Um bom time começa por um bom goleiro

Este é um dos jargões mais verdadeiros que conheço sobre futebol. Não se faz um bom time sem um bom goleiro. E longe de mim dizer que o Atlético-MG tem hoje um grande time (principalmente após o jogo de ontem). Mas se o torcedor do Galo tem esperanças hoje, de ver o time bem ainda este ano, muito disto passa pela segurança e pelas boas atuações do garoto Renan Ribeiro.

É preciso relativizar a atuação e o jogo de ontem contra o colombiano Santa Fé. Depois de fazer 2 a 0 (e desperdiçar um caminhão de gols) na primeira partida, Dorival optou - de forma certeira - por manter os titulares treinando em BH para o clássico contra o Cruzeiro e mandou a Bogotá um time quase totalmente reserva (além de Renan Ribeiro, Alê e Fernandinho vêm sendo titulares do time principal).

Sem treino, com alguns jogadores fora de ritmo e encarando a altitude, não dava para esperar muita coisa do time atleticano. A decepção ficou por conta do fraquíssimo Santa Fé, que lidera o Campeonato Colombiano. Apesar de jogar de maneira ofensiva, o time não tinha qualidade no meio e atacantes afobados, que chutavam de qualquer maneira para o gol.

Por isso, em alguns momentos parecia jogo de várzea. Os erros de passe saíam um atrás do outro. O Galo tinha campo, mas não conseguia contra-atacar porque Alê e Méndez não acertavam passes de 10 metros. O Santa Fé tinha a bola, mas não tinha condições técnicas para fazer muita coisa com ela.

No fim, no meio de um festival de finalizações toscas, uma bola indefensável e várias boas defesas de Renan Ribeiro, que garantiram o 1 a 0 para os donos da casa e a classificação do Galo para a próxima fase.

Pensar em vencer a Copa Sul-Americana hoje é utópico para um time que ainda precisa de muito para se acertar. Mas um bom início para ter um fim de ano feliz, o Atlético-MG já tem. E seu nome é Renan Ribeiro.

Um comentário:

Fernando Gonzaga disse...

de pensar que o Galo ficou por muito tempo apostando em Fábio Costa, Carini, Aranha, quando a solução para o gol estava dentro de casa....só faltava alguém para enxergar o garoto, e o Dorival foi esse cara, que viu no Renan, o potencial necessário pra assumir a camisa 1 do time mineiro...

abraço!!

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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