Não foi só o Atlético-MG que garantiu a classificação para a próxima fase da Copa Sul-Americana. Os outros dois brasileiros que entraram em campo ontem, também conseguiram se firmar na próxima fase. Falta apenas o Avaí, que joga hoje, para definir o 100% do Brasil nas oitavas da competição.

A tarefa mais difícil foi a do Goiás. O time começou bem contra o tradicional (mas fraco) Peñarol. Suportou a pressão dos minutos iniciais e conseguia sair com qualidade para os contra-ataques. Abriu o placar em golaço do injustiçado Rafael Moura (que fez o gol e saiu vaiado de campo na primeira partida) e parecia ter a classificação muito bem encaminhada.
Mas em jogos internacionais, contra adversários de peso, é proibido vacilar. Bastou o recuo excessivo no fim do primeiro tempo para a pressão dos uruguaios e a virada ainda nos primeiros 45 minutos. Com Éverton Santos no segundo tempo, Jorginho pretendia aumentar a velocidade e segurar a bola no campo ofensivo. Não adiantou pois o atacante foi expulso (exageradamente) minutos depois de entrar em campo.
A pressão do Peñarol (que precisava de mais um gol) crescia a cada instante até que Carlos Alberto aproveitou sua velocidade para empatar o jogo. A classificação estava bem encaminhada. Mas não impedia que o time levasse um sufoco (e mais um gol) nos minutos finais. Classificação importante para o Goiás, que cresce com Jorginho no comando. Mas que, assim como o Atlético-MG, deveria preocupar-se mais com o Brasileirão.
No outro jogo, o Palmeiras não teve dificuldades para vencer o Universitário de Sucre por 3 a 1. Já havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0 e se classificou com facilidade. Só assisti ao segundo tempo do jogo em Barueri, quando o destino das equipes já estava selado.
Vale constar, porém, que o time de Felipão vai se encaixando aos poucos. Apenas uma derrota nos últimos 10 jogos e o crescimento de jogadores importantes, como Marcos Assunção (que desta vez não marcou de falta), Valdívia e Kléber. Sem falar no cada dia melhor, lateral Gabriel Silva.
Diferentemente dos outros concorrentes, para o Palmeiras a Sul-Americana vale muito. Com uma situação tranquila (mas até certo ponto distante da disputa) no Brasileirão, o caminho para a Libertadores pode ser mais tranquilo para o alvi-verde na competição internacional. Qualidade para isto o time já provou que tem. E apesar de estar na chave mais difícil, com a experiência de Felipão, tem tudo para comemorar no fim do ano.



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