30 minutos para seguir sonhando

O Cruzeiro entrou em campo com a obrigação de vencer para garantir antecipadamente a vaga na Libertadores e para seguir sonhando com o título Brasileiro. O Vasco, entrou sem nenhuma aspiração na competição. Talvez isto explique o ritmo da partida nos 30 minutos iniciais, que definiram o confronto e deixaram os mineiros ainda vivos na luta pelo troféu.

Com Roger no lugar de Fabrício, machucado, Cuca deixou o Cruzeiro ofensivo para dominar o adversário e matar o jogo assim que possível. Contra um adversário que também tinha dois volantes e dois meias, as equipes ficaram espelhadas em campo.

A vantagem do Cruzeiro se deu pela forte marcação já na saída de bola do Vasco e pela ótima movimentação dos volantes. Henrique e, principalmente, Marquinhos Paraná se revezavam no ataque e confundiam a marcação vascaína, que não contava com a ajuda de Zé Roberto e Carlos Alberto. Do outro lado, Roger acompanhava as subidas de Fágner e chegou a dar carrinhos na beira do campo para recuperar a bola.

Em velocidade, quase sempre pelo lado direito (onde o Vasco não tinha um lateral de origem) e com movimentação constante de Jonathan, Montillo e Thiago Ribeiro, o Cruzeiro criava suas melhores chances, desperdiçadas por Wellington Paulista. Por isso, os gols só saíram nas bolas paradas. Três escanteios cobrados por Montillo e três gols (Roger, Henrique e Edcarlos). Tudo isto em 30 minutos.

Depois disto a chuva chegou e esfriou os ânimos em Sete Lagoas. O Cruzeiro pisou no freio com o resultado já determinado e o jogo caiu muito de qualidade. Ainda no fim da primeira etapa, o Vasco diminuiu com o (bom) estreante Renato Augusto, em rara falha de Fábio.

No segundo tempo, o jogo seguiu com poucas emoções. O Vasco levava mais perigo, principalmente porque Cuca demorou para reoxigenar seu time e quando o fez, apostou em substituições óbvias e que pouco mudaram a postura do time. Mas faltou qualidade e vontade aos cariocas para ameaçar, de fato, a vitória celeste.

O Cruzeiro segue na briga. Mas para os mineiros, não basta jogar bem (como fez contra o Corinthians e nos primeiros 30 minutos de ontem) e vencer. É preciso torcer por tropeços de Corinthians e Fluminense que parecem cada vez menos prováveis nas duas rodadas restantes.

De toda forma, fica o "alívio" pela classificação antecipada para a Libertadores. Será a quarta consecutiva. Será, em 2011, o Brasileiro com maior sequência na competição (devido a não participação do São Paulo). Uma marca que vale o registro.

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Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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