Empates e sonhos

O feriadão de segunda teve futebol. Não de primeira qualidade, mas futebol. Em meio a tantos empates, Cruzeiro e Náutico foram os dois grandes vencedores da rodada. Não porque foram os únicos que venceram. Mas porque atingiram bem seus objetivos na tabela.

Sem sete titulares, não há elenco que aguente. E mesmo jogando contra o fraquíssimo time do Náutico, o Palmeiras sucumbiu. Acabou goleado por 3 a 0 e perdeu, pela segunda rodada consecutiva, a chance de disparar na tabela. Por sorte, porém, mantém os cinco pontos de vantagem para o vice-líder São Paulo, e segue se aproximando do título a cada rodada. Bom para o Timbu, que se aproxima do Botafogo e volta a sonhar com a permanência na Série A. Por mais que eu não acredite, se o time fizer o dever de casa, é possível acreditar.

No Mineirão, o clássico da rodada. Jogo feio, fraco tecnicamente. E vitória do Cruzeiro sobre o Atlético-MG, por 1 a 0. É incrível a estrela de Adilson Batista no clássico mineiro. Com força máxima, ele ainda não sabe o que é perder para o rival. O Cruzeiro começou o jogo muito bem e abriu o placar logo aos 11 minutos com Wellington Paulista. Depois, o meio-campo do Galo avançou e engoliu o meio-campo celeste. Resultado: 80 minutos de posse de bola atleticana com pouco perigo. Falta um jogador mais agudo no meio do Atlético-MG. O time teve a bola, mas raramente soube o que fazer com ela. Bom para o Cruzeiro, que segue sonhando com uma vaga na Libertadores. É o melhor time do returno e tem a tabela mais fácil entre todos os concorrentes até o fim do Campeonato.

Nos outros três jogos da rodada, empates. O Santos não passou de um cômodo 0 a 0 com o Vitória. A torcida reclama, mas nenhum time quer nada com a dureza neste Brasileirão. O Goiás empatou com o Sport, em casa. Péssimo resultado para quem sonha com alguma coisa na competição. Se um time quer chegar à Libertadores tem que vencer um adversário da zona de rebaixamento em casa. Independente das circunstâncias. E é por isso que às vezes fica difícil acreditar no Goiás. Por fim, o Botafogo ficou no 2 a 2 com o Avaí e perdeu a chance de se distanciar da zona do rebaixamento. Destaque para a incrível presença da torcida botafoguense. Uma pena o time não ter correspondido. Mas ainda tem tudo para se salvar.

2 comentários:

Anônimo disse...

Adilson Batista contou mesmo com a sorte diante do Atlético. Depois de retrancar a equipe com a saída do Gilberto, o Galo foi pra cima, mas viu que é uma equipe bastante limitada em uma competição nivelada por times de qualidade mediana...

Gremista Fanático disse...

Cara o Palmeiras esta abusando do direito de vacilar e pode com isso deixar escapar o titulo, e se bobear o Cruzeiro chega na libertadores, abraço.

Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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