O final do Campeonato Brasileiro de 2010 veio com uma sensação estranha. Pela primeira vez desde que me entendo por gente (ou que me entendo como amante do futebol) não acompanhei nada. Estava dentro do avião, curtindo meus últimos momentos de férias (que inclusive fizeram este blog ficar sem texto algum por 15 dias) quando os clubes decidiam título, Libertadores e rebaixamento.

Por isso, a análise sobre o título do Flu veio tarde (dois dias depois) e virá com menos análise do que o comum.
Mas claro que o Marcação Cerrada não deixaria um fato tão importante passar em branco. Ou melhor, vai passar em branco. Mas branco, verde e grená.
Demorou 26 anos a agonia tricolor. Que tantas vezes bateu na trave. O grito "campeão" que ficou preso após a sofrida final da Libertadores contra a LDU só pôde ser liberado no último domingo. O sofrimento dos "99%" de chances do rebaixamento em 2009, ficou para trás com o alívio do título em 2010.
O Fluminense é mais um justo campeão brasileiro nos pontos corridos. Afinal, não dá para declarar injusto que o campeão seja o time que teve a melhor defesa, o maior saldo de gols, o terceiro melhor ataque e o maior número de vitórias após 38 rodadas.
Flu que sofreu com a difícil adaptação de contratações que vieram para resolver como Belletti e Conca. Que sofreu com o excesso de lesões e as longas ausências de Diguinho, Fred e Émerson. Mas que soube se reinventar, reencontrar as vestimentas de guerreiros usadas nas rodadas finais do último Brasileirão e buscar o título.
Mais um tricolor campeão nas mãos de Muricy Ramalho. Tetra-campeão brasileiro. Quatro primeiros lugares e um segundo nos últimos seis campeonatos. Um vencedor, que independente dos métodos (que não agradam a este que vos escreve) combate com títulos qualquer possível crítica quanto ao seu trabalho.
Demorou, mas o Fluminense reencontrou o lugar cimeiro do pódium. E dali, não parece disposto a sair tão cedo.



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