Sou contra qualquer demissão de treinador com menos de um mês da temporada. Independente dos resultados, menos de trinta dias definitivamente não são suficientes para saber se um trabalho será bom ou não.

No caso do Goiás, o time mudou muito. Perdeu peças importantíssimas no ano passado e recebeu poucos jogadores de qualidade. Hélio dos Anjos pegou uma equipe literamente do zero para este ano. Os péssimos resultados do início do ano (três derrotas em três jogos no Goiano) de fato, não tem explicação. Por isso, o técnico acabou caindo.
Enquanto a imprensa falava em Celso Roth e Tite, a diretoria do Goiás agiu rápido, foi inteligente e fez uma aposta certeira em um mercado carente: Jorginho, ex-auxiliar técnico do Palmeiras.
Quando teve a oportunidade de comandar o elenco alvi-verde, Jorginho brilhou. Levou o time à liderança do Brasileirão com um futebol envolvente e empolgante. Os jogadores jogavam por ele. Queriam que ele permanecesse. Poucos conheciam o Palmeiras e o elenco palmeirense como ele.
A diretoria, porém, resolveu apostar no figurão Muricy Ramalho. Julgava que Jorginho não tinha experiência suficiente para comandar o time. O auxiliar, porém, acabou tornando-se uma pesada sombra para o tricampeão brasileiro.
Jorginho esteve perto do Avaí no início do ano. Acaba fechando com o Goiás. Tem condições, conhecimento e ousadia para fazer um ótimo trabalho. E ser, muito em breve, mais um ótimo treinador para os times brasileiros.



2 comentários:
Fiquei sabendo aqui em primeira mão da contratação do Jorginho pelo Goias, ao meu ver uma aposta que pode muito bem dar resultado, abraço.
A aposta é ótima. Os critérios que são lastimáveis.
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