Com uma Holanda precisando apenas do empate para garantir o primeiro lugar do grupo e Camarões já eliminado, era de se esperar que o jogo fosse como foi: chato. As duas equipes começaram em marcha lenta, sem vontade e com isso foram raros os ataques no primeiro tempo. Em um desses poucos lances, a Holanda abriu o placar com Van Persie, que finalizou após boa tabela com Van der Vaart.

O segundo tempo continuou no mesmo ritmo do primeiro, devagar quase parando, dois times inertes em campo. Até que aos 20 minutos, Camarões assustou e chegou ao empate. Em falta da entrada da área, Geremi cobrou e Van der Vaart colocou a mão na bola. Penalti convertido por Eto’o. Sete minutos depois, o melhor momento do jogo, a entrada de Robben para sua estréia no Mundial. O atacante do Bayern entrou com fome de bola e enfim deu um pouco de velocidade ao jogo, e em bela jogada individual aos 38 minutos, arriscou o chute de fora da área, a bola carimbou a trave e no rebote, Huntelaar empurrou para as redes e deu números finais a partida.
A seleção de Camarões confirma a trágica participação dos países africanos na Copa. Já a Holanda, venceu seus três jogos, mas jogou pro gasto, o que não é suficiente e não agrada a seus torcedores. Da Laranja, sempre se cobra o espetáculo, e é o que se espera dela a partir da próxima fase, quando vai enfrentar a Eslováquia.
Nota do blog: Com Robben, a Holanda ganhará muito em qualidade. Tem um grande time, que certamente, lutará de igual para igual com os grandes times.
Experimentando uma nova ferramenta, o Quadro Negro da Copa do Mundo está de volta. Hoje é a vez de analisar a primeira seleção eliminada no Mundial.
Faltou equilíbrio e espírito de grupo para Camarões chegar longe. E com 2 derrotas em dois jogos, a equipe deu adeus ao Mundial.
Para conferir Camarões no Quadro Negro do Marcação,
é só clicar aqui.
Aproveite e veja também outras seleções que já passaram pelo Quadro:
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Chile
No primeiro mundial da história realizado em terras africanas, foi justamente um país do continente o primeiro a confirmar a data da passagem de volta para casa. Duas derrotas em dois jogos. Resultados que colocaram Camarões fora das oitavas-de-final antes mesmo da última partida.

O início de jogo dos Leões Indomáveis foi bom. Depois de jogadores peitarem o técnico francês Paul Le Guen exigindo a escalação de atletas mais experientes, as mudanças pareciam surtir efeito. Geremi que havia entrado bem no primeiro jogo, começou o jogo como titular pelo lado esquerdo. E Eto'o corrigiu seu posicionamento, ficando mais à frente, mais perto do gol.
A Dinamarca também ousou mais. Escalou Tomasson, quase como um segundo atacante. Bendtner, isolado na primeira partida, recebia a companhia também de Rommedahl, o melhor em campo, em constantes subidas pelo lado direito, sempre nas costas de Ekotto.
Depois da pressão inicial, de sair na frente em falha grotesca de Poulsen na saída de bola, de acertar a trave em outro erro infantil dos dinamarqueses, Camarões perdeu muitas chances. Poderia ter matado o adversário, que parecia morto.
Aos poucos, porém, europeus encontraram espaços, sempre pelo lado direito do ataque. Empataram, viraram. O jogo aberto tornou a partida emocionante. Camarões sabia que precisava no mínimo empatar para manter-se vivo. No fim, a Dinamarca recuou demais e de fato quase permitiu a igualdade (que não seria injusta).
De toda forma, os dinamarqueses acabaram ficando com os três pontos. Vão brigar em ótimas condições com o Japão para estar na próxima fase. E eu apostaria neles. Quanto a Camarões, a imagem do banco de reservas do time após o jogo foi perfeita para ilustrar o momento do time. Paul Le Guen passava pelos jogadores sem que sequer fosse notado. Não há união. Não deu liga. E os Leões são os primeiros eliminados. Não por acaso.
Outra partida terminada em 1x0 na Copa do Mundo. Acredito, fruto do excesso de cuidado que as equipes estão tendo no início da competição. Faz sentido lembrar que uma derrota na estréia deixa a seleção sob pressão e talvez esta seja a explicação para as precauções defensivas.

O novo placar mínimo foi construído por uma organizada seleção japonesa diante de um time de Camarões repleto de problemas a serem resolvidos. Caso contrário, são enormes as chances de os africanos abandonarem a Copa sem somar um ponto sequer.
O jogo começou equilibrado. Foi mais uma partida truncada com as duas equipes deixando poucos espaços. A diferença estava no principal jogador de cada equipe. Enquanto Honda, do CSKA, jogava perto do gol camaronês, Eto'o voltava demais para buscar a bola e jogava perto da faixa lateral, muitas vezes mais como marcador do lateral adversário.
Num jogo de poucas oportunidades, venceu quem se aproveitou melhor. Dos 5 chutes do Japão à meta de Souleymanou, um estufou as redes. Justamente de Honda. Não é coincidência.
Na etapa final, o Japão jogou para garantir o resultado. Aos poucos, foi aumentando os espaços para o adversário. A entrada de Geremi melhorou muito a movimentação de Camarões. Que por pouco não conseguiu empatar: primeiro em bomba de Mbia de fora da área que pegou no travessão; depois com Webo, que obrigou Kawashima a fazer grande defesa.
O resultado justo, coloca o Japão na briga pela segunda vaga do grupo. E deixa Camarões em situação delicada. Eto'o vai precisar jogar mais e, principalmente, ficar mais perto do gol, para o time conseguir alguma coisa.
Que a vitória por 2 a 0, na prorrogação, sobre Camarões sirva para apagar todos os dramas e fantasmas olímpicos que assombravam o futebol brasileiro. E chega desse papo de vingança. Camarões ficou para trás, e é hora de pensar na Argentina, próximo adversário (o jogo contra a Holanda está nos minutos finais e a Argentina vence por 2 a 1).
Mais uma vez, o brilhantismo passou longe. A troca de Pato por Rafael Sóbis não surtiu efeito. Nosso homem de frente continuou isolado. Será que Dunga ainda vai demorar a perceber que o erro não está no "camisa 9", está no esquema tático?
Em um jogo truncado, cheio de jogadas duras, venceu quem procurou a vitória. Em nenhum momento, os fracos (no futebol) camaroneses deixaram a impressão que poderiam vencer. E se defenderam como puderam. Até o fim da partida, com o placar de 0 a 0. Mas com um jogador a menos, sucumbiram à pressão na prorrogação. 2 a 0.
Mais uma vez o time foi lento, e faltou movimentação. Ronaldinho vem bem, mas fica muito parado, próximo à linha da lateral. Por isso, Marcelo tem jogado tão bem. Em compensação, ninguém faz o mesmo com Rafinha, que desaparece da partida. Diego fez uma boa partida, mas ainda falta um algo mais no meio-campo. Thiago Neves não pode ficar fora do time. Por fim, é necessário, mais que urgente, encostar alguém no atacante. Até Pelé, ficaria isolado na atual situação.
Vencer a Argentina é possível. Apesar do bom time, eles também não tem jogado bem. Vivem de lampejos, principalmente de Messi. Passaram apertado por todos os adversários até aqui. Mas são perigosos, e é preciso atenção redobrada. A medalha está próxima.