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Vice de tudo?

A frase soa como provocação. Mas não é. E quem ler o texto até o fim, vai perceber isto. Mas não há como não parodiar a famosa frase do Internacional, o único campeão de tudo, que em menos de 15 dias, perdeu o título da Copa do Brasil para o Corinthians e da Recopa Sul-Americana para a LDU.

Ontem, muitos obstáculos. A altitude era um deles. Mesmo jogando nas alturas, o Colorado precisava vencer para conquistar o torneio.

Outro deles, era o bom time da LDU, que aos poucos, vai se acertando novamente. Depois da queda vertiginosa após o título da Libertadores e de fazer campanha muito abaixo do esperado este ano, o time equatoriano parece reencontrar um bom futebol. Jogou com inteligência no Beira-Rio e conseguiu a vitória. E ontem, repetiu o feito.

Depois de um início equilibrado, a equipe da casa aproveitou uma das milhares de falhas da defesa do Inter para abrir o placar. Suficiente para os gaúchos se perderem no jogo. E por pouco, não levaram o segundo. Quando os brasileiros pareciam querer entrar no jogo, principalmente com Nilmar, outro balde de água fria, com o segundo tento. Veio o intervalo e Tite fez uma alteração comum. Pouco ousada para a ocasião. Mas o time nem havia esquentado, quando levou o terceiro, em chute desviado na entrada da área. Título perdido, e olé dos equatorianos, em festa no estádio que recebeu ótimo público.

Porém, o que ficou fácil identificar é que o principal obstáculo do Inter ontem (e daqui em diante) foi o próprio clube.

O elenco é ótimo e quanto a isto não restam dúvidas. O que foi feito no primeiro semestre (e não estou falando só do título invicto no Campeonato Gaúcho) não aconteceu por acaso. Só que o time vive um período ruim, principalmente tecnicamente. Kléber está péssimo, com atuações apagadas. Taison desapareceu. D'Alessandro, não é mais o mesmo. E Nilmar...bom, deste não dá para reclamar.

Resta ao treinador (que será Tite, pelo menos nas próximas rodadas) identificar os motivos na baixa técnica dos jogadores. Podem ser motivacionais, podem ser a cabeça em outra coisa (transferência para a Europa, por exemplo). E tentar sanar o problema, antes que seja tarde demais.

Vale lembrar, que apesar de tudo, e de ter jogado muitos jogos com os reservas, o Internacional ainda é o líder do Brasileirão, e isto não pode ser esquecido e jogado fora.

Irreconhecível

O que fizeram com o futebol do Internacional? Esta foi a pergunta que mais de 30 mil torcedores devem ter feito ontem, saindo do Beira-Rio, após mais uma partida sem vencer. Pior. Derrota por 1 a 0 para a LDU, em casa, na primeira partida da final da Recopa.

Mais uma atuação complicada. Um time previsível, sem o apoio dos laterais e chegando com pouca gente ao ataque. Eu já atentava para isto antes da final da Copa do Brasil. Quando D'Alessandro, Nilmar e Taison estão em dias inspirados, é quase impossível segurar os três. Mas quando eles não brilham, não há outra saída.

O argentino até começou bem a partida ontem. Buscou o jogo, tentou tabelas. Mas faltava quem jogasse com ele. Taison apagado e Alecsandro escondido atrás dos zagueiros, não ajudavam.

Sem encontrar boas jogadas e vendo mais uma partida sem vitória, o Inter se perdeu de vez. Acabou sofrendo o gol, de Bieler. As vaias começaram e a pressão aumentou. Isto, há menos de uma semana do jogo mais importante da temporada para os gaúchos. Seis jogos sem vitória.

Tite não sabe como explicar. Aliás, anda engasgado e nervoso desde que Muricy saiu do São Paulo. Ele sabe que o nome do treinador é forte demais no Beira-Rio. Aliás, vi uma situação que já aconteceu em 2000, no Cruzeiro. Marco Aurélio, prestes a disputar uma final de Copa do Brasil e demitido, substituído por Felipão. Ainda comandou a equipe no último jogo e saiu com o título. Se o enredo for este, bom para Tite. Mas reverter a vantagem de 2 a 0 do Corinthians na primeira partida, não será tarefa fácil.

Mesmo que com o retorno de Nilmar e Kléber, o time ganhe em qualidade. Mesmo que em finais o Inter já tenha mostrado força. Mesmo que todo mundo volte a jogar bola. Não será tarefa fácil.

O Grande Campeão

Confesso que não vi o jogo. Mas não podia deixar de falar sobre mais uma conquista do Boca Júniors. A 18ª conquista internacional. O Boca é um gigante do futebol mundial.

Depois de vencer a primeira partida, o Boca, novamente sob a batuta de Riquelme, conseguiu apenas um empate, ontem, na Bombonera, contra o Arsenal, de Sarandí. Resultado suficiente para garantir ao time à Recopa Sul-Americana.

De belo, além da linda festa, a homenagem do clube e dos torcedores a Martín Palermo, maior artilheiro da história do Boca. No fim-de-semana, o artilheiro lesionou o ligamento do joelho, e ficará pelo menos 7 meses longe dos gramados.

Parabéns Boca!

Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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