A manteiga virou?

Tentar justificar uma campanha abaixo da crítica depois de tantos investimentos pela sorte (ou falta dela) é no mínimo duvidar da inteligência do torcedor. Sorte ou azar fazem parte do jogo, mas não influem no resultado de um campeonato inteiro. Mas, se a tal manteiga que caía para sempre para baixo era o motivo dos resultados ruins no Brasileirão, dá para "culpar" o pão pela classificação do Atlético-MG na Copa Sul-Americana.

Contra o Grêmio Prudente, mais uma vez o Galo fez um jogo ruim. Com muitos desfalques, mas pegando um adversário desmotivado pela saída do treinador horas antes do confronto, esperava-se um Atlético incisivo em busca da vitória. O time escalado por Luxemburgo, porém, não colaborou.

Outra vez, Diego Souza foi deslocado para o ataque onde já provou que não rende. O esquema com três zagueiros também voltou a funcionar mal, principalmente devido ao baixo rendimento dos dois alas (especialmente Fernandinho). A situação ficava ainda pior porque Ricardinho fazia partida apagada e Serginho errava passes seguidos.

Com três homens no ataque, o Prudente tentava anular a sobra atleticana e surpreender no contra-ataque. Mas a ligação do meio-campo não funcionava, dificultando a chegada com velocidade ao gol dos donos da casa.

O jogo fraco, com poucas oportunidades, melhorou quando Neto Berola entrou no lugar de Jairo Campos. Recuando Diego Souza e abrindo um atacante de velocidade pelos lados, o Galo ganhou uma opção melhor. Aliás, é injustificável neste momento, Berola ficar no banco.

A pressão que os mineiros fizeram (principalmente no segundo tempo) surtia pouco efeito principalmente pela pouca criatividade no meio. Diego Souza é um jogador de força e técnica, mas não de passes brilhantes. Ricardinho, o homem que poderia fazer algo diferente, estava mal no jogo. Cabia apenas a Berola tentar alguma coisa.

E em uma jogada iniciada por ele pelo lado direito, saiu o gol de Ricardinho aos 47 minutos, evitando a disputa de penaltis. Sinal de sorte? Sinal de novos tempos? Pode ser.

Mais importante do que brilhar, era vencer. A temporada do Atlético estava em jogo ontem. O sonho de vencer a Sul-Americana e conquistar a vaga na Libertadores manterá o time motivado e aceso. Mas é necessário saber que a sorte não pode decidir o futuro de um time tão caro. A hora de jogar o mínimo já passou há pelo menos quinze dias.

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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