No olho dos outros...

O futebol brasileiro não vive sem uma polêmica. Principalmente na reta final do Brasileirão. Semana passada foi o tal penalti em Ronaldo marcado por Sandro Meira Ricci. Esta semana começou com outra: o São Paulo entregou para o Fluminense?

É preciso cuidado para avaliar a vitória, e goleada, do novo líder do campeonato em Barueri. E relembrar como aconteceu a vitória do Fluminense relembrando alguns pontos importantes.

O primeiro deles, que hoje, o Fluminense tem um time melhor. A posição na tabela e as atuações ao longo do Brasileirão provam isto. Hoje, se São Paulo e Fluminense se enfrentarem 10 vezes, os cariocas são favoritos para vencerem pelo menos seis vezes.

O segundo deles, que o Fluminense tinha mais do que motivação para o confronto. Os três pontos para o tricolor carioca valiam muito. Para o tricolor paulista, valor nenhum. A situação do São Paulo na competição não mudaria com uma vitória.

Falar em corpo mole ou "resultado entregue" é injusto. Basta observar as ótimas defesas que Rogério Ceni fez durante o jogo. E relembrar que o resultado só se confirmou quando o São Paulo tinha dois jogadores a menos (bem expulsos, diga-se) já nos minutos finais. Até então, o empate era amargo para o Fluminense.

O Corinthians não tem motivos para reclamar. A derrota do São Paulo ontem, foi a derrota do Corinthians para o Flamengo ano passado. Não dá para falar em jogo entregue. Acho pouco provável que jogadores profissionais se prezem a isto. A questão é que se a vitória do tricolor valia muito para o rival, não valia nada para seu time. E daí, para motivar jogadores, é mesmo tarefa das mais difíceis.

O Fluminense é cada vez mais favorito para ganhar o Brasileirão. Na próxima rodada, encara um Palmeiras com ainda menos motivação que o São Paulo. Além de tudo, está poupando (com razão) os titulares para a Copa Sul-Americana. Natural, e não pode manchar a possível e provável do Flu com mais insinuações de "entrega".

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Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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