A notícia não chegou a surpreender já que vinha sendo ventilada há alguns dias. Paulo César Carpegiani deixou de lado o ótimo trabalho que vinha fazendo no Atlético-PR para voltar ao São Paulo, depois de proposta financeiramente irrecusável.

É preciso enxergar os três lados da história:
- O São Paulo agiu mais uma vez sem a menor ética. Mas não pode ser crucificado. Faz parte do jogo e não vai ser o primeiro nem o último clube a contratar um técnico empregado em outra equipe sem dar a mínima satisfação. É a lei do mercado: valorizou um profissional que fazia um bom trabalho em outro lugar e o convenceu a "mudar de lado". Carpegiani é uma boa escolha. Sabe trabalhar com o que tem em mãos, não tem medo de apostar em jovens e já se mostrou competente.
- Paulo César Carpegiani é um bom técnico. De vez em quando peca pelo excesso, mas em termos gerais tem uma carreira recheada de bons trabalhos. Seu trabalho beirava o brilhantismo no Atlético-PR, que só perdeu um jogo nos últimos 13 e se aproxima do G-3 a cada rodada. Assume uma escolha arriscada. No São Paulo, pode não durar até fevereiro de 2011. Mas faz uma escolha pensando na sua carreira e na possibilidade de brigar por algo maior no ano que vem. Poderia ter terminado a temporada no Atlético antes de mudar. E logo, não pode reclamar se for demitido.
- O Atlético-PR perde um grande treinador em um momento importante. Será difícil achar um bom substituto no mercado, principalmente com a pressa que o momento existe. É preciso rapidez para não deixar que a boa fase do time acabe. Carpegiani deixa uma boa base e o treinador que chegar não terá uma missão "impossível". Tem motivos para reclamar do São Paulo? Talvez. Mas não duvido que vão procurar um técnico empregado por aí.
A ética passa longe. E a vida segue...



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