O chato 0 a 0 entre Ceará e Atlético-MG acabou sendo ruim para os dois times. O Ceará porque perde em casa, pontos que dariam tranquilidade pois afastariam o time da zona de rebaixamento e deixariam definitivamente na lama um concorrente. O Galo, porque precisa somar pontos e o "grão em grão" neste momento não é suficiente.
Dorival Júnior mudou o time dentro do que tinha em mãos e podia. Manteve o jovem e ótimo Renan Ribeiro no gol e colocou no time outro garoto, o volante Felipe Souto. A explicação para o fato de o Atlético-MG revelar tão poucos jogadores é simples: jovens de futuro, como estes dois, infelizmente só entram no time em momentos de desespero.O Ceará que contava com o retorno de Magno Alves, tentou atacar desde o início (e não havia outra alternativa). E até conseguiu pressionar, apesar da pouca efetividade de seu ataque que só conseguiu ameaçar de fato o goleiro atleticano na etapa final.
Com as mexidas no segundo tempo, os times ganharam oxigênio extra. Mas seguiram sem conseguir produzir grandes coisas. E o empate sem gols no fim acabou sendo mesmo o resultado mais justo para uma partida tão fraca tecnicamente.
O Ceará mostrou a fraqueza de seu ataque ao não conseguir marcar na pior defesa do Brasileirão. O bom desempenho no início, que se baseou no sucesso defensivo, claramente não seria suficiente. E o desanimador pós-Copa deixa o time com motivos para se preocupar com o futuro.
Quanto ao Atlético-MG: apostou em Dorival tarde. E a situação fica cada vez mais complicada. Vencer 8 jogos em 12 seria possível se houvesse evolução. A falta de tempo e de mudança radical no comportamento fazem crêr que o fracasso parece próximo de ser consumado. Na próxima rodada outro confronto direto, este ainda mais decisivo: é fundamental somar os três pontos mesmo fora de casa contra o xará goianiense.



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