Destempero

Logo que Luís Gonzaga Belluzo assumiu o posto de presidente do Palmeiras, muito se falou sobre ele. Sempre muito bem. Primeiro, por ter tomado o posto de uma diretoria que comandava o clube há anos e não parecia muito preocupada com o futuro do alvi-verde. Segundo, por ser considerado um dirigente "diferenciado".

As notícias foram as melhores. Belluzzo rapidamente passou a ser respeitado por outros dirigentes. Deu aula no Clube dos 13. Palestra para a CBF e FIFA. Mostrou o quanto a administração dos clubes brasileiros estava atrasada e defasada.

Foi à programas de TV e era sempre recebido de maneira diferenciada. Afinal, era mesmo considerado um presidente diferente dos outros.

Mas, o mundo do futebol pregou em Belluzzo uma peça que prega em todos os descuidados que se envolvem com o meio.

Não há como negar. Qualquer pessoa que se envolve no meio do futebol, gosta do esporte. Todo mundo que gosta do esporte, tem um clube.

O de Belluzzo, obviamente é o Palmeiras. Mas, enquanto presidente do clube, ele deveria parar de agir como torcedor. Não foi o que fez. Nem quando reclamou publicamente de maneira infantil da arbitragem de Carlos Eugênio Simon. Nem quando estava em cima do palco da Mancha Verde gritando aos quatro ventos: "vamo matar os bambi".

É claro que ele dizia que o time ia matar o São Paulo no Brasileirão. Não era um incentivo à guerra de torcedores. Mas pegou mal. Porque acima de torcedor, Belluzzo é hoje presidente do Palmeiras.

Não vou julgar as atitudes de Belluzzo. Jornalistas, juízes, jogadores já foram traídas pela mesma armadilha. O futebol envolve paixão e é preciso muita serenidade para separar as coisas.

Serenidade que infelizmente Belluzzo não teve. Infelizmente para ele, que perde bastante do respeito que havia conquistado. Infelizmente para o futebol, que vê um homem que poderia ajudar muito na organização como um todo, acabar desta forma.

Um comentário:

Gremista Fanático disse...

Voce disse muito bem Grissi o que acontece nesse episodio, a imagem dele sem duvidas ficou manchada. Os caras que mais tem que dar exemplo acabam fazendo coisas desse tipo, não é uma atitude de um Presidente de clube, lamentavel, perdeu uma otima oportunidade de ficar calado, valeu, abraço.

Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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