Genética de "campeón"

Antes de mais nada, merecidíssimo o título do Estudiantes na noite de ontem, no Mineirão. Os argentinos, como de costume, foram mais valentes, mais frios, mais decisivos. E por isso, seguem nos superando quando o assunto é Libertadores.

Ontem, não foi o Mineirão que se coloriu de azul e branco. Foi a cidade de Belo Horizonte. O clima era de euforia e satisfação por voltar a receber uma decisão deste porte. Dentro do estádio, festa belíssima dos torcedores do Cruzeiro, que compareceram em peso, marcando o recorde de público da Libertadores'09, com quase 65 mil torcedores.

Porém, dentro de campo, o grande jogo que se esperava, não aconteceu. Desde o início, via-se um Cruzeiro nervoso, com seus dois homens de ligação em noite infeliz. Kléber, muito bem marcado, sofria com o excesso de faltas sofridas. Enquanto isto, o Estudiantes tinha paciência com a bola nos pés, e muita força quando não a tinha. Matava as jogadas à todo instante contando com a conivência e a péssima arbitragem de Carlos Chandía.

Depois de um primeiro tempo moroso e de pouquíssimas oportunidades, o caminho começava a ficar claro aos 7 minutos da etapa final. Henrique arriscou de fora da área e contou com desvio da zaga para fazer o primeiro gol do Cruzeiro. Ali, parecia impossível tirar o título da raposa. Que pareceu crescer no jogo, disposta a matar o adversário. Aliás, foram um dos poucos momentos de domínio brasileiro na partida.

Só se esqueceram da frieza e das qualidades do time argentino. Que em veloz contra-ataque, empatou a partida, nas costas de Gérson Magrão. Diferentemente dos argentinos, o Cruzeiro se abateu. A torcida se assustou também, e pela primeira vez no jogo, se calou. Do outro lado, o Estudiantes ganhou moral e resolver decidir o jogo. E foi na bola parada de Verón, o comandante e melhor em campo, que o time resolveu a partida, com Boselli (artilheiro da competição).

2 a 1, e festa argentina no Mineirão. O Estudiantes é tetra-campeão da principal competição do continente. Título justíssimo. Depois do início complicado, Alejandro Sabella teve o time nas mãos e soube organizar a equipe, que não perdeu mais, rumo à conquista.

Na decisão, o Cruzeiro não foi bem. Não conseguiu controlar o jogo e tão pouco colocar a bola no chão e ditar seu ritmo na partida. O que não pode, é colocar por terra o trabalho que vem sendo realizado pela raposa. Adilson Batista e seus comandados tem tudo para dar a volta por cima e fazerem um ótimo Brasileirão se não se abaterem com esta derrota.

Quanto ao campeão, é bom o time do Estudiantes. Mereceu a vitória porque teve força, tranquilidade, soube anular as principais jogadas do adversário e teve frieza para decidir na hora certa. Verón, o comandante da equipe, volta 30 anos depois, para fazer o que seu pai já havia feito: levar o Estudiantes ao topo da América.

9 comentários:

Jogo Aberto disse...

eu torci para o cruzeiro, mas quemp veron joga muito bem!!!

Leandro disse...

Foi justo o título do Estudiantes. Mais uma vez um time brasileiro sucumbe diante de um estrangeiro, ainda mais de um argentino, na Libertadores.
Verón desequilibrou na partida com um lançamento e uma cobrança de escanteio perfeita.
A pesar da derrota, o time do Cruzeiro pode buscar o título brasileiro, pois tem um ótimo time que se jogar com a cabeça dificilmente algum adversário conseguirá segurar.

Braulio "xuBs" disse...

Enquanto muitos exaltavam a classificação do Cruzeiro em cima do Grêmio, eu questionava o execesso de chances criadas pelos gaúchos, que por irônia do destino, não conseguiam converter em gol.

Os erros de marcação da zaga celeste, os momentos de sonolência dos volantes azuis, o ataque pouco envolvente voltou a se repetir contra o Estudiantes.

É aquela história, com sorte você consegue ganhar até um "jogo" no truco, mas nunca ganha a queda. Pra ser campeão precisa ter malícia, maldade pra saber trucar na hora certa e colocar medo no adversário.

Viva la plata.. :)

Blog do Carlão - Futebol é nossa área disse...

É, o sangue deles é de barata. Dos brasileiros, não.

Leandrus disse...

O Estudiantes conseguiu encaixar o jogo deles. O Cruzeiro não; talvez estivesse conseguindo isso no começo do segundo tempo, mas o gol saiu bem cedo e não nos deixou tirar conclusões corretas.

Os argentinos fizeram tudo certinho. Conseguiram conter o time da casa, não se abateram após o gol sofrido, logo empataram o jogo e aproveitaram o nervosimo adversário pra resolver a partida. Em suma, tiveram a frieza para jogar, a mesma que o Cruzeiro não teve para liquidar o jogo. Mas bola pra frente, porque a campanha da equipe mineira foi muito boa e ainda dá para se recuperar tranquilamente no Brasileirão.

Ateh!

Daniel Leite disse...

Concordo inteiramente com o seu raciocínio, Vinícius. O desempenho do Cruzeiro na Libertadores não correspondeu àquele apresentado durante a trajetória rumo à final. De qualquer maneira, o título foi justo, e não existia, de fato, tanta superioridade do Cruzeiro conforme alguns proclamavam por aí. Havia equilíbrio e uma decisão aberta. O Estudiantes dominou a maior parte dos 180 minutos e levou a taça. Parece óbvio demais. Mas foi assim.

Até mais!

AF Sturt Silva disse...

Eu não costumo torcer contra time brasileiros ,mas dessa vez fiquei muito alegre com a vitoria dos argetinos...

Gremista Fanático disse...

Torcedor achar que o time vai golear ou ganhar facil a hora que quizer é normal mas jogador entrar em campo assim é um absurdo, isso aconteceu no cruzeiro, o time jogou achando que venceria facil, abraço.
Saudações do Gremista Fanático

Rafael Andrade disse...

O Cruzeiro foi mediocre, não ameaçou o Estudiantes em momento algum do jogo, e isso deu a eles a tranquilidade necessaria pra vencerem e levarem a taça pra La Plata, e de quebra desfilarem com a bandeira do Galo, kkkk.

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