Mais uma do STJD. Ontem, em mais um julgamento envolvendo o líder do Brasileirão, São Paulo, duas reviravoltas em quatro chances.

A primeira com relação ao Morumbi. O time que perderia o mando de campo na última partida contra o Sport, conseguiu reverter a situação e poderá jogar em casa. Tudo por causa de uma invasão de campo onde o torcedor foi preso e identificado, como pede o Estatuto do Torcedor. Ou seja, uma decisão ridícula foi consertada.
A segunda, com relação a Jean. O jogador, que levou apenas cartão amarelo em um lance contra o Grêmio havia pego bizarro três jogos de suspensão. Ontem, a pena foi diminuída para um jogo, o que seria normal. O detalhe é: dois jogos já foram cumpridos pelo jogador. Quem paga a conta? Um absurdo.
Dagoberto e Borges seguiram com três jogos de suspensão e não vão enfrentar o Goiás no fim-de-semana. Continuo achando que a pena foi pesada para Dagoberto. E justa para Borges. Mas não há o que ser feito.
Num Brasileirão extremamente equilibrado e cheio de reviravoltas, apenas uma certeza fica a cada rodada. O STJD vai aparecer. E da pior maneira possível.
A entrevista causou polêmica. O secretário-geral da FIFA, Gérôme Valcke foi claro: criticou o andamento dos projetos em todas as cidades. E o mais importante, que o projeto do Morumbi não dará ao estádio condições de receber jogos da Copa.

Muita festa foi feita pelos governos estaduais quando do anuncio das sedes. Mas, de fato, ninguém se mexeu ainda.
Nada está definido e 2010 já vem aí. Faltam pouco mais de quatro anos e meio para a Copa.
São Paulo encontrará alternativas. É claro que haverá jogos da Copa do Mundo na maior cidade do país. Mas, é preciso sentar, conversar e resolver definitivamente qual idéia será abraçada. Se for o projeto do São Paulo e do Morumbi, que coloquem no papel, repensem e coloquem o quanto antes em ação.
Em Belo Horizonte, a situação também está parada. O projeto inicial previa gastos de 1 bilhão e meio de reais para o Mineirão. Claro que as estravagâncias já foram cortadas e aos poucos os custos caem. Mas, neste momento, não há também um projeto para o estádio. E nem um prazo definido para a situação ficar acertada.
O Brasil vai receber o evento mais importante de sua história e já começa a demonstrar seu despreparo total. E ainda queremos ver as Olimpíadas por aqui...