Teste fácil, sem esforço

A promessa inicial era que a seleção jogaria apenas contra adversários qualificados. Depois de se reunir sem ter contra quem jogar na última data-Fifa, a CBF optou por aceitar jogar contra a fraca seleção do Irã. E apesar do jogo ruim, pouco movimentado, valeu mais um teste para a nova seleção de Mano que venceu sem dificuldades.

Aproveitando o calor de 35 graus, a seleção do Irã começou o jogo apertando a saída de bola e dificultando o jogo para o Brasil. Mano manteve o 4-2-3-1 com quase as mesmas peças da estreia contra os Estados Unidos (mudou a dupla do Santos - Ganso por lesão, Neymar por indisciplina). Como a bola não chegava nos meias, a equipe ficou sufocada, sofrendo inclusive um gol, muito mal anulado pela arbitragem.

Não demorou 10 minutos porém, para o time se acertar. Robinho se movimentava muito, saindo da meia direita e abria espaço para as subidas de Daniel Alves. Ali saíam as melhores jogadas do Brasil. Principalmente porque André Santos estava preso e Coutinho não fazia boa partida. Carlos Eduardo, centralizado na meia, não repetiu o desempenho de Ganso e também participou pouco do jogo.

Num dos poucos lances de perigo da etapa inicial, Daniel Alves marcou em cobrança de falta perfeita quase do meio-campo. Pato ainda perdeu uma chance sem goleiro. E foi só num primeiro tempo enfadonho.

Com Elias no time na vaga de Coutinho, o Brasil melhorou no segundo tempo. O meia do Corinthians entrou afim do jogo, e se movimentando bem pelo lado esquerdo ajudou o ex-companheiro André Santos a crescer na partida. Com as entradas de Sandro, Giuliano e Nilmar, o Brasil passou ao 4-2-2-2 e se soltou um pouco mais no jogo. As jogadas fluiam com facilidade, sem esforço. Veio o segundo gol com Pato, depois de perder outras duas oportunidades claras. E no fim, o terceiro com Nilmar.

O time ganha entrosamento e já tem uma cara. A base de Mano foi rapidamente formada. Obviamente, sofrerá alterações ao longo dos quatro anos que separam o Brasil do Mundial. Mas não serão atropeladas como em outros tempos. Temos um time bom e qualificado. À espera de testes de verdade.

Um comentário:

Fernando Gonzaga disse...

foi um jogo sem sal...no 2º até melhorou com as entradas do Giuliano, Elias e Nilmar...mas está sendo proveitosa esta renovada seleção, só não entendo o que aquela praga do Robinho está fazendo lá, e como capitão do time ainda!!!

abraço!!

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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