Tempos distintos e o fim de um projeto

Só uma metade do campo viu a cor da bola no duelo entre Atlético-MG e Corinthians na Arena do Jacaré. A partida que teve dois tempos completamente diferentes, aconteceu apenas de um lado. No fim, melhor para os donos da casa que venceram, se empolgaram e podem (agora de fato) sonhar com o "não-rebaixamento".

Os primeiros 10 minutos deixaram a impressão que o Galo estava disposto a definir logo o jogo. Forçando as jogadas, principalmente com Diego Macedo pelo lado direito, os mineiros não davam tempo para o Corinthians respirar. A impressão de que o jogo seria de pressão dos mandantes cresceu quando Dentinho que voltava de contusão, saiu aos 9 minutos. O Corinthians perdia sua opção para puxar o contra-ataque e se via sufocado.

Adilson enxergou bem o jogo. Recuou Moacir e fez de Paulinho um secretário de Roberto Carlos. Soltou o lateral, que prendia Diego Macedo no campo defensivo. E assim, o Corinthians dominou o meio-campo e teve o jogo ao seu feitio. Com a marcação frouxa, o Galo via o adversário criar chances e a vantagem só não foi definitiva no primeiro tempo graças à mais uma ótima atuação de Renan Ribeiro. Que só falhou uma vez: no gol de Paulinho, aos 43 minutos.

O resultado era justo e obrigava o Atlético a mudar sua postura no segundo tempo. Com Obina no lugar de Diego Macedo, o time ganhava opção ofensiva e empurrava o Corinthians para seu campo. Foi o que aconteceu. Se no primeiro tempo o jogo aconteceu somente no campo defensivo do Galo, no segundo os 45 minutos aconteceram no ataque mineiro.

A pressão do Atlético foi grande até saírem os gols nas bolas paradas. Primeiro com Werley, depois com Zé Luís. Diego Souza, o melhor em campo, também poderia ter marcado. O Corinthians acuado e sem saída (principalmente porque Adilson mexeu mal) não conseguiu reverter e só ameaçou novamente no fim, na base do abafa.

Esta vitória é significativa. Pois veio de forma relativamente consistente e contra um adversário forte. O caminho ainda é complicado. Mas hoje sim é possível ao atleticano sonhar com a permanência de seu time. O projeto de Luxemburgo ficou para trás. E Dorival com seu trabalho, pode reverter a situação.

Quanto ao Corinthians, Adilson se ressente do excesso de desfalques. O time segue forte na briga pelo título. Mas vai precisar de novas opções (principalmente ofensivas) para surpreender os adversários sem Jorge Henrique e Dentinho.

2 comentários:

Fernando Gonzaga disse...

olá meu amigo, estou de volta, rsrs...

o jogo não foi um primor, mas serviu pra mostrar a diferença do Galo comandado por Luxemburgo, para este comandado pelo Dorival...estou começando a achar que o Atlético tem salvação...já o Corinthians sem centroavantes fica refém do seus meias pra balançar as redes, o que é muito arriscado pra quem briga diretamente pelo título...

abraço!!

Felipe Scheid disse...

O Atlético começa a esboçar reação, mas ainda pode ser tarde demais...as contas são desafiadoras, e a tabela ingrata. O time que ganhou do Corinthians já foi outro, mas ainda está muito longe de transmitir segurança de que agora vai. Se for, vai ser no coração, porque não dá tempo de organizar bagunça, resultado do "projeto".

Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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