Quanto vale um ponto?

Num campeonato com 38 rodadas e tantos pontos disputados, um ponto pode fazer toda a diferença. Principalmente quando é conquistado quando não se contava mais com ele. Prova disto é o Fluminense. O empate contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, valeu ao tricolor a volta à liderança do Brasileirão.

O jogo no Paraná foi estranho. O Fluminense tinha o domínio do jogo, tinha a posse de bola e estava melhor posicionado em campo. Mas criava pouco. Ao contrário do Atlético-PR, que conseguia levar perigo ao gol de Ricardo Berna, principalmente nas investidas pelo lado direito, com Guerrón, que errava porém no último passe ou na finalização. Curiosamente, a melhor chance veio em cobrança de falta surpreendente de um Washington em péssima fase, que o ótimo Neto defendeu bem.

Veio o segundo tempo e o panorama do jogo era o mesmo. O Furacão seguia criando as melhores chances apesar do domínio do Fluminense. Até que Paulo Baier cruzou e Washington provou que nada é tão ruim que não possa piorar. Marcou contra, e viu a torcida do Atlético-PR, de forma irônica, gritar seu nome.

O jogo mudou. O Fluminense deixava ainda mais espaços para os contra-ataques e cabia aos donos da casa matar o jogo. E poderiam, se o árbitro não tivesse deixado de marcar penalti de Diguinho em Guerrón. Pouco depois, Marquinho acertou belo chute de fora da área para empatar o jogo.

A partida já caminhava para o fim quando Wágner Diniz escapou bem pelo lado direito e depois da tentativa de cruzamento bateu, em posição legal, para marcar o segundo do Atlético. A vitória (justa pelas oportunidades) parecia bem encaminhada. Mas o Flu não se entregou. Um penalti nos minutos finais, batido com firmeza por Conca que garantiu um importante ponto para os cariocas na tabela.

O Fluminense segue na briga pelo título mas precisa resolver seu ataque. O retorno de Fred e Émerson em boa forma é fundamental para o time chegar. Depender de um atacante que não marca há nove partidas é demais para quem quer ser campeão.

Quanto ao Atlético-PR, segue sua trajetória de crescimento. É capaz de encarar de igual para igual qualquer time no Brasileirão. E lutará, até o último instante, por uma vaga na próxima edição da Libertadores.

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Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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