Os meninos de Arsène Wenger deram mais uma prova ontem de que não são mais os garotos sem experiência de outros anos. Depois de 11 jogos sem vencer seus maiores rivais (Chelsea e Manchester United), o Arsenal bateu os blues ontem, assumiram a vice-liderança do inglês e provaram que podem brigar pelo título.

O jogo começou com o Chelsea melhor, aproveitando a força de Drogba no comando do ataque. Mas Kalou jogava centralizado demais e deixava toda a obrigação de armar nos pés de Malouda, que não conseguia deixar os homens de frente em boas condições. Não demorou para o Arsenal acertar o posicionamento do meio-campo e passar a jogar mais com a bola.
Dominando a partida, o Arsenal insistia nas jogadas pelos lados, com Nasri e Walcott, mas não conseguia furar o ferrolho montado pela defesa do Chelsea. Faltava um movimento diferente, capaz de surpreender. E ele surgiu com o imprevisível Song, que tabelou com Wilshere pelo meio e apareceu sozinho na área para abrir o placar no fim da primeira etapa.
Veio o segundo tempo e o Arsenal resolveu logo o jogo, no talento de seus principais jogadores na temporada. Em menos de 10 minutos, tabelas de Walcott e Fábregas resultaram em dois gols, um de cada. 3 a 0 e jogo definido, com cara de massacre.
Que só não foi maior pois os donos da casa pisaram no freio e deram espaço para um Chelsea desorganizado. Mas que conseguiu diminuir logo depois, na cabeçada de Ivanovic e seguir tentando sem muita eficiência o segundo gol que poderia mudar os rumos do jogo.
Enquanto a Chelsea amarga uma das maiores crises dos últimos anos, na quarta posição e sem nenhuma vitória em dezembro (muito em parte pela demissão de Ray Wilkins da comissão técnica), o Arsenal dá sinais de maturidade. Jovens como Walcott e Wilshere vivem grande momento e Fabregas parece finalmente preparado para comandar a equipe. O trabalho de Arsene Wenger sempre foi a longo prazo. E a hora de comemorar, me parece mais perto para o Arsenal nesta temporada.



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