Mostrando postagens com marcador 4ª rodada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 4ª rodada. Mostrar todas as postagens

Virada vascaína e crise goiana

O complemento da 4ª rodada do Brasileirão trouxe jogos mornos e fracos. Valeu a pena somente a partida do Rio. Não pela qualidade técnica. Mas pela emocionante virada do Vasco para cima do Internacional. A primeira vitória dos cariocas no Brasileirão.

Quem assistiu o primeiro tempo em São Januário e desligou a TV, certamente não via outro resultado possível que não fosse uma goleada do Inter. O Vasco entrou desligado e com um meio-campo de dar dó. Quatro volantes e nenhuma criatividade. Resultado: excesso de passes errados e espaços para o time gaúcho jogar. Wálter fazia grande partida ofensivamente. Mas coube a Andrezinho aproveitar as oportunidades e marcar duas vezes para os gaúchos.

Depois da invasão de torcedores no início da semana, o clima ficou pesado demais. A pressão era grande e o Vasco parecia não ter a menor força para reagir. Parecia. A entrada de Jéfferson mudou o jogo. Mais do que isso, a bronca de Celso Roth no vestiário deve ter sido enorme. O Vasco entrou ligado, e entrou no jogo. Élton empatou. Fabiano Eller foi expulso. Fossati mexeu mais demais ao sacar Wálter. E o time carioca cresceu. Empatou o jogo em penalti bizarro marcado pelo sempre fraco Héber Roberto Lopes. A virada veio pouco depois, com Nílton.

Com Celso Roth, repito, o Vasco pode fazer um Campeonato digno. Bastam alguns reforços e reconhecer suas limitações. Quanto ao Inter, é absurdo ter apenas três pontos até aqui na competição. Três derrotas em quatro jogos. A boa campanha na Libertadores não pode fazer a equipe se esquecer do Brasileirão. Pode custar caro e causar grande arrependimento.

Nos outros dois jogos da quinta-feira, resultados ruins para os goianos. O Goiás empatou por 0 a 0 em casa contra o Ceará. Poderia ter perdido, não fosse a grande atuação de Rodrigo Calaça e o gol feito perdido por Washington. É lanterna da competição. E o grande candidato ao rebaixamento. Se não mudarem muita coisa por lá, a campanha pode beirar o vexame.

O Atlético-GO foi derrotado pelo Atlético-PR. Terá que brigar seriamente na competição para não cair. A boa campanha na Copa do Brasil pode ter iludido um time que precisa de reforços. Mas o trabalho bem realizado, com paciência e com menos cobranças, pode dar um resultado satisfatório no fim. Apesar da vitória, é bom o Atlético-PR também seguir com os olhos abertos. E procurar logo um treinador.

Fator casa

Aos poucos, os times brasileiros estão pegando o jeito dos pontos corridos. E se conscientizando de coisas importantes como: o valor de todas as partidas e a importância de fazer o resultado dentro de casa. O resultado disto é simples. Mandantes mais competentes e poucos visitantes aprontando.

No Brasileirão 2010, já tivemos 37 jogos. Em apenas seis deles, quem jogava fora de casa venceu (16%). Não é por acaso que Corinthians, Santos, Cruzeiro, Botafogo e São Paulo figuram entre os seis primeiros. O outro integrante do grupo, deveria ser o Internacional. Porém, os gaúchos foram derrotados duas vezes dentro de casa.

Ontem a quarta rodada começou com 7 partidas. Em seis delas, os mandantes fizeram seu dever de casa. Só o líder, Corinthians, conseguiu somar pontos longe de seus domínios. Empatou com o Prudente por 2 a 2. Perdeu os primeiros pontos no Brasileirão. Mas manteve a liderança. É um time forte e encorpado o suficiente para vacilar pouco na competição. E se manter sempre na parte de cima.

A noite foi também de clássicos. No Morumbi, o São Paulo contou com mais uma boa noite de Rogério Ceni para vencer o Palmeiras e garantir três importantes pontos. Após a chegada de Fernandão, são 4 jogos e 4 vitórias. Não é coincidência. O time cresceu na hora certa.

E enquanto o São Paulo cresce, o Flamengo cai. Mais uma vez esteve muito mal. Foi derrotado pelo Fluminense (segunda vitória de Muricy, em cinco jogos). Aliás, segunda boa partida consecutiva do tricolor carioca, que dá sinais de crescimento.

Santos e Cruzeiro não brilharam. Mas venceram e fizeram sua parte. Encostam na liderança e provam que também estão dispostos a brigar pelo título. Precisam de alguns reforços e de tranquilidade para trabalhar.

O Brasileirão está apenas começando. Fazer o dever de casa é obrigação. Vencer fora, será o diferencial.

Quadro Negro

Quadro Negro
O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

Marcação no Facebook

Marcadores Online

Marcação Arquivada

Desde Ago/2007

Marcação no Twitter