Mudança de hábito

Não é resenha sobre o filme com Whoopi Goldberg. É a história do Internacional, que há 11 rodadas do fim do Brasileirão, resolveu trocar de treinador. O curioso é que algumas semanas atrás, Fernando Carvalho dizia que não se faziam times campeões com mudança de técnico. Mudou de idéia ou jogou a toalha?

Tite deixa o Inter depois de segurar a barra por muito tempo. Seus números, não são ruins. Mas poderiam ser melhores, pelo time que tinha em mãos. De ótimo, apenas o belo título da Sul-Americana no ano passado. Ficou devendo uma vaga na Libertadores deste ano. E acabou distante da disputa pelo título no ano do Centenário.

Apesar de ser um dos poucos, gosto de Tite como treinador. Tem seus defeitos, mas é coerente e inteligente. Sabe que não precisa gritar para ser entendido ou respeitado. Mas, não suportou a pressão da torcida, que nunca aceitou sua forte ligação com o rival Grêmio.

Para seu lugar, o Inter surpreendeu. Contratou Mário Sérgio, após a recusa de Luxemburgo (e provavelmente de outros nomes). O novo técnico do Inter, conhecido por invenções estapafúrdias, chega para ficar até o fim do ano quando, muito provavelmente, o técnico do Santos assumirá seu posto.

Não foi uma boa. O Inter abdicou das chances de ser campeão brasileiro. E pode ficar, inclusive, sem a vaga na Libertadores. Mário Sérgio não fez bons trabalhos na carreira e não tem condições de comandar um elenco tão qualificado e em busca de desafios tão altos.

Vale o dado: com a demissão de Tite, chega a 15 o número de clubes que trocou de técnico durante o Brasileirão. Apenas cinco permanecem desde a primeira rodada com o mesmo comandante (Atlético-MG, Cruzeiro, Corinthians, Goiás e Avaí). Ao todo, são 21 trocas. A média caiu. Não chega à um por rodada como antigamente. Mas segue alta. Fora dos padrões.

Um comentário:

Gremista Fanático disse...

Achei injusta a demissão do Tite e tambem sem proposito a contrataçao de Mario Sergio, mas espero que continue tudo como esta no Inter, rsrsrs. abraço.

Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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