.

Do outro lado, o Cruzeiro (analisado no Quadro Negro antes do duelo contra o Grêmio) também tem seus problemas, mas joga praticamente com força máxima. Thiago Heleno fica fora do time. Há quem prefira Anderson, que porém, anda jogando mal, sem ritmo algum. No meio, não joga Fabrício. Mas há quem considere Henrique o titular do time, visto o futebol que ambos tem jogado. Na frente, mais uma vez, Adilson aposta em Wellington Paulista, que não joga bem, mas faz gols decisivos. O Cruzeiro tem força. Cresce a cada dia. Trabalho que começou em 2007 e hoje, o clube encontra-se perto de colher os frutos.

Certeza, apenas uma. Teremos uma final fantástica, de altíssimo nível. O primeiro jogo, será fundamental. E acho, que a decisão fica para Belo Horizonte. Aposto no Cruzeiro na decisão. Mas acho que dá empate na primeira partida.

Sem exageros

Que não me venham com o papo de "penalti é loteria". Se algum jogador ou treinador do Fluminense fala isso, a pergunta que deve ser feita é: "e você deixaria uma loteria decidir o título mais importante da história do seu clube?"

Foi isto que o Fluminense fez. Decidiu, na metade do segundo tempo, levar o jogo para as penalidades. Talvez, porque o Flu tivesse treinado, um dia antes do jogo. Talvez, porque a imprensa noticiou que a LDU não deu importância à este tipo de trabalho. Mas, se penalti não é loteria, também não é treino. É psicológico. Puramente psicológico.

E os equatorianos, que desde o primeiro jogo se mostraram psicologicamente mais bem preparados, venceram com justiça. Foram campeões por merecimento. Não tem nenhum jogador brilhante, mas tem um bom time de futebol.

Soube jogar com o regulamento. Das 8 partidas, desde às oitavas de final, conquistou apenas duas vitórias. Soube jogar com a cabeça, e perder quando podia, da forma como podia. Teve frieza para bater o segundo adversário nos penaltis.Provou para Renato Gaúcho, que o título não era tão certo como ele dizia. Provou à Gabriel, que o futebol equatoriano não é tão pequeno quanto ele pensava. Provou para Washington que tem mais, muito mais, do que a altitude à seu favor.

A vitória da humildade, contra um Fluminense que pecou em excesso. Pecou por não cuidar do lado esquerdo. Todos sabiam que Guerrón ia levar perigo por ali. O gol da LDU, logo aos 5 minutos de jogo, mudou completamente a história da final. O que parecia difícil, tornou-se praticamente impossível. A LDU surpreendeu, jogando buscando o gol. Não esperou o Flu atacar. Até porque, quando precisou se defender, esteve mal.

E foi isto que o Fluminense soube aproveitar. Se impôs. E chegou rapidamente ao empate, com gol do genial Thiago Neves. Fez o segundo, em inteligente cobrança de lateral de Júnior César. Thiago Neves, outra vez, estava lá para marcar. A esta altura, era impossível não acreditar que o terceiro gol sairia. E que o quarto gol era muito provável. Contrariando a todos, não achei penalti em Washington. Se o atacante do Flu quisesse o gol invés do penalti, teria conseguido. A carga não existiu.

Logo aos 11 do segundo tempo, o Flu fez o terceiro. Boa cobrança de falta de Thiago Neves. Defensável. Não para o goleiro Cevallos. E o meia colocava seu nome na história do Fluminense de maneira fantástica.

Faltavam 30 minutos. O Fluminense estava melhor. E já tinha provado que tinha mais time. Mas, estranhamente, pareceu satisfeito. Parecia já ter feito sua parte, e agora, estava disposto a deixar a tal "sorte de campeão", que tanto o acompanhou, decidir.

Levou o jogo durante todo o segundo tempo, e toda a prorrogação sem incomodar. Mas foi incomodado. A LDU manteve-se perigosa nos contra-ataques. Assim chegou ao segundo gol, mal anulado pela arbitragem com Bieller. E quase chegou, outra vez, com Guerrón, em arrancada fulminante e impressionante, que só foi parada com a expulsão de Luiz Alberto.

O Fluminense ainda teve uma chance, no final da prorrogação. Thiago Neves não pegou tão bem e o goleiro Cevallos defendeu. Pela falta de ousadia, o Fluminense foi castigado com os penaltis.

