Eles não precisavam disto

A tarefa do Cruzeiro já era das mais complicadas no Morumbi. Lá, o São Paulo ainda não havia levado gols pela Libertadores. Os mineiros precisavam marcar no mínimo duas vezes. E para isto, contavam com força máxima. Contavam, apenas no primeiro minuto. Quando Kléber usou o braço, como de costume, para conferir a distância de Richarlysson e acabou acertando o rosto do adversário de maneira acidental, a história do jogo seria definida. Larrionda exagerou ao aplicar o cartão vermelho. O atacante do Cruzeiro, acabou pagando por seu passado.

Não dá e tãopouco é justo, no entanto, creditar a classificação do São Paulo ao grotesco erro da arbitragem no início do jogo no Morumbi. O tricolor paulista já havia provado no Mineirão, que não precisa de juiz algum para chegar às semifinais da Libertadores. E não precisava mesmo.

Com um jogador a mais a situação ficou cômoda. Ricardo Gomes pôde adiantar Richarlysson e tomar conta definitivamente do meio-campo. A expulsão de seu principal jogador tão cedo foi um balde de água fria nas pretensões celestes. Em campo, notava-se um time abatido.

Com propriedade, o São Paulo tocava a bola e levava perigo. Fábio já havia feito pelo menos duas ótimas defesas quando Júnior César fez jogada espetacular e Hernanes abriu o placar. 1 a 0, São Paulo classificado. O Cruzeiro não teria forças para reverter.

Soberano em campo, o tricolor jogava mais uma bela partida tática e tecnicamente. A movimentação de Fernandão (o melhor em campo) abria espaços tanto para Marlos e Dagoberto quanto para Cicinho chegarem com perigo à grande área cruzeirense. Cabia aos mineiros evitar uma goleada, que poderia ter vindo se os ataque paulista (leia-se Dagoberto) não fosse tão fominha. Ainda no primeiro tempo, veio o segundo gol, apenas para fechar o caixão e definir de vez o semifinalista.

Apesar da expulsão tão cedo, não há como negar que o São Paulo foi soberano nos 180 minutos. Soube superar problemas internos e jogou demais. E deve muito disto a Fernandão. O atacante encaixou como uma luva no time e mostrou o quanto motivação e vontade de jogar fazem diferença no futebol. Assim, Fernandão contagiou todo o time tornando-se rapidamente peça fundamental.

No Cruzeiro, cabe lamentar mais uma vez uma expulsão tão rápida. É impossível saber o que seria do jogo com 11 para cada lado. Mas a eliminação não pode ser nenhuma tragédia. O São Paulo é grande, forte e tradicional. Os mineiros não perderam para qualquer um. Com alguns poucos reforços e a manutenção do ótimo Adilson Batista é candidatíssimo no Brasileirão. Precisa, porém, colocar a cabeça no lugar.

4 comentários:

Net Esportes disse...

O mundo continua girando, a um ano atrás eu lamentava a eliminação com duas derrotas para o Cruzeiro .... hoje o São Paulo chega na semifinal com duas vitórias sobre o Cruzeiro ...... que maravilha !!!! O São Paulo reencontrou a alegria e o bom futebol com Fernandão ... e a tendência e crescer cada vez mais, pelo menos eu espero ....

Leandro disse...

E principalmente Kléber também precisa botar a cabeça no lugar. Além de prejudicar a própria carreira dele, prejudica muito o time com expulsões bestas. Ele poderia tá voando e estar entre os maiores destaques do futebol no Brasil, mas a cabeça quente resulta em diversas expulsões, mau comportamento dentro de campo atrapalhando o rendimento dele. Que faz toda a diferença no Cruzeiro quando está focado apenas em jogar futebol e fazer gols.
Quanto ao São Paulo, tá dando gosto de ver o time jogar! Se defendendo com maestria e atacando com inteligência. Fernandão está sendo um ótimo garçom, mas não conseguiu balançar as redes ainda e não estou exigindo muita coisa dele. É um atacante, deveria fazer gols, mas está ótimo apenas distribuindo bolas e dando assistências. Espero que continue assim e desequilibrará muitos jogos na campanha do tetra.
E estou acreditando no Tetracampeonato!

Gremista Fanático disse...

É cara, parece que o São Paulo se acertou e quando isso acontece, sabemos bem o no que dá, pra mim tá beleza, não sendo o Inter campeão pode ser até mesmo o São Paulo, kkkkkkkkkkkkkkkk, abraço.

Saudações do Gremista Fanático

Blog do Carlão - Futebol é nossa área disse...

Embora relacionadas, acho que a expulsão do Kléber e o confronto São Paulo x Cruzeiro são coisas distintas.

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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