Não serviu para ninguém

Confrontos diretos são decisivos em retas finais de campeonatos de pontos corridos. São os famosos "jogos de seis pontos". Vencê-los, além de afundar o concorrente, faz seu time subir na tabela. Pensando em tudo isto, Guarani e Atlético-MG não podiam pensar em outro resultado ontem senão a vitória.

Após o apito final de Cláudio Mercante, porém, os dois times devem ter ficado com a sensação de que poderiam mais. O chato e com poucas chances 0 a 0 acabou não resolvendo pra ninguém. Muito pelo contrário: o Guarani segue ameaçadíssimo e mostrando pouco poder de reação e o Galo mesmo com a melhora nas últimas rodadas não consegue sair da zona de rebaixamento.

O jogo foi praticamente idêntico durante os 90 minutos. Corrido, aberto, nervoso e cheio de passes errados. O Atlético-MG mostrava um pouco mais de organização tática. O Guarani parecia ter mais coração. Assim, os dois times até conseguiam criar alguma chance, com pouco capricho no arremate, porém.

O controle só mudou de mão nos últimos 20 minutos, quando os donos da casa exerceram uma pressão maior, mesmo que de forma desordenada. E incapaz de levar muito perigo ao gol do ótimo (e cada vez melhor) Renan Ribeiro.

No fim o empate sem gols foi justo. E foi um retrato da situação complicada que os times vivem na tabela. Hoje, o Guarani é mais favorito que o Galo ao rebaixamento. O Guarani ainda enfrenta Vitória e Flamengo. O Atlético, pega Flamengo e Goiás. Vencer os confrontos diretos é fundamental para alimentar o sonho da permanência.

Do fraco jogo de ontem ficou apenas uma boa lição para ambos: em jogos como este, o empate não vale absolutamente nada. Foi uma rodada perdida...

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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