Sem surpresas. Sem sustos

A noite foi dos grandes na Copa do Brasil. Seja nos jogos de ida, ou já nas segundas partidas, os clubes favoritos acabaram mesmo conseguindo a vaga para a segunda fase da competição. Pior para as zebras, que fazem da Copa uma oportunidade de aparecer no cenário nacional.

Sem dúvida, todos os jogos de ontem pela competição ficaram em segundo plano. O importante, estava em Itumbiara, Goiás. Mas não era o jogo. E sim, o banco de reservas. Lá estava Ronaldo, com a camisa 9 do Corinthians, "pronto" para estrear. E ele entrou em campo, aos 22 minutos do segundo tempo, visivelmente fora de forma. E apesar da disfarçada de Mano, entrou no lugar de Souza. Antes disso, o Timão já vencia o Itumbiara de Túlio, Denílson e cia por 2 a 0, gols de Chicão e André Santos, o que pouco importa no caso. Ronaldo, que pouco tocou na bola, mostrou que pode e será decisivo para o Corinthians dentro de poucos jogos. Porque é diferente. Não faz o feijão com arroz. Gira rápido em direção ao gol e parte para cima do zagueiro mesmo sem a explosão física de outrora. Fez duas jogadas que lembraram os velhos tempos, guardadas as devidas proporções. Na primeira, deixou dois zagueiros desesperados, mas não teve perna e força para invadir a área. Na segunda, deixou pra trás o zagueiro, quando o juiz acabou marcando falta inexistente. O torcedor do Corinthians pode se animar. Ronaldo é animador. E deve continuar jogando. Aos poucos. Sem pressa. Enquanto isto, em campo, o time faz seu papel. Venceu e está na segunda fase da Copa do Brasil sem necessidade de outro jogo. Domingo, tem Palmeiras.

Também pela partida de ida, o Flamengo eliminou o jogo de volta com uma vitória fácil sobre o pobre Ivinhema, por 5 a 0. Destaque para Zé Roberto que marcou dois gols mas já quer excluir dele o rótulo de artilheiro. Esta responsabilidade, não é mesmo dele. Que vai ser cada vez mais importante para o time. O time de Cuca veio com uma cara completamente diferente. Agora sim, é o time de Cuca. E ele será cobrado por isto. Sem Juan e com Léo Moura no meio-campo, a vitória foi construída com facilidade. Méritos do Flamengo. Deméritos do adversário.

Os paranaenses Coritiba e Atlético também conseguiram a classificação. O primeiro, goleou o Holanda, no jogo de volta, por 3 a 0. Está classificado com sobras. O segundo fez o mesmo placar, só que fora de casa, e nem necessitará da segunda partida.

Por fim, mas não menos importante, o Internacional que é considerado um dos favoritos ao título passou sufoco. E se classificou na conta do chá contra o humilde mas guerreiro time do Rondonópolis. Depois de perder a primeira partida por 1 a 0, o Inter teve dificuldades para construir o placar. Jogou contra um adversário fechado, que marcava com muita vontade e competência. Já na base do abafa, na etapa final, saíram os dois gols da classificação colorada. O primeiro com o zagueiro artilheiro Índio. O segundo com Alecsandro, que vai fazendo por onde ser titular da equipe. 2 a 0, sem sustos, e classificação garantida para a próxima fase.

4 comentários:

Anônimo disse...

Essa fase da Copa do Brasil é um pouco sem graça, os grandes geralmente se classificam e depois começa a ficar emocionante.
Sobre a estreia do Ronaldo no Corinthians tenho a dizer que ele esta visivelmente fora de forma mas ainda tem o refinado toque de bola que o consagrou. abraço.

Leandrus disse...

Depois de ver a estreia do Ronaldo penso que ele ficará mais fixo dentro da área, usando sua habilidade por lá mesmo e não dando mais aquelas sensacionais arrancadas, que na verdade já se tornavam cada vez mais raras. Mas eu ainda acho que está, digamos, "cheio" demais...

E o Flamengo foi aquela coisa: vitória com poucos gols seria prova de atuação ruim e goleada não passaria mais do que obrigação, como foi ontem. Pelo menos deu pra ver que Everton Silva e Leo Moura devem se entender bem, embora eu ache que as jogadas ainda ficarão muito concentradas nas laterais, o que já tá manjado e acontece desde 2007...

Gerson Sicca disse...

o inter jogando desse jeito está longe de ser favorito. tem q colocar os pés no chão e tentar melhor a cada fase. jogando desse jeito não chega nem nas quartas-de-final.

André Augusto disse...

na quarta, só o Sport convenceu mesmo.

Ah, o Kléber...

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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