Em Minas, definitivamente não há rivalidade. Há disparidade. Que não vem de hoje. Nos últimos 11 jogos entre Cruzeiro e Atlético, 10 vitórias da Raposa e um empate. Ontem, pela segunda vez em dois anos, o time decidiu o Campeonato Mineiro na primeira partida. 5 a 0, fora o baile.
Não foi apenas o torcedor alvinegro que foi enganado pela performance do time até agora na temporada. Não há como negar, que o Galo não perdia desde fevereiro. Todos achavam que o time enfrentaria o rival de igual para igual na decisão. Mas se esqueceram, que até agora na temporada o Atlético-MG teve três desafios. Os três jogos contra o Cruzeiro. Perdeu todos.
Dentro de campo, o Atlético-MG fez o que podia na etapa inicial. Entrou com três zagueiros e quatro volantes em campo. Jogava pelo empate, que era ótimo. Ou quem sabe, por um lampejo de Tardelli, completamente ilhado no ataque. Já o Cruzeiro, repetiu a ótima atuação da última quarta-feira, contra o Deportivo Quito. Foi rápido, cheio de alternativas e implacável ofensivamente. Enquanto o Atlético congestionava o meio e criava dificuldades na saída de bola celeste, o jogo era igual. Mas na primeira oportunidade para puxar um contra-ataque, o Cruzeiro o fez com maestria. 13 segundos da área celeste ao gol de Juninho. Kléber foi o responsável. E comemorou com provocação, o que só é bom para a torcida e gera violência.1 a 0 no primeiro tempo. O resultado, estava longe de ser um desastre para o Atlético. Que poderia ter conseguido algo melhor, se tivesse mantido a estratégia. Mas Leão errou. Sacou um dos volantes, passou o time para o 4-4-2 e colocou um atacante completamente inoperante. Deu espaços, principalmente nas costas de Júnior. O Cruzeiro ganhou o meio-campo e massacrou no segundo tempo. Marcou quatro vezes. Duas com Leonardo Silva, de cabeça. Duas com Jonathan, em contra-ataque. Poderia ter feito muitos outros. Havia espaço para isto. O rival estava entregue. Também porque perdeu a cabeça. Renan e Leandro Almeida foi expulso. O segundo, ainda conseguiu levar junto Ramires.
Em 24 jogos no ano, o Cruzeiro marcou inapeláveis 67 gols. E pode jogar mais 30 vezes com o Atlético-MG com os mesmos times. Pode até perder. Mas é normal que vença, com a mesma facilidade de ontem. Em Minas, não há rival para a Raposa. Esta é a dura verdade no momento. Mais uma vez, o Cruzeiro entra em campo apenas para esperar o apito final e comemorar mais um título estadual.



10 comentários:
é o comando!!!
Time de vespasiano, do interior, que vem jogar de igual pra igual com time grande vai dar no que deu.
Tardeli pipoquero! RA RA RA RA!!!!
ta sem graça já mano!
PROCURA-SE UM RIVAL!
ta sem graça já mano!
PROCURA-SE UM RIVAL!
Em Minas, um Estado com uma culinária rica e diversificada, o Chef Adílson é o "rei da galinhada". A gente come, come, come e não enjoa.
Depois da pressão que tentaram fazer sobre a arbitragem, afim de ganhar o título no grito, foi ainda mais saboroso.
FORTE ABRAÇO!
o cruzeiro é absoluot em Minas.
Abraços
Realmente é muito grande a superioridade do Cruzeiro perante o Galo, sinceramente deve ser muito sofrido para o torcedor do Atletico.
abraço.
Saudações do Gremista Fanático
Massacre. Se seguir assim, ano que vem tem mais cinco.
Abraços!
diletra.blogspot.com
O placar não me parece refletir a real distância entre as equipes. O Galo tem bons valores e individualmente, até equilibra com o Cruzeiro em alguns setores. Só vi os gols, onde me pareceu que o Atlético carece de um bom goleiro.
Agora a vaca já foi pro brejo e resta a ambos seguir o trabalho, pois o Estadual já acabou.
PS: o q o Kleber tem na cabeça? Fazia babaquice no Palmeiras e agora faz no Cruzeiro. Por isso será eternamente um jogador de clube.
Bebeto de Freitas deixa de ser vice pelo Botafogo para ser vice no Atlético... Primeiro tri vice. Domingo é a vez do Foguinho.
O cruzeiro passeou no campeonato mineiro. E como tu falou, o Atlético não rivaliza mais com o cruzeiro há muito tempo.
vlw abs
É, de fato, uma grande verdade. Momentos como os 4 a 2 do placar agregado pró-Galo em 2007 são exceções motivadas por um período de turbulência no Cruzeiro. O normal é a Raposa ficar com todos os títulos em Minas. O que reforça a minha tese sobre a revisão dos campeonatos estaduais. Ou melhor, a revisão dos conceitos: valem a pena os estaduais?
Até mais!
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