Fluminense e Grêmio fizeram um jogo bom, movimentado, equilibrado no Engenhão. Uma verdadeira disputa de dois times que ainda sonham alto no Brasileirão. No fim, a diferença no placar existiu por um motivo: Dario Conca.

A partida no Engenhão teve momentos distintos. No início, o Fluminense foi melhor. Mesmo sem titulares importantes e com Washington isolado na frente, o time conseguia pressionar a saída de bola e dominar o meio-campo. Neste período, Conca fez (mais) um golaço em chute de fora da área.
Pouco depois o Grêmio acordou. Ainda que errasse muito (nos passes e nas finalizações), o time acertou a marcação e roubava a bola com facilidade no meio. Pressionou e poderia ter chegado ao empate, não fossem as finalizações erradas de André Lima e o penalti claro de Leandro Euzébio em Jonas, que Héber Roberto Lopes (o pior árbitro do país) preferiu ignorar mesmo tão perto do lance.
E justamente no momento que a pressão do Grêmio era enorme e o empate parecia questão de tempo, veio ele de novo. Conca aproveitou um meio-chute, meio-passe de Washington (claramente sem confiança e sem marcar há 10 jogos) para fazer o segundo e sacramentar a vitória do Fluminense.
Que obriga o Cruzeiro a vencer o Prudente no sábado para seguir na cola. Que mostra que tem força mais do que suficiente para brigar pelo título mesmo com desfalques importantes. Que mostra a estrela de Muricy Ramalho na hora de decidir.
Vencer o Grêmio não é mole. E o Fluminense consegue em um momento decisivo. Os gaúchos, aliás, que assim como São Paulo e Atlético-PR tem todo o direito de sonhar com uma vaga na Libertadores. Desde que não dê Brasil na Sul-Americana.



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