E Cevallos, que tinha cara de vilão, virou herói. E Thiago Neves, que tinha tudo para ser o rei da noite, virou vilão, perdendo uma das 3 cobranças desperdiçadas pelo Flu. 3 a 1 nos penaltis. LDU campeã da Libertadores 2008.

Noite da vida

O Fluminense faz, logo mais, às 21h50, o jogo mais importante de sua história. A partida contra a LDU vale muito mais do que o primeiro título da Libertadores na história tricolor. Vale a entrada no hall dos vencedores da américa, o respeito de campeão do continente e principalmente, a visão de que investir em grandes jogadores pode ser a receita do sucesso.

Renato Gaúcho prometeu o título em todas as entrevistas que deu até agora. Exagerou. A derrota é possível. É até provável, considerando-se o primeiro jogo. Vencer a LDU por 3 gols, não será tarefa fácil.

Tudo indica que o treinador deve manter o time que entrou em campo na primeira partida. Renato não é muito de surpreender, neste aspecto. A idéia do treinador é mudar apenas a postura, atacando o tempo todo, mas mantendo certo cuidado defensivo. Renato sabe que um gol do perigoso time equatoriano pode arruinar o sonho do Fluminense.

Além disso, a idéia de Renato é guardar Dodô para o segundo tempo, como "arma especial". Com ele, o Flu pode mudar completamente uma partida.

Não é o que eu faria, mas é uma estratégia inteligente por parte de Renato Gaúcho. Se vencer, o técnico consagrará de vez como um dos melhores do país. Caso contrário, terá que procurar um bom buraco para enfiar a cabeça nos próximos meses.

Muita calma nessa hora

"O principal jogador deles não veio, que é a altitude. E o melhor nosso vai estar em campo, que é a atitude". A frase é do atacante Washington, confirmado no comando do ataque do Fluminense para a decisão de amanhã, contra a LDU. Ainda não se sabe quem jogará com ele. Cícero ou Dodô. A tendência é que o primeiro seja mantido.

Mas, vista com calma, a frase proferida por Washington se junta à várias outras de jogadores, técnico e dirigente do Flu, que parecem garantir que o time sairá campeão.

É preciso não confundir confiança com modéstia. Mesmo que fosse confiança, o excesso dela, faz mal ao time.

O Fluminense tem tudo para sair campeão, quarta-feira, do Maracanã. Mas precisa entrar em campo, lembrando que do outro lado haverá um adversário forte, que fez por merecer para chegar à decisão, que quer tanto quanto os cariocas o título e mais: que tem a vantagem, conquistada na primeira partida, dentro de campo.

Quebrando tabus

A Espanha venceu a Euro 2008 com merecimento. Já tinha a melhor campanha até chegar à decisão. Bateu a Itália, atual campeã mundial, e a surpreendendte Rússia duas vezes - com duas goleadas.

Não vi o jogo de ontem. Estava no Mineirão acompanhando o confronto entre Cruzeiro e São Paulo. Ainda não consegui pegar a reprise na TV. Portanto, não tenho muito a falar sobre o jogo em questão. Pelos melhores momentos, não restam dúvidas de que a vitória foi realmente justa.

Destaque para Xavi, mais uma vez bem na partida, e eleito, com muito merecimento, o melhor da competição. Euro que não teve um grande craque. Mas que teve muitos ótimos times.

É a volta do futebol bonito. É a volta do futebol onde marcar gols e mais importantes do que não levar.

É a volta da Espanha. 40 anos depois. Quebrando o tabu de "amarelona" para se tornar grande mais uma vez.

Vale Ouro

No caso, a medalha de ouro. E o troféu de campeão da UEFA Euro 2008. E vale ouro para quem gosta de futebol. Espanha e Alemanha chegam com justiça à final. Jogaram um bom futebol, bateram adversários fortes, venceram jogos difíceis. E aqui estão, lutando frente à frente, dois times ótimos, porém muito diferentes.

A Espanha joga um futebol mais gostoso de ver. É um time leve, solto. Uma equipe de toque de bola, que chega com muita qualidade ao ataque. Não deverá contar com David Villa, artilheiro da copa. Não fez falta contra a Rússia, mas pode fazer hoje. É um atacante decisivo. Se Fábregas o substituir como fez na última partida, o peso da falta será menor.

