Quem disse que não há final?

Ainda existe quem é contra os pontos corridos. Quem defenda que é mais empolgante o campeonato que tem "uma partida final". Certamente, não presta atenção na tabela do Brasileirão. E não dá valor às várias finais que acontecem durante a temporada no país.

Uma delas logo mais, vai encher o Pacaembu. O Corinthians (vice-líder) recebe o Cruzeiro (terceiro colocado). Faltando apenas quatro jogos para o fim e considerando que o Fluminense, líder, tem um jogo fácil pela frente, é possível imaginar que quem sair derrotado hoje em São Paulo praticamente dá adeus ao título.

E não só por isso, a expectativa é de uma grande partida. Corinthians e Cruzeiro tem dois ótimos times. Tão parecidos e tão diferentes.

A estrutura tática é a mesma. O 4-3-1-2 com intensa movimentação dos volantes e muita força no meio-campo. Será por ali que o jogo provavelmente será decidido. Além disso, as duas equipes tem laterais que jogam no campo ofensivo e que são importantes válvulas de escape (mas deixam espaços nas costas). A semelhança aparece também no ataque: paulistas e mineiros apostam numa dupla ofensiva que mescla velocidade/movimentação (Dentinho e Thiago Ribeiro) com presença de área e faro de gol (Ronaldo e Wellington Paulista).

As semelhanças param por aí. No jeito de jogar, Corinthians e Cruzeiro são muito diferentes.

O atual vice-líder joga com a bola. A marcação é adiantada e o time tem paciência para agredir e se aproximar do gol adversário. Talvez por isso, deixe mais espaços na defesa (sofreu 5 gols a mais que o Cruzeiro no Brasileirão).

Já o time de Cuca, presa pela marcação forte no campo defensivo. É um time que sabe jogar sem a bola sem ser pressionado. E que costuma definir rápido as jogadas, normalmente na bola longa pelo lado direito com Jonathan e Thiago Ribeiro.

Promessa de grande jogo. E de mais uma das várias finais desse Brasileirão. Impossível perder. E desta vez, ficarei em cima do muro. Não dá para apontar favorito.

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Quadro Negro

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O 4-2-3-1 do Fluminense. Pouca mobilidade do setor ofensivo é compensada com "tesão".

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