Todos se perguntam: como o time que é terceiro colocado na Libertadores não consegue agradar ao seu torcedor? Como um treinador que montou um dos times mais fortes do país, com um elenco comum, pode ser tão "burro" para a torcida?
Este é o Cruzeiro, de Adilson Batista.

Na estréia, contra o Vitória, críticas para a escalação de Marquinhos Paraná como lateral esquerdo. Depois, criticas por deixar o time muito defensivo com as entradas dos volantes Henrique e Elicarlos nas vagas de Bruno e Maicossuel, respectivamente. Resultado final, vitória do Cruzeiro por 2 a 0.
No segundo jogo, contra o Botafogo, mais críticas. Desta vez, pela entrada de Elicarlos na vaga de Jadílson, um dos xodós da torcida. Vitória do Cruzeiro por 1 a 0.
Terceira rodada, contra o Santos. A saída, mais uma vez, de Jadílson gerou protestos da torcida. Que não gostou também quando os dois atacantes (Guilherme e Jajá) foram substituídos por dois meias (Bruno e Maicossuel). O Cruzeiro goleou, 4 a 0. Maicossuel marcou um gol.
Contra o Coritiba, na quarta rodada, fora de casa, mais reclamações. Tudo isto, por causa da escalação de um meio-campo com 4 volantes, e o meia Wágner jogando no ataque, improvisado. Empate por 1 a 1.
Outra vez no Mineirão. O adversário foi o Vasco. Outra vez, muitas críticas pela saída de Jadílson, que desta vez deu lugar ao lateral direito Jonathan.
Contra o Palmeiras, mais uma vez, a torcida criticou. Críticas aliviadas pelo fato de o time jogar com um jogador a menos desde o primeiro tempo. Mas a saída de Guilherme para a entrada de Henrique, no intervalo, colocando mais uma vez Wágner, isolado na frente, foi problemática. E desta vez, o Cruzeiro foi goleado por 5 a 2.
Contra o São Paulo, na última rodada, muitas críticas. Alguns, reclamaram que o técnico preteriu o lateral esquerdo Carlinhos, recém chegado do Santos, preferindo improvisar Marquinhos Paraná na posição. A substituição do atacante Wéldon pelo meia Bruno, foi a gota d´água. Placar final: empate por 1 a 1.
Concordando ou não com as mexidas ou substituições, é impossível não constatar que o trabalho de Adílson vem sendo bem feito. Em 8 jogos, o Cruzeiro venceu 5 e perdeu apenas 1. O treinador já disse, diversas vezes, que suas escalações e substituições são feitas pensando no adversário, buscando sempre neutralizar a força do rival. Para isto, as vezes, abre a mão da sua própria força, o que ao meu ver é um erro, principalmente para clubes como o Cruzeiro, que tem sempre o dever de vencer.
De toda forma, os números não mentem. Adilson é uma grata revelação como treinador no futebol brasileiro. Merece crédito e paciência, de uma torcida que não enxerga o que o país tem visto: o Cruzeiro é um forte candidato ao título do Brasileirão.
2 comentários:
PERFEITO VINICIUS: vc resumiu aqui tudo que penso.
Muito bom mesmo, tô tentado a copiar e publicar no Sou Cruzeirense....
Valeu a dica pra vir aqui.
Meu nobre, porque ainda não trabalha num grande jornal, revista, rádio ou TV, sua visao é perfeita, seu texto ótimo.
Saudações Celestes
SITE/BLOG.....CRUZEIRO: O MAIOR DE MINAS
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ENTREM E SINTAM-SE A VONTADE
Força Adilson!
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