O time espanhol tem peças muito importantes no meio. A dupla do Barcelona, Xavi e Iniesta, é responsável por fazer um combate importante no meio-campo, e fazer a bola chegar com velocidade ao ataque. Outro jogador fundamental (que tem até sido confundidos por alguns como craques) é o brasileiro naturalizado Marcos Senna. O volante é um verdadeiro cão de guarda. E não erra passes, o que facilita o jogo espanhol. O ponto fraco é o miolo de zaga, e os laterais que ainda não jogaram bem na competição.

Já o time da Alemanha, aposta na tradição. Além da tradição de levantar troféus (é o único time tri-campeão da Euro) a de times pragmáticos que sabem o que fazer e que erram pouco. Desta vez, o time tem um aperitivo à mais. Ótimos jogadores, capazes de decidir, como há muito tempo não se via. Schweinsteiger tem jogado o fino da bola. Podolski também é baita jogador. Klose, sempre está no lugar certo na hora certa.

A equipe alemã tem como ponto forte o fato de errar pouco. Por isso, é um time difícil de ser batido. Mas tem uma das defesas mais fracas dos últimos anos. Os bons zagueiros, não convencem, parecem muito desentrosados. Os laterais, se são ótimos com a bola nos pés, ofensivamente, também tem tomado muitas bolas nas costas e dribles fáceis. Mas é um time que faz poucas bolas, e que tem um jogo veloz, muito perigoso. O meio-campo erra poucos passes e faz a bola chegar rapidamente aos atacantes, que são ótimos. Ballack, vem aparecendo pouco, mas é o termômetro do time. Dita o ritmo. Faz a bola rodar. É craque!

Vai ser um grande jogo. Tudo pode acontecer. Aposto na Alemanha, pelo fato de ser um time tão "certo". E além disso, tradição pesa em decisões. E o time alemão é convidado à isto. Mas a Espanha não tem o time bobo de outrora e está muito disposto à surpreender.

Podia ser pior

Esta frase com certeza ficou na cabeça de todos os torcedores do Fluminense depois da primeira partida da decisão da Libertadores, ontem à noite, em Quito. Depois de um primeiro tempo abaixo da crítica, onde mais uma vez o Fluminense teve sorte de campeão, o time conseguiu equilibrar as ações no segundo tempo, e evitar um vexame histórico. Por fim, um 4 a 2, que deixa a LDU muito próxima do título, mas que dá totais condições ao Fluminense de reverter.

Vamos ao jogo:

O Fluminense foi mal. Errou em excesso. Mas é um absurdo o que disse Renato Gaúcho, contando com a colaboração da imprensa brasileira. Parece que a LDU só venceu porque o Flu errou. Não é verdade. Tem um bom time de futebol os equatorianos, cheios de méritos. Se as principais jogadas são conhecidas, "manjadas", cabia ao Fluminense marcar. Não o fez. E a LDU aproveitou.

Guerrón mais uma vez foi o destaque. Contando com a ajuda de Júnior César, que marcou à distância, dos volantes, principalmente Arouca, que não fez a cobertura adequadamente, e de Renato Gaúcho, que demorou a mexer. Cícero e Washington poderiam ter sido substituídos mais cedo.O Fluminense ainda contou com sorte de campeão. Mais uma vez fez um gol no melhor momento. Empatou a partida em belo chute de Conca (outra vez o melhor do time). Dominou o jogo por alguns minutos. Mas cochilou, e deu espaço para a LDU deitar e rolar. Assim saíram o segundo, o terceiro e o quarto gol. Um baile. Que o Fluminense não conseguiu entender. E não conseguiu evitar.

No segundo tempo, os equatorianos, cansados, pisaram no freio. E o Flu, pouco mais bem postado, mostrou tranquilidade. Chegou ao segundo gol. Talvez a única boa jogada da dupla Gabriel/Thiago Neves. E no fim, os dois times pareciam cansados, e satisfeitos com o resultado.

Vale lembrar que provavelmente o Fluminense jogará muito melhor no Maracanã. Mas é importante saber também, que o time da LDU tem se postado muito bem fora de casa. E não facilitará a vida do Flu, como os cariocas fizeram ontem à noite. Ainda é possível acreditar. O Fluminense tem time, e totais condições de chegar ao título. Mas é preciso ter uma consciência: o resultado ontem foi muito ruim, e conquistado com méritos da LDU.

