Não havia pior hora para o Cruzeiro enfrentar o São Paulo no Campeonato Brasileiro. Reta final, momento de definição e um adversário que se reinventou e cresceu vertiginosamente sob o comando de Paulo César Carpegianni. Mais do que isto, um rival que o Cruzeiro parece incapaz de vencer no Brasileirão (a última vitória foi em 2004, de lá para cá, 13 jogos com oito vitórias paulistas e cinco empates).

O jogo no Parque do Sabiá foi marcado por dois times que apostavam na ofensividade para buscar seus objetivos. E no caso, apenas a vitória interessava. Para o Cruzeiro, que poderia assumir a liderança isolada faltando cinco rodadas. E para o São Paulo, que corre contra o tempo para chegar a mais uma Libertadores.
Com quatro homens ofensivos para cada lado, a diferença entre Cruzeiro e São Paulo foi a entrega. Enquanto no Cruzeiro, Montillo e Gilberto observavam sem a bola e Thiago Ribeiro pouco incomodava, no São Paulo, Fernandão apareceu como lateral em alguns momentos e Dagoberto e Lucas não davam paz para os volantes cruzeirenses saírem para o jogo.
Fato fundamental para explicar porque o São Paulo foi superior durante toda a partida e mereceu a vitória por 2 a 0, construída na etapa final. O Cruzeiro tinha menos espaços, não conseguia fazer a bola chegar bem a seus meias e logo, criava pouco. O São Paulo chegava com muita gente, achava espaços pelos lados do campo e tinha a bola em seus pés.
O primeiro gol (belíssimo) marcado por Lucas, o melhor em campo, poderia mudar o jogo. Obrigava Cuca a se mover. Mas o técnico fez o óbvio, trocando Gilberto por Roger e adiantando os laterais. Nem sempre, meias e atacantes são sinônimo de ofensividade. Para o Cruzeiro, seria melhor a troca de um dos meias que observava o jogo por um volante, para reoxigenar o meio-campo e passar a jogar com a bola nos pés.
Os mineiros seguiam dando espaços e em um dos contra-ataques Ricardo Oliveira caiu, fora da área, após ser levemente tocado pelo braço de Léo. Mais um dos incontáveis penaltis mal marcados do Brasileirão. Má fé? Não. Ruindade. Se fosse má fé, o árbitro poderia (aliás, deveria) ter expulsado Gilberto ainda no primeiro tempo após entrada criminosa em Lucas.
O Cruzeiro perde mais uma chance de assumir a ponta. Quando o time precisa acontecer, simplesmente não vai. E devendo muito em termos de saldo de gols, precisará de um final quase impecável para chegar ao título. Mas ainda pode, desde que com mais entrega e cuidado.
Quanto ao São Paulo, repito o que disse na semana passada. Nunca é bom duvidar do tricolor. É o verdadeiro time de chegada. Corinthians e Santos, que estão no caminho do "Jason" que se cuidem.



2 comentários:
Belissima analise. O São Paulo foi superior durante todo o jogo e mereceu a vitória. Marquinhos Paraná, estava suspenso? Ele tem que ser titular nesse time do Cruzeiro, na vaga do Gilberto, para dar uma boa saída de bola e fazer a pelota chegar redonda aos pés de Montillo e Thiago Ribeiro. Quanto ao penalti, RIDICULO. Além de fora da área, nem falta foi.
O sonho da Libertadores ainda continua, para isso é preciso ganhar todos os jogos que restam. E entre o Fluminense e o outro time eu ainda prefiro Cruzeiro campeão. Lembrando que o São Paulo ainda pode ajudar o Cruzeiro, pois jogará contra Fluminense e aquele outro time lá !!!
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