Vitória do futuro

Sempre preguei aqui e na "vida real" que categorias de base não existem para conquistar títulos. O objetivo é preparar e principalmente, revelar bons jogadores para serem usados no time profissional.

O caminho natural, é que os melhores times, com os melhores jogadores vençam. Não acontece sempre. Mas ser campeão, é um bom sinal de que há uma boa equipe com atletas de futuro. É o que acontece com o Cruzeiro, que conquistou ontem o bi-campeonato do Campeonato Brasileiro sub-20, no Rio Grande do Sul.

A título de comparação, do time campeão pela primeira vez, em 2007, saíram nomes como Rafael (goleiro das seleções de base, atual reserva de Fábio), Diego Renan (uma das revelações do último Brasileirão e atual titular do time) e Guilherme (atacante que brilhou no Cruzeiro e hoje está na Europa).

No jogo de ontem, contra o Palmeiras, o Cruzeiro foi superior e mereceu a vitória que só veio nos penaltis. O zero a zero permaneceu no placar durante os 90 minutos, apesar da insistência ofensiva dos mineiros contra um Palmeiras que se defendia e fazia muitas faltas. Não por acaso, terminou o jogo com dois jogadores expulsos e vários outros advertidos com cartão amarelo.

De toda forma, os donos do melhor ataque e da melhor campanha não conseguiam levar muito perigo ao gol de Pegorari. O Cruzeiro tinha a bola, jogava apenas no campo ofensivo, mas não criava. Faltou ao time a velocidade e imprevisibilidade do trio da frente, formado por Élber, Thiaguinho e Sebá; marca da equipe durante a campanha.

Nos penaltis, foi premiado o time que buscou mais o jogo, que se mostrou mais qualificado e como já dito acima: que teve melhor campanha e melhor ataque.

Do Palmeiras, ficam boas impressões do zagueiro Wellington, do volante José Igor e do atacante Tindurim (que saiu machucado ainda no início da decisão e fez falta).

Quanto ao time do Cruzeiro, já disse no início do texto: de nada adiantará o título se os jogadores não conseguirem ser úteis ao time profissional. E dos campeões de ontem, alguns pedem passagem no elenco de cima: o bom lateral esquerdo Gabriel Araújo, o já experiente volante Anderson Uchoa e claro, os três destaques ofensivos já citados no texto (principalmente Thiaguinho, artilheiro e melhor jogador da competição).

Os Campeonatos Estaduais vem aí. Ótima oportunidade para dar experiência, rodagem e principalmente, testar esta garotada entre os profissionais.

Nota do blog: Deixei para citar apenas no fim do texto o decisivo Douglas Pires, goleiro que defendeu duas cobranças na decisão por penaltis. É impressionante a safra de bons goleiros criados no Cruzeiro nos últimos anos. No time profissional ano passado estavam Rafael (já citado) e Flávio (criado nas categorias de base e que já foi titular do Botafogo). No fim do ano, subiu o jovem Gabriel (atualmente com a seleção olímpica, já foi convocado inclusive por Mano Menezes). Pelo jeito, vem outra jóia por aí. Olho em Douglas Pires.

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Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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