Se o time do Fluminense, seus torcedores, e principalmente Renato Gaúcho, descerem do degrau, e jogarem sabendo que são dois times que se equivalem, é possível. Mas não provável.

Batalha final número 1

A sonhada noite de 25 de junho de 2008 chegou para jogadores, dirigentes e torcedores do Fluminense. Hoje, pela frente, um adversário complicado. A LDU, do Equador. A primeira batalha, na altitude de Quito, pode definir os rumos da decisão. Um bom resultado, fora, deixaria o Fluminense muito próximo do título.

O time de Renato Gaúcho é favorito. Pelo elenco, pela qualidade, e também pela campanha. O time que foi o melhor da primeira fase (inclusive estando no mesmo grupo da LDU), eliminou os favoritos Boca e São Paulo no caminho até a decisão.

Um time que cresceu, e melhorou. E vive uma grande fase, desconsiderando-se o péssimo início de Brasileiro. O nacional não é importante para o Flu, no momento.

Conta com o ótimo momento de Fernando Henrique no gol. O sempre seguro Thiago Silva, na zaga. O veloz Júnior César, pela esquerda. A inteligência de Thiago Neves, no meio. A versatilidade de Cícero. E o artilheiro Washington, sempre decisivo.

Mas pela frente, um adversário complicado. Um time que tem qualidade. E que é muito bem armado pelo ótimo técnico Edgardo Baúza. Com 3 zagueiros seguros e dois volantes marcadores, a defesa da LDU erra pouco. O time joga muito pelos lados. Com o ótimo Guerrón, pela direita, e o bom Bolaños, pela esquerda. Quem corre, pensa, e faz o time jogar, é Manso. Este merece marcação especial, não necessariamente individual.

Um time que tem qualidade, mas que peca, principalmente nas finalizações. Ao Fluminense, é preciso coragem. Coragem para jogar, atacar. Se ficar acúado, a pressão será enorme, e fatalmente, os gols equatorianos sairão. Jogando de igual para igual, o Flu tem mais time, e mais condições de sair vencedor.

Chegou o esperado dia

É hoje. Corinthians e Sport decidem a Copa do Brasil. O time paulista, chega à derradeira partida com a vantagem de ter vencido o primeiro jogo por 3 a 1. O time pernambucano, vai à decisão com a vantagem de decidir com o apoio da sua torcida.

Promessa de um grande jogo. Hora de não fazer prognósticos. Tudo pode acontecer na Ilha.

A única certeza, é de que o título ficará em boas mãos. Sport e Corinthians fizeram por merecer para chegarem onde estão. O primeiro, bateu os favoritos (Palmeiras e Inter). O segundo, rebaixado à Série B, conseguiu dar a volta por cima, e também bateu um forte candidato (Botafogo).

Se fizer um gol, o Corinthians praticamente mata o jogo. Se fizer um gol, o Sport ganha moral para buscar o segundo, na pressão.

Hoje é dia.

PS: Mais uma vez, dirigentes batem boca na mídia sobre a quantidade de ingressos para a torcida visitante. Lamentável. Até quando os dirigentes brasileiros vão se apequenar desta forma?

Favorito?

Se lembrarmos o que o Sport fez com Palmeiras e Internacional na Ilha do Retiro, fica difícil colocar o Corinthians como favoritíssimo para a decisão da Copa do Brasil. Carlinhos Bala pode ter razão quando diz que o gol de Enílton, ontem, foi o gol do título.

O time paulista foi de primeira. Partiu para cima, buscou o resultado o tempo inteiro, e foi empolgante, empolgado com o Morumbi lotado, mais uma vez. Fez 2 a 0 no primeiro tempo, e poderia ter feito 3 ou 4 sem problemas.

Na etapa final, o Sport melhorou. Marcou melhor, e conseguiu se lançar ao ataque. O Corinthians, deveria ter segurado o jogo, deixado a partida mais tranquila. Afinal, com 2 a 0, era essencial não levar gols. Mas não. Continuou pressionando. Até marcou o terceiro, em contra-ataque fulminante. Mas levou, no finalzinho, um gol que pode decidir a competição.

O Corinthians é favorito. Tem um bom time e um técnico gigante. Está preparado para este título. Mas o Sport, de façanhas incontáveis nesta Copa, ainda pode surpreender. Tem tudo para isto.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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