Poderia fazer um texto só com frases geniais (não minhas, claro) para prestar minha última homenagem à Armando Nogueira. Mas não seria justo. Definir Armando como um grande "frasista" é um pecado sem tamanho, apesar de não ser uma mentira. É diminuir demais alguém que revolucionou o modo de ver futebol na imprensa brasileira. E que criou padrões que até hoje são imitados e utilizados mundo afora.
Armando Nogueira foi um gênio, na mais pura acepção da palavra. Alguém que sempre pareceu estar à frente do seu tempo, ao mesmo tempo em que parecia pertencer à uma era passada. Foi o último romântico do jornalismo esportivo no Brasil. E certamente, fará muita falta.Jornalista, comentarista, cronista. Armando foi completo. E suas frases, seus textos, suas palavras certamente ficarão na memória de quem, assim como ele, ama este fascinante esporte chamado futebol.
Irônico, sábio, apaixonado. Armando se foi e fará muita falta por aqui. Certamente, ele está feliz agora. Poderá reviver lá em cima ao lado de gênios da bola. E voltar a fazer o que sempre fez: definir com palavras o que parece indescritível. Sorte do céu.
“Se a bola soubesse o encanto que tem, não passaria a vida rolando de pé em pé.”


