Superioridade e derrota

O Goiás deveria ter entrado em campo para salvar o ano na final da Sul-Americana. Uma vaga na Libertadores de 2011, garantiria investimentos que deixariam o time já favoritíssimo na Série B do ano que vem. O que se viu nos primeiros minutos porém, foi um time assustado, acuado, aceitando a pressão de um Independiente tradicional mas pouco qualificado que também surpreendeu por chegar à decisão.

Os brasileiros só acordaram após o gol marcado por Velázques, aos 16 minutos. E empataram logo na sequência com o incrível Rafael Moura, que assumiu a responsabilidade e carregou o time nas costas para se consagrar artilheiro da competição.

Daí em diante, o Goiás foi quase sempre superior na partida. Mas errou em lances capitais, na indecisa marcação sobre Parra, que marcou dois gols estranhos que deixaram o confronto igual.

Assim como na partida do Serra Dourada, mais do que tecnicamente, o Goiás superou o adversário fisicamente. Com 15 minutos da etapa final, os argentinos estavam pregados. E novamente, os goianos não conseguiram retratar em gols a superioridade. Rafael Moura perdeu algumas boas oportunidades. Já na prorrogação, Rafael Tolói acertou a trave. Azar? Talvez.

E o jogo acabou decidido nos penaltis. Os argentinos, frios e copeiros, acertaram as cinco cobranças. Felipe, símbolo dos piores momentos do Goiás na temporada, acertou a trave.

Independiente novamente no topo da América. O maior campeão da Libertadores estará de volta ano que vem. Assim como o Grêmio, outro tradicional sul-americano que garantiu ontem definitivamente sua vaga no principal torneio do continente.

Ao Goiás, cabe colocar a cabeça no lugar. E voltar ao trilho natural. O lugar do esmeraldino é na elite do futebol nacional.